8.7.08

Astrologia para gajas II

Carneiro
Carneiro é o primeiro signo do Zodíaco, embora eu não perceba porque é que para os efeitos astrológicos se começa a contar em Março.
Se és Carneiro parece que nasceste para a liderança. Tem de ser tudo feito à tua maneira, tudo como tu queres. Falas pelos cotovelos mas não ouves ninguém. E jamais paras sossegada no teu canto – podes chamar hiperactividade aos bichos-carpinteiros, mas ninguém te atura. Outra característica que ajuda a que ninguém te consiga aguentar mais de uma hora é seres uma grande mimada e achares que o mundo gira em volta do teu pequeno umbigo.
Basicamente, és um ser insuportável.

Virgem
Se quisesse ser meiguinha podia dizer que uma virgem é meticulosa ou perfeccionista. No entanto, podes chamar-lhe o que quiseres, mas o que na verdade tens é a mania das arrumações e das limpezas, isto a roçar o comportamento obsessivo-compulsivo. Nunca dizes palavrões, és muito educada, mas também a maior cusca que o mundo já conheceu.
Mas no fundo as virgens são boas gajas . No meio da tua preenchidíssima agenda social, ainda arranjas tempo para ajudar os pobrezinhos e tudo.

Escorpião
Se és escorpião, então é porque és uma grande cabra. Cabra mesmo. És fria, vingativa, má como as cobras (ou como os escorpiões, neste caso). Pisas e gostas de ficar ali a ver a vítima a espernear – és a verdadeira psicopata. Tal como nos filmes de Hollywood, as psicopatas são gajas misteriosas e sexy, e por isso fazes grande sucesso no campo amoroso.
É preciso ter cuidadinho com uma gaja destas. O melhor é sermos todas amigas delas. Gaja escorpião, eu adoro-te. Mesmo. Do fundinho do meu coração.

Astrologia para gajas I

Fiquei de tal forma intrigada com o facto do Senhor David Sedaris ter adivinhado o signo da Facadas que decidi dedicar-me ao estudo (aprofundadíssimo, como é meu apanágio) da Astrologia. Queria descobrir que características exibe a nossa amiga gaja que denunciam tão descaradamente o seu signo, como se tivesse um post-it colado na testa.

Eis a minha conclusão: a Astrologia é, para além de uma coisa parva, extremamente cruel. A cada uma das doze fatias do Zodíaco estão associados uma série de defeitos muito desagradáveis, com os quais uma gaja parece ter de se resignar, uma vez que a poderosíssima conjuntura astral assim o determina.

Apresentarei, a título de exemplo, as características dos signos das gajas associadas a este estaminé, em linguagem descodificada para português corrente.

É já de seguida, não perca as próximas postas!

oracular spectacular


WOWOWOWOWOWOWWWWW!!!!

Now this is what I call a blast... I had heard of these guys but never took the time to actually listen to them... Until yesterday they popped up on my iPod and what a blast... the sound is so great, it is bigger than life. Now I don't usually post in english, but in this case I am so overwhelmed that the words won't even come out right in portuguese. So watch the video of "time to pretend" the song that took me over without warning and read the fabulous lyrics...
I am in love!


Time to pretend
I'm feeling rough, I'm feeling raw, I'm in the prime of my life.
Let's make some music, make some money, find some models for wives.
I'll move to Paris, shoot some heroin, and fuck with the stars.
You man the island and the cocaine and the elegant cars.

This is our decision, to live fast and die young.
We've got the vision, now let's have some fun.
Yeah, it's overwhelming, but what else can we do.
Get jobs in offices, and wake up for the morning commute.

Forget about our mothers and our friends
We're fated to pretend
To pretend
We're fated to pretend
To pretend

I'll miss the playgrounds and the animals and digging up worms
I'll miss the comfort of my mother and the weight of the world
I'll miss my sister, miss my father, miss my dog and my home
Yeah, I'll miss the boredom and the freedom and the time spent alone.

There's really nothing, nothing we can do
Love must be forgotten, life can always start up anew.
The models will have children, we'll get a divorce
We'll find some more models, everything must run it's course.

We'll choke on our vomit and that will be the end
We were fated to pretend
To pretend
We're fated to pretend
To pretend

Yeah, yeah, yeah
Yeah, yeah, yeah
Yeah, yeah, yeah
Yeah, yeah, yeah


A facadas

3.7.08

Uma conversa com David Sedaris


Caras gajas,

Como sempre eu gosto de iniciar postas com avisos a tripulacao, ou seja, dar desculpas antes mesmo de comecar para que as expectativas em relacao ao que vao ler sejam muito baixas. Desta forma uma desilusao e menos provavel.
1. Eu nao tenho muito jeito para contar historias.
2. Voces provavelmente nao conhecem o David Sedaris.
3. Whatever.

O David Sedaris e um escritor fenomenal. Se querem ler uma porrada de hitorias curtas que mais nao sao do que um tipo a contar episodios depreciativos da sua vida e da sua familia, entao o David Sedaris e a escolha perfeita. Existe pelo menos um livro dele editado em Portugal, chama-se "Eu falar bonito um dia (Me talk pretty one day)". O novo livro dele acaba de ser editado e chama-se: "When you are engulfed in flames". Mas isto nao vai ser uma critica literaria porque ainda nem sequer li o livro. Ora bem, ha dois dias atras o senhor veio aqui ao deserto promover o livro, ler umas passagens, contar umas piadas, responder a umas perguntas e assinar uns livros.
Uma gaja gostou tanto mas tanto da "apresentacao" do senhor que decidiu que uma vez que ia comprar o livro e ia, melhor seria levar uma dedicatoria e tudo.
To cut a long story short, ja passava da meia noite quando a minha vez chegou. Aqui fica um excerto do dialogo:
David: Hi.
Facadas: Hi, how are you?
D: Good, so tell me, you're piscies right?
F: How the hell would you know such a thing?
D: Oh, I just know things. Who should I make this to?
F: Tom, he is my boyfriend.
D: OK and does Tom speak spanish?
F: No he doesn't. Why would you think that?
D: Well you speak spanish don't you?
F: I actually do, but in fact I am Portuguese and not Spanish.
D: Is Tom taking the opportunity to learn some Portuguese?
F: Not that much yet, but he will pretty soon as we are moving together to Portugal a year from now.
D: Portugal, oh how swell. Unfortunately I have never been to Portugal.
F: You should, living in France and all, it is so close that you should go. It is a very nice country and the people are really friendly and welcoming.
D: Oh I know that, I know a lot of portuguese in Paris. You know all the concierges and maids in Paris are Portuguese.
F: Yes, but you know not all of us are concierges and maids. In fact I had the worst time of my life while I was studying in Paris for two months. Parisians are real assholes. Or maybe they were just rude because they figured I was a maid.
D: The Parisians have a very bad reputation, don't they, but they are actually nice people. By the way, do you think that Barack Obama is circumcised or uncircumcised?
F: I am sure that he is circumcised, I am sorry if that ruins any fantasy of yours.
D: How so?
F: Just because I don't understand why everybody thinks he is so special. Well I don't think he is all that special, and even if he is, there is no reason why he would be special down there.

Bem, como vos avisei, isto nao teve muita piada, mas acreditem que ao vivo teve. E tambem isto e uma versao encurtada. Nao tenho tempo ou pachorra para escrever a conversa toda.

Moral da historia: como raio e que ele sabia que eu sou peixes?

Experimentem ler um livro dele, e hilariante.

A facadas.

19.6.08

Isqué?!?


O novo álbum dos Sigur Rós chama-se "með suð í eyrum við spilum endalaust". É um nome bonito, sim senhor, gostei muito.

No entanto, várias dúvidas me assaltam. A saber:

1. O que é que isto quer dizer?

2. Como é que isto se pronuncia?*

3. Será que os senhores locutores de rádio e apresentadores de televisão conseguem dizer isto ou vão ter formação específica?**


* a primeira pessoa que me explicar como é que isto se pronuncia recebe um caramelo. Prometo!


** já estou mesmo a ver a Isabel Figueira, pobrezita: "entrou esta semana para o top de vendas nacional o último álbum dos islandeses Sigur Rós, de seu nome méo, quer dizer, miu, hum... olha, vai passar em rodapé já a seguir"

15.6.08

Esta semana, no escurinho do cinema



Sou uma gaja muito antiga, tão antiga que em tempos vi filmes em VHS. O que era uma grande chatice à qual as novas gerações de gajas estão imúnes - ele era as cassestes de vídeo que ocupavam muito espaço nas prateleiras, ele era as fitas que ficavam todas trincadas quandos as víamos muitas vezes, ele era a malta lá de casa a gravar um jogo do Benfica em cima do meu filme favorito!

Foi a Mana Tesoura (essa tola) que me emprestou a cassete com o Pillow Book. Vi-o depois disso mais uma montanha de vezes. É um dos meus favoritos.

Agora, graças ao cineclube da minha nova terra posso vê-lo pela primeira vez no escurinho do cinema. Bom presságio, minhas gentes - aqui vou ser feliz!

11.6.08

voltei voltei

...não voltei de lá, ainda estou em España. Mas voltei às lides dos blogues!
Como portuguesas que somos já sei que estavam a morrer de saudades, e eu também. Tenho tanto pra contar que nem sei por donde empezar.. Ai desculpem é que de vez em quando me sai uma espanholada (sem conotaçao erótica, suas doidas!)

Então pra começar queria partilhar convosco um blogue lindo, fantástico maravilhoso que é o do nosso amigo Cláudio Ramos. Epá não sei... mas este senhor inspira-me. Será que finalmente descobri alguém ainda mais fácil de cortar que a Ana Malhoa (agora Blonde Latine)?

