24.4.06
Pequeno pensamento sobre a (im)previsibilidade
Qual é a característica feminina que é que irrita mais o elemento masculino de um casal? Enfim, pode haver inúmeras respostas, mas julgo que a mais consensual será a imprevisibilidade da gaja. O meu pai, por exemplo, queixa-se frequentemente "Não sei o que deu hoje à tua mãe!".
E o que é que irrita mais uma gaja? Precisamente a previsibilidade do parceiro... Coisas do género "Irra! O teu pai deixa sempre as meias sujas no meio do quarto!".
E de repente apercebi-me. Conheço muito poucos gajos imprevisíveis. Será de mim ou será deles?
17.4.06
Les ponhonheaux
agreable - agradável
14.4.06
de como escrever um auto pode demorar uma tarde
Fui à esquadra acompanhar uma amiga, por causa de uma mala extraviada. Foi preciso dizer o nome da visada, o local do extravio e ainda fazer uma descrição exaustiva do conteúdo da mala. Se para qualquer mortal elaborar um rol das coisas que uma gaja guarda na mala pode ser demorado, imagine-se para um agente da PSP que escreve só com um dedo. Mordisquei as unhas, contei as moscas na sala, andei dezenas de vezes de um lado para o outro do balcão, num derradeiro teste à minha humana paciência!
Quando o senhor agente da PSP se preparava para imprimir o auto, algo acontece! O computador, caprichoso, bloqueia. O agente, aflito, pergunta:
13.4.06
Diário de uma gaja asmática II
10.4.06
Ministro da Economia estagia na Finlândia
5.4.06
Querida Manca
E não se esqueça! Todos aguardamos ansiosamente o desfecho da novela "a gaja e o benfiquista". Conte-nos tudo!
beijos
4.4.06
ai se ele cai
Parvoíce em torno de sinónimos
Proferido por um inteligentíssimo jornalista da SIC no noticiário de hoje
3.4.06
Por falar em Adriana Calcanhot(t)o
Que acontecimentos na vida de uma artista...

(1994)
...levarão a que se lhe cresca um T no meio do nome?
(2002)
1.4.06
A última ceia
A gaja mouca e a gaja manca abraçam-se em lágrimas e afastam-se lentamente. Foi bom enquanto durou.
31.3.06
maneiras imaginativas de controlar o défice
Eu iria mais longe. Proponho mesmo que se transforme Lisboa na Las Vegas da Europa. Mais uns casinos, uns hoteis temáticos aqui e ali, umas capelinhas de casamentos instanstâneos na zona das Docas. Depois era só espalhar uns néons Welcome to Lisbon nas entradas da cidade e à porta do aeroporto. Poderiam ser cor-de-rosa, ficaria bonito.30.3.06
Ou eu ou o benfica
28.3.06
27.3.06
Berlusconi, il grande pagliaccio
21.3.06
aos gatunos conscienciosos
15.3.06
Ele é que era o presidente da junta
"Chamadas eróticas pagas com terrenos
A Portugal Telecom (PT) leva, hoje, à praça, no Tribunal da Guarda, três terrenos penhorados à Junta de Freguesia do Rochoso para cobrar parte de uma dívida superior a 50 mil euros, mais juros de mora contabilizados desde 1998. Uma conta de telefone avultada que resultou das chamadas eróticas efectuadas por um anterior presidente da Junta, que se demitiu pouco depois de rebentar o escândalo. (...) Nesse ano, José Pires Sanches, eleito nas autárquicas de 1997, numa lista independente, foi obrigado a demitir-se de funções ao ser confrontado com uma volumosa conta de telefone, telefonemas realizados em apenas dois meses e meio. O caso foi parar a tribunal, mas o Ministério Público arquivou a queixa-crime contra o autarca.(...)"
in JN, 14.03.2006
As gajas ficaram pasmadas com o volume da dívida e decidiram explorar o assunto. Quisemos tentar perceber afinal quanto tempo por dia é que o senhor José Sanches passaria ao telefone em vez de trabalhar. Sendo assim, assumimos que dois meses e meio correspondem a 55 dias úteis (e que o senhor não ia "trabalhar" ao fim de semana) e que o preço por minuto das chamadas para linhas eróticas é de dois euros. Para falar a verdade, não passámos muito tempo a investigar o preço; poderá ser mais, perguntamos nós? Parecer-nos-ia uma exorbitância, mas neste mundo tudo é possível (e a prova está à vista)!
Chegámos então à surpreendente conclusão de que o senhor José Sanches poderá ter passado em média 7 horas e meia por dia a ligar para linhas eróticas... Repetimos, 7 horas e meia!
Se o seu horário fosse de oito horas, como é normal (e não temos razões para acreditar que este autarca fosse um apaixonado pelo trabalho), isto deixava-lhe meia hora por dia para tratar dos problemas da freguesia que o elegeu.
Ficamos ainda intrigadas com o facto da queixa-crime ter sido arquivada. Os senhores do Ministério Público devem ter considerado que a falta do que fazer por terras do Rochoso, onde só há dois cafés e uma mercearia, são fortes atenuantes - um homem tem de se entreter com qualquer coisa...
14.3.06
circular interna
É com muito pesar que a provedoria deste blog tem notado que andais a produzir muito pouco e que, quando o fazeis, é invariavelmente sem qualquer vislumbre da arte que antes dominaveis na perfeição – o corte. Apenas a título de exemplo, a Mana Tesoura, que actualmente se dedica quase única e exclusivamente à crítica cinematográfica, utiliza expressões como “Reese Witherspoon (…) revela-se uma actriz fenomenal” ou “menina loira da voz sedutora (Scarlet Johanson) está fabulosa”. Mas o que é isto? Não é este tipo de adjectivos que costumava, nos tempos áureos, ser lido por aqui, ora não? Se as coisas continuarem desta maneira, o melhor é mudardes de blog. Usai aquele template azul celeste para combinar com essas postinhas quase angelicais que escreveis. E já agora mudai também o nome para “raparigas de boas famílias na amena cavaqueira e sem maldade”. Achais bem?
