2.3.06

Relatório Trimestral do DEOCN

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a mensagem.

1.3.06

O Carnaval à portuguesa

Ontem, pela primeira vez em muitos anos, decidi festejar o carnaval. Não, amigas gajas, não se assustem! Não desfilei num carro alegórico nem sambei de maminhas ao léu com a pele arrepiada com o frio do Fevereiro português! Não gosto de Carnavais importados! Quem chama aos carnavais que tentam imitar o do Rio "os mais portugueses de Portugal" está, em minha opinião, muito enganado!
Ontem fui a Podence, aldeia do concelho de Macedo de Cavaleiros, e delirei com os caretos. Para quem não sabe, os caretos são uma espécie de diabretes que têm as suas origens em rituais pagãos de fertilidade e que se festejam um pouco por todo o lado em Trás-os-Montes, embora estejam em perigo de extinção. É como um ritual de passagem dos rapazes à idade adulta. Fazem tropelias, entram em todas as casas da aldeia, dizem as verdades que lhes vêm à cabeça e perseguem as raparigas, a quem tentam acertar com os chocalhos que têm à cintura. Ainda tenho as nódoas negras nas costas dos quatro chocalheiros que me elegeram como alvo. Só me senti um pouco desconfortável com o careto franzino e com cerca de metro e meio que me abordou - poderia ser um rapazito de 13 anos? Não achei bem e neste caso em particular dei por mim a pensar que se calhar o carnaval com "tudo à mostra" às vezes tem as suas vantagens...

27.2.06

A ceguinha

Nota: Esta é uma posta politicamente incorrecta. Não aconselhamos a sua leitura a pessoas sensíveis. Não temos livro de reclamações e disso podem queixar-se à DECO.

Uma das personagens do Porto por quem nutro especial antipatia é a ceguinha do túnel de S. Bento. O problema não é tanto a sua mão sempre estendida, a cantilena "dê uma esmola à ceguinha". O que me irrita nela é que, quando passa alguém que não resiste ao lamento e lhe larga uma moeda, a senhora invisual diz "deus lhe conserve os olhinhos". Deus lhe conserve os olhinhos? Mas o que ela quererá dizer com aquilo? Que aos restantes transeuntes sem moedas ou sem pachorra nada lhes dá o direito de conservar os olhinhos? É alguma praga que lhes roga? Este é um assunto particularmente sensível para mim, uma vez que um ouvidinho já lá foi à sua vida, deixando-me mouca como um tamanco. Desde então prezo muito os meus olhinhos isentos de dioptrias.

Há ainda outra coisa que me intriga na ceguinha: se numa semana se passa por ela e se lhe vêem as brancas própria da idade, já na semana a seguir as não tem, no seu cabelo apanhado, sempre perfeitamente pintado e penteado. Uma gaja repara nestas coisas, está-nos no sangue .
Eu suspeito que a ceguinha do túnel vai ao cabeleireiro mais vezes do que eu. É verdade que também não é difícil, que eu só vou cortar umas pontas lá à minha prima Teresa duas vezes por ano, alturas em que me ponho a par da vida da realeza europeia nos últimos meses, no meio de uma imensidão de Hollas atrasadas. É certo que a ceguinha tem direito a andar penteadinha. Eu até acho bem. Eu também tenho o direito de não contribuir com as minhas moedinhas. Nem sequer a troco de um "deus lhe conserve os olhinhos".

Agora que já me sinto a mais vil das gajas por denegrir a imagem de uma pedinte, não bato mais na ceguinha.

26.2.06

Americanices de lágrima ao canto do olho...

Olá olá gajas,

A mana tesoura finalmente chegou aos EUA. Passaram já 18 horas desde que saí aí do burgo e a viagem ainda não terminou. Estou ainda em Denver, CO, à espera do meu avião final. Estou a beber a minha primeira “diet soda”, a escrever esta posta e a olhar para a neve nos picos das montanhas.
Durante a viagem Frankfurt/Denver, vi dois filmes. Duas verdadeiras americanadas. O primeiro foi “in her shoes” com a Shirley Maclane e a Cameron Diaz. O segundo foi o “Elizabethtown” com o giraço do Orlando Bloom e a hiper gira Kristin Dunst. Como disse são duas americanadas de primeira, dois melodramas a puxar ao cómico, ou duas comédias a puxar à lágrima. A mana tesoura no entanto como é uma desgraçada duma sentimental chorou o coração fora (do inglês “cry one’s heart out”). Não sei o que se passa comigo. Se calhar era só o cansaço, se calhar sou mesmo é uma piegas, mas não percebo como é que com um filme que amei como o “Brokeback mountain” não verti uma simples lágrima e com estas merdices foi o que foi. Não que a história dos cowboys não tenha mexido comigo. Mexeu, ainda estou a pensar nele, mas se calhar só mesmo com filmes maus é que isto em acontece.
Mas isto não interessa nada. Queria apenas dizer-vos que voltei, que estou praticamente em casa e que assim que tenha acesso à Internet irei ver o que se passa nas gajas no corte e nos blogs dos nossos amigos.
Uma beijoca grande, entre a neve do colorado e os magníficos saguaros do deserto que me espera!

A mana tesoura

P.s.: No meio da excitação e das lágrimas esqueci-me de fazer um comentário. É que realmente este país tem do melhor e do pior. Este aeroporto, que é enorme, tem apenas uma sala de fumo. Sala de fumo essa que mais não é que um bar. O problema é que só te deixam lá fumar se comprares uma bebida. Agora mesmo um homem veio tentar fumar um cigarrinho e por acaso nem queria beber. Pois a empregada disse que ele tinha de apagar o cigarro e sair. Ele ia tirar mais umas passas e a p*t* da gaja nem isso o deixou fazer. Realmente assim não é nada difícil ser uma super potência e ter uma economia que continua a crescer mesmo no meio de uma grande crise internacional. Enfim, americanices…
(Posta escrita no ido dia 23 Fevereiro de 2006)

24.2.06

Posta escrita num momento de fúria!

Uma gaja concorre para um trabalho X na Entidade Y.
A Entidade Y manda um mail a dizer que a lista dos candidatos admitidos para o trabalho X está na sua página da internet.
A gaja vai lá ver.
A gaja procura o seu nome na ordem alfabética.
A gaja encontra o nome.
"Admitida" grita a gaja! E pula de contente!
A gaja repara que à frente do seu nome está escrito "Admitido B".
A gaja suspeita.
A gaja procura o singnificado de se ser "Admitido B".
A gaja encontra o significado, em itálico, as letras pequenas: As listas de Candidatos Admitidos encontram-se agrupadas em “Admitido A” e “Admitido B”. Os candidatos admitidos do Grupo A e apenas estes (uma vez que são mais do que o número de vagas) serão submetidos a avaliação curricular a que se seguirá uma entrevista...

Porra, entidade Y, que merda de eufemismo é este? Porque não me puseram directamente na lista dos excluídos? Deixam primeiro uma pessoa pular toda contente e depois vem com um "ah e tal e o camandro, afinal não"? É que eu assim vou fazer a minha vida para outro lado!

21.2.06

Viver no limite

Há pessoas ousadas. Pessoas que gostam de um desafio e que nunca negam à partida ciências que desconhecem. Pessoas rebeldes. Pessoas que vivem no limite. Pessoas que vão de S. Bento a Campanhã de comboio sem pagar ou que saem do autocarro pela porta da frente. Hoje eu também fui assim. Sabendo que me iam cortar a água às 9 da manhã, fui tomar banho às 8:58. Radical, hein?

Looking for Alexander

Era uma vez um gato preto, chamado Miau. Na verdade, o seu nome completo era Dom Miau, o que fazia dele para amigos e conhecidos Dom apenas. Dom era uma gato muito manhoso e pouco vaidoso, assaz assenhorado do seu nariz. Era ainda um felino muito caseiro, mas não era rara a vez em que era avistado a arquear o dorso ao Sol no alto de um muro, ou aprimorado nos seus afazeres de gato dengoso rua acima, rua abaixo. Dom gostava de namorar as ondas do mar, mas como era muito desleixado nas suas idas à praia, tempos havia em que as ondas ficavam agitadas e encrespadas de ciúme quando o seu namoro se fazia de Lua Nova.

Ora, foi num desses dias incertos de Inverno que Dom achou por bem ir ao Fantasporto. Calçou as pantufas (que os gatos, ao contrário da gente, só calçam pantufas para sair à rua), vestiu o impermeável escuro e lá foi até ao Teatro Rivoli para ver o seu filme. Dom, a quem não faltavam caprichos de menino mimado, tomou lugar num dos parapeitos das aberturas laterais do teatro e estava languidamente a lamber a pata esquerda quando as luzes da sala se apagaram. As suas pupilas cresceram até ofuscar o azul celeste dos seus olhos: a sessão ia começar.

Dom ficou maravilhado com as lindas imagens em sucessão no ecrã e com as sonoridades que vibravam dos altifalantes, mas como gato que era, pouco entendia da linguagem de gente. Tudo lhe pareceu mais estranho ainda quando reparou no burburinho que tomou conta da sala e viu as pessoas lá em baixo a começarem a sair, muito zangadas. Intrigado, Dom acercou-se do seu amigo gato Dorminsky, que encontrou atrás da tela, bojudo como sempre e de charuto na boca.

− Por que estão as pessoas todas a sair tão zangadas? – inquiriu Dom ao seu felino compadre.

− Porque isto é um filme canadiano falado em francês e ninguém se lembrou de o legendar! – ronronou o gato Dorminsky, incontido de gozo.

Desarmado perante tamanha tolice, Dom virou costas ao Fantasporto e foi passar o resto do serão na companhia das ondas do mar.