Por onde começar... Adoro o seu livro "Geneticamente Fúteis", uma pérola para qualquer gaja Bióloga. Adoro os erros de Português do senhor escritor "
mas prova bem o que a felicidade faz ás pessoas.
" Adoro as fotos. Adoro o look tigre garanhão com a sua écharpe e a bocarra aberta para engolir o microfone. Adoro a mancha de suor na sovaqueira. Adoro que o senhor Cláudio seja feliz e o queira mostrar ao mundo. Adoro que o senhor Cláudio saiba tão bem a definição do que é ser chic. Adoro os poemas estilo José Castelo Branco (este ainda não tem blog??)

A minha dúvida é: será que é mesmo o Cláudio que escreve este blog? Não será alguém a querer fazê-lo passar por um ganda totó (como se o que vemos na TV não bastasse)?

xoxo
gossip gaja (já explicarei este nick)

30.5.08

Foi ontem...




...que Scout Niblett (ou Emma, diz que é assim que ela se chama na verdade) veio cantar para meia dúzia de gatos pingados, visivelmente encantados!
Vim deixar uma amostra para as gajas que não conhecem.

p.s. - quando ela cantou esta música em particular, o senhor-que-é-conhecido-por-muitos-nomes não entrou sala adentro. O que podia ter acontecido, porque ontem foi noite de coisas estranhas acontecerem.

Alguém sabe onde foi parar o site meter? Eu divertia-me com aquilo, pá!

16.5.08

Adeus, até ao meu regresso!

Só para ser do contra, para mim tudo é postável. Até isto, que nem sequer chega a ser um adeus a sério. É mais um até breve.
Em Julho estarei de volta. Entretanto, desejem-me boa sorte no meio dos hipopótamos, crocodilos, Schistosoma, Plasmodium, chefes e outras coisas assustadoras do género.

14.5.08

não sei que vos diga

Mudei de trabalho, mudei de cidade, o meu antigo laboratório ardeu, vi os National na Aula Magna. Tudo coisas com o seu grau de importância, tudo material postável. Mas não, não escrevi nem uma linha. Sinto-me bloguisticamente incompetente. Acho que vou pedir a demissão, oh gajas!

27.4.08

Os meninos à volta da TV

Hoje vou abdicar do meu anonimato. Vou deixar de ser simplesmente uma gaja para passar a ser uma gaja com um nome. Foi uma decisão difícil, mas queria muito escrever esta posta e não o podia fazer sem esta revelação. Por isso, blogosfera amiga, olá, eu sou a Catarina.
Partilho este nome com muita gente da minha geração, e há uma boa razão para isso: muitas de nós, pelo lado feminino, tal como muitos dos Vascos, pelo lado masculino, são filhas de pais que quiseram assim homenagear o espírito revolucionário da altura. E, tal como o fizeram com esse gesto simbólico, os nossos pais também se esforçaram por não deixar que a Revolução, a sua história e o seu significado caíssem no esquecimento. Tal como muitas Catarinas e Vascos nascidos nos anos 70, eu cresci a ouvir falar do 25 de Abril.

Foi por isso que, andava eu na primeira classe, quando a professora fez a pergunta “Alguém sabe o que foi o 25 de Abril?”, dois meninos puseram prontamente o dedo no ar: eu, que apesar de tudo não consegui mais do que a resposta poética “Foi o dia da Liberdade!”; e o Vasco, que do alto dos seus seis anos gritou “Foi o dia em que os fascistas se foram embora!”. Apesar das desigualdades que pudesse haver à partida, no fim desse dia já todos os meninos da sala sabiam responder à pergunta. Nessa altura, apenas onze anos passados sobre o 25 de Abril, a sua razão de ser ainda estava bem presente no espírito das pessoas, e fazia-se questão que as crianças soubessem “o que custou a Liberdade”.

Hoje tudo é diferente. É certo que ainda vai havendo algumas Catarinas, se bem que agora inspiradas pela Furtado. Para elas, assim como para as Vanessas, Brunas e Cátias, o 25 de Abril é dia de festa simplesmente porque é feriado e não vão à escola. Os pais não ensinam, a escola não ensina, e os Morangos com Açúcar – a referência educativa dos jovens de hoje – também não.

A minha indignação pelo desconhecimento geral em relação à Revolução dos Cravos não tem a ver com sentimentalismos. E, sobretudo, vai para além da questão da (falta de) educação académica. Eu acho mesmo que os valores de Abril fazem falta. Correndo o risco de parecer “cassete”, acredito que ninguém pode dar valor à Democracia se não estiver consciente da sua fragilidade. Provavelmente, os jovens de hoje não vêem problema nenhum em que os seus professores sejam despedidos por dizer mal do governo. Que nos transformemos num país de ignorantes é uma ideia à qual me poderia acostumar; agora que vivamos num país de idiotas, isso não.

26.4.08

Caribou


vs


Gajas,

Ontem fui ver Caribou ao vivo. E o que em disco sempre me soou a Beach Boys meets Phil Spector ao vivo foi bem mais Velvet Underground meets Fela Kuti. Soberbo. O meu melhor 25 de Abri de sempre (la esta ela com a sua inacreditavel alienacao em relacao a Patria)!

A facadas

22.4.08

He's a god, he's a man, he's a ghost, he's a guru



Preferia tê-lo visto nos 90's, na altura em que a minha alma adolescente julgava que este senhor era Deus - hoje sei que é só o Seu secretário.

Mas mais vale tarde que nunca!

21.4.08

Mudar é bom...

... mas fazer as mudanças é uma merda! Encaixotei dois anos da minha vida. Não houve espaço suficiente na mala do Dr. Tótó, tive de espalhar caixas e sacos pelo banco traseiro. Depois foi só fechar à chave a porta do Iglu e fazer-me à estrada. Quando parei no caminho para me despedir do Paulo (eu admito tudo, era o meu guarda favorito) já levava um nó na garganta.

É que vou ter saudades da tasca do açougue - dos melhores petiscos do mundo e da lareira. Das alheiras e do folar e do presunto. De Pitões das Júnias, do carvalhal do Avelar, da neve no Larouco, do campo, da bicharada toda, dos guardas e dos estagiários. De fumar cigarros na janela com vista para o castelo, das sextas feiras 13, do padre Fontes a dizer o esconjuro e da queimada! E das alminhas e dos cruzeiros e dos pastores e de toda a gente com quem parei a falar pelas aldeias.

Ainda por cima sou teimosa e não dei ouvidos ao sábio amigo que me aconselhou a banir a banda sonora melancólica durante esta - a última - viagem...

18.4.08

A felicidade (outra vez)

Parece que há mais dias felizes!

E quem me disse foi o senhor da Louie Louie quando lá fui afogar as minhas mágoas em cd´s!

11.4.08

Uma gaja sabe que está velha...

... quando vai ao médico e ele é mais novo do que ela.

4.4.08

A transição (finalmente)

Vou finalmente sair deste sítio feio e voltar para casa. Não penso em Aveiro ou Porto, penso só em Portugal. Portugal-casa. Pastéis de nata-casa. Peixe frito com arroz de espigos-casa. Uma pizza na Pizzarte-casa. Vou partir vintona e chegar trintona, mas vou perder as rugas que acumulei aqui. Vou passar menos tempo a olhar para este monitor, e mais tempo a olhar para caras (e barrigas) conhecidas. Detesto ser emigra. Nunca mais.

19.3.08

Les concerts a emporter

É uma ideia gira. Pô-los a cantar por ruas, ruelas, praças, jardins, canais, túneis e telhados. Mas também há hóteis, capelas, elevadores e carrinhas. Quase todos em Paris - que vontade de lá ir e esbarrar com um concert a emporter ao virar de uma qualquer esquina.

19.2.08

A felicidade...



... está marcada para o dia 11 de Maio!

16.2.08

A gaja que ouve (demasiado) bem queixa-se dos seus vizinhos

Eu sou uma gaja cusca. Muito cusca. Saber da vida alheia e cortar na casaca do próximo são das coisas que mais prazer me dão na vida. E, como já devem ter reparado, este blog chama-se “gajas no corte” e não “gaja no corte”; é óbvio que não estou sozinha na minha grande paixão por este pequeno pecado.
No entanto, apesar de não ter pruridos em me definir como cusca, tenho a minha ética, os meus limites. Há coisas sobre a vida alheia que eu não faço questão de saber. Aliás, faço até questão de não saber.
E uma coisa é quando tentamos conhecer a vida alheia pela via tradicional, que é trocando informações com outras gajas. É desse carácter inquiridor, de procura activa, que eu gosto na actividade de cuscar. Outra coisa bem diferente é quando a vida alheia nos entra pela casa adentro sem perguntar se pode e sem ser desejada. Neste contexto, em minha opinião, a coisa mais tenebrosa que pode acontecer é ouvir-se um casal a ter sexo num quarto vizinho.
Eu achava que já tinha tido a minha dose de voyeurismo sonoro passivo na minha breve passagem por uma casa na rua da Torrinha, no Porto. Aí, a vizinha do lado gritava estridentemente “Estou-me a vir! Estou-me a vir!”, para quem quisesse e também para quem não quisesse ouvi-la (o marido, no primeiro caso; eu, todo o prédio e quiçá toda a rua, no segundo).
Agora, aqui nos states, tenho um novo mas semelhante pesadelo. Quer dizer, ao contrário do casal da rua da Torrinha, o jovem casal do quarto em cima do meu não tuge nem muge nem se ouvem gritos de espécie nenhuma. Mas fazem abanar a cama de uma forma inacreditavelmente ruidosa, e sobretudo a um ritmo aceleradíssimo que está nos antípodas do romântico. Como é lógico, além de aborrecido, o barulho não me deixa dormir nem trabalhar. E não há headphones ou música alta que resolvam o problema.
Para agravar a situação, é certo e sabido que os americanos levam o dia dos namorados a sério. Na noite de 13 para 14 fui à cozinha já tarde e a rapariga atarefava-se a fazer uns pindéricos biscoitos em forma de coração pintados de cor-de-rosa. Ontem, dia dos namorados, o namorado aparece na cozinha com um ar de urgência, perguntando se eu sabia onde estava o saca-rolhas. O pânico apoderou-se de mim. Se o ruído já é mau num dia normal, no dia dos namorados e com vinho e biscoitinhos românticos à mistura a coisa pode potencialmente impedir-me de dormir a noite toda… Então decidi ir deitar-me de imediato e tirar partido do meu afamado sono de pedra, antes que eles tivessem tempo de acabar a garrafa. E para aqueles que esperavam pormenores ainda mais escabrosos do que os que já fui fornecendo ao longo desta posta, lamento desiludir-vos: a verdade é que dormi lindamente!
Moral da história: Dia dos Namorados volta, estás aperdoado: oh, se eu pudesse antecipar sempre desta maneira a hora da ginástica!…

14.2.08

How soon is now?