Estais constantemente a perder boas oportunidades de escrever belas postas. Que tenhais deixado passar a visita do Senhor Bill Gates a Portugal absolutamente em branco perdoa-se, embora não se compreenda. Mas que não tenha havido um mísero comentário à sumptuosa presença da Dolly Parton na cerimónia dos Óscares isso é, de todo, inaceitável. E que tendes a dizer em relação à afirmação de Ribeiro e Castro, dizendo não ser nenhum chefe de banda? Não digais que não estava a mesmo a pedi-las! Piada tinha era cortar no Paulinho, com certeza. Mas não subestimeis o potencial dos restantes membros do PP! Aliás, não subestimeis todo um país onde todos os dias acontecem coisas que são para vós, amantes do corte, diamantes em bruto. Lapidai gajas. Lapidai!
Agora ide. Ide para vossas casas e voltai só quando tiverdes recuperado o brio e o veneno!
Ass.
A provedoria do gajas no corte
8.3.06
O enxoval
Eu diria que o enxoval é o terror de qualquer gaja. Durante anos ele representou a mais vil descriminação contra as mulheres – todos os Natais e aniversários, enquanto os meninos recebiam brinquedos, milhares e milhares de meninas do nosso Portugal foram presenteadas, por familiares de gosto duvidoso, com artigos para o enxoval. Não se faz!
Depois de cada Natal lá acabava tudo numa arca bafienta ou no fundo de uma armário da casa materna, junto com uma dúzia de bolas de naftalina. E depois por lá ficava abandonado e todas desejávamos fervorosamente não ter de desenterra-lo nunca. Um dia uma gaja decide mudar-se e finge esquecer-se de todos artigos têxteis-lar que acumulou durante uma vida. Umas vezes passa. Outras vezes não.
Acontece que o abandono do enxoval pode acarretar sérios problemas. Em primeiro lugar a família costuma ficar deveras sentida com a não utilização do material fornecido. Em segundo lugar há aquela altura da vida da gaja em que ela se apercebe da real utilidade da treta do enxoval e a necessidade é tal que qualquer uma pondera a utilização de umas toalhitas bordadas ou de uns panos de cozinha com o Galo de Barcelos.
No meu caso pessoal, o que me livrou de conflitos familiares de maior foi ter arranjado uma casa minimal. A escassez de mobiliário é tal que a torna muito pouco naperonável.
Deixo-vos, no entanto, algumas sugestões. Em primeiro lugar não custa nada tentar, desde cedo, sensibilizar a família para que, de facto, a existência de rendas e folhos é totalmente desnecessária. Pode também tentar a troca directa de artigos barrocos pelo modelo básico – algumas mães e tias estão disponíveis a negociações desse género. Em último caso, uma gaja com sentido prático pode sempre reciclar, descoser rendas e bordados, cortar lençóis, etc… Olhe, use a imaginação!
6.3.06
Crash
2.3.06
1.3.06
O Carnaval à portuguesa
Ontem fui a Podence, aldeia do concelho de Macedo de Cavaleiros, e delirei com os caretos. Para quem não sabe, os caretos são uma espécie de diabretes que têm as suas origens em rituais pagãos de fertilidade e que se festejam um pouco por todo o lado em Trás-os-Montes, embora estejam em perigo de extinção. É como um ritual de passagem dos rapazes à idade adulta. Fazem tropelias, entram em todas as casas da aldeia, dizem as verdades que lhes vêm à cabeça e perseguem as raparigas, a quem tentam acertar com os chocalhos que têm à cintura. Ainda tenho as nódoas negras nas costas dos quatro chocalheiros que me elegeram como alvo. Só me senti um pouco desconfortável com o careto franzino e com cerca de metro e meio que me abordou - poderia ser um rapazito de 13 anos? Não achei bem e neste caso em particular dei por mim a pensar que se calhar o carnaval com "tudo à mostra" às vezes tem as suas vantagens...
27.2.06
A ceguinha
26.2.06
Americanices de lágrima ao canto do olho...
A mana tesoura finalmente chegou aos EUA. Passaram já 18 horas desde que saí aí do burgo e a viagem ainda não terminou. Estou ainda em Denver, CO, à espera do meu avião final. Estou a beber a minha primeira “diet soda”, a escrever esta posta e a olhar para a neve nos picos das montanhas.
Durante a viagem Frankfurt/Denver, vi dois filmes. Duas verdadeiras americanadas. O primeiro foi “in her shoes” com a Shirley Maclane e a Cameron Diaz. O segundo foi o “Elizabethtown” com o giraço do Orlando Bloom e a hiper gira Kristin Dunst. Como disse são duas americanadas de primeira, dois melodramas a puxar ao cómico, ou duas comédias a puxar à lágrima. A mana tesoura no entanto como é uma desgraçada duma sentimental chorou o coração fora (do inglês “cry one’s heart out”). Não sei o que se passa comigo. Se calhar era só o cansaço, se calhar sou mesmo é uma piegas, mas não percebo como é que com um filme que amei como o “Brokeback mountain” não verti uma simples lágrima e com estas merdices foi o que foi. Não que a história dos cowboys não tenha mexido comigo. Mexeu, ainda estou a pensar nele, mas se calhar só mesmo com filmes maus é que isto em acontece.
Mas isto não interessa nada. Queria apenas dizer-vos que voltei, que estou praticamente em casa e que assim que tenha acesso à Internet irei ver o que se passa nas gajas no corte e nos blogs dos nossos amigos.
Uma beijoca grande, entre a neve do colorado e os magníficos saguaros do deserto que me espera!