− KL

A santa vida da Mana Tesoura


Imagino eu que quem tem seguido este site com alguma atenção (sim, não é preciso assim tanta) já se apercebeu que a mana tesoura é… como descrever?!?! uma maluca. Pois, nem mais nem menos, ou talvez não… penso que é chegada a altura de revelar um pouco mais de mim.
Sou rapariga para ter sido criada num meio bastante católico, sempre fui também rapariga para gostar muito de livros e de arte, assim desde pequenina… Dentro do género, o que mais havia lá por casa eram imagens de santos e uma pequena biografia da Joana d’Arc. 2+2 coisa e tal, a rapariga torna-se numa adolescente fascinada pela Joana d’Arc que via como exemplo daquilo que uma gaja a sério deveria ser. A esta juntaram-se a imagem de outros santos transviados como a Santa Teresa de Ávila e o São Sebastião (e bem mais recentemente como já perceberam a Santa Wilgefortis). Não esquecer ainda o menino Jesus da Cartolinha ao qual, dizem as beatas lá da terra dos meus pais, lhe mudam a roupa todos os dias (eu vaidosa como tudo queria também ter um séquito de beatas que me mudasse a roupa todos os dias). Resultado: Que é que recebo ontem de prenda de aniversário das gajas? Sim, A vida extraordinária dos santos! Estiveram muito bem… mesmo muito bem. Fui para casa devorar o livro… mas os meus piores receios concretizaram-se. É que a minha imagem dos santos tem bem mais a ver com a Joana d’Arc do Dreyer ou com o Sebastienne do Derek Jarman, que com pias ladainhas proto-católicas.
Isto tudo para revelar um sonho: quero fazer O livro da vida dos santos… sempre adorei biografias, sempre adorei cuscar a vida alheia… agora que se banalizaram as pop e movie stars haverá terreno mais fértil para uma gaja como eu? A mim parece-me que seria um projecto fabuloso… ou então, dêem lá um desconto… pode ser só a mana que está com saudades do seu Tom e precisa é de sexo… Quem sabe, quem sabe?

Beijocas,

A mana tesoura

Parabéns à Mana

A nossa estouvada, depravada, sofisticada Mana Tesoura completa hoje mais uma sumptuosa Primavera.
Mesmo quando se arma em nojentinha, mesmo quando resolve dar uma pitada hard-core aqui ao blog, mesmo quando nos arrasta até locais onde a música é horrível, nós gostamos muito de si e sentiremos a sua falta agora que vai voltar para o seu exílio no deserto! Parabéns e bon voyage Mana!
PS. Aqui fica uma prenda para si que demonstra todo o nosso amor!

19.2.06

Hit me baby one more time

Desculpem o título da posta caras amigas, mas estou a ouvir esta música em versão acústica interpretada pelos Travis (por falar nisso, que é feito deles?). E sabem que mais? É uma boa música. Pena a versão original ser cantada por aquela-cujo-nome-não-dizemos.

E agora que a minha coluna (não falo da vertebral mas sim da que escrevo em N.Y.) se encontra em fase de repouso, decidi por uns tempos regressar a Barcelona e escrever um pouco sobre as pessoas e a cidade (quem estiver interessado na primeira parte desta série pode clicar aqui). O tema do sexo virá mais tarde, para já ficam alguns aspectos quotidianos.

Pois bem, este fim de semana estive a estudar os trajes das várias pessoas que encontrei na noite. E cheguei à conclusão que aqui tudo pode estar na moda. Claro que o mais "in" será o look Poppy. Muito 80's, muito Pop, muito The Strokes, muitas calças justas com All Star e muitos vestidos pretos com pintinhas rosa. Os cabelos, esses são franja à frente dos olhos para os rapazes e bandelete fininha para as raparigas. Mais uma vez se prova que a moda é cíclica. Nem é preciso falar na música.

Resta saber qual a relação entre o traje e a facilidade em encontrar parceiros, mas sobre isso ainda tenho de estudar um pouco mais (como principal interveniente, claro).

Carrie Bradshaw
[em Barcelona]

As dúvidas do Gaspar


Como o Natal é quando uma gaja quiser, hoje recebi um cd do Sérgio Godinho a cantar com os Amigos de Gaspar, que tem lá dentro esta preciosidade:

Quem sou eu? - disse eu
só que ninguém respondeu, ninguém
mas que foi que me deu para estar hoje assim?

Estou aqui, se estou
mas para onde é que eu vou, quem sou?
Toda a gente sabe mais ou menos quem é


Passam carros, passa gente
vão para algum lugar é certo
vão para trás e vão para a frente
vão para longe e vão para perto
vão para algum lugar é certo, vão

Delicioso... Obrigada!

17.2.06

weather man


As gajas ( a mana tesoura e a manca) foram ao Alaska de Mercedes. Passamos a explicar. A mana tesoura e a gaja manca decidiram armar-se em gajas de espírito aberto e alternativas e ver o concerto de apresentação do álbum "Cruising Alaska" de uma banda nova aqui da Invicta chamada "The Weather Man" no bar O Meu Mercedes é Maior Que o Teu.
Não estamos aqui para fazer uma crónica musical, mas mais uma crónica social que é nisso que somos boas.
A nossa mensagem é simples e sucinta: Gajos, se aspiram a ser rock stars não levem os papás aos concertos. Isto não é Sequim de Ouro ( o programa do Topo Gigio, enah, lembram-se do Topo Gigio, eu tinha um Topo Gigio que dormia sempre comigo!!!, acho que foi o meu primeiro homem!!!). Vamos lá ser adultos. É natural que os papás tenham orgulho dos seus meninos, mas estar na primeira fila, a bater palmas ao longo de todas as músicas, com duas máquinas fotográficas é triste... sim, não fica bem.
A mana tesoura gostaria de salientar que o baixista era muito muito muito giro...
A gaja manca gostaria de salientar que, fora amadorismos próprios de gajos que ainda levam os papás ao concertos, a música era bem catita...
beijocas da mana tesoura e da manca

16.2.06

Walk the line


Pois já vi, já vi...
Isto de se morar em terras do tio sam tinha de ter algumas vantagens... A verdadeira motivação para escrever esta posta tem a ver com a frustração das gajas quando por alturas do balanço 2005 queriam escolher o filme do ano e chegaram à conclusão de que não conseguiam porque já não sabiam muito bem o que tinham visto esse ano. Assim, a mana tesoura decidiu fazer destaques periódicos aos filmes recentemente vistos.
O filme... nem sei o que vos diga... é bom sim senhor. O melhor do filme (são na realidade dois): Reese Witherspoon e as cenas do Folsom Prison Concert. Reese Witherspoon, sim essa gaja que era apenas uma gaja loura em filmes como Legally Blonde I e II (sim filmes maus têm sempre sequelas para além daquelas que possam eventualmente deixar em nós, neste caso a banalização da Loura Burra... sim sim, oh m*r^a, eu sou loura mas não sou burra!!!), revela-se uma actriz fenomenal... As cenas da prisão são de uma energia absolutamente primitiva e tribal. Menos bem no filme... não deixa de ser uma biografia de massas, de puxar à lágrima e de glorificação da máxima da pobre alma perdida a caminhar no vale das sombras que vê a luz (o amor e Deus) e encontra o verdadeiro caminho...
Em balanço, um filme muito decente. Mais uma história de amor maior que a vida, mas em ano de histórias de amor como Brokeback Mountain, esta não será seguramente aquela que vos vai marcar. Mesmo assim é um filme: A ver. Principalmente se gostam da música do Johnny Cash (as covers feitas pela dupla Reese Witherspoon e Joaquin Phoenix são de facto muito boas) e se são do tipo que dá tudo para chorar baba e ranho num filme. Eu sou...
A mana tesoura

14.2.06

5 x 5

A pedido de muitas famílias.... bem, de algumas famílias... ok, de duas pessoas (obrigada rps e woman once a bird por serem quem são e se lembrarem de nós), decidimos aceitar o desafio de expôr publicamente os nossos cinco vícios mais peculiares. Declara-se então aberta a caça ao vício!


Mana Tesoura

  1. parar no drive in do krispy kreme doughnuts depois de uma boa festa NAUSEA para comprar doze krispy kreme custard filled doughnuts
  2. actualizar diariamente o meu gráfico de variação da taxa cambial euro/dolar
  3. actualizar diariamente o meu gráfico de variação do peso em kg e libras
  4. acabar as frases com teejaayy
  5. tirar cotão do umbigo do meu namorado

FriFri

  1. cantar ópera sempre que conduzo
  2. falar sozinha enquanto estou no wc
  3. cheirar sempre as cuecas antes de as vestir
  4. cheirar sempre as cuecas depois de as tirar
  5. pedir bebidas num bar com pronúncia de Viseu

Gaja Manca

  1. chuchar na almofada
  2. adormecer que nem uma pedra no sofá
  3. tratar as pessoas e os gatos por "mizi"
  4. não conseguir andar devagar; mesmo manca, eu nunca ando: corro.
  5. não conseguir parar de cantarolar ou assobiar, mesmo quando sei que estou a incomodar as pessoas.

Gaja Mouca

  1. passar sempre para o lado esquerdo dos meus acompanhantes enquanto caminhamos, para os ouvir com o ouvido que não é surdo.
  2. chamar "pequena" a todas as gajas de quem gosto, independentemente do seu tamanho
  3. trincar os filtros dos cigarros ao fumar (é um nojo, eu sei)
  4. cantar o ritmo do "jingle bells" com a seguinte letra "rónhónhó rónhónhó, rónhónhó nhónhó" enquanto aperto um qualquer gato
  5. não conseguir sair de casa sem uma gigi

E por fim - Je t'aime, moi non plus - les cinq vices capitales de Karl Lagerfeld (segundo o butler do menino Kalé):

  1. Rever a prestação de 'Waterloo' dos ABBA no festival da Eurovisão em 1974 com uma flûte de Dom Pérignon enquanto lhe fazem a pedicure
  2. Ler a Vogue na casa de banho
  3. Morangos com Açúcar
  4. Ser visto no Estádio da Luz de braço dado com Betty Grafstein
  5. Être toujours absolument râvissant

E agora, porque o regulamento desta coisa assim o dita e porque somos gajas supersticiosas (ouvimos dizer que se a cadeia fôr interrompida teremos 7 anos de azar) e muito interessadas em conhecer os vícios alheios, continuamos a lançar o desafio! Por isso...