I am the son
and the heir
of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and heir
of nothing in particular

You shut your mouth
how can you say
I go about things the wrong way
I am human and I need to be loved
just like everybody else does

I am the son
and the heir
of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and the heir
of nothing in particular

You shut your mouth
how can you say
I go about things the wrong way
I am human and I need to be loved
just like everybody else does

There's a club if you'd like to go
you could meet somebody who really loves you
so you go, and you stand on your own
and you leave on your own
and you go home, and you cry
and you want to die

When you say it's gonna happen "now"
well, when exactly do you mean?
see I've already waited too long
and all my hope is gone

You shut your mouth
how can you say
I go about things the wrong way
I am human and I need to be loved
just like everybody else does

15.1.08

O Fittipaldi que há em mim

Na semana em que fiz trinta anos aprendi uma valiosa lição acerca da cidadania responsável. A brigada de trânsito enviou-me, de presente de aniversário, uma carta contendo a minha primeira multa por excesso de velocidade.

O meu pai, do alto da sua sabedoria e experiência de vida, apressou-se a comentar:

- Bem feito, para não andares para aí armada em Fittipaldi!

Ora, quem não teria ficado muito agradado com a comparação teria sido o próprio Fittipaldi. Isto porque, no momento em que fui apanhada em flagrante delito eu conduzia à estonteante velocidade de 55 km/hora.

O perigoso atentado do qual fui responsável deu-se em plena nacional 103, na Póvoa do Lanhoso. Não fosse eu uma utente semanal da sinuosa via e não teria ficado admirada pelo facto da brigada de trânsito investir os seus esforços no castigo de perigosos criminosos, nos quais me incluo a partir de agora.

Numa estrada que possui 3 rectas com mais de 100 metros nos 100 km que me vejo obrigada a percorrer, assisto todas as semanas às mais espectaculares ultrapassagens, a distâncias de seguranças da ordem dos 30 cm entre veículos que patinam no gelo, entre outras arrojadas acrobacias. São centenas de destemidos condutores que desafiam o perigo que espreita a cada uma das 365 ribanceiras que surgem pelo caminho.

Acontece que a estupidez não é facilmente quantificável e portanto pouco passível de ser apanhada por radar. De maneira que quem paga são os Fittipaldis desta vida, esses, que como eu, circulam por aí a arrojados 55 km/hora.

10.1.08

PARABÉNS MOUCA (2)!

Setembro (ou seria já Outubro?) de 1996. Acabei de chegar ao Porto. Estou no Jardim Botânico, no meio de dezenas de colegas, que tal como eu têm orelhas de burro de cartolina azul-bebé. Não conheço ninguém, mas também não posso fazer nada para o remediar porque não me deixam falar. Obrigam-nos a andar aos pares, como se fôssemos crianças da primária. A rapariga a quem dou a mão é gigante. Chama-se “Bombista” (eu sou a “Ovos Moles”) e respira estranhamente alto. Tem (como o meu pai agora diz) cara de bebé chorão.

Foi assim que conheci a Gaja Mouca. Desde então partilhámos muita coisa, desde flores pela manhã a plenários pela noite, passando pelo gosto por fazer listas até ao vício incontrolável do jogo. E, claro, este blog. Há também muitas coisas que nos separam (por exemplo, músicas pastosas, o vinho verde, a genética, o fundamentalismo com a fruta e, mais recentemente, todo o Oceano Atlântico), mas são insignificantes.

A Gaja Mouca faz hoje 30 anos. Em breve será a vez da Facadas e logo depois a minha. Daqui a poucos meses seremos todas gajas trintonas. Quando nos conhecemos éramos teenagers, agora somos oficialmente adultas e crescidas. O que não significa nada: já devíamos todas ter filhos e estar casadas, mas nem sequer temos planos sérios de o fazer. Já devíamos todas ter muito juízo, mas isso é algo que não abunda em nenhuma de nós. Devíamos ser sérias e responsáveis mas aqui estamos nós – ou pelo menos algumas de nós – a planear mudar de emprego e começar do zero.

Continuaremos a envelhecer juntas. As nossas conversas irão transformar-se. Começaremos a falar das rugas, dos cabelos brancos, da menopausa, dos malucos que são os jovens de hoje em dia, de outros livros, outros filmes, outras histórias, outras músicas, dos filhos, se os houver, dos netos, se lá chegarmos. Hoje posso dizer que raramente me divirto mais do que quando estou com vocês, gajas. E isso – tenho a certeza absoluta – nunca vai mudar.

PARABÉNS MOUCA!

Nao e todos os dias , nem todos os anos... bem na verdade e so uma vez na vida... que uma gaja faz 30 anos!!!! Isso mesmo, a MOUCA, ASMATICA, MARILU, etc... faz hoje 30 anos. Para celebrar a ocasiao a facadas decidiu fazer um apanhado das perolas deixadas aqui no blog pela MOUCA. Ok a facadas esforcou-se mas acabou por desistir a meio (nem nos temos pachorra para reler este blog). Aqui ficam alguns excertos de postas escritas pela MOUCA que vos ajudarao a melhor apreciar e conhecer a MOUCA!

A MOUCA e a unica pessoa que conheco que e capaz de comer leite condensado a colherada enquanto ve televisao. E pelos vistos nao e coisa nova para ela...

"Devia ter uns 5 anos quando cheguei à conclusão que lá em casa devíamos ser mesmo pobrezinhos. A única explicação plausível para a minha mãe não me deixar beber leite condensado todas as manhãs era o facto de ele ser mais caro que o normal."

A MOUCA vive dividida entre diferentes ambicoes e projectos. A verdade e que nem sempre faz as melhores escolhas na vida... (nao ela nao tem um salao de beleza!)

"Desde pequena que gosto muito de animaizinhos e plantas e ciências e essas coisas todas. Cheguei mesmo a pensar (que ingénua era) que podia ser investigadora em Portugal. Mas depois lá em casa não me deram a oportunidade de continuar os meus estudos - que as proprinas, já nessa altura, estavam pela hora da morte - e acabei por desistir. A minha prima que é dona do cabeleireiro lá do bairro deixou-me ir para lá lavar cabeças. Depressa aprendi a fazer mises e madeixas. Daí ao corte, foi um pulinho. Abri o meu próprio negócio, com a minha amiga gaja que é esteticista e cumprimos o nosso sonho: ter um salão de beleza! Sabemos da vida de toda a gente e ainda por cima ganhamos imenso dinheiro. A que mais na vida poderiamos aspirar?"

A MOUCA e, claro esta, MOUCA de um ouvido (nao me lembro qual deles)...

"Por fora o meu ouvido parece igual a qualquer outro, mas lá por dentro está (pelos vistos) mais arruinado que os cofres do estado, mais destruído que Lisboa no final do terramoto de 1755."

A MOUCA, como todas as gajas, todos os dias se depara com importantes escolhas... no entanto a maioria de nos ignora-as, ela nao, ela leva-as mesmo a serio...

"Estou habituada a enfrentar grandes dilemas logo pela manhã, como sejam vestir saia ou calças, a côr da gigi, comer cereais ou antes umas torradinhas. Tudo dilemas da máxima importância, que resolvo sempre com elegância e eficácia."

A MOUCA fica sempre do lado do mais fraco, mesmo que nao haja mais fraco:

"Era o único lugar para deficientes naquele piso do parque de estacionamento. Dois carros competiam por ele. Os seus ocupantes, de vidro aberto, trocavam feíssimos insultos. Um deles esgrimia o dístico de condutor com deficiência, como prova suprema da sua razão. O outro também."

A MOUCA tem um apartamento fantastico na baixa do Porto. O titulo devia ser a minha varanda e um ecra de cinema:

"Apartamento de assoalhada e meia no centro do Porto, perto da Torre dos Clérigos, a cinco minutos da Ribeira para quem vai a descer ou a 15 para quem vai a subir. Próxima do maior centro de transacção comercial do Norte, a Feira da Vandoma. Vários serviços próximos: tascas, agências funerárias e uma sede do PS. E ainda um sapateiro tradicional, que mantêm na parede um calendário desde 1963, com a Brigitte Bardot meia desnudada.