A mana tesoura
P.s.: No meio da excitação e das lágrimas esqueci-me de fazer um comentário. É que realmente este país tem do melhor e do pior. Este aeroporto, que é enorme, tem apenas uma sala de fumo. Sala de fumo essa que mais não é que um bar. O problema é que só te deixam lá fumar se comprares uma bebida. Agora mesmo um homem veio tentar fumar um cigarrinho e por acaso nem queria beber. Pois a empregada disse que ele tinha de apagar o cigarro e sair. Ele ia tirar mais umas passas e a p*t* da gaja nem isso o deixou fazer. Realmente assim não é nada difícil ser uma super potência e ter uma economia que continua a crescer mesmo no meio de uma grande crise internacional. Enfim, americanices…
24.2.06
Posta escrita num momento de fúria!
A Entidade Y manda um mail a dizer que a lista dos candidatos admitidos para o trabalho X está na sua página da internet.
A gaja vai lá ver.
A gaja procura o seu nome na ordem alfabética.
A gaja encontra o nome.
"Admitida" grita a gaja! E pula de contente!
A gaja repara que à frente do seu nome está escrito "Admitido B".
A gaja suspeita.
A gaja procura o singnificado de se ser "Admitido B".
A gaja encontra o significado, em itálico, as letras pequenas: As listas de Candidatos Admitidos encontram-se agrupadas em “Admitido A” e “Admitido B”. Os candidatos admitidos do Grupo A e apenas estes (uma vez que são mais do que o número de vagas) serão submetidos a avaliação curricular a que se seguirá uma entrevista...
Porra, entidade Y, que merda de eufemismo é este? Porque não me puseram directamente na lista dos excluídos? Deixam primeiro uma pessoa pular toda contente e depois vem com um "ah e tal e o camandro, afinal não"? É que eu assim vou fazer a minha vida para outro lado!
21.2.06
Viver no limite
Looking for Alexander
Era uma vez um gato preto, chamado Miau. Na verdade, o seu nome completo era Dom Miau, o que fazia dele para amigos e conhecidos Dom apenas. Dom era uma gato muito manhoso e pouco vaidoso, assaz assenhorado do seu nariz. Era ainda um felino muito caseiro, mas não era rara a vez em que era avistado a arquear o dorso ao Sol no alto de um muro, ou aprimorado nos seus afazeres de gato dengoso rua acima, rua abaixo. Dom gostava de namorar as ondas do mar, mas como era muito desleixado nas suas idas à praia, tempos havia em que as ondas ficavam agitadas e encrespadas de ciúme quando o seu namoro se fazia de Lua Nova.
Ora, foi num desses dias incertos de Inverno que Dom achou por bem ir ao Fantasporto. Calçou as pantufas (que os gatos, ao contrário da gente, só calçam pantufas para sair à rua), vestiu o impermeável escuro e lá foi até ao Teatro Rivoli para ver o seu filme. Dom, a quem não faltavam caprichos de menino mimado, tomou lugar num dos parapeitos das aberturas laterais do teatro e estava languidamente a lamber a pata esquerda quando as luzes da sala se apagaram. As suas pupilas cresceram até ofuscar o azul celeste dos seus olhos: a sessão ia começar.
Dom ficou maravilhado com as lindas imagens em sucessão no ecrã e com as sonoridades que vibravam dos altifalantes, mas como gato que era, pouco entendia da linguagem de gente. Tudo lhe pareceu mais estranho ainda quando reparou no burburinho que tomou conta da sala e viu as pessoas lá em baixo a começarem a sair, muito zangadas. Intrigado, Dom acercou-se do seu amigo gato Dorminsky, que encontrou atrás da tela, bojudo como sempre e de charuto na boca.
− Por que estão as pessoas todas a sair tão zangadas? – inquiriu Dom ao seu felino compadre.
− Porque isto é um filme canadiano falado em francês e ninguém se lembrou de o legendar! – ronronou o gato Dorminsky, incontido de gozo.
Desarmado perante tamanha tolice, Dom virou costas ao Fantasporto e foi passar o resto do serão na companhia das ondas do mar.
− KL
A santa vida da Mana Tesoura

Imagino eu que quem tem seguido este site com alguma atenção (sim, não é preciso assim tanta) já se apercebeu que a mana tesoura é… como descrever?!?! uma maluca. Pois, nem mais nem menos, ou talvez não… penso que é chegada a altura de revelar um pouco mais de mim.
Sou rapariga para ter sido criada num meio bastante católico, sempre fui também rapariga para gostar muito de livros e de arte, assim desde pequenina… Dentro do género, o que mais havia lá por casa eram imagens de santos e uma pequena biografia da Joana d’Arc. 2+2 coisa e tal, a rapariga torna-se numa adolescente fascinada pela Joana d’Arc que via como exemplo daquilo que uma gaja a sério deveria ser. A esta juntaram-se a imagem de outros santos transviados como a Santa Teresa de Ávila e o São Sebastião (e bem mais recentemente como já perceberam a Santa Wilgefortis). Não esquecer ainda o menino Jesus da Cartolinha ao qual, dizem as beatas lá da terra dos meus pais, lhe mudam a roupa todos os dias (eu vaidosa como tudo queria também ter um séquito de beatas que me mudasse a roupa todos os dias). Resultado: Que é que recebo ontem de prenda de aniversário das gajas? Sim, A vida extraordinária dos santos! Estiveram muito bem… mesmo muito bem. Fui para casa devorar o livro… mas os meus piores receios concretizaram-se. É que a minha imagem dos santos tem bem mais a ver com a Joana d’Arc do Dreyer ou com o Sebastienne do Derek Jarman, que com pias ladainhas proto-católicas.
Isto tudo para revelar um sonho: quero fazer O livro da vida dos santos… sempre adorei biografias, sempre adorei cuscar a vida alheia… agora que se banalizaram as pop e movie stars haverá terreno mais fértil para uma gaja como eu? A mim parece-me que seria um projecto fabuloso… ou então, dêem lá um desconto… pode ser só a mana que está com saudades do seu Tom e precisa é de sexo… Quem sabe, quem sabe?