Cócó Na Ventoinha!
Surya!
Pouca Roupa!
Andalsness!
Extravaganza!

...venham jogar! Vocês são concorrentes!

10.2.06


in loving memory...

8.2.06

acto de contrição

Hoje o meu saldo (já tão) negativo para com deus aumentou um pouco mais. Porque falhei. Pequei. Retorci-me. O meu pecado de hoje foi:


A INVEJA!!

6.2.06

Um domingo no parque

Sabem como é, minhas amigas: uma gaja fica manca de repente, passa a mexer-se muito menos e subitamente apanha um susto ao olhar para a balança. Sim, é que basta olhar para mim para se perceber que nestes últimos meses atingi uma volumetria corporal nunca antes alcançada! Para além disso, a bem da recuperação do meu pé, há que o exercitar, tal como manda o fisioterapeuta. Pensei eu então: por que não juntar o útil ao útil (sim, o agradável nunca é para aqui chamado) e retomar um hobby há muito esquecido? Sendo assim, para perder calorias e mexer o pezinho doente, esta gaja decidiu ontem ir dar uma volta de bicicleta.
Como sou oriunda da cidade das bugas, às vezes esqueço-me de que o Porto está longe de ser um paraíso para os ciclistas. Para além disso, em Aveiro basta pedalar uns meros dez minutos para estarmos longe do centro da cidade e a respirar ar puro tendo um esteiro da ria como cenário (ai das meninas que se atrevam a falar mal da qualidade atmosférica de Aveiro, digo-vos já que são previsíveis e que não têm razão nenhuma!)
Para onde é que se vai andar de bicicleta no Porto, pensei eu, se não quero respirar fumo de escape? Para o parque da cidade, claro está. E assim começou a minha aventura.
Comecei por deslizar pela Rua de Nossa Senhora de Fátima abaixo e por descobrir que, afinal, os travões não estavam a funcionar tão bem como eu pensava e que, se queria acabar a jornada sem lesionar mais nenhuma parte do corpo, tinha que moderar a velocidade. A meio da avenida da Boavista, depois de aguentar estoicamente os buracos no chão e o trânsito que me fazia circular a uma velocidade superior à média dos restantes veículos, vi-me rodeada, ao parar num semáforo, por um enxame de scooters dirigidas por aquilo a que eu chamo gunobetos. Um gunobeto é aquele tipo de gajo que anda de cavas, calças curtas e boné, utiliza palavras como "desadesiva" com sotaque do Porto quando quer mandar alguém embora e que gosta de se reunir ruidosamente com os seus semelhantes nas esquinas de pacatos bairros residenciais ou estações de serviço. Estes gunobetos pararam mesmo ao lado da gaja, todos a acelerar, a produzir monóxido de carbono em excesso, a apitar e a fazer comentários jocosos e desagradáveis à gaja em cima da bicicleta. Mau, pensei eu, vou mas é pelo passeio! O pior é que andar de bicicleta no passeio é proibido, e com alguma razão... Depois de andar a fazer gincanas pelo meio das paragens de autocarro, postes de iluminação e transeuntes e de ter feito mais do que uma tangente aos carros estacionados, cheguei finalmente ao meu destino, pensando que a aventura estava terminada e que agora iria circular pacificamente no meio da natureza...
Pois, só que me esqueci de que os portuenses só conhecem dois sítios para onde ir passear: o shopping e o parque da cidade. Como estava um solinho agradável e os saldos já acabaram, adivinhem onde é que foi toda a gente... Em vez de um passeio a velocidade de cruzeiro, sem grandes interrupções, tive de passar o tempo todo a tentar não atropelar a avó enquanto me desviava da prima que por sua vez tentava desviar o cão do senhor que vinha a correr em sentido contrário que por sua vez saltava por cima da bola que a criancinha em cima do triciclo tinha lançado para o irmão que estava dentro do carrinho de bebé. Acreditem, minhas amigas, nem no recanto mais escuro do parque uma gaja podia andar à vontade. O passeio no parque da cidade acabou por ser mais um teste à paciência e aos travões da bicicleta do que à resistência dos músculos pouco exercitados... Após duas voltas, estava pronta para regressar a casa. O pior é que no regresso a Avenida da Boavista é a subir. Dado que o meu espírito de sacrifício já era nulo por esta altura, desmontei e levei a bicicleta a pé durante grande parte do percurso.
Estafada e com os músculos doridos, cheguei a casa e comi uma maçã. "Ai que saudável que eu sou", pensei enquanto acendia um merecido cigarro.

futilidades


Eu sei que com estas postas todas a mana tesoura se arrisca a ganhar o prémio da gaja mais fútil do ano. Mas como a mana tesoura acha que mais vale fútil que sonsa, aqui vai...

Isto para dizer à amiga gaja que comentou a posta anterior que há gajos que mesmo por baixo da pele têm piada... o por baixo da roupa está a ficar extremamente demodé... afinal de contas uma gaja vai a conduzir pelas ruas e não vê mais que gajos semi-despidos. Têm reparado que a mulher objecto foi completamente destronada pelo homem objecto? A que se deve tal coisa? As gajas hoje são mais independentes e têm basicamente o mesmo poder de compra que os gajos... São apesar de tudo ainda as gajas que vão às compras e por isso, mesmo em anúncios de papel higiénico, vende mais ter um gajo giro que uma gaja gira... Os gajos começam a preocupar-se mais com a sua imagem e a ideia de que um gajo é bom de qualquer maneira está mais do que morta... Entre os gajos, os com maior poder de compra são em geral gay e por isso um gajo nú ajuda a vender... Será que a coelhinha da playboy é uma espécie em extinção? Está condenada aos arquivos da arte pop do século XX?

A mana tesoura

2.2.06

e se de repente....


E se de repente o Batman tirasse a sua máscara?
Seria isto que iríamos encontrar?
Ambas as imagens são do actor Christian Bale, intérprete dos filmes: O Maquinista e Batman Begins.
Será que ainda podemos confiar nas aparências?, ou,
Será chegada a altura de começar a ver por baixo da pele (roupa)?

A mana tesoura

25.1.06

Conversa de uma gaja com a sua avó cavaquista no dia 22 à tarde:

"- Olá avó! Já votaste?
- Sim, tem de ser!
- Pois tem, que é para ver se não elegermos o Cavaco!
- Ai não, aí é que já não concordamos... Ainda agora estive a falar disso com o teu tio: a gente vê aquelas pessoas, como o Jerónimo, e até nos inspiram confiança, mas depois quem é que nos garante que eles cumprem o que prometem?
- Ó avó, mas até parece que o Cavaco alguma vez cumpriu o que prometeu enquanto foi primeiro-ministro...
- Oh minha filha, cada um tem os seus defeitos!"

23.1.06

Obladi Oblada

É oficial: Berlusconi instala-se no Palácio de Belém. Laura Bush é a nova primeira-dama.

– KL

21.1.06

match point


A mana tesoura ontem estava com a pássara aos pulos. Sim, não podia esperar mais um minuto sequer. Diziam as críticas que o Sr. Woody Allen tinha regressado ao seu melhor e que ainda por cima o tinha feito com a deslumbrante Scarlet Johanson e com o sedutor Jonathan Rys-Myers (desculpem os erros ortográficos).
Não podia ter valido mais a pena. O filme é deslumbrante. Entretenimento puro e duro, mas do melhor. A menina loira da voz sedutora está fabulosa e o duo com o sexy David Bowie (Velvet Goldmine) funciona às mil maravilhas.
Não percam, os diálogos são soberbos, leves mas espirituosos. O humor está presente em todo o lado sem que por isso seja uma comédia neurótica, as emoções e os sentimentos negros estão por todos os lados, o sexo é do melhor, e o argumento deixa-nos presos em expectativas.

Será que devemos desde já pô-lo na nossa lista como um dos possíveis candidatos a melhor de 2006?

A mana tesoura

19.1.06

Saint Wilgefortis

"Três representações da Santa Wilgefortis (Cara forte)"
ao centro uma representação clássica e nos extremos representações contemporâneas.