Rua com animação diária garantida, incluindo porrada pelo menos uma vez por mês. Animação musical ao fim de semana, a partir das oito da manhã. Animação extra em dias de jogo do FCP, a cargo dos Ultras da Cordoaria. Periquitos, cães, peixeiras, bêbados, amoladores, carros do lixo e mães insultando seus filhos da janela, tudo incluído no preço do imóvel.

No caso de não haver interessados na compra efectiva, troco o apartamento por um local onde possa dormir descansada."

A MOUCA nao gosta de se sentir aldrabada...

"Mas na verdade gostaria de vos falar do anúcio publicitário do OK teleseguro gaja. Aquele em que aparece um mecânico giro, um homem do reboque giro, um polícia giro. Tudo gente disposta a ajudar uma gaja em apuros. Ora isto é publicidade enganosa. Poderão os senhores da OK teleseguro garantir-me que da próxima vez que o meu carro ficar sem embraiagem, em vez de me mandarem aquele senhor obeso de bigode (de palito no canto da boca e tudo), me mandam o moço do anúncio? Não me parece… E polícias giros? Os polícias giros são como os pilhões, toda a gente sabe que não existem. Se alguém conhecer um exemplar ponha o dedo no ar, ou melhor, escreva um comentário aqui no blog. Não se pode iludir assim as mulheres deste país…"

A MOUCA e muito bairrista...

"Nascida e criada em Viana do Castelo, habituei-me desde cedo a julgar que tudo que vem de Braga é potencialmente mau."

A MOUCA tambem tem idolos, ou artistas muito junto do coracao...

"Este é um blog de gaja, a nossa musa será uma gaja, a Gaja! Salvé a Rainha! Ela própria o diz, coberta de razão: "I’m one big queen, no one can stop me"."

A MOUCA nao percebe que o Justin Timberlake nao e so um gajo giro... embora seja muito giro... (esta diz mais sobre mim do que sobre ela, mas voces sabem como eu sou...)...

"Já disse aqui que odeio a Constança Cunha e Sá? Se disse não há problema nenhum porque dizer que não se gosta da Constança Cunha e Sá nunca é demais. E porque estou eu a falar desta megera? - perguntarão vocês. Porque ontem estava a almoçar num restaurante onde a televisão estava ligada na TVI e ouvi-a comentar o congresso do CDS/PP*. Só uma coisa pode ser pior que um congresso do CDS/PP, que é um congresso do CDS/PP comentado pela Constança Cunha e Sá.

Não devia ser permitido juntar assim duas coisas muito más. É como um filme do Steven Segal com banda sonora do Justin Timberlake. Ou um livro do Dan Brown com prefácio da Margarida Rebelo Pinto. Ou um tamagochi com design Fátima Lopes...

Eu proponho a legislação destes fenómenos. A criação de uma lei que proíba estas situações, de uma vez por todas. Podia chamar-se a Lei do Cúmulo Suportável. Para proteger a sanidade de uma gaja! "

A MOUCA tem que se debater com o Portugal Portugues que muitas de nos quase podemos evitar...

"É agreable saber que a vida corre bem aos nossos emigras, que podem viajar mais vezes, profitar a vida e tudo e tudo e tudo. O único senão é que eles continuam a ser os maiores ponhonheaux da estrada alguma vez vistos! Não sei como se conduz lá para os lados de Champigny, mas aqui comportam-se como se tivessem tirado a carta de conducao em Marrocos!"

Mais aventuras da MOUCA no Portugal Portugues...

"Foi a escrita da posta anterior que me fez recordar o episódio do senhor agente da PSP que demorou uma tarde para escrever um auto. Tudo porque tinha todos os dedos de ambas as mãos paralizados de medo do bicho informático, excepto o indicador da mão direita, que utilizava com a rapidez alucinante com que uma preguiça sobe a uma árvore."

A melhor amiga da MOUCA e a bomba, por algum motivo lhe chamam BOMBISTA...

"E depois, se fossem só os olhos inchados e os espirros, uma pessoa ainda tolerava tudo isso da Primavera, florzinhas e tal. O pior é a asma. Depois disto costuma chegar um ataque. Começo já a pressenti-lo, a chegar nos biquinhos dos pés. Mas ele que venha. Estou a escrever esta posta só com o dedo indicador da mão direita, qual agente da PSP, porque na esquerda seguro estoicamente a bomba, armada para o contra-ataque! Ele que venha!"

A MOUCA tem um irmao que e uma fonte inesgotavel de aventuras, e os carros da MOUCA tambem sao fontes inesgotaveis de aventuras:

"Em nome de toda a minha família venho aqui agradecer publicamente aos senhores que tão habilidosamente furtaram o veículo do meu irmão da porta de nossa residência. Não só tiveram a decência de abandonar a dita viatura depois de pouco mais de uma semana de utilização, como tiveram a amabilidade de a deixar a escassos 70 kms de casa. Assim sim! Dá gosto ver que ainda há gente profissional. E eu que achava que já não se fazia gatunagem como antigamente!!

Larápio amigo, se me está a ouvir, deixo-lhe apenas mais um repto: importar-se-ia de devolver também o capot, a porta traseira, o pára-choques, os faróis, os piscas, o auto-rádio, as colunas e o escape? O macaco, o pnéu suplente e o triângulo nós arranjaremos por cá, não se apoquente com esses pormenores! Se não for pedir muito, é claro! Sabe onde moramos, certo?"

A MOUCA adora pierrots, naperons e coisas de menina bem...

"Só a palavra naperon, só por si, é um galicismo do mais piroso. Mas o pior problema do naperon é que ele nunca vem só. Traz consigo paninhos de tabuleiro, lençóis, toalhas e panos, tudo com muita renda, bordados, folhos e flores de cetim. Sim, estou a falar do ENXOVAL!"

A MOUCA lembra-se na nossa amiga, a ceguinha do tunel de sao bento... E a MOUCA, com o seu coracao comunista nao tolera desigualdades sociais...

"Há ainda outra coisa que me intriga na ceguinha: se numa semana se passa por ela e se lhe vêem as brancas própria da idade, já na semana a seguir as não tem, no seu cabelo apanhado, sempre perfeitamente pintado e penteado. Uma gaja repara nestas coisas, está-nos no sangue . Eu suspeito que a ceguinha do túnel vai ao cabeleireiro mais vezes do que eu. É verdade que também não é difícil, que eu só vou cortar umas pontas lá à minha prima Teresa duas vezes por ano, alturas em que me ponho a par da vida da realeza europeia nos últimos meses, no meio de uma imensidão de Holas atrasadas. É certo que a ceguinha tem direito a andar penteadinha. Eu até acho bem. Eu também tenho o direito de não contribuir com as minhas moedinhas. Nem sequer a troco de um "deus lhe conserve os olhinhos". "

Mais intolerancias da MOUCA em relacao ao sistema e as instituicoes:

"Uma gaja concorre para um trabalho X na Entidade Y.

A Entidade Y manda um mail a dizer que a lista dos candidatos admitidos para o trabalho X está na sua página da internet.

A gaja vai lá ver.

A gaja procura o seu nome na ordem alfabética.

A gaja encontra o nome.

"Admitida" grita a gaja! E pula de contente!

A gaja repara que à frente do seu nome está escrito "Admitido B".

A gaja suspeita.

A gaja procura o singnificado de se ser "Admitido B".

A gaja encontra o significado, em itálico, as letras pequenas: As listas de Candidatos Admitidos encontram-se agrupadas em “Admitido A” e “Admitido B”. Os candidatos admitidos do Grupo A e apenas estes (uma vez que são mais do que o número de vagas) serão submetidos a avaliação curricular a que se seguirá uma entrevista..."

A MOUCA conhece os tipos mais convenientes nos sitios mais inconvenientes (nao me saiu nada melhor, mas a posta inteira era hilariante...)....

"Para distinguir o PicaDealer dos restantes Picas, olhem para o pescoço do funcionário. Se tiver um colarzinho de missangas padrão cobra-coral, a imitar o Jim Morrison, saibam com certeza: é ele!"

PARABENS MOUCA!!!!!

16.11.07

Probabilidades

Ultimamente ando a dedicar-me ao estudo (ou à recapitulação) de tudo o que tem a ver com probabilidades. Por um lado, dou por mim a pensar muito no papel do acaso. Por oposição às pessoas que dizem que tudo acontece por uma razão, eu acho que tudo acontece porque calhou. Sou uma acasista, por assim dizer.
Para além disso, tenho tomado ainda mais consciência de que as coincidências e acontecimentos estranhos têm sempre explicação científica. Até os resultados mais improváveis podem acontecer se repetirmos a experiência um número suficiente de vezes.
Eu passo a exemplificar: desde que estou nos states, basicamente só paro de ouvir música para 1) dormir; 2) ir à casa de banho; 3) falar com a família no skype; 4) reunir com o chefe. Estas actividades, juntas, ocupam uma porção insignificante do meu dia. Logo, tenho repetido a experiência "ouvir música" muitas, muitas vezes. E por isso não estranhei quando no outro dia liguei o iPod no momento em que me preparava para começar a minha corrida matinal e me sai a música "I Better Run" dos Rosebuds, ou quando passei uma viagem de autocarro inteira a tentar apertar um teimoso botão ao som da "The Hardest Button to Button" dos White Stripes...

24.10.07

Red List de Piropos

Pois ainda que não me queira armar em colunista sentimentalóide deste mui nobre blog ouvi dizer por aí que os piropos tinham entrado em extinção...
Como cidadã emocional e emocionada por esta questão resolvi cortar sobre este assunto que considero de extrema importância e tenho a pretensão de iniciar uma verdadeira cadeia dos amigos-do-piropo!