Beijocas,
A mana tesoura
Parabéns à Mana
Mesmo quando se arma em nojentinha, mesmo quando resolve dar uma pitada hard-core aqui ao blog, mesmo quando nos arrasta até locais onde a música é horrível, nós gostamos muito de si e sentiremos a sua falta agora que vai voltar para o seu exílio no deserto! Parabéns e bon voyage Mana!
19.2.06
Hit me baby one more time
E agora que a minha coluna (não falo da vertebral mas sim da que escrevo em N.Y.) se encontra em fase de repouso, decidi por uns tempos regressar a Barcelona e escrever um pouco sobre as pessoas e a cidade (quem estiver interessado na primeira parte desta série pode clicar aqui). O tema do sexo virá mais tarde, para já ficam alguns aspectos quotidianos.
Pois bem, este fim de semana estive a estudar os trajes das várias pessoas que encontrei na noite. E cheguei à conclusão que aqui tudo pode estar na moda. Claro que o mais "in" será o look Poppy. Muito 80's, muito Pop, muito The Strokes, muitas calças justas com All Star e muitos vestidos pretos com pintinhas rosa. Os cabelos, esses são franja à frente dos olhos para os rapazes e bandelete fininha para as raparigas. Mais uma vez se prova que a moda é cíclica. Nem é preciso falar na música.
Resta saber qual a relação entre o traje e a facilidade em encontrar parceiros, mas sobre isso ainda tenho de estudar um pouco mais (como principal interveniente, claro).
Carrie Bradshaw
[em Barcelona]
As dúvidas do Gaspar

Como o Natal é quando uma gaja quiser, hoje recebi um cd do Sérgio Godinho a cantar com os Amigos de Gaspar, que tem lá dentro esta preciosidade:
Quem sou eu? - disse eu
só que ninguém respondeu, ninguém
mas que foi que me deu para estar hoje assim?
Estou aqui, se estou
mas para onde é que eu vou, quem sou?
Toda a gente sabe mais ou menos quem é
Passam carros, passa gente
vão para algum lugar é certo
vão para trás e vão para a frente
vão para longe e vão para perto
vão para algum lugar é certo, vão
Delicioso... Obrigada!
17.2.06
weather man

As gajas ( a mana tesoura e a manca) foram ao Alaska de Mercedes. Passamos a explicar. A mana tesoura e a gaja manca decidiram armar-se em gajas de espírito aberto e alternativas e ver o concerto de apresentação do álbum "Cruising Alaska" de uma banda nova aqui da Invicta chamada "The Weather Man" no bar O Meu Mercedes é Maior Que o Teu.
Não estamos aqui para fazer uma crónica musical, mas mais uma crónica social que é nisso que somos boas.
A nossa mensagem é simples e sucinta: Gajos, se aspiram a ser rock stars não levem os papás aos concertos. Isto não é Sequim de Ouro ( o programa do Topo Gigio, enah, lembram-se do Topo Gigio, eu tinha um Topo Gigio que dormia sempre comigo!!!, acho que foi o meu primeiro homem!!!). Vamos lá ser adultos. É natural que os papás tenham orgulho dos seus meninos, mas estar na primeira fila, a bater palmas ao longo de todas as músicas, com duas máquinas fotográficas é triste... sim, não fica bem.
16.2.06
Walk the line

Pois já vi, já vi...
Isto de se morar em terras do tio sam tinha de ter algumas vantagens... A verdadeira motivação para escrever esta posta tem a ver com a frustração das gajas quando por alturas do balanço 2005 queriam escolher o filme do ano e chegaram à conclusão de que não conseguiam porque já não sabiam muito bem o que tinham visto esse ano. Assim, a mana tesoura decidiu fazer destaques periódicos aos filmes recentemente vistos.
O filme... nem sei o que vos diga... é bom sim senhor. O melhor do filme (são na realidade dois): Reese Witherspoon e as cenas do Folsom Prison Concert. Reese Witherspoon, sim essa gaja que era apenas uma gaja loura em filmes como Legally Blonde I e II (sim filmes maus têm sempre sequelas para além daquelas que possam eventualmente deixar em nós, neste caso a banalização da Loura Burra... sim sim, oh m*r^a, eu sou loura mas não sou burra!!!), revela-se uma actriz fenomenal... As cenas da prisão são de uma energia absolutamente primitiva e tribal. Menos bem no filme... não deixa de ser uma biografia de massas, de puxar à lágrima e de glorificação da máxima da pobre alma perdida a caminhar no vale das sombras que vê a luz (o amor e Deus) e encontra o verdadeiro caminho...
14.2.06
5 x 5
Mana Tesoura
- parar no drive in do krispy kreme doughnuts depois de uma boa festa NAUSEA para comprar doze krispy kreme custard filled doughnuts
- actualizar diariamente o meu gráfico de variação da taxa cambial euro/dolar
- actualizar diariamente o meu gráfico de variação do peso em kg e libras
- acabar as frases com teejaayy
- tirar cotão do umbigo do meu namorado
FriFri
- cantar ópera sempre que conduzo
- falar sozinha enquanto estou no wc
- cheirar sempre as cuecas antes de as vestir
- cheirar sempre as cuecas depois de as tirar
- pedir bebidas num bar com pronúncia de Viseu
Gaja Manca
- chuchar na almofada
- adormecer que nem uma pedra no sofá
- tratar as pessoas e os gatos por "mizi"
- não conseguir andar devagar; mesmo manca, eu nunca ando: corro.
- não conseguir parar de cantarolar ou assobiar, mesmo quando sei que estou a incomodar as pessoas.
Gaja Mouca
- passar sempre para o lado esquerdo dos meus acompanhantes enquanto caminhamos, para os ouvir com o ouvido que não é surdo.