"Saint Wilgefortis, daughter of the (catholic) King of Portugal, grew a beard in protest when betrothed against her wishes to the (pagan) King of Sicily. The Sicilian at once refused her, and her father had Wilgefortis crucified. (...) Her story is, nevertheless, probably true , at least in its clinical details. The adrenal gland, above the kidney, has several tasks. It helps control the body's state of alertness, regulates its salt balance and makes steroid hormones. Its products are involved in the response to stress and in sugar and salt regulation, and have the power to induce maleness. (...) The inherited version of the virtuous but unfortunate lady's illness is know as congenital adrenal hyperplasia and is by no means rare. (...) Among hispanics in New York one child in fifty is born with some damage of the gene involved"

-in, Y: the descent of man, Steve Jones, 2002

O senhor Steve Jones deveria vir à Peninsula Ibérica e ver que provavelmente aqui as desordens deste gene são bem mais comuns que em Nova Iorque. Por algum motivo a gaja (desculpem a blasfémia) da lenda é filha do Rei de Portugal!
A mana tesoura

16.1.06

O nosso presidente

Já todos devem ter reparado que somos fascinadas por tudo quanto é sondagem e estatística, não perdendo uma oportunidade para postar qualquer coisa com números. Assim sendo, resolvemos fazer a nossa pequena sondagem eleitoral caseira, de forma a averiguar quem seria o Presidente da República se, por um acaso, as gajas representassem o eleitorado português - "deus nos livre", diriam uns; "quem dera", diriam outros.
O que o DEOCN (Departamento de Estatística e Outras Coisas com Números) conseguiu apurar junto das associadas deste blog (que se manisfestaram através de voto secreto) foi que, também num mundo feito à imagem das gajas, não existiria uma segunda volta. Mas ficam-se por aqui as semelhanças entre a sondagem DEOCN/gajasnocorte e as restantes. Na verdade, se fôssemos nós os únicos eleitores deste país, Jerónimo de Sousa venceria sem qualquer problema, com uns esmagadores 60% dos votos. Mário Soares e Francisco Louçã repartiriam entre si os restantes votos e de Cavaco Silva, Manuel Alegre e Garcia Pereira nem reza a história.
Se eu fosse o Miguel Sousa Tavares, o Nuno Rogeiro ou mesmo a Constança Cunha e Sá teria, com certeza, uma série de coisas muitíssimo inteligentes, sensatas e pertinentes a dizer sobre este assunto. Mas (felizmente) não sou e não me cabe a mim analisar estes resultados, apenas publicá-los. No entanto sinto-me tentada a dizer que esta nossa posição reflecte não só o facto de sermos gajas de esquerda (o que me parece inequívoco), mas também uma certa implicância - chamemos-lhe assim para não usar palavras mais intempestivas - com tudo o que ostenta o título de Doutor ou Professor. Não sei. É provável.
O que posso garantir é que no próximo dia 22 a maioria (absoluta!) de nós vai estar a torcer pelo operário comuna! Força Jerónimo!


sunny

Caras leitoras(es):



Este não é o tipo de posta que estão habituados a ver neste blog. Não é divertida, irónica nem sequer devassadora da intimidade alheia. A mana tesoura está triste. Esta belezinha que vêem na fotografia é a minha cadelita. É a gaja que mais companhia me faz. Na passada sexta feira decidiu desaparecer. Não estava em parte alguma. No dia seguinte foi encontrada pendurada de um cacto pelas patas. (É o que acontece quando se deixam os bichos ao cuidado do namorado, isto gajos não sabem fazer mesmo nada. Toma! Pode ser que desta aprendas!) O seu corpo estava 5ºC abaixo da temperatura normal. Nesta altura ainda está no veterinário a soro, mas pelo menos já lhe conseguiram estabilizar a temperatura. A Sunny vai ficar boa!

Beijocas para todas e para a Sunny em particular.

A mana tesoura.

13.1.06

desejo musical 2006

Cara Blogosfera,

Esta tarde tive um desejo. Não, não se preocupem caras colegas gajas que não foi sexual. Esses já percebi que não posso partilhar aqui.
Esta tarde decidi comprar um best of dos happy mondays (já agora fui muito eclética e comprei também um da joni mitchel e um do morrissey).


Sim, gaja que é burra não aprende, mesmo depois de ver aquela coisa a que chamaram um concerto de passagem de ano, continuo a ter um carinho especial pelos happy mondays. Temas como hallelujah, loose fit e 24 hour party people são demasiado bons para que um velho, gordo, bêbado e meio cego destrua assim em dois momentos. Há um tema no disco que desconhecia. Os backing vocals são feitos por uma senhora que tem uma voz tal e qual a da Alyson Moyet. E então tive o desejo: é o meu desejo musical de 2006. Quero um dueto entre a Alyson Moyet e o Antony (sim, de Antony and the Johnsons).

Estão a imaginar a classe. Duas vozes poderosíssimas e duas figuras imponentes. Duas almas muito muito torturadas, mas que se recusam a ser lamechas, que têm o poder de mostrar que a dor e o amor, não são necessariamente sentimentos enfraquecedores. Levando o desejo um bocadinho ao extremo, desejaria vê-los assim no Salão Preto e Prata do Casino do Estoril. Uma coisa super decadente e cheia de candelabros. Gostaria de pensar qual seria o tema ideal para eles cantarem, mas sinceramente não me ocorre. Assim sendo, aqui ficam dois desafios. Qual seria o tema ideal para o dueto Antony e Alyson (não a Goldfrapp, embora essa também não ficasse nada mal) fazerem uma versão?

E já agora, qual é o vosso desejo musical para 2006?

(Não frifri, não sonhe, não vai fazer um tema com o Thom Yorke. Ele já fez um com uma gaja bem mais fabulosa que você. )


Beijos gordos ao som da versão do tema Staying Alive (Bee Gees) pelos happy mondays!



A mana tesoura!

12.1.06

Ei avante!

"Ei avante, rapaziada! Ei avante sem parar! Ei avante, ei avante!
Beira-Mar, Beira-Mar, Beira-Mar!"

Somos campeões de Inverno!

9.1.06

O ano das gajas

Olá meninas

Dado o sucesso da posta anterior, ficou aqui demostrado que os blogs são como os livros: quanto mais figurinhas e menos texto tiverem, melhor. Por isso decidimos apostar novamente na cor e na imagem. E vamos fazê-lo em jeito de balanço, até porque hoje lançamos ao mundo a nossa 100ª posta - é obra.
Desta vez, no entanto, arriscamos algo de pessoal, levantando a ponta do véu de anonimato que nos cobre e mostrando um pouco de nós. Mas não muito, claro está, porque gaja que é gaja sabe que o mistério é um dos nossos melhores atributos! Cada gaja contribuiu com uma imagem representativa de algo que, na sua visão pessoal, a marcou ou foi para si importante durante o ano de 2005. Por isso, caras gajas e demais leitores, não esperem compreender coisa alguma. A amálgama de figurinhas são retalhos da nossa vida e só fará sentido para nós. Mesmo assim, cá vai ela. Será a nossa piquena cerimónia para enterrar o ano que passou e dar as boas vindas a este!

5.1.06

Prémios "GAJA 2005"

Olá amigas

Iremos hoje divulgar quais as personalidades que, no nosso entender, mais se destacaram no passado ano de 2005. Sabemos que estamos um pouco atrasadas mas a tarefa foi árdua e foi preciso reunir a opinião de todas as gajas que colaboram neste espaço.
Vamos então anunciar os vencedores nas diversas categorias:


Prémio "Gamar, fugir para o Brasil e depois voltar compensa":


Prémio "Gamar e depois concorrer a outra Câmara Municipal não compensa":

Prémio "Gay que ainda não saiu do armário mas que no fundo não engana ninguém" (ex-aqueo) :
Prémio "Eu sei o que é o sorriso de uma criança":

Prémio "Eu também sei o que é o sorriso de uma criança":

Prémio "Eu que só sabia duas palavras ("Puaaar" e "Toooo"), agora até escrevi um livro":

Prémio "Melhor maillot cor-de-rosa"

Prémio "Noiva do ano"

Prémio "Noivo do ano"

Prémio "Jovem revelação"

4.1.06

Gajas of the World Unite

(Morrissey/Lagerfeld)

Learn to love me
Assemble the ways
Now, today, tomorrow and always
My only weakness is a list of crime
My only weakness is . . . well, never mind, never mind

Oh, gajas of the world
Unite and take over
Gajas of the world
Hand it over
Hand it over
Hand it over

Learn to love me
And assemble the ways
Now, today, tomorrow, and always
My only weakness is a listed crime
But last night the plans of a future war
Was all I saw on Channel Four

Gajas of the world
Unite and take over
Gajas of the world
Hand it over
Hand it over
Hand it over

A heartless hand on my shoulder
A push – and it's over
Alabaster crashes down
(Six months is a long time)
Tried living in the real world
Instead of a shell
But before I began . . .
I was bored before I even began

Gajas of the world
Unite and take over
Gajas of the world
Unite and take over
Gajas of the world
Unite and take over
Gajas of the world
Take over

– KL

2.1.06

o contador e as visitas

O nosso contador de visitas foi instalado há um mês. Teoricamente já tivemos mais de mil visitas. Somos gajas realistas e sabemos como é: isto são as entradas e saídas da nossa dúzia de visitantes regulares, os nossos caríssimos habitués (a quem aproveito para desejar um bom 2006) e mais os sujeitos que procuram "gajas" no google - não somos propriamente famosas!
Mas nós cedo descobrimos que a grande piada do contador não é exactamente contar. Ele é mais cuscar. Toda a gaja gosta quase tanto de cuscar como de cortar - e o nosso novo brinquedo é o kit de espionagem perfeito, ao alcance de um clique!
Durante este mês fomos tal qual aquela vizinha debruçada na janela, ou aquela que olha de soslaio pela persiana sempre atenta às movimentações da rua: quantos são, de onde vem, quanto tempo ficam... Tudo isto no confortável anonimato da internet, onde os nomes e rostos são substituídos por servidores e IPs e coisas afins. Podemos espreitar à vontade e mesmo assim dormir com a consciência tranquila. É uma cusquice inofensiva. Não faz mal a ninguém. E vamos ficando sempre agradavelmente surpreendidas ao sabermos que temos leitores lá por terras do Alberto João ou mesmo no Brasil (muito para além da Taprobana, portanto). É também bastante recreativo saber que as pesquisas "fotos da Wanda Suart" ou "legos de gajas" podem vir para à nossa porta!
Quem diria, hã? (diz uma vizinha para a outra, com a mão à frente da boca e olhando de canto, para disfarçar...)

24.12.05

Posta de Natal

A Tori Amos tem uma teoria engraçada em relação à criancinha que nasceu nas palhas deitada, nas palhas estendida, lá para os lados de Belém:

"Muhammad my friend
It's time to tell the world
We both know it was a girl back in Bethlehem
And on that fateful day
When she was crucified
She wore Shiseido Red and we drank tea
By her side"

Diz que era gaja... É capaz de ter razão!

