19.6.08

Isqué?!?


O novo álbum dos Sigur Rós chama-se "með suð í eyrum við spilum endalaust". É um nome bonito, sim senhor, gostei muito.

No entanto, várias dúvidas me assaltam. A saber:

1. O que é que isto quer dizer?

2. Como é que isto se pronuncia?*

3. Será que os senhores locutores de rádio e apresentadores de televisão conseguem dizer isto ou vão ter formação específica?**


* a primeira pessoa que me explicar como é que isto se pronuncia recebe um caramelo. Prometo!


** já estou mesmo a ver a Isabel Figueira, pobrezita: "entrou esta semana para o top de vendas nacional o último álbum dos islandeses Sigur Rós, de seu nome méo, quer dizer, miu, hum... olha, vai passar em rodapé já a seguir"

15.6.08

Esta semana, no escurinho do cinema



Sou uma gaja muito antiga, tão antiga que em tempos vi filmes em VHS. O que era uma grande chatice à qual as novas gerações de gajas estão imúnes - ele era as cassestes de vídeo que ocupavam muito espaço nas prateleiras, ele era as fitas que ficavam todas trincadas quandos as víamos muitas vezes, ele era a malta lá de casa a gravar um jogo do Benfica em cima do meu filme favorito!

Foi a Mana Tesoura (essa tola) que me emprestou a cassete com o Pillow Book. Vi-o depois disso mais uma montanha de vezes. É um dos meus favoritos.

Agora, graças ao cineclube da minha nova terra posso vê-lo pela primeira vez no escurinho do cinema. Bom presságio, minhas gentes - aqui vou ser feliz!

11.6.08

voltei voltei

...não voltei de lá, ainda estou em España. Mas voltei às lides dos blogues!
Como portuguesas que somos já sei que estavam a morrer de saudades, e eu também. Tenho tanto pra contar que nem sei por donde empezar.. Ai desculpem é que de vez em quando me sai uma espanholada (sem conotaçao erótica, suas doidas!)

Então pra começar queria partilhar convosco um blogue lindo, fantástico maravilhoso que é o do nosso amigo Cláudio Ramos. Epá não sei... mas este senhor inspira-me. Será que finalmente descobri alguém ainda mais fácil de cortar que a Ana Malhoa (agora Blonde Latine)?

Por onde começar... Adoro o seu livro "Geneticamente Fúteis", uma pérola para qualquer gaja Bióloga. Adoro os erros de Português do senhor escritor "
mas prova bem o que a felicidade faz ás pessoas.
" Adoro as fotos. Adoro o look tigre garanhão com a sua écharpe e a bocarra aberta para engolir o microfone. Adoro a mancha de suor na sovaqueira. Adoro que o senhor Cláudio seja feliz e o queira mostrar ao mundo. Adoro que o senhor Cláudio saiba tão bem a definição do que é ser chic. Adoro os poemas estilo José Castelo Branco (este ainda não tem blog??)

A minha dúvida é: será que é mesmo o Cláudio que escreve este blog? Não será alguém a querer fazê-lo passar por um ganda totó (como se o que vemos na TV não bastasse)?

xoxo
gossip gaja (já explicarei este nick)

30.5.08

Foi ontem...




...que Scout Niblett (ou Emma, diz que é assim que ela se chama na verdade) veio cantar para meia dúzia de gatos pingados, visivelmente encantados!
Vim deixar uma amostra para as gajas que não conhecem.

p.s. - quando ela cantou esta música em particular, o senhor-que-é-conhecido-por-muitos-nomes não entrou sala adentro. O que podia ter acontecido, porque ontem foi noite de coisas estranhas acontecerem.

Alguém sabe onde foi parar o site meter? Eu divertia-me com aquilo, pá!

16.5.08

Adeus, até ao meu regresso!

Só para ser do contra, para mim tudo é postável. Até isto, que nem sequer chega a ser um adeus a sério. É mais um até breve.
Em Julho estarei de volta. Entretanto, desejem-me boa sorte no meio dos hipopótamos, crocodilos, Schistosoma, Plasmodium, chefes e outras coisas assustadoras do género.

14.5.08

não sei que vos diga

Mudei de trabalho, mudei de cidade, o meu antigo laboratório ardeu, vi os National na Aula Magna. Tudo coisas com o seu grau de importância, tudo material postável. Mas não, não escrevi nem uma linha. Sinto-me bloguisticamente incompetente. Acho que vou pedir a demissão, oh gajas!