- chamar "pequena" a todas as gajas de quem gosto, independentemente do seu tamanho
- trincar os filtros dos cigarros ao fumar (é um nojo, eu sei)
- cantar o ritmo do "jingle bells" com a seguinte letra "rónhónhó rónhónhó, rónhónhó nhónhó" enquanto aperto um qualquer gato
- não conseguir sair de casa sem uma gigi
E por fim - Je t'aime, moi non plus - les cinq vices capitales de Karl Lagerfeld (segundo o butler do menino Kalé):
- Rever a prestação de 'Waterloo' dos ABBA no festival da Eurovisão em 1974 com uma flûte de Dom Pérignon enquanto lhe fazem a pedicure
- Ler a Vogue na casa de banho
- Morangos com Açúcar
- Ser visto no Estádio da Luz de braço dado com Betty Grafstein
- Être toujours absolument râvissant
E agora, porque o regulamento desta coisa assim o dita e porque somos gajas supersticiosas (ouvimos dizer que se a cadeia fôr interrompida teremos 7 anos de azar) e muito interessadas em conhecer os vícios alheios, continuamos a lançar o desafio! Por isso...
Cócó Na Ventoinha!
Surya!
Pouca Roupa!
Andalsness!
Extravaganza!
...venham jogar! Vocês são concorrentes!
10.2.06
8.2.06
acto de contrição
A INVEJA!!
6.2.06
Um domingo no parque
Como sou oriunda da cidade das bugas, às vezes esqueço-me de que o Porto está longe de ser um paraíso para os ciclistas. Para além disso, em Aveiro basta pedalar uns meros dez minutos para estarmos longe do centro da cidade e a respirar ar puro tendo um esteiro da ria como cenário (ai das meninas que se atrevam a falar mal da qualidade atmosférica de Aveiro, digo-vos já que são previsíveis e que não têm razão nenhuma!)
Para onde é que se vai andar de bicicleta no Porto, pensei eu, se não quero respirar fumo de escape? Para o parque da cidade, claro está. E assim começou a minha aventura.
Comecei por deslizar pela Rua de Nossa Senhora de Fátima abaixo e por descobrir que, afinal, os travões não estavam a funcionar tão bem como eu pensava e que, se queria acabar a jornada sem lesionar mais nenhuma parte do corpo, tinha que moderar a velocidade. A meio da avenida da Boavista, depois de aguentar estoicamente os buracos no chão e o trânsito que me fazia circular a uma velocidade superior à média dos restantes veículos, vi-me rodeada, ao parar num semáforo, por um enxame de scooters dirigidas por aquilo a que eu chamo gunobetos. Um gunobeto é aquele tipo de gajo que anda de cavas, calças curtas e boné, utiliza palavras como "desadesiva" com sotaque do Porto quando quer mandar alguém embora e que gosta de se reunir ruidosamente com os seus semelhantes nas esquinas de pacatos bairros residenciais ou estações de serviço. Estes gunobetos pararam mesmo ao lado da gaja, todos a acelerar, a produzir monóxido de carbono em excesso, a apitar e a fazer comentários jocosos e desagradáveis à gaja em cima da bicicleta. Mau, pensei eu, vou mas é pelo passeio! O pior é que andar de bicicleta no passeio é proibido, e com alguma razão... Depois de andar a fazer gincanas pelo meio das paragens de autocarro, postes de iluminação e transeuntes e de ter feito mais do que uma tangente aos carros estacionados, cheguei finalmente ao meu destino, pensando que a aventura estava terminada e que agora iria circular pacificamente no meio da natureza...
futilidades
Eu sei que com estas postas todas a mana tesoura se arrisca a ganhar o prémio da gaja mais fútil do ano. Mas como a mana tesoura acha que mais vale fútil que sonsa, aqui vai...

Isto para dizer à amiga gaja que comentou a posta anterior que há gajos que mesmo por baixo da pele têm piada... o por baixo da roupa está a ficar extremamente demodé... afinal de contas uma gaja vai a conduzir pelas ruas e não vê mais que gajos semi-despidos. Têm reparado que a mulher objecto foi completamente destronada pelo homem objecto? A que se deve tal coisa? As gajas hoje são mais independentes e têm basicamente o mesmo poder de compra que os gajos... São apesar de tudo ainda as gajas que vão às compras e por isso, mesmo em anúncios de papel higiénico, vende mais ter um gajo giro que uma gaja gira... Os gajos começam a preocupar-se mais com a sua imagem e a ideia de que um gajo é bom de qualquer maneira está mais do que morta... Entre os gajos, os com maior poder de compra são em geral gay e por isso um gajo nú ajuda a vender... Será que a coelhinha da playboy é uma espécie em extinção? Está condenada aos arquivos da arte pop do século XX?
A mana tesoura
2.2.06
e se de repente....
Ambas as imagens são do actor Christian Bale, intérprete dos filmes: O Maquinista e Batman Begins.
Será que ainda podemos confiar nas aparências?, ou,
A mana tesoura
25.1.06
Conversa de uma gaja com a sua avó cavaquista no dia 22 à tarde:
- Sim, tem de ser!
- Pois tem, que é para ver se não elegermos o Cavaco!
- Ai não, aí é que já não concordamos... Ainda agora estive a falar disso com o teu tio: a gente vê aquelas pessoas, como o Jerónimo, e até nos inspiram confiança, mas depois quem é que nos garante que eles cumprem o que prometem?
- Ó avó, mas até parece que o Cavaco alguma vez cumpriu o que prometeu enquanto foi primeiro-ministro...
- Oh minha filha, cada um tem os seus defeitos!"
23.1.06
Obladi Oblada
– KL
21.1.06
match point

A mana tesoura ontem estava com a pássara aos pulos. Sim, não podia esperar mais um minuto sequer. Diziam as críticas que o Sr. Woody Allen tinha regressado ao seu melhor e que ainda por cima o tinha feito com a deslumbrante Scarlet Johanson e com o sedutor Jonathan Rys-Myers (desculpem os erros ortográficos).
Não podia ter valido mais a pena. O filme é deslumbrante. Entretenimento puro e duro, mas do melhor. A menina loira da voz sedutora está fabulosa e o duo com o sexy David Bowie (Velvet Goldmine) funciona às mil maravilhas.