20.12.05

E se, de repente, um desconhecido lhe perguntar das flores...

Imagine que quer comprar um ramos de flores. Vai, por hipótese, a uma florista que há ali quase em frente aos Armazéns Marques Soares e ao lado da entrada para o Parque de Estacionamento da Praça de Lisboa, passo a publicidade.
Suponhamos que enquanto a florista prepara o seu ramo, um desconhecido entra no estabelecimento comercial. Vamos também supor que o desconhecido, com toda a lata que deus nosso senhor distribuiu de forma tão pouco uniforme pelos seus filhos, vos diz "Meti a pata na poça, 'tá a ver... o pé na argola, com a minha esposa e preciso de lhe pedir desculpa. O que sugere que lhe leve?". Vamos ainda fazer de conta que o gajo é forreta e se recusa a gastar muito dinheiro no perdão, uma vez que "isto não está para brincadeiras, a vida está cara e tal".

Chegamos então ao dilema moral que vos queria apresentar. Você:

a) Compreende perfeitamente, essas coisas acontecem e acaba mesmo por sugerir qualquer coisinha?

b) Deixa-se levar pelo impulse de lhe lançar um "para a próxima pensa duas vezes antes de meter a pata na poça/pé na argola ó C*****"

Dê a sua opinião! O que faria nesta situação hipotética?

17.12.05

A divulgação cultural compensa!

Esta semana, a nossa querida amiga Rita Rabiga queixou-se de que muitos dos visitantes do seu blog entravam lá após terem feito uma pesquisa com a palavra "rabinho" no Google.
Estamos solidárias com a Rita. Como se devem recordar as gajas já sofreram na pele este tipo de injúria. Uma pessoa escreve “gajas” ou mesmo “rabinho” de forma completamente pura e inocente e depois a sociedade (que é assim espécie de senhora idosa com bigode) cataloga-nos como indecentes, obscenas ou até pornográficas. Não se faz a meninas como nós, educadas com o maior brio e rigor...
Quisemos também saber se grande parte das visitas ao nosso blog resultariam de pesquisas com a palavra "gajas" ou de pessoas que vinham directamente da categoria "erotismo" da lista de blogs portugueses. Por pura curiosidade científica, claro.
A tarefa de clarificar este assunto ficou a cargo do Departamento de Estatística e Outras Coisas com Números (DEOCN), entidade já nacionalmente conhecida pela qualidade científica e imparcialidade dos estudos que publica.
Foi com algum espanto que lemos o relatório que nos foi enviado pelo DEOCN. Segundo este conjunto de especialistas, nos últimos três dias, uma pessoa chegou ao nosso blog através da lista de blogs eróticos; 12 pessoas chegaram cá através de pesquisas em motores de busca. Duas dessas pessoas procuraram especificamente "gajas no corte", por isso não vieram, com certeza, ao engano. Quatro pessoas procuraram simplesmente "gajas". E, surpresa das surpresas, seis visitantes vieram cá parar porque procuravam assuntos relacionados com a família von Trapp! Aliás, com este seu singelo post as gajas passaram a constituir uma das principais fontes de informação sobre essa família, na língua de Camões, a circular na Internet!
Sendo que para todos os efeitos este blog foi classificado como erótico, até apetece citar uma gaja pindérica: é irónico, não acham?

15.12.05

O crime perfeito

Olá minhas amigas! Tenho de confessar: eu também, como a amiga gaja, estou a viver uma profunda crise de inspiração. Nestas alturas, no entanto, tenho uma ferramenta poderosa que sempre me auxilia: os meus sonhos. Eu acho que a monotonia dos sonhos é inversamente proporcional à das nossas vidas. Se calhar é por isso que de há uns tempos para cá tenho tido sonhos interessantíssimos e cheios de adrenalina. Pois é, que a vida não está fácil, e às vezes (mas só às vezes) uma gaja tem mesmo de trabalhar e não lhe sobra tempo para a diversão que todas merecemos.
Pois bem, já vos falei aqui de alguns sonhos estranhos que tive, nomeadamente dos que envolvem crimes, cometidos por ou contra a minha pessoa. Esta semana reincidi. Sonhei que cometia o crime perfeito. Nesse sonho, tive cuidados extremos para não ser descoberta; sentia-me em pleno episódio do CSI, mas do lado dos maus. Não deixei impressões digitais, tirei o meu peludo cachecol cor-de-laranja para não haver fibras incriminadoras na cena do crime, nada de pegadas nem resíduos. Quem foi a vítima? Um ex. Não um qualquer ex, não o último ex, mas sim o ex “onde-é-que-eu-estava-com-a-cabeça?”, o único ex até agora que conquistou o direito a ser detestado mesmo passados anos sobre o assunto. Boa escolha, pensarão vocês, amigas gajas, sempre dadas a essas coisas das vinganças.
O único problema disto tudo foi o crime que escolhi cometer. Reparem, gajas: nos sonhos nós somos livres! Podia ter escolhido, sei lá, um atropelamento, um envenenamento, ou o tradicional balázio no meio da testa, ou seja, mandá-lo desta para melhor. Mas não! Escolhi, pura e simplesmente, dissolver à socapa uma quantidade industrial de laxantes na garrafa de água do dito cujo... E ainda por cima acordei antes de poder constatar os resultados!

14.12.05

PicaDealer ou de como nem tudo é o que parece

Já na semana passada falei aqui nos comboios da CP e no género de personagens que por lá podem aparecer. Não vos falei ainda foi da mais insólita das figuras com quem um dia me cruzei num desses comboios. Resolvi chamar-lhe simplesmente PicaDealer, pelas razões que mais à frente irei expôr.

Os acontecimentos remontam ao tempo em que esta gaja que vos fala era ainda uma pobre estudante deslocada da UP, consequentemente, utente assídua dos tardios comboios que ligavam a cidade do Porto a Viana do Castelo. Numa dessas noites de viagem para Viana, particularmente pouco movimentada, entrei numa carruagem vazia, a prever a bela da soneca com a cabeça encostada à janela. Logo nos primeiros km do trajecto, reparo que o Pica do comboio vem em amena cavaqueira com um jovem. Param junto da porta da carruagem e assisto a uma pequena transacção comercial: jovem dá dinheiro ao Pica, Pica dá ao jovem, não um bilhete de comboio como seria de esperar, mas um pequeno saquito. Se dúvidas houvesse quanto ao conteúdo do saquito o jovem iria dissipá-las mais tarde, quando entrou no quarto de banho e saiu pouco depois acompanhado pelo cheiro óbvio de uma substância fumável ilícita.
Ora eu continuava aninhada no meu cantinho e fora do ângulo de visão do Pica. Só ao passar pelo corredor para a carruagem seguinte é que senhor me viu, tendo-se apercebido que eu tinha ficado a conhecer a actividade com a qual ele suplementava o orçamento familiar.
O Pica então pediu-me o bilhete, sorriu-me, sentou-se no banco ao lado do meu e disse:
- Sabe menina, nem tudo é o que parece!
- Hã não?- respondo eu - Não sei do que está a falar...
- Sabe, já muita gente foi fazer queixa de mim à CP, por eu ser uma pessoa assim... extrovertida!
- Sei, o senhor é extrovertido. Não se preocupe que não tenciono ir fazer queixa de si à CP.
- Ainda bem, é que eu tenho filhos para criar - disse o Pica, sacando da carteira, para comprovar a afirmação com a fotografia de duas criancinhas em idade escolar.

E assim começou a minha conversa com o PicaDealer, que tendo decidido que eu era uma gaja porreira, foi até Viana do Castelo a chatear-me com as suas teorias, sem me deixar prosseguir com a planeada soneca. É com pesar que vos digo que já não me recordo da maioria das teorias do PicaDealer. Uma das que mais gostei foi aquela em que o tipo dizia que, logo depois dos professores (?), os picas são a classe profissional que sofre mais com o adultério e em que a taxa de divórcios é mais elevada. "Anda a gente a percorrer o país de lés a lés e está a nossa mulher em casa com outro, é triste". Ossos do ofício, teria dito eu, mas achei melhor não desenvolver muito o assunto...
Na estação de Viana o Pica disse-me que era por causa das pessoas interessantes que se conheciam no comboio que valia a pena ser Pica e desejou-me uma boa vida. Tá bem, tá, Senhor Pica! Uma boa vida também para si...

Nota: para distinguir o PicaDealer dos restantes Picas, olhem para o pescoço do funcionário. Se tiver um colarzinho de missangas padrão cobra-coral, a imitar o Jim Morrison, saibam com certeza: é ele!

crise de inspiração

As gajas andam um bocado ausentes, esquecidas deste blog. Não as condenemos, elas são miúdas ocupadas, existem coisas que, por uma razão ou outra, normalmente alheia à própria gaja, foram procrastinando (dedico expressamente esta última palavra à Mana Tesoura) e agora tem de ser acabadas. É a vida!
Eu, no entanto, não tenho nada de importante de fazer. Neste momento até estou em greve, em luta pelo pagamento dos meus salários em atraso. Não tenho desculpa. Não posso procrastinar. Sinto-me na obrigação moral de escrever aqui qualquer coisinha. Mas estou em plena crise de inspiração bloguística. Espero que consigam perdoar-me! Escrever, sim! Mas o quê? Por favor amigas gajas e demais amigos, deixem-me ir até ali pensar um bocadinho e já volto.
Beijinhos mil

9.12.05

Ai que saudades que eu tinha...