Então cá vai disto (cientificamente por categorias, que isto não é brincadeira nenhuma...):

botânico-que-se-impõe-por-deformação-profissional-e-que acho-piroso-até-na-primavera:
"Tu és a mais bela das flores, uma rosa. Queres florescer no meu jardim?"

herança católico-judaica-e-para-ler-com-sotaque-brasileiro:
"Se beleza fosse pecado, Deus não te perdoaria jamais!"

lógico-docinho-meloso:
"És a minha pipoquinha (porque és boa como o milho...)!"

biológico-que-se-dizia-quando-um-gajo-astronomia-passava-no-corredor:
"Que bela união gamética!"

gastronómico-saudosista-que-diziam-nos-filmes-a-preto-e-branco-que-a-minha-avó-via:
"O que é doce nunca amargou..."

desesperado-sexy-...:
"Ai se te apanho entre mim e o chão que piso..."

e o que nenhuma gaja devia ter de ouvir:
"Já foste boa!"


E fica assim cumprida a minha missão neste mundo...

P.S. - toda esta exploração mental começou porque hoje ouvi um daqueles assobios (que são um piropo per se)....mas afinal era só o toque de chegada de mensagem do telemóvel do gajo que ia sentado atrás de mim no autocarro.....uma imperatriz não havia de ser sujeita a tamanha humilhação..mas também quem anda de 207 sujeita-se....

23.10.07

Manhatã

Uma canoa canoa
Varando a manhã de norte a sul
Deusa da lenda na proa
Levanta uma tocha na mão
Todos os homens do mundo
Voltaram seus olhos naquela direção
Sente-se o gosto do vento
Cantando nos vidros nome doce da cunhã:

Manhattan, Manhattan
Manhattan, Manhattan

Um remoinho de dinheiro
Varre o mundo inteiro, um leve leviatã
E aqui dançam guerras no meio
Da paz das moradas de amor

Ah! Pra onde vai, quando for
Essa imensa alegria, toda essa exaltação
Ah! Solidão, multidão
Que menina bonita mordendo a polpa da maçã:

Manhattan, Manhattan
Manhattan, Manhattan


22.10.07

Já chega de postas a dizer bem de pessoas...

É o rádio do gabinete sempre na RFM e eu a gramar o novo Jorge Palma até ao limite do suportável! Tão pouco inspirado que está o senhor, credo, que até me custa a crer que seja o mesmo da “Estrela Do Mar”.
Ainda não tinha julgado, no entanto, que o Jorge Palma merecesse uma posta de corte até ver este vídeo, onde os protagonistas da cena musical nacional se vem encostar a ele
Olha tantos amigos que ele tem, ele é o Sérgio Godinho e o Vitorino, o Rui Veloso, o João Gil, o Tim e os Clã. Também tem amigos mais novinhos (a quem deita um olhinho paternalista), que veneram e invejam o seu talento, como o João Pedro Pais e mais uns como ele. O vídeo parece um beija mão ao rei-sol no seu trono e fica-lhe mal. Quem achar que o Jorge Palma se tornou pretensioso ponha o dedo no ar!
Sim senhor, a ideia de trazer os amigos até nem é inédita. Mas quem explica ao Jorge que ele não é o Johnny Cash, e também não está morto (ou estará?).

15.10.07

A Mouca foi às compras...





... e lá pôs o novo disco da PJ Harvey no saco, sem sequer pedir uma amostra na loja. Sem fazer ideia, portanto. Chegou a casa, pôs a menina a tocar e pasmou-se! Era a Polly, diz que sim, mas absolutamente irreconhecível aos ouvidos dos fãs. Uma Polly em versão pianinho. É como ouvir a gaja mais valentona da turma confessar que não é sempre má. Mesmo estranho. Mesmo bonito.

1.10.07

Quanto valem os Radiohead?


Já não era sem tempo. Quer dizer, uma banda tem as suas obrigações. Isto não é só viajar pelo mundo, boa vida e coisas assim. Há que trabalhar!
E parece que os moços acabaram finalmente o trabalho que tinham em mãos - os Radiohead lançam o novo álbum a 10 de Outubro. Chama-se “In rainbows” e esta à venda apenas no website da banda. Parte do problema é que a banda não tem editora! Mas os rapazes sempre gostaram de ser anti-establishment e cá está uma maneira de mostrar que se pode fazer um disco sem o apoio de uma editora ou de uma distribuidora – mai nada!
A grande novidade é que o disco não tem preço. Cada comprador decide quanto quer pagar, como nas quermesses de aldeia. Estamos muito curiosas e as duas já nos pusemos a discutir quanto valem os Radiohead.
Confrontados com a escolha, quanto é que o público pagaria por um álbum? Entregava-se à forretice de não pagar nada? O preço das lojas? O preço que levam os senhores do iTunes?
Digam-nos de vossa justiça amigas, que DCEON fará a análise e apresentará os resultados!

A Facadas e a Mouca,

25.9.07

DAT Politics



Ai gajas as maravilhas de se ser tia... Como voces sabem, aqui a facadas tem uma forte pancada por DAT politics (para quem nao conhece aqui fica o website www.datpolitics.com). Muito pouca gente parece compreender o meu entusiasmo por esta genial banda. Pois hoje fui informada que o meu sobrinho (dois aninhos apenas) adora uma musica deles que anda la por casa da minha irma numa das compilacoes best of 200X com que sempre vos presenteio.

Depois do entusiasmo ficou-me a duvida:
-o miudo tem muito muito bom gosto musical e um espirito de aventura por demais invulgar?
-ou, sera que e a gaja de dois anos em mim que adora os DAT politics e mais ninguem gosta deles porque ja enterrou a gaja de dois anos em si?

A facadas

P.S.: Que raio de tendencia que tenho para fazer postas que nao interessam nem ao menino jesus!

11.9.07

Erro hortográfico

A propósito de testos e metades de laranja, a gaja que escreve recebeu a seguinte mensagem no telemóvel sem que saiba de quem se trata:

"...não te kero encomodar, eu sei k n tenho os teus estudos mas assério que sou boa pessoa, sou soulteiro e tenho bom coração..."

a hora e os sonhos que entretanto iam adiantados cessaram e eu pensei que era realmente uma gaja muito cheia de esquisitices e prioridades e exigências e currículo...pensei sobre ter excesso de qualificações em muitas situações mas nunca pensei que chegasse ao ponto de me sentir com culpas porque tinha vontade de dizer a alguém que dar erros ortográficos e escrever este tipo de mensagens quer dizer muito sobre si.

é que ele tem bom coração e sabe disso...
isto de ser gaja e não conseguir deixar de reparar num erro ortográfico numa carta de amor de chorar baba e renho tem que se lhe diga!

9.9.07

Desesperadamente procurando uma gaja...

99% do que cá vem parar, vem à procura de gajas. Salvo um ou outro excêntrico - e taras não se discutem - a maioria deseja-as giras, sexys, boas. Preferencialmente nuas. Às vezes procuram uma gaja especificamente, como a Britney ou a Ana Malhoa. Foi este o panorama que levou o Departamento de Estatística e Outras Coisas com Números a abandonar a sua análise meticulosa do sitemeter.

Mas hoje voltei a surpreender-me e foi esta a busca que me intrigou.

É a teoria "um chinelo para cada pé descalço" ou, se preferirem, "um testo para cada panela" levada ao extremo. O que, a bem da verdade, não está nada mal visto. Há que associar o isoterismo-Paulo-Coelho a um espírito mais pragmático para se singrar na vida: se as almas-gémeas andam para aí, porque não procurá-las no Google?

24.8.07

Vida de cão

Olá minhas amigas

Antes de mais, esta posta requer uma contextualização. Estou em fase de convalescença de uma operação. Uma das desvantagens de se ser gaja é ter ovários e como tal ser susceptível a ter quistos nos mesmos. Até terça-feira, tinha um quisto na barriga que ocupava mais volume do que qualquer outro órgão que lá se encontrava*. E como tal tinha de ser removido. E assim hoje, mais do que uma gaja no corte, sou uma gaja com um corte, bem doloroso por sinal, na barriga. Isto tudo para explicar que nestes dias não me tenho levantado da cama e que, para além de resolver kakuros, tenho lido de tudo o que aparece. E hoje o que apareceu foi uma Nova Gente que a minha mãe me trouxe (e aqui está o porquê da contextualização - não queria que se ficasse a pensar que sou uma gaja que em condições normais lê a Nova Gente; desconheço se tenho algum tipo de reputação ou não, mas pelo sim pelo não é melhor não a destruir).
No meio de reportagens interessantíssimas sobre a Princesa Diana, o Cristiano Ronaldo e outros "famosos" de que nunca ouvi falar, houve um título, na secção "Íntimo", que me chamou a atenção. Dizia "Cinha Jardim não conseguiu evitar o pior" em cima, e nas parangonas "As crias morreram!". Em baixo, uma caixa tinha o seguinte título "Não pode voltar a engravidar".
Por momentos pensei que Cinha Jardim tinha dado à luz e que tudo tinha corrido mal... Mas não. Os títulos dramáticos referiam-se não a Cinha mas à sua cadela, Juanita. O texto, bastante detalhado, oferece pormenores sobre o problema que afectou a cadela e a sua ninhada, só faltando mesmo a habitual questão "e como se sente agora?", a que Juanita não estaria, obviamente, habilitada para responder.
Eu até me compadeço com o sofrimento dos animais e há que reconhecer que a vida da Juanita não deve ser fácil. Para além do drama actual, Juanita tem uma dona histérica e socialite, que deve insistir em vesti-la com roupa de marca e coisas do género e estou por isso certa de que já tem um lugar à sua espera no céu dos cães. Mas daí até merecer uma página inteira numa revista, mesmo que cor-de-rosa, parece-me um exagero!
Devo dizer que eu sou uma gaja que dedica uma boa parte do seu tempo à caça de notícias idiotas e por isso achei que já tinha visto de tudo no que diz respeito a futilidades. Obviamente estava enganada.