Não percam, os diálogos são soberbos, leves mas espirituosos. O humor está presente em todo o lado sem que por isso seja uma comédia neurótica, as emoções e os sentimentos negros estão por todos os lados, o sexo é do melhor, e o argumento deixa-nos presos em expectativas.
Será que devemos desde já pô-lo na nossa lista como um dos possíveis candidatos a melhor de 2006?
A mana tesoura
19.1.06
Saint Wilgefortis
-in, Y: the descent of man, Steve Jones, 2002"Saint Wilgefortis, daughter of the (catholic) King of Portugal, grew a beard in protest when betrothed against her wishes to the (pagan) King of Sicily. The Sicilian at once refused her, and her father had Wilgefortis crucified. (...) Her story is, nevertheless, probably true , at least in its clinical details. The adrenal gland, above the kidney, has several tasks. It helps control the body's state of alertness, regulates its salt balance and makes steroid hormones. Its products are involved in the response to stress and in sugar and salt regulation, and have the power to induce maleness. (...) The inherited version of the virtuous but unfortunate lady's illness is know as congenital adrenal hyperplasia and is by no means rare. (...) Among hispanics in New York one child in fifty is born with some damage of the gene involved"
16.1.06
O nosso presidente
O que o DEOCN (Departamento de Estatística e Outras Coisas com Números) conseguiu apurar junto das associadas deste blog (que se manisfestaram através de voto secreto) foi que, também num mundo feito à imagem das gajas, não existiria uma segunda volta. Mas ficam-se por aqui as semelhanças entre a sondagem DEOCN/gajasnocorte e as restantes. Na verdade, se fôssemos nós os únicos eleitores deste país, Jerónimo de Sousa venceria sem qualquer problema, com uns esmagadores 60% dos votos. Mário Soares e Francisco Louçã repartiriam entre si os restantes votos e de Cavaco Silva, Manuel Alegre e Garcia Pereira nem reza a história.
Se eu fosse o Miguel Sousa Tavares, o Nuno Rogeiro ou mesmo a Constança Cunha e Sá teria, com certeza, uma série de coisas muitíssimo inteligentes, sensatas e pertinentes a dizer sobre este assunto. Mas (felizmente) não sou e não me cabe a mim analisar estes resultados, apenas publicá-los. No entanto sinto-me tentada a dizer que esta nossa posição reflecte não só o facto de sermos gajas de esquerda (o que me parece inequívoco), mas também uma certa implicância - chamemos-lhe assim para não usar palavras mais intempestivas - com tudo o que ostenta o título de Doutor ou Professor. Não sei. É provável.
O que posso garantir é que no próximo dia 22 a maioria (absoluta!) de nós vai estar a torcer pelo operário comuna! Força Jerónimo!
sunny
Este não é o tipo de posta que estão habituados a ver neste blog. Não é divertida, irónica nem sequer devassadora da intimidade alheia. A mana tesoura está triste. Esta belezinha que vêem na fotografia é a minha cadelita. É a gaja que mais companhia me faz. Na passada sexta feira decidiu desaparecer. Não estava em parte alguma. No dia seguinte foi encontrada pendurada de um cacto pelas patas. (É o que acontece quando se deixam os bichos ao cuidado do namorado, isto gajos não sabem fazer mesmo nada. Toma! Pode ser que desta aprendas!) O seu corpo estava 5ºC abaixo da temperatura normal. Nesta altura ainda está no veterinário a soro, mas pelo menos já lhe conseguiram estabilizar a temperatura. A Sunny vai ficar boa!
Beijocas para todas e para a Sunny em particular.
A mana tesoura.
13.1.06
desejo musical 2006
Esta tarde tive um desejo. Não, não se preocupem caras colegas gajas que não foi sexual. Esses já percebi que não posso partilhar aqui.
Esta tarde decidi comprar um best of dos happy mondays (já agora fui muito eclética e comprei também um da joni mitchel e um do morrissey).

Sim, gaja que é burra não aprende, mesmo depois de ver aquela coisa a que chamaram um concerto de passagem de ano, continuo a ter um carinho especial pelos happy mondays. Temas como hallelujah, loose fit e 24 hour party people são demasiado bons para que um velho, gordo, bêbado e meio cego destrua assim em dois momentos. Há um tema no disco que desconhecia. Os backing vocals são feitos por uma senhora que tem uma voz tal e qual a da Alyson Moyet. E então tive o desejo: é o meu desejo musical de 2006. Quero um dueto entre a Alyson Moyet e o Antony (sim, de Antony and the Johnsons).

Estão a imaginar a classe. Duas vozes poderosíssimas e duas figuras imponentes. Duas almas muito muito torturadas, mas que se recusam a ser lamechas, que têm o poder de mostrar que a dor e o amor, não são necessariamente sentimentos enfraquecedores. Levando o desejo um bocadinho ao extremo, desejaria vê-los assim no Salão Preto e Prata do Casino do Estoril. Uma coisa super decadente e cheia de candelabros. Gostaria de pensar qual seria o tema ideal para eles cantarem, mas sinceramente não me ocorre. Assim sendo, aqui ficam dois desafios. Qual seria o tema ideal para o dueto Antony e Alyson (não a Goldfrapp, embora essa também não ficasse nada mal) fazerem uma versão?
E já agora, qual é o vosso desejo musical para 2006?
(Não frifri, não sonhe, não vai fazer um tema com o Thom Yorke. Ele já fez um com uma gaja bem mais fabulosa que você. )

Beijos gordos ao som da versão do tema Staying Alive (Bee Gees) pelos happy mondays!

A mana tesoura!
12.1.06
Ei avante!
Beira-Mar, Beira-Mar, Beira-Mar!"
Somos campeões de Inverno!