(ler com colocação de voz tipo anúncio do "restaurador olex" e timbre ligeiramente anasalado)
"Vai dar entrada na linha número um o comboio precendente de Valença com destino a Porto-Campanhã. Efectua paragens em todas as estações e apeadeiros até Nine e ainda nas estações de Famalicão, Lousado, Trofa, São Romão e Ermesinde."
17 paragens
1 hora e 41 minutos (mais meia hora de atraso)
A viagem seria bem mais fácil de suportar não fosse uma discussão idiota, elevada muitos decibéis acima do tolerável ao ouvido humano, mantida por uns gajos tirados a papel químico do Cristiano Ronaldo - a madeixa pirosa espetada com gel rafeiro, os brinquinhos com brilhante e as focinheiras recheadas de acne...

6.12.05

Da literatura infantil e seus nefastos efeitos


Está nas salas de cinema o filme “Oliver Twist” baseado na obra homónima de Charles Dickens. Não irei ver o filme, que tresanda a blockbuster natalício, mas esta estreia fez-me recordar o livro que li há já muitos anos.

Acho que esse foi um dos meus problemas. Ter lido demasiados livros de Dickens em tenra idade, tão susceptível ainda: ele era o “David Copperfield”, ele era “A pequena Dorrit”, os “Tempos Difíceis”, as “Grandes Esperanças”, sucessões de orfanatos, maus-tratos, fome e demais fatalidades... Li também os livros da Louisa May Alcott, as “Mulherzinhas”, “Boas Esposas”, “Oito Primos” e os “Homenzinhos”, todos eles igualmente de faca e alguidar, uma desgraceira pegada!
Não fossem os livros já suficientemente dramáticos, na televisão a história era a mesma. Os desenhos animados eram de fazer chorar as pedras da calçada: a Heidi e a Ana dos cabelos ruivos, ambas orfãs coitadinhas; tanto o Marco como o Sebastião, perdidos nesse mundo à procura das respectivas mamãs…

Resultado: tornei-me isto que sou hoje, uma jovem adulta profundamente lamechas, que chora baba e ranho no cinema e fica doente com criancinhas a pedir entre as mesas dos cafés.

Mãe, Pai! Porque não me deram antes os livros d' "Os cinco" ou a colecção “Uma Aventura”??

5.12.05

Parabéns FriFri

É verdade, minhas amigas! A nossa querida e sempre impiedosamente cortante FriFri comemora hoje o seu aniversário. Nem vou dizer a idade que faz, que é um escândalo de tão novinha que é (mas nada inocente, digo-lhes já!). Como gaja mais velha que sou, resta-me aconselhar-lhe muito juízo. Tudo o que é excesso agora será uma ruga no futuro! E se a menina acha que até está muito bem para a idade que tem, desengane-se, pois não perde pela demora!
Beijinhos mil!

1.12.05

Isabel de Castro


Gajas,

Eu sei todas nós nos habituamos a abrir este blog à espera de uma nova tesourada hilariante, da melhor cusquice, e do insight provocador. Mas nem só de isto vive uma gaja. É com muita pena que interrompo este ciclo de tesouradas fenomenais que temos tido, mas não posso deixar de partilhar com vocês o que sinto neste momento.

Morreu Isabel de Castro.

OK muita gente morre e nem por isso falamos delas. Mas Isabel de Castro era especial.
Confesso não ser grande fã de cinema português. Mas uma coisa é certa se Isabel de Castro estava num filme, então valia a pena ver. O filme poderia ser mau, mas a beleza de Isabel de Castro superava tudo. E principalmente porque ela tinha a beleza a que eu aspiro. Era uma mulher que não ficou presa ao ícone de beleza que havia sido nos anos 50 e 60 (ao nível de qualquer Marylin Monroe, Brigite Bardot, ou Sophia Loren). Era uma mulher que reinventou a sua beleza sempre. Era uma mulher em que a beleza vinha de todas as parte, dos olhos fundos e tristes, das rugas inúmeras, da voz de cana rachada, mas sobretudo de uma experiência de vida que explodia em cada movimento, e de uma doçura quase brutal. De facto apenas consigo pensar numa outra star com as mesmas qualidades, Katherine Hepburn. (Por pura ignorância cibernautica não consigo introduzir uma foto da Katherine Hepburn.)

A mana tesoura

30.11.05

no meu tempo é que era...

Regra: Qualquer blog de gaja tem que ter posts sobre moda. Claro que, como equipa dedicada e pluralista que somos, já temos o senhor KL para nos falar disso. Mesmo assim, decidi eu própria fazer uma petite postette sobre o tema.

Pois bem, uma coisa que me começou a intrigar há já algum tempo foi a questão das modas propriamente ditas. E o tempo que é necessário para uma coisa inverter a sua posição: passar de último grito a démodé (e vice-versa).

Situação 1 - Eu sabia que ser krida e fofa havia de compensar!
Como não podia deixar de ser, estou a referir-me a essa personagem de culto (ou que se tornou de culto), a Kitty. A Kitty era, até há bem pouco tempo (se tivermos em conta a idade da gaja que escreve), uma coisa pindérica. Ter estojos, borrachas, mochilas e outros acessórios da gatinha com o laçarote vermelho era sinónimo de uma mentalidade muito infantil. E agora? Agora é vêr as miúdas crescidas a desfilar por essas noites fora com o kit completo (que inclui meias às riscas rosa e preto) a dizer que são freaks ou electroclashers.

Situação 2 - Tudo a sair do armário.
Quando eu era piquena ninguém falava deles. Agora, e apesar de ainda não ser este um mundo arco-íris, parece que estão na moda (e sim, a última medida do Papa apoia a minha teoria). É vê-los a desfilar por aí, a fazer concursos e programas de entretenimento, a entrar em nossas casas diariamente. E quantas de nós minhas amigas gajas, não adoramos ter um amiguinho Gay, hein? É sensível quando fala de sentimentos, percebe de moda e sabe apreciar rapazes.

Situação 3 - Com a verdade me enganas.
No prato oposto da balança está o senhor Herman José. Quem não se lembra de estar em pulgas com os olhos pregados no televisor à espera de ver O Tal Canal, os programas de fim de ano ou até mesmo o Herman Enciclopédia. A partir daí, tudo começou a desmoronar-se. Primeiro tentou imitar o Jay Leno com o Herman SIC, depois começou a descolorar o cabelo (processo gradual, que pelo meio passou por um loiro asqueroso). Há pouco tempo soubemos que o seu Rolex foi roubado nos balneário do Holmes Place, já pra não falar no seu envolvimento no processo Casa Pia. Enfim... senhor Herman, o senhor já não está na moda!

Situação 4 - Jeans de Cidade.
Gajas (e alguns gajos)! Vão ao vosso baú. Procurem bem, e de certeza que encontrarão um par de calças elásticas. Sim, nos meus tempos de liceu, gaja que não aparecesse com umas calças elásticas de ganga ou verdes era logo posta de parte. Além de serem extremamente quentinhas e confortáveis, com umas calças assim de certeza que uma gaja arranjava um namorado surfista.

Tudo isto me leva a crer que a moda é cíclica (mais o facto de agora estar tudo a voltar às All Star, casacos de couro e músicas dos anos 80). E agora que se aproxima o natal, só gostava que voltassem os meus queridos barriguitas!

frifri

29.11.05

SPM

Nota prévia: esta é uma posta de gaja. Pode causar desconforto, embaraço ou até uma certa náusea no leitor do sexo masculino.

Fui eu que no domingo escrevi a posta em que chamava caga-na-saquinha ao Guterres. Ontem, quando a li, resolvi apaga-la. Foi o primeiro sinal da grande neura que me iria acompanhar o resto do dia. Essa neura tem um nome – chama-se SPM, ou Síndrome Pré-Menstrual.
Para os que não estão familiarizados com os sintomas desta requintada tortura mensal, eles são:

Alterações do humor tipo depressão, fadiga, cansaço fácil, desinteresse pessoal, irritabilidade, instabilidade emocional, falta de concentração, alterações do apetite, alterações no ritmo do sono, sensação de estar fora do controlo, choro frequente e mesmo alterações da personalidade ou do comportamento.
Podem também ocorrer dores abdominais, com dores musculares generalizadas, tensão mamária, graus variáveis de edema, cefaleias, náuseas, ou mesmo vómitos. Estes sintomas podem ser tão graves que levam à limitação da actividade física diária.

Bom, cada gaja é uma gaja e todas reagimos de forma diferente. Eu, pessoalmente, não fico deprimida. Ansiosa sim. Mas mais irritadiça (e irritante). E furibunda. Confesso que às vezes é uma vantagem puder atirar tudo para as largas costas das hormonas, mas que o preço a pagar é alto, lá isso é!
Ontem foi, pelas questões fisiológicas que acima referi, um dia para esquecer. Tudo parecia enfurecer-me, nomeadamente:
  • a minha própria posta:
  • senhoras que acham que todas temos o direito e o dever de confraternizar nos balneários da piscina;
  • empregadas de balcão que nos querem vender roupa que obviamente não queremos;
  • pónhónhós estacionados em segunda fila;
  • empregados de balcão que deixam arrefecer o café por estarem a ver o FCP;
  • pessoas com bigode em geral.


Eu não sou uma gaja mal-educada. Por maior que tivesse sido a minha vontade de insultar essa gente toda, não o fiz (ok, talvez tenha insultado ligeiramente o dito automobilista). Em contrapartida domino bastante bem a técnica da fulminação visual! Ainda hoje há criancinhas que me temem à custa disso. É praticamente infalível e pode ser usada como qualquer arma de arremesso.
Talvez num outro dia sorrisse condescendentemente a cada uma destas pessoas (menos ao pónhónhó). Ontem, todos pareciam ter sido postos no meu caminho para testar os limites da minha paciência! E esses limites estavam especialmente estreitos...