*Se este ano nos der na cabeça fazer a compilação das imagens de 2007 certamente que farei um scan da minha ressonância magnética para que todos fiquem de boca aberta como com a foto do meu pé tirada faz agora dois anos.

14.8.07

Afinal não estou de férias

Mas quem dá e tira para o Inferno gira!

10.8.07

Eu sei que as gajas já perderam a paciência mas...




... quem quer ir com a Mouca a Paredes de Coura?

12.7.07

Há semanas assim

Tive uma consulta na ginecologista, acordei um dia com um torcicolo, tive um furo num pneu, despedi-me (até sabe-se lá quando) de um amigo, tirei sangue, fui a um funeral. E ainda é só quinta-feira.

6.7.07

D. Zulmira

O futebol é uma coisa de gajos. Toda a gente sabe. São sobretudo os gajos que o jogam, arbitram, dirigem, compram, comentam, decidem. Há excepções, claro. E, de vez em quando, aparecem-nos mesmo pessoas como a Cinha Jardim que, pensando que não, acabam por confirmar a regra de que futebol não é coisa de mulheres.

Os gajos dão, inclusivamente, nome a centenas de estádios por esse país fora: D. Afonso Henriques, José Alvalade, Mário Duarte, Comendador Manuel Violas, Avelino Ferreira Torres, é uma fartura! Existe, que eu conheça, uma única excepção, que me foi revelada ontem pelo amigo Zef: o estádio de Paços de Brandão, concelho de Santa Maria da Feira, que se chama nada mais nada menos do que Estádio D. Zulmira Sá e Silva.

Achei que isto merecia uma posta. Onde é que já se viu um estádio com nome de gaja? E não uma gaja qualquer, mas sim uma D. Zulmira!

E perguntarão então vocês: quem é D. Zulmira Sá e Silva? O que terá esta senhora feito para merecer a rara (e quiçá única) honra de ser patrona de um estádio de futebol?
Ao que consegui apurar, tratou-se de um caso de amor conjugal. Os terrenos para a construção do estádio foram cedidos pelo Sr. Sá e Silva, que o fez na condição de que o estádio fosse designado em honra da sua esposa. Um gesto deveras bonito, digo eu.

29.6.07

As minhas teorias da conspiração 2

Reparei que 80% das pessoas que conheço não conseguem resistir ao impulso de trautear “é como encontrar um trevo na tromba de um elefante”.
Terei sido eu a única a reparar na grande semelhante entre o trevo do Jumbo e o símbolo do MPT – Partido da Terra?

A minha teoria é:

Cá para mim a música (que deve estar recheada de mensagens subliminares), conjuntamente com as cada vez mais frequentes aparições do Eng. Gonçalo Ribeiro Telles na TV a respeito dos mais variadíssimos assuntos, fazem parte de um plano dos Eco-marialvas para dominar Portugal, quiçá o Mundo. Eu sempre disse que esses tipos são perigosos...

As minhas teorias da conspiração 1

Esta semana cheguei a casa mais cedo para almoçar e quando liguei a televisão estava o Pato Donaltim a berrar no programa da Fátima Lopes. Que pessoas solitárias e carentes vejam na Fatinha a filha prendada que nunca tiveram até consigo entender. Mas a presença do ventríloquo decadente e histérico, com um pato de peluche que parece um brinde da feira popular já me provoca alguma surpresa!

A minha teoria é:

O dono do pato sabe “coisas”. Deve ter-se encontrado com o Pinto Balsemão num antro de um qualquer sub-mundo da capital. E é à custa de uma pérfida chantagem que se mantêm no ar durante todos estes anos, muito embora seja o pior artista de variedades que alguma vez já pisou a superfície da Terra.
É claro que perdi algum tempo conjecturando acerca da natureza do segredo com que o ventríloquo negoceia. Mas vou deixar-vos imaginar essa parte.

8.6.07

(anti) globalização

Cimeira do G8. Lá se juntam os líderes dos países mais ricos, para debater o futuro do mundo, comer canapés de caviar e tirar o retrato de família. E a cada cimeira há sempre, para estragar a festa sem mácula, os manifestantes anti-globalização.
Mérito seja dado a estes jovens – desde já manifestam-se, o que não pode ser mau. Mas irritam-me. Vejo-lhes certas incoerências. É que não há nada mais globalizado que um manifestante anti-globalização. São todos iguais, como seita que implique o uso de uniforme: o mesmo penteadinho freak, as rastas, o blusão militar, lenço Arafat, malabares e cães pulguentos. Globalizadinhos, passadinhos a papel químico, podem ser encontrados em qualquer sítio: em Berlim, em Paris, Amesterdão ou à porta do Piolho.
Quando se manifestarem com uma capa de burel, vestidos à sevilhana, tamancos holandeses ou calções tiroleses, eu - fica aqui prometido - pego no meu lenço de lavradeira minhota e vou manifestar-me também. Que vontade de gritar contra o Bush é coisinha que não me falta!

1.6.07

A infância absurda


História #1

Ao contrário do que acontece com a maioria dos miúdos, o primeiro dia de infantário não foi nenhum drama para mim. O dia passou-se alegremente sem birras, sem lágrimas e sem saudades. No dia seguinte, quando a minha mãe me acordou e me disse "toca a ir para a escolinha!" é que eu fiquei indignada... Uma vez ainda vá que não vá, mas ninguém me tinha explicado que aquilo se iria repetir indefinidamente. "Outra vez?", perguntei. E aí sim, fiz uma birra dos diabos.


História #2

Quando andava no infantário, tinha um namorado chamado Ricardo. Éramos um verdadeiro par. Um dia, o Ricardo ficou doente e faltou. Nesse dia casei-me com o Zé Pedro.


História #3

Quando era pequena, passava muito tempo na farmácia da minha avó. Uma vez, desapareci. Toda a minha família - e, em breve, toda a rua - desesperou à minha procura. Não havia maneira de eu aparecer e ninguém me via há já algum tempo. Até que me encontraram. Estava na loja em frente da farmácia, sentada na montra, a imitar um manequim. Estivera lá durante toda a agitação, à vista de toda a gente, mas ninguém se lembrara de olhar.


História #4

Devia ter uns 5 anos quando cheguei à conclusão que lá em casa devíamos ser mesmo pobrezinhos. A única explicação plausível para a minha mãe não me deixar beber leite condensado todas as manhãs era o facto de ele ser mais caro que o normal.


História #5

Quando era pequena tinha dois amigos imaginários. Chamavam-se "Choné" e "Pêla" - e não me perguntem o que é que Pêla quer dizer porque eu também não sei. Iam comigo para todo o lado, dava-lhes as mãos na rua para atravessarem em segurança e falava com eles. O mais interessante é que, mesmo na minha imaginação, não eram de carne e osso. Tinham forma de - como hei-de descrevê-los? - bolas de cotão.


A gente sabe que esta posta não faz muito sentido nem tem muita piada, mas queríamos abrir aqui um fórum. Esperamos que os nossos leitores também partilhem as "coisas absurdas que pensavam e faziam quando eram pequeninos". Em jeito de homenagem ao dia da criança...

31.5.07

Greve Geral


As gajas estão em greve geral. Como já devem ter reparado, nenhuma gaja, à excepção da Mana Tesoura (essa reaccionária) escreve neste blog há mais de 3 semanas, o que constitui uma taxa de adesão na ordem dos 80%. O Departamento de Estatística e Outras Coisas com Números, esse organismo perfeitamente independente foi chamado a avaliar o impacto desta greve bloguística. Fala em 12, 8%. Lá arranjamos a costumeira “guerra dos números” só para nós…
É sempre a parte mais gira das greves, as famílias reúnem-se em frente aos televisores para saber de que tamanho será desta vez a diferença entre o que dizem os governos e os sindicatos. É quase tão emocionante como a final da Taça, só que neste caso ninguém percebe bem quem ganha. O resultado depende sempre da capacidade de persuasão dos dois auto-proclamados vencedores.
Eu dou sempre por mim a tentar perceber como é que contar a MESMA coisa pode resultar em cifras tão diferentes. Nunca fui boa nas contas, é verdade, e minhas memórias das aulas de Matemática estão um tanto ou quanto enubladas por força dos anos. Mas será a isto que os Matemáticos se referem quando falam em “números imaginários”?

17.5.07

"Jesus died on the cross to save you"


Esta e uma nota que uma aluna de uma amiga minha, professora da quarta classe aqui no Arizona, entregou a uma outra aluna. Eu nao tenho comentarios, talvez voces tenham.

A facadas

9.5.07

as gajas e os carros

"Ui!" - devem estar agora os gajos que leram o título desta posta a exclamar.
Para os gajos, "gajas e carros" não é uma combinação agradável, a menos que as mesmas se encontrem desnudadas ou em trajes menores em cima dos veículos - parados, pois então! - como as fotos que se encontram vulgarmente em calendários afixados em oficinas ou estabelecimentos afins. Quando falamos de gajas ao volante, os gajos pensam instantaneamente em "perigo". Irei começar esta posta, portanto, por esclarecer que 1) isso das gajas serem perigosas ao volante é um mito; 2) estatisticamente está provado que são os gajos que causam a maior parte dos acidentes de viação em Portugal. A única coisa que eu até poderei concordar é que os gajos têm, vá, uma ligeiramente maior aptidão para as manobras complicadas.
Porém, apesar de este ser sem dúvida um assunto pertinente e merecedor de uma posta futura, este pequeno desabafo que lêem não fala sobre gajas e carros em geral, mas sim sobre nós (As gajas) e os nossos carritos em particular.