9.1.06
O ano das gajas
Dado o sucesso da posta anterior, ficou aqui demostrado que os blogs são como os livros: quanto mais figurinhas e menos texto tiverem, melhor. Por isso decidimos apostar novamente na cor e na imagem. E vamos fazê-lo em jeito de balanço, até porque hoje lançamos ao mundo a nossa 100ª posta - é obra.
Desta vez, no entanto, arriscamos algo de pessoal, levantando a ponta do véu de anonimato que nos cobre e mostrando um pouco de nós. Mas não muito, claro está, porque gaja que é gaja sabe que o mistério é um dos nossos melhores atributos! Cada gaja contribuiu com uma imagem representativa de algo que, na sua visão pessoal, a marcou ou foi para si importante durante o ano de 2005. Por isso, caras gajas e demais leitores, não esperem compreender coisa alguma. A amálgama de figurinhas são retalhos da nossa vida e só fará sentido para nós. Mesmo assim, cá vai ela. Será a nossa piquena cerimónia para enterrar o ano que passou e dar as boas vindas a este!
5.1.06
Prémios "GAJA 2005"
Iremos hoje divulgar quais as personalidades que, no nosso entender, mais se destacaram no passado ano de 2005. Sabemos que estamos um pouco atrasadas mas a tarefa foi árdua e foi preciso reunir a opinião de todas as gajas que colaboram neste espaço.
Vamos então anunciar os vencedores nas diversas categorias:
Prémio "Gamar, fugir para o Brasil e depois voltar compensa":

Prémio "Gamar e depois concorrer a outra Câmara Municipal não compensa":
Prémio "Gay que ainda não saiu do armário mas que no fundo não engana ninguém" (ex-aqueo) : 
Prémio "Eu sei o que é o sorriso de uma criança":
Prémio "Eu também sei o que é o sorriso de uma criança":
Prémio "Eu que só sabia duas palavras ("Puaaar" e "Toooo"), agora até escrevi um livro":
Prémio "Melhor maillot cor-de-rosa"
Prémio "Noiva do ano"
Prémio "Noivo do ano"
Prémio "Jovem revelação" 
4.1.06
Gajas of the World Unite
Learn to love me
Assemble the ways
Now, today, tomorrow and always
My only weakness is a list of crime
My only weakness is . . . well, never mind, never mind
Oh, gajas of the world
Unite and take over
Gajas of the world
Hand it over
Hand it over
Hand it over
Learn to love me
And assemble the ways
Now, today, tomorrow, and always
My only weakness is a listed crime
But last night the plans of a future war
Was all I saw on Channel Four
Gajas of the world
Unite and take over
Gajas of the world
Hand it over
Hand it over
Hand it over
A heartless hand on my shoulder
A push – and it's over
Alabaster crashes down
(Six months is a long time)
Tried living in the real world
Instead of a shell
But before I began . . .
I was bored before I even began
Gajas of the world
Unite and take over
Gajas of the world
Unite and take over
Gajas of the world
Unite and take over
Gajas of the world
Take over
2.1.06
o contador e as visitas
24.12.05
Posta de Natal
"Muhammad my friend
It's time to tell the world
We both know it was a girl back in Bethlehem
And on that fateful day
When she was crucified
She wore Shiseido Red and we drank tea
By her side"
Diz que era gaja... É capaz de ter razão!
20.12.05
E se, de repente, um desconhecido lhe perguntar das flores...
Suponhamos que enquanto a florista prepara o seu ramo, um desconhecido entra no estabelecimento comercial. Vamos também supor que o desconhecido, com toda a lata que deus nosso senhor distribuiu de forma tão pouco uniforme pelos seus filhos, vos diz "Meti a pata na poça, 'tá a ver... o pé na argola, com a minha esposa e preciso de lhe pedir desculpa. O que sugere que lhe leve?". Vamos ainda fazer de conta que o gajo é forreta e se recusa a gastar muito dinheiro no perdão, uma vez que "isto não está para brincadeiras, a vida está cara e tal".
Chegamos então ao dilema moral que vos queria apresentar. Você:
a) Compreende perfeitamente, essas coisas acontecem e acaba mesmo por sugerir qualquer coisinha?
b) Deixa-se levar pelo impulse de lhe lançar um "para a próxima pensa duas vezes antes de meter a pata na poça/pé na argola ó C*****"
Dê a sua opinião! O que faria nesta situação hipotética?
17.12.05
A divulgação cultural compensa!
Foi com algum espanto que lemos o relatório que nos foi enviado pelo DEOCN. Segundo este conjunto de especialistas, nos últimos três dias, uma pessoa chegou ao nosso blog através da lista de blogs eróticos; 12 pessoas chegaram cá através de pesquisas em motores de busca. Duas dessas pessoas procuraram especificamente "gajas no corte", por isso não vieram, com certeza, ao engano. Quatro pessoas procuraram simplesmente "gajas". E, surpresa das surpresas, seis visitantes vieram cá parar porque procuravam assuntos relacionados com a família von Trapp! Aliás, com este seu singelo post as gajas passaram a constituir uma das principais fontes de informação sobre essa família, na língua de Camões, a circular na Internet!
15.12.05
O crime perfeito
Pois bem, já vos falei aqui de alguns sonhos estranhos que tive, nomeadamente dos que envolvem crimes, cometidos por ou contra a minha pessoa. Esta semana reincidi. Sonhei que cometia o crime perfeito. Nesse sonho, tive cuidados extremos para não ser descoberta; sentia-me em pleno episódio do CSI, mas do lado dos maus. Não deixei impressões digitais, tirei o meu peludo cachecol cor-de-laranja para não haver fibras incriminadoras na cena do crime, nada de pegadas nem resíduos. Quem foi a vítima? Um ex. Não um qualquer ex, não o último ex, mas sim o ex “onde-é-que-eu-estava-com-a-cabeça?”, o único ex até agora que conquistou o direito a ser detestado mesmo passados anos sobre o assunto. Boa escolha, pensarão vocês, amigas gajas, sempre dadas a essas coisas das vinganças.