24.11.05

As montanhas estavam mesmo vivas

Um belo serão, estava eu sentadinha no sofá a fazer zapping com uma gata ao colo quando algo me despertou a atenção. O nome de Maria von Trapp! Tratava-se de uma biografia da mesma. Pestanejei, incrédula. Maria von Trapp? A mesma da "Música no Coração"? A governanta que cantava "the hills are alive..."? A ex-freira que se casou com um irascível viúvo pai de um autêntico batalhão? Ela existiu mesmo? Fiquei maravilhada. Para mim, foi um choque tão grande como o que sentiria se me dissessem que o Dartacão era real e que a obra de Alexandre Dumas mais não era que uma adaptação humanizada da vida desse grande canino! E como eu sou incapaz de ficar maravilhada sozinha, decidi partilhar com vocês a história da verdadeira Maria von Trapp. Até certa altura, aliás, não é muito diferente da do filme, se exceptuarmos o facto de que ela tinha um péssimo feitio e era uma autêntica ditadora na família. Conseguem imaginar? "Crianças, abram-me mas é essas goelas, senão levam tantas que até andam de lado!"
O que o filme não conta, é que às tantas a família (cada vez maior agora graças à contribuição de Maria) ficou na bancarrota. Para sobreviver, decidem encetar uma carreira como cantores e partem em digressão por toda a Europa. No entanto, esta felicidade acabou quando Hitler invadiu Salzburgo e a família decidiu partir rumo a uma vida melhor. Mas qual fuga a pé pelas montanhas qual carapuça, isso são historinhas de Hollywood! De comboio é que se vai bem, que é mais confortável e o frio faz mal à voz, pois então. E assim seguiram até Itália. Daqui aos Estados Unidos foi um saltinho e a família instalou-se no sítio mais parecido com a Áustria que conseguiu encontrar - Vermont. Em solo americano continuaram com sucesso a carreira nas cantorias (tendo agora como título "the Trapp family singers"). Até que, horror dos horrores, o capitão von Trapp morreu, deixando Maria a braços com uma família que detestava os seus modos ditadores, um grupo coral onde já ninguém queria cantar, e uma crise financeira. Foi então que Maria decidiu vender os direitos da sua autobiografia (por uma ninharia, diga-se de passagem). O resto já se sabe...
A verdadeira Maria caiu no esquecimento, mas nasceu um mito!
Só mais uma pequena curiosidade: a Maria von Trapp foi concedida uma pequena participação no filme "Música no Coração". Fazia de uma das obesas freiras que cirandavam pelo convento!
Esperamos assim, queridas amigas, ter tocado o vosso coração! Lembrem-se de tudo isto quando virem este maravilhoso filme pela enésima vez este Natal!

21.11.05

70 x 7

Enquanto procurava a chave do euro milhões nesse mundo de informação que se chama teletexto, descobri algo que me aterrorizou. Ao passar os olhos pela programação da RTP reparei que o 70 x 7 ainda existe, e continua a atormentar gerações e gerações de criancinhas das que acordam às 7 da matina!
Comentando este assunto com o Senhor V., esse grande filósofo de quem as gajas têm o privilégio de ser amigas, ele apresentou-me a sua teoria. Segundo ele, o desinteresse dos jovens da nossa geração pelos assuntos religiosos está intimamente relacionado com o facto de termos suportado esta estopada demasiadas manhãs das nossas vidas, enquanto esperavamos pacientemente pelos desenhos animados.

18.11.05

Karl Lagerfeld confesses himself to Madonna (1-888-2-CONFESS)

Forgive me Madonna for I have sinned. I have been a very naughty boy lately. Nobody knows I lead a double life. I just can't stand it anymore but I don't know how to end with it. Whenever I'm not shinning in a passerelle in Rome or Paris I am a decadent drag queen whose name is Gigi Velásquez. That's when I spend nights posing and dancing and flirting in some cheap disco clubs and trying to steel others girl's boyfriends. I also want to be treated like garbage. I'm tired of being worshiped as the drama queen of the haute couture. I long for releasing my pony-tail and being trashed as the drag queen of the dance floors.
You think that's it? Well it isn't. I'm in love with this guy working in a pizza place and he's very selfish and he just got out of jail. I bailed him out, but he doesn't love me. I spend my nights crying waiting for his call, yet he's careless for me. He says I'm not bitchy enough for him.
I just don't know if I'm able to repent yet. I guess I'll just follow your example and keep on with this ludicrous life of mine. I Hope you'll forgive me someday. I love your record by the way.

See you later.

KL

Diário de uma gaja asmática I

Ontem resolvi tirar partido do meu horário altamente flexível (correm até boatos de que eu não faço nenhum) e aproveitar o solito da tarde.
Levei os Arcade Fire a passear.
Estacionei o veículo, enfiei as bolotas nos ouvidos, carreguei no play e lá fomos nós.
Tudo estava bem, os meninos iam cavando os seus túneis pelo caminho, quando comecei a sentir uma ligeira falta de ar. Pelo sim, pelo não, achei melhor não esganiçar a-mãe-devia-era-ter-te-chamado-Laika, para poupar o fôlego, não fosse o diabo tecê-las.
Ora o diabo é um gajo que existe para nos arreliar e resolveu tecê-las na mesma. Quando dei por mim - já estavam os Arcade Fire num oportuno power out - tinha chegado o meu velho arqui-inimigo, o ATAQUE DE ASMA!
Vasculhei a minha carteira de gaja até encontrar a minha bomba salvadora. Qual não é o meu espanto quando reparo que o pequeno aerossol está VAZIO... A tragédia, o drama, o horror!
Comecei então a fazer contas à vida. Pelas minhas contas tinha 3 hipóteses:
1 - Voltar para casa, onde há bombas em diversas gavetas
2 - Sentar-me no passeio e esperar que passe
3 - Procurar a farmácia mais próxima
Entretanto já estava a ouvir o crown of love. Eu até acho que a música é catita e tal, mas não me parece a banda sonora mais apropriada para a tomada de decisões difícies (ok ok, não são assim tão difíceis mas como sabem esta posta é minha e eu exagero o que me apetecer!). Ó amigos, Arcade, filhos, violinos? violinos não, carago! Não me lixem, isto ainda não é um funeral! E eles em uníssono "É, é!" (repare, caro leitor, na qualidade deste trocadilho)!
FW > > Next! A seguir, mesmo a calhar, vinha o wake up. É isso mesmo, ala para a farmácia, que a minha vida não é isto e eu não tenho a tarde toda.
Felizmente nesta cidade dá-se um pontapé numa pedra e aparece logo uma farmácia!
Pensava eu que a minha agonia havia terminado uma vez que estava descoberta a porcaria da farmácia e afinal, caros leitores, ainda não era desta! Afinal havia uma fila! Uma GIGANTESCA fila! E eu, em notável e notada dificuldade respiratória fiquei ali à espera, sem conseguir sensibilizar ninguém para a urgência da minha situação! Respirei fundo (o mais fundo que conseguia...), concentrei-me na palmeirinha e na serpente da farmácia... Now here's the sun, it's alright!(Lies, lies!); Every time you close your eyes Lies, lies!
De qualquer das maneiras ficou ali mesmo prometido que jamais voltaria a ceder um lugar em qualquer fila, nem que tenha uma tonelada de compras e a pessoa atrás de mim vá comprar uma carteira de fósforos. Nem ceder um lugar no autocarro, mesmo a um velho de 95 anos, coxo, cego e hemofílico. Porra!!
Finalmente chegou a minha vez. Venderam-me a bomba. Bendito broncodilatador! Quem é que descobriu o salbutamol em spray?? Enviem-me já o Nobel a esses gajo!!
O ar volta.
Sentei nos degraus do chafariz da Praça e a Régine começou a cantar in the backseat.

17.11.05

Vamos lá fazer alguma coisa com real utilidadade pública



Minhas amigas e meus amigos:

Este canito foi abandonado junto das instalações onde as gajas trabalham. Procuramos desesperadamente (como a Madonna, no filme) um novo lar para o bicho. Se não conseguirmos o nosso propósito em breve, já há quem lhe tenha providenciado um bilhete só de ida até ao canil, e depois daí até ao paraíso dos canídeos são dois passos!

Ajudem-nos a ajuda-lo!
Se souberem de alguém que possa acolher o cão por favor enviem-nos um mail para

gajasnocorte@hotmail.com

Obrigadas!!

15.11.05

No comments (bem alguns comments!)


Apetecia-me escrever, No comments...
Mas sendo eu uma gaja, e sabendo todas nós que as gajas têm sempre que dizer alguma coisa, aqui vai.

Esta imagem é retirada do web site do senhor Vincent Gallo. Está na secção de Merchandising... o que ele está a tentar vender... bem, custa um milhão de dólares e se a compradora for negra (preta, mulata, escura, o que quiserem) ele recusa-se a vender o item em questão.
Apenas isto daria uma bela de uma posta, meu eu muito sinceramente não me sinto capaz de tanto.
Mas a imagem só em si, é digna de comentário.
Obviamente esta é uma peça de arte profética em que o artista revela que será o próximo presidente republicano dos EUA. Assim esperamos, uma vez que isto mais não significa que a realizar-se a profecia: NÃO HAVERÁ MAIS NENHUM PRESIDENTE REPUBLICANO DOS EUA!

A mana tesoura
(ai acalme-se lá mana, deixe-se de coisas sérias e torne a ser a maluca que é!)