É que parece que se abateu sobre nós um terrível azar automobilístico. A Gaja Mouca, por exemplo, viu em pouco tempo o seu querido Doutor Totó definhar e ficar sucessivamente sem travões, sem embraiagem, sem bateria e, mais recentemente, sem caixa de velocidades.
Até há bem pouco tempo, eu, a Gaja Manca, não tinha razão de queixa do meu pequeno Luís Filipe. Mas, há três semanas, tudo mudou. Uma gaja - essa sim, obviamente desajeitada - decidiu esquecer-se de travar e embateu com toda a força na traseira do meu lindo Peugeot 106, que, em consequência, se esborrachou todo contra o veículo da frente. Foi a morte do Luís Filipe.
Felizmente, a minha mãe pôde dispensar o seu Xico Late para que eu me pudesse deslocar diariamente ao meu distante local de trabalho. Durante três semanas, não houve percalços dignos de registo. Porém, ontem o azar voltou a bater-me à porta. Ao ir buscar o meu gajo (que estava apeado precisamente porque o seu CRido tinha decidido avariar no dia anterior - mais um azar automobilístico!), o Xico Late tossiu e parou-se-me em cima de uma passadeira. E não voltou a arrancar por nada deste mundo. Eu fiquei azul de fúria! Como é possível tanto azar?
Mal eu sabia que a situação iria piorar. No minuto seguinte, duas outras condutoras tiveram um acidente ali, à minha frente, e tentaram vender à polícia (que felizmente não lhes deu ouvidos) a história de que a culpa era minha (e eu, que estava ali paradinha com o carro bem sinalizado!). Eu, que já tive complicações que cheguem com seguradoras nos últimos tempos, nem quis ouvir nada do que as parvas estavam para ali a dizer.
Chegado o reboque, o condutor torceu logo o nariz ao ouvir o barulho que o Xico Late fazia. "Isto é mas é falta de gasolina". "O quê?" disse eu toda ofendida. "Mas o ponteiro ainda estava longe do zero e a luz da reserva nem sequer acendeu!". O que é certo é que eu, com um carro novo nas mãos, tinha decidido averiguar quantos quilómetros conseguia fazer com um depósito. E fiquei a sabê-lo da pior maneira. O maldito Xico Late tinha mesmo o indicador da gasolina descalibrado e esqueceu-se de me avisar que estava faminto. E assim fui humilhada perante o mundo como "a gaja-chamou-o-reboque-por-ter-ficado-sem-gasolina". Cada vez detesto mais conduzir!

O que eu acho é que os papelinhos com a "oração do condutor" e a figura do Menino Jesus de Praga que a minha avó me obrigou a pôr na carteira para me protegerem em viagem devem ter passado do prazo de validade!

4.5.07

FMI ou "o respeitinho é muito lindo..."

Esta é a posta que queria ter escrito esta terça feira. Não foi possível. Mas ela continua a fazer sentido nos outros dias de Maio, assim como nos outros dias do ano. Fica cá hoje.
É o José Mário Branco e essa grande tesourada na casaca dos portugueses. Chama-se FMI, foi escrito em 1979 mas podia ter sido escrito ontem!

2.5.07

Posta (a meu ver) absolutamente necessária

A menina facadas que me desculpe, mas vir aqui ao blog e ver sempre aquela cara assustadora andava a dar-me pesadelos...













Decidi pôr este espaço extra todo para garantir que não se veja nem a testa de cada vez que se abra a página!
Ufa!

28.4.07


The making of a star!

27.4.07

A Gaja que não acabou os estudos


Desde pequena que gosto muito de animaizinhos e plantas e ciências e essas coisas todas. Cheguei mesmo a pensar (que ingénua era) que podia ser investigadora em Portugal. Mas depois lá em casa não me deram a oportunidade de continuar os meus estudos - que as proprinas, já nessa altura, estavam pela hora da morte - e acabei por desistir. A minha prima que é dona do cabeleireiro lá do bairro deixou-me ir para lá lavar cabeças. Depressa aprendi a fazer mises e madeixas. Daí ao corte, foi um pulinho. Abri o meu próprio negócio, com a minha amiga gaja que é esteticista e cumprimos o nosso sonho: ter um salão de beleza! Sabemos da vida de toda a gente e ainda por cima ganhamos imenso dinheiro. A que mais na vida poderiamos aspirar?
Quando penso que por pouco não convencia os meus pápás a deixar-me ir para a Faculdade... A esta hora teria gasto preciosos anos da minha juventude em mestrados e doutoramentos e seria uma mal paga bolseira de investigação, sem direito a férias, nem a feriados, nem a baixa médica. Até chega a ser perigoso, não explicar aos jovens logo a partir dos 15 anos o que é o "Estatuto de Bolseiro de Investigação". É preciso tentar demovê-los desde cedo e fazê-los abandonar o gosto pela Ciência a todo custo, antes que seja tarde demais e caiam em desgraça. Eu sei destas coisas que lá no salão aparece de tudo, e chega-me lá muita mãe a chorar por ter o filho nas listas da FCT.
Outra das coisas horríveis que me podiam ter acontecido se tivesse estudado era seguir a carreira docente. Tenho vários amigos que se meteram nessa vida e digo-vos, aquilo é coisa mesmo triste! É vê-los todos os anos amarrados às listas de colocação, como quem consulta o obituário. Quando não estão desempregados, andam a correr o país como ciganos, a perder o juízo todinho numa escola qualquer.

Do que eu me livrei, Nosso Senhor Jesus Cristo!
Aprender NÃO compensa!

23.4.07

Diario de uma "camone"



Caras gajas:

A mente de uma gaja isolada do seu pais e cultura e uma tremenda caixa de surpresas. Como sabem a mana facadas esta a viver algures no deserto na fronteira dos EUA e Mexico. As diferencas culturais como sabem, ou pensam que sabem, ou imaginam, sao inumeras. Poderiamos ir por este caminho e escrever uma posta enorme que nao levaria a lado nenhum, mas nao vamos fazer isso. O objectivo desta posta e mostrar o quao estranho o coracao humano e, e o quanto este nos pode surpreender.
Sabado de manha estava a conduzir a minha Nissan pick-up verde fluorescente (que coisa tao americana) em direccao a reserva india que fica mais ou menos a uns 10 km da cidade onde vivo. Todos os meses faco esta viagem para ir comprar o meu abastecimento mensal de cigarros. Isto porque, neste pais, um maco de tabaco custa pelo menos uns 5 USD (aprox. 4 Euros), e na reserva india custa cerca de 3 USD. As razoes para esta discrepancia sao, mais uma vez, mais que muitas, mas isso fica para outro dia. O interessante e que ja em plena reserva india vi um sinal escrito a mao numa cartolina a dizer:

Our Lady of Fatima
Mexican Fiesta
April 21 & 22


Todas nos sabemos que sou uma gaja "catolica apostolica romana", mas seguramente todas as vezes que fui a Fatima fui "arrasatada" pela minha mae. No entanto, estando aqui, nao sei porque, veio-me uma nostalgia e alegria enorme a ver este singelo cartaz escrito a mao a anunciar a Mexican Fiesta da Nossa Senhora de Fatima. E mais com a nostalgia veio uma vontade enorme de ir a dita fiesta. Mas de boas intencoes esta o inferno cheio e... bem, como e obvio o episodio termina aqui.

A facadas

P.s.: Ja agora parece-me que a festa tera sido mudada do dia 13 de Maio para 21 de Abril, porque a 13 de Maio nao e possivel ter Mexican fiestas ao ar livre em pleno dia porque o calor e mais do que muito...

12.4.07

12 moradas de silêncio

Resolvi interromper a interrupção que involuntariamente fizemos no nosso percurso cortante para deixar um link.

Aqui.

É um blog, e é amigo, mas não é por isso que está aqui. É porque é bonito e vale a pena lá ir.

9.3.07

RIP


OK, desde o Natal tenho um ipod e estou viciada... Mas esta posta nao e sobre ipods... Hoje de manha caminhava desde o meu carro ate ao trabalho, ipod em shuffle mode, cigarro nos dedos... e de repente:


" I hear you skating on the ice

And wonder why you left me twice

The eerie sound of blade on lake

Cracks my skin and I fill with ache

But I don't want this heart

I don't need this blood "


E incrivel como as vezes a musica pop nos transporta para outro mundo, muda a luz, a cara das pessoas e nos muda a nos, nem que dure apenas os 2.30 minutos de uma bela melodia. Para mim este e um poder exclusivo da melhor musica pop, e poucos o fizeram com tanta simplicidade e beleza cristalina como os The Go-Betweens.

Assim que cheguei ao trabalho decidi investigar se tinha saido algum novo disco dos The Go-Betweens desde o ultimo e belissimo "Oceans apart". O que encontrei foi isto:





Nos ficamos mais pobres, tu... descanca em paz!

2.3.07

um salto mais alto

Queridas gajas, queridos(as) amigos(as)

Hoje vou falar-vos de sapatos de tacão. Tacones lejanos, como diria o outro. Pois parece que começa a estar na moda ver rapazes com este tipo de calçado. E não falo daqueles que se vestem de Mérilin Monroi para cantar os parabéns aos amigos, saindo de uma gigante Torta de Noz. Refiro-me a gente que no seu dia-a-dia até pode passar meio despercebida, com o seu outfit simples, roupinha barata, talvez até comprada na Humana (ai que isto hoje é só publicidade). E de repente, puff! Venha daí o tacão e cá vamos nós.