O único problema disto tudo foi o crime que escolhi cometer. Reparem, gajas: nos sonhos nós somos livres! Podia ter escolhido, sei lá, um atropelamento, um envenenamento, ou o tradicional balázio no meio da testa, ou seja, mandá-lo desta para melhor. Mas não! Escolhi, pura e simplesmente, dissolver à socapa uma quantidade industrial de laxantes na garrafa de água do dito cujo... E ainda por cima acordei antes de poder constatar os resultados!
14.12.05
PicaDealer ou de como nem tudo é o que parece
Os acontecimentos remontam ao tempo em que esta gaja que vos fala era ainda uma pobre estudante deslocada da UP, consequentemente, utente assídua dos tardios comboios que ligavam a cidade do Porto a Viana do Castelo. Numa dessas noites de viagem para Viana, particularmente pouco movimentada, entrei numa carruagem vazia, a prever a bela da soneca com a cabeça encostada à janela. Logo nos primeiros km do trajecto, reparo que o Pica do comboio vem em amena cavaqueira com um jovem. Param junto da porta da carruagem e assisto a uma pequena transacção comercial: jovem dá dinheiro ao Pica, Pica dá ao jovem, não um bilhete de comboio como seria de esperar, mas um pequeno saquito. Se dúvidas houvesse quanto ao conteúdo do saquito o jovem iria dissipá-las mais tarde, quando entrou no quarto de banho e saiu pouco depois acompanhado pelo cheiro óbvio de uma substância fumável ilícita.
Ora eu continuava aninhada no meu cantinho e fora do ângulo de visão do Pica. Só ao passar pelo corredor para a carruagem seguinte é que senhor me viu, tendo-se apercebido que eu tinha ficado a conhecer a actividade com a qual ele suplementava o orçamento familiar.
O Pica então pediu-me o bilhete, sorriu-me, sentou-se no banco ao lado do meu e disse:
- Sabe menina, nem tudo é o que parece!
- Hã não?- respondo eu - Não sei do que está a falar...
- Sabe, já muita gente foi fazer queixa de mim à CP, por eu ser uma pessoa assim... extrovertida!
- Sei, o senhor é extrovertido. Não se preocupe que não tenciono ir fazer queixa de si à CP.
- Ainda bem, é que eu tenho filhos para criar - disse o Pica, sacando da carteira, para comprovar a afirmação com a fotografia de duas criancinhas em idade escolar.
E assim começou a minha conversa com o PicaDealer, que tendo decidido que eu era uma gaja porreira, foi até Viana do Castelo a chatear-me com as suas teorias, sem me deixar prosseguir com a planeada soneca. É com pesar que vos digo que já não me recordo da maioria das teorias do PicaDealer. Uma das que mais gostei foi aquela em que o tipo dizia que, logo depois dos professores (?), os picas são a classe profissional que sofre mais com o adultério e em que a taxa de divórcios é mais elevada. "Anda a gente a percorrer o país de lés a lés e está a nossa mulher em casa com outro, é triste". Ossos do ofício, teria dito eu, mas achei melhor não desenvolver muito o assunto...
Na estação de Viana o Pica disse-me que era por causa das pessoas interessantes que se conheciam no comboio que valia a pena ser Pica e desejou-me uma boa vida. Tá bem, tá, Senhor Pica! Uma boa vida também para si...
Nota: para distinguir o PicaDealer dos restantes Picas, olhem para o pescoço do funcionário. Se tiver um colarzinho de missangas padrão cobra-coral, a imitar o Jim Morrison, saibam com certeza: é ele!
crise de inspiração
9.12.05
Ai que saudades que eu tinha...
"Vai dar entrada na linha número um o comboio precendente de Valença com destino a Porto-Campanhã. Efectua paragens em todas as estações e apeadeiros até Nine e ainda nas estações de Famalicão, Lousado, Trofa, São Romão e Ermesinde."
6.12.05
Da literatura infantil e seus nefastos efeitos
Está nas salas de cinema o filme “Oliver Twist” baseado na obra homónima de Charles Dickens. Não irei ver o filme, que tresanda a blockbuster natalício, mas esta estreia fez-me recordar o livro que li há já muitos anos.
Acho que esse foi um dos meus problemas. Ter lido demasiados livros de Dickens em tenra idade, tão susceptível ainda: ele era o “David Copperfield”, ele era “A pequena Dorrit”, os “Tempos Difíceis”, as “Grandes Esperanças”, sucessões de orfanatos, maus-tratos, fome e demais fatalidades... Li também os livros da Louisa May Alcott, as “Mulherzinhas”, “Boas Esposas”, “Oito Primos” e os “Homenzinhos”, todos eles igualmente de faca e alguidar, uma desgraceira pegada!
Não fossem os livros já suficientemente dramáticos, na televisão a história era a mesma. Os desenhos animados eram de fazer chorar as pedras da calçada: a Heidi e a Ana dos cabelos ruivos, ambas orfãs coitadinhas; tanto o Marco como o Sebastião, perdidos nesse mundo à procura das respectivas mamãs…
Resultado: tornei-me isto que sou hoje, uma jovem adulta profundamente lamechas, que chora baba e ranho no cinema e fica doente com criancinhas a pedir entre as mesas dos cafés.
Mãe, Pai! Porque não me deram antes os livros d' "Os cinco" ou a colecção “Uma Aventura”??
5.12.05
Parabéns FriFri
Beijinhos mil!
1.12.05
Isabel de Castro

Gajas,
Eu sei todas nós nos habituamos a abrir este blog à espera de uma nova tesourada hilariante, da melhor cusquice, e do insight provocador. Mas nem só de isto vive uma gaja. É com muita pena que interrompo este ciclo de tesouradas fenomenais que temos tido, mas não posso deixar de partilhar com vocês o que sinto neste momento.
Morreu Isabel de Castro.
OK muita gente morre e nem por isso falamos delas. Mas Isabel de Castro era especial.
A mana tesoura