Estou velha

Eu sei que tem sido o nosso espírito rir de tudo e de todos, mesmo do mais desagradável. Gaja que é gaja encara tudo de sorriso nos lábios. Choramingar, para além de fazer rugas, esborrata a maquilhagem, e digo-vos desde já que não há nada mais possidónio que rímel a escorrer por uma face abaixo.
Mas permitam-me, por favor, esta lagrimita de desgosto. Afinal, há dias em que uma gaja, por mais que tente, não se consegue rir… E no meu caso isso acontece no dia de hoje, porque foi há precisamente três meses que esta vossa amiga que vos escreve torceu o pé numa aparatosa queda. Três meses, pensarão todos vós, deveria ser mais do que suficiente para recuperar de uma simples entorse. Mas não, esta gaja continua manca e a fazer fisioterapia.
Mudando para um assunto sem qualquer ligação aparente (mas minhas amigas, tenham paciência e já verão onde eu quero chegar), sexta-feira fui ao Batô. Devo confessar que nunca fui grande fã do estabelecimento (a previsibilidade da música enjoa-me profundamente), mas é um dos poucos sítios onde ainda se pode dançar e cantar ao mesmo tempo… Mas foi no Batô, na sexta-feira, que tive uma espécie de revelação:
Estou velha.
Quando, às cinco e tal da manhã, se ouviram os primeiros acordes da “Just”, dos Radiohead, quatro ou cinco gatos pingados (incluindo eu), abriram os braços extasiados e, no centro da pista, cantaram a letra de cor. Tudo isto perante a indiferença do resto da multidão que nem sequer sabia que raio de música era aquela. Foi aí que eu compreendi. Olhei bem para as caras de toda a gente que ali estava e percebi que aquelas quatro ou cinco pessoas eram as únicas que pertenciam à minha geração. Eu nunca senti antes que fizesse parte de uma geração. De repente apercebi-me que aquela música que estávamos a cantar faz parte de um maravilhoso disco que eu ofereci a mim própria no Natal de há 10 anos atrás… 10 anos! É muito tempo. Aposto que há dez anos os meus tendões e ligamentos recuperariam mais depressa...

14.11.05

O Oposto de Patriarquia é...?

(Passa-se na Escola António Sérgio de Gaia.)
Duas alunas, uma de 17 e outra de 19 anos, foram admoestadas pelo facto de , no momento em que viam as notas da Páscoa, se terem beijado.
A primeira questão que se coloca é esta: será legítimo que os alunos e alunas tenham expressões de afecto e mesmo de desejo no espaço da escola? Não estou a dizer que façam amor numa aula de Matemática, o que consituiria manifesto desrespeito pelas palavras do professor, tal como ler o jornal, ouvir música ou jogar xadrez. Ora parece que o presidente do Conselho Executivo da Escola, professor António Teixeira, declarou que "não permitimos beijos, abraços ou apalpões, de heterossexuais ou de homossexuais". Pessoalmente preferia "carícias" em vez de "apalpões".
Mas a aluna mais velha queixa-se que a vice-presidente do Conselho Executivo, depois de lhe ter chamado "lésbica" aos berros, levou a que a directora de turma denunciasse aos pais aquela relação "anormal". Porque, como é fácil adivinhar, se o beijo incriminado tivesse sido trocado entre um rapaz e uma rapariga as reacções teriam sido nulas
Modificado de Eduardo Prado Coelho o fio do horizonte


Gajas, confesso que me sinto chocada… se fossem dois rapazes eu compreendia perfeitamente… afinal de contas, nesta sociedade patriarcal em que vivemos é mais que comum que a visão de duas mulheres a beijarem-se (principalmente se forem bonitas) seja considerada sexy e erótica (lá vamos nós outra vez), mas dois gajos não, korror, essas bichas…!!! Mas lendo melhor a notícia, apercebo-me que estou errada, porque aqui a autoridade é feminina (a vice-presidente, e a directora de turma), assim sendo, não posso deixar de me questionar (I can´t help but wonder, como diria a nossa amiga Carrie), será que quando as gajas estão no poder, substituímos uma sociedade patriarcal por uma matriarcal. O contrário de patriarcal é matriarcal ou é fraternal? Citando essa gaja fabulosa que se chama Sinéad O’Connor:

“I do think that women could make politics irrelevant.
By a kind of spontaneous cooperative action,
the like of which we have never seen.
Which is so far from people's ideas of state structure
and vital social structure that seems to them like total anarchy.
And what it really is is very subtle forms of interrellation
which do not follow sort of hierachical pattern which is fundamentally patriarchal.
The opposite to patriarchy is not matriarchy but fraternity.
And I think it's women who are going to have to break this spiral of power
and find the trick of cooperation.”
Um Beijo grande,
A Mana tesoura

12.11.05

outra vez a clarita

Nos primórdios do "gajas no corte" escolhemos a Clara Pinto Correia para ser a primeira a sentir o quão afiada é a nossa tesoura. Precisamente um ano passado desde então, deixo-vos aqui uma citação da nossa colega Clarita, que demonstra não só que ela continua altamente cortável, como também porque se arrisca a transformar-se num ícon deste nosso blog.

“Para mim, a inteligência é muitíssimo atraente, sexy, apelativa. Mas isso não quer dizer que as pessoas tenham de ser doutoradas. Uma das minhas melhores amigas, por exemplo, é cabeleireira”.


cortesia do amigo pouca roupa

11.11.05

é o nosso aniversário

O nosso pequeno blog cor-de-rosa faz hoje um ano.

Eu sei que é um bocado foleiro dar os parabéns a nós próprias, mas na ausência de uma comissão de especialistas organizada para a comemoração desta efeméride e sem um clube de fãs devidamente organizado, não nos resta outra alternativa…

FELIZ ANIVERSÁRIO!!

10.11.05

Breastfeeding man

Gajas,

Todas sabemos que os homens têm inveja de nós.
Embora o seu machismo (já aqui amplamente discutido) não o permita admitir, eles na verdade têm inveja das nossas maminhas (ai lá vamos nós ser chamadas de eróticas outra vez... eu sei, é tudo culpa minha que sou uma maluca!!!), têm inveja da nossa lingerie, da maquilhagem, etc... Ao final das contas (como diria aquela mulher qe todas nós adorámos) sempre que lhes dão uma oportunidade (seja ele carnaval, halloween ou apenas uma boa de uma "bebedeira") lá estão eles a pôr um vestidinho, uma peruca e mais maquilhagem do que a que nós usamos num mês inteiro. Agora, gajas, isto que encontrei hoje parece-me que é um bocadinho de mais!!! (http://www.unassistedchildbirth.com/miscarticles/milkmen.html)
Já não há territórios sagrados? Não é que agora os gajos também acham que podem amamentar e tudo isto só com o poder da mente? Quanto tempo será que leva ao Professor mestre Miguel para efectuar esta proeza? E quanto tempo faltará para que eles comecem a ter o período e a conceber?

A (louca da) mana tesoura.

O Dr. Miguel é que sabe

Hoje encontrei no meu elevador um papel que dizia:

PROFESSOR MESTRE
DR. MIGUEL

Encontra-se no nosso Pais um Grande Mestre Professor de Astrologia, Internacionalmente reconhecido com 23 anos de experiência. Ajuda a resolver problemas dos mais difíceis ou graves com urgência e honestidade como são: Amor, Amarração da Mulher em 15 dias e do Homem em 8 dias, Impotência Sexual, Mau Olhado, Depressões, Negócios, Justiça, Invejas, Doenças Espirituais, Emprego, Vícios, Drogas, Alcoolismo. Lê a sorte e faz-te saber o teu Passado, Presente e Futuro.

Faz consultas pessoalmente ou à distância.
Atende todos os dias das 8h às 22h.

Após uma leitura atenta dei por mim a pensar "Porque será que a Amarração do Homem demora menos uma semana?"...

Nota: o mau português é da total responsabilidade do dr. Miguel ou dos seus assistentes. A gaja não tem nada a ver com isso!

3.11.05

Quanto mais me bates...

Por que é que nós, as gajas, gostamos tanto de quem nos trata mal? Lembrei-me disto porque estive a fazer arqueologia electrónica e fui dar com uns emocionantes mails de há três anos atrás que troquei com o meu gajo-fétiche e que resolvi partilhar com vocês.



GAJA: “Hi Vincent. I've written to you a few weeks ago. Don't think I’m writing now to insist - I don't really care if you answer or not -, but I would just like to say that I got to see «Stranded» last week in a movie festival here in Portugal - «Fantasporto». I really liked the film. It was so incredibly bad that one had to like it. Ok, that was all that I wanted to say, so bye!
P.S. Your album came out a month ago here in Portugal. Couldn't you think of better lyrics?

VG: “Oh yes, I had a nice song about portugal with a lot of words that rhyme with monkey. fuck you fuck europe and fuck Portugal

GAJA: “Hi again Vincent. Just because you feel like a big and shiny hollywood star, it doesn't mean that you don't have to accept a criticism just like everyone else. Moreover, I didn't say I didn't like your work. In fact, I liked the album and Buffalo 66 is my favorite film ever! You probably have tons of people saying how good you are and feeding your ego, you don't need more people saying that. GROW UP! And FUCK YOU.”

VG: “Listen you little passive aggressive whore. passive aggression is the evil of mankind. I promise you enough people have bad things to say about me. I don't need you for that and I could take it. but your subtle passive aggression is full of shit. fuck you and don't write back”.

GAJA: “Just a thought I had: are you really Vincent Gallo or someone pretending? If so, you pretend very well. I'm sure he is as rude as you are.”

VG: “Oh know it is me. are you really a monkey or just a small chimp?”

Eu já sabia, porque como gaja que sou gosto de saber tudo sobre a vida alheia, que o homem era desagradável, irritante, com a mania das grandezas, egocêntrico e reaccionário (então não é que ele apoia o Bush?), mas isto ultrapassou as expectativas! Fui brindada com um Vincent em todo o seu esplendor! E confesso que gostei!

2.11.05

Contraditório

Nós as gajas somos a favor do contraditório. Por isso, depois de termos divulgado um blog dedicado ao Sr. Mário Soares, deixamos aqui ficar este link!