Sempre achei, mesmo sendo gaja, um grande incoveniente usar salto alto. Claro, pode ter as suas vantagens se queremos livrar-nos do namorado da nossa melhor amiga (todas nós vimos Jovem Procura Companheira). Mas não sou nenhuma bailarina para ter de andar em bicos dos pés. Também me assusta descer a Av. dos Aliados (assustava, porque agora aquilo é tudo betão armado) e tropeçar numa pedra da calçada. O equilíbrio necessário para fazer boa figura é enorme, e já todas sabemos como gosto de beber um ou dois copos de vez em quando. Ou seja, tacões para mim, jamé salomé, como diria a outra.

Mas e agora? Vai uma gaja tranquila a uma petite soirée com o seu téne Gola e vê um GAJO de salto agulha Prada??? Minhas amigas... não pode ser. Não podemos deixar que o nosso mundo continue a ser tomado por gajos. Eles já usam cremes anti-rugas, eles já usam cachecóis de tecido fino e côr lilás (vulgo, Gigis), eles já fazem depilação a laser e liftings, eles até já vão aos concertos dos D'zrt e sabem as letras da Floribella. Não podemos deixar que nos tirem a única coisa que julgávamos ser realmente nossa: os preciosos tacões.

Por isso um apelo: vão já a correr à Bata ou à H&M comprar uns sapatinhos de salto alto, nem que sejam baratinhos. Só para mostrar que, apesar de tudo, podemos ser mais altas!

Com amor
FriFri

1.3.07

23.2.07

coisas que li no jornal...

"A Madeira era uma das regiões mais pobres de Portugal, é hoje uma das regiões mais ricas. (...) Era uma ilha ignorada do Atlântico, é hoje um centro de turismo de luxo. (...) Calculo que os madeirenses se interessem pouco ou nada pelos métodos de Jardim, que os tiraram do isolamento e da miséria. (...) Os madeirenses votavam em quem lhes dava emprego, electricidade, estradas, saneamento básico, habitação... "

No jornal "Público" de 23 de Fevereiro de 2007


Afinal Alberto João Jardim é o maior e eu sem fazer ideia. Ainda bem que tenho esse incontornável vulto nacional da cultura/política/entretenimento, o Vasco Pulido Valente, para me chamar à razão quanto a esse assunto!

12.2.07

Assim sim!

Pela primeira vez na minha vida, votei em algo que ganhou!!!

11.2.07

A gripe e a abstenção

Tal como no referendo passado, é certo e sabido que também neste a abstenção favorecerá o "não". Por isso, suponho que os adeptos do "não" dêem graças a deus pela gripe que este enviou em altura tão propícia, que faz abarrotar de abstenção os hospitais e centros de saúde.
Nos 10 anos que levo de maioridade, nunca me abstive. E não o irei fazer amanhã, apesar de me ver confrontada com um grave problema: como me deslocar até à minha cidade natal e ao meu local de voto com 39ºC de febre resistente a benurões?
Deixo aqui um apelo: adeptos do "sim" engripados como eu, não pensem, baseados nas sondagens, que as contas já estão feitas! Façam um pequeno sacrifício e vão votar. Aqui ficam alguns conselhos:

1. Munam-se de lenços de papel (nada de pingar ranho para cima do boletim do voto; para além de ser possidónio pode esborratar e anular o vosso voto).
2. Assegurem-se de que conseguem abrir os olhos o suficiente para distinguir o "sim" do "não".
3. Tentem controlar os tremores e calafrios para que a mão não vos fuja e resvale para o quadradinho errado.

Será um pequeno sacrifício da vossa saúde e dignidade em prol da saúde e dignidade das mulheres do nosso país (peço desculpa por esta espécie de trocadilho foleiro, mas a minha imaginação, ultimamente já diminuída, encontra-se toldada q.b. pela febre).

8.2.07

Diário de uma gaja Mouca

Esta semana fui ao otorrinolaringologista. Reparem que poderia ter escrito simplesmente otorrino mas preferi escrever otorrinolaringologista para depois puder gabar-me de deter o record para a palavra mais comprida alguma vez escrita neste blog. E as outras gajas escusam de vir para aqui escrever Inconstitucionalissimamente, palavra que aproveito para deixar também aqui, só para garantir…


Mas deixando as divagações gramaticais e voltando ao assunto inicial - o otorrino. Por fora o meu ouvido pareça igual a qualquer outro, mas lá por dentro está (pelo visto) mais arruinado que os cofres do estado, mais destruído que Lisboa no final do terramoto de 1755. Prosseguindo com comparações estúpidas e perfeitamente escusadas, a senhora Otorrinolaringologista (casos de natureza tão séria devem ser resolvidos por gajas), quer armar-se em Marquês de Pombal e fazer uma reconstituição das minhas ruínas internas, de bisturi em punho!

Isto de transformar o meu ouvido na Baixa Pombalina, embora tenha o muy nobre objectivo de me transformar numa gaja mais saudável, isenta de doenças estranhas com nomes acabados em “oma”, tem os seus quês. Para começar, é já sabido que ficaria mais Mouca. Eu sei que ser Mouca é já uma espécie de imagem de marca, mas ficar ainda mais surda causa-me certa espécie…

Assim sendo, aquilo que à partida seria uma simples obra de beneficiação transformou-se num grande dilema para mim. Estou habituada a enfrentar grandes dilemas logo pela manhã, como sejam vestir saia ou calças, a côr da gigi, comer cereais ou antes umas torradinhas. Tudo dilemas da máxima importância, que resolvo sempre com elegância e eficácia. Mas como este ainda não me havia surgido nenhum, e isto está a ocupar-me uma parte significativa dos meus pensamentos diários.
Pelo acima exposto queiram desculpar-me o facto de não escrever postas sobre o aborto, nem sobre os grandes portugueses, nem sobre outros assuntos a pedido. Estou a pensar no meu umbigo, perdão – ouvido!



Nota: depois de uma breve pesquisa descobri que a maior palavra portuguesa é afinal, Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico, que designa uma pessoa que sofre de Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose, uma doença pulmunar. Agora sim, o record é meu!

1.2.07

bacalhau

Caras gajas:

Uma gaja emigra. Como todos os emigrantes sente-se sempre essa coisa tao portuguesa a que chamamos saudade. Eu emigrei ja la vao mais de tres anos e este tempo todo a coisa de que senti mais falta foi do nosso belo bacalhau. Embora se encontre bacalhau um pouco por todo o mundo, nao imaginam o quao dificil e encontrar o nosso bacalhau salgado. Este e intimamente portugues e muito muito dificil de encontrar. Se nunca provaram bacalhau fresco, nao provem, e uma desilusao, faz o coracao de uma portuga encolher... Mas ontem, ontem finalmente encontrei uma pequena caixinha de madeira no supermercado. Na caixinha dizia 1lb of salted cod. Meninas, o coracao cresceu, as mamas queriam-me saltar do peito. Nao era um daqueles lindos peixes enormes abertos ao meio e empilhados ate ao tecto como vemos no Continente por altura do Natal, nem sequer enchia o supermercado inteiro desse cheiro tao tipico, mas gajas, finalmente me convenci desse dizer de sabedoria tao duvidosa: o tamanho nao conta!

30.1.07

Florifenómeno

Vamos fazer uma suposição. Vamos todos supor que a Floribella se transformava num fenómeno de marketing à escala nacional. Imaginemos que passariam a existir roupas da Floribella, cd's da Floribella, jóias da Floribella, atoalhados da Floribella, bolos da Floribella e até pastilhas elásticas da Floribella...

E se, porventura, um público sequioso de novidades exigisse a publicação de pérolas literárias tais como - por hipótese - "O Amuleto de Tomás" ou "A Descoberta de Carlota"...



...quantas expressões faciais diferentes conseguiria interpretar tão trabalhadeira rapariga, de forma a abrilhantar tamanha quantidade de capas?

25.1.07

Que é feito dela?

Como é do conhecimento (quase) geral sou uma verdadeira perita em esquecer os objectos pessoais nos mais inusitados locais. Os objectos mais sacrificados são as chaves - as chaves de casa, as chaves da outra casa, as chaves do carro, as chaves do gabinete. É por isso muito frequente ouvir alguém gritar-me:
- AS CHAVES!!
E eu nunca resisto à tentação de gritar, em resposta:
- O DINHEIRO!!

Por isso vos pergunto: o que é feito da amiga Olga??

15.1.07

Nip Tuck

Caras gajas,

Eu sei que passo a vida a mandar postas ao lado, mas nao posso deixar de dizer a todas que nao percam a estreia da serie Nip Tuck, hoje na TVI. Nao posso imaginar um programa mais indicado para nos gajas... "ao final das contas" a serie e sobre dois cirurgioes plasticos (e o So dotor Sean Macnamara enche os olhos de qualquer gaja) e as suas gajas desesperadas por uma boa duma cirugia. A serie e mesmo boa... tentem e se nao gostarem tentem mais uma vez ou duas... se depois disso nao estiverem viciadas entao alguma coisa esta muito muito mal no vosso intimo de gaja.

A facadas

5.1.07

genius knows genius





Doug Walker: What musicians would you like to work with that you haven't yet had the opportunity too?”

Matt Johnson: Hmm. (...) There’s really not many names that spring to mind. I’ve worked with most of the people I wanted to work with and there’s probably some I haven’t heard yet that I’ll probably love. Off the top of my head a duet with either PJ Harvey or the singer from Cat Power would be nice.