27.4.08

Os meninos à volta da TV

Hoje vou abdicar do meu anonimato. Vou deixar de ser simplesmente uma gaja para passar a ser uma gaja com um nome. Foi uma decisão difícil, mas queria muito escrever esta posta e não o podia fazer sem esta revelação. Por isso, blogosfera amiga, olá, eu sou a Catarina.
Partilho este nome com muita gente da minha geração, e há uma boa razão para isso: muitas de nós, pelo lado feminino, tal como muitos dos Vascos, pelo lado masculino, são filhas de pais que quiseram assim homenagear o espírito revolucionário da altura. E, tal como o fizeram com esse gesto simbólico, os nossos pais também se esforçaram por não deixar que a Revolução, a sua história e o seu significado caíssem no esquecimento. Tal como muitas Catarinas e Vascos nascidos nos anos 70, eu cresci a ouvir falar do 25 de Abril.

Foi por isso que, andava eu na primeira classe, quando a professora fez a pergunta “Alguém sabe o que foi o 25 de Abril?”, dois meninos puseram prontamente o dedo no ar: eu, que apesar de tudo não consegui mais do que a resposta poética “Foi o dia da Liberdade!”; e o Vasco, que do alto dos seus seis anos gritou “Foi o dia em que os fascistas se foram embora!”. Apesar das desigualdades que pudesse haver à partida, no fim desse dia já todos os meninos da sala sabiam responder à pergunta. Nessa altura, apenas onze anos passados sobre o 25 de Abril, a sua razão de ser ainda estava bem presente no espírito das pessoas, e fazia-se questão que as crianças soubessem “o que custou a Liberdade”.

Hoje tudo é diferente. É certo que ainda vai havendo algumas Catarinas, se bem que agora inspiradas pela Furtado. Para elas, assim como para as Vanessas, Brunas e Cátias, o 25 de Abril é dia de festa simplesmente porque é feriado e não vão à escola. Os pais não ensinam, a escola não ensina, e os Morangos com Açúcar – a referência educativa dos jovens de hoje – também não.

A minha indignação pelo desconhecimento geral em relação à Revolução dos Cravos não tem a ver com sentimentalismos. E, sobretudo, vai para além da questão da (falta de) educação académica. Eu acho mesmo que os valores de Abril fazem falta. Correndo o risco de parecer “cassete”, acredito que ninguém pode dar valor à Democracia se não estiver consciente da sua fragilidade. Provavelmente, os jovens de hoje não vêem problema nenhum em que os seus professores sejam despedidos por dizer mal do governo. Que nos transformemos num país de ignorantes é uma ideia à qual me poderia acostumar; agora que vivamos num país de idiotas, isso não.

26.4.08

Caribou


vs


Gajas,

Ontem fui ver Caribou ao vivo. E o que em disco sempre me soou a Beach Boys meets Phil Spector ao vivo foi bem mais Velvet Underground meets Fela Kuti. Soberbo. O meu melhor 25 de Abri de sempre (la esta ela com a sua inacreditavel alienacao em relacao a Patria)!

A facadas

22.4.08

He's a god, he's a man, he's a ghost, he's a guru



Preferia tê-lo visto nos 90's, na altura em que a minha alma adolescente julgava que este senhor era Deus - hoje sei que é só o Seu secretário.

Mas mais vale tarde que nunca!

21.4.08

Mudar é bom...

... mas fazer as mudanças é uma merda! Encaixotei dois anos da minha vida. Não houve espaço suficiente na mala do Dr. Tótó, tive de espalhar caixas e sacos pelo banco traseiro. Depois foi só fechar à chave a porta do Iglu e fazer-me à estrada. Quando parei no caminho para me despedir do Paulo (eu admito tudo, era o meu guarda favorito) já levava um nó na garganta.

É que vou ter saudades da tasca do açougue - dos melhores petiscos do mundo e da lareira. Das alheiras e do folar e do presunto. De Pitões das Júnias, do carvalhal do Avelar, da neve no Larouco, do campo, da bicharada toda, dos guardas e dos estagiários. De fumar cigarros na janela com vista para o castelo, das sextas feiras 13, do padre Fontes a dizer o esconjuro e da queimada! E das alminhas e dos cruzeiros e dos pastores e de toda a gente com quem parei a falar pelas aldeias.

Ainda por cima sou teimosa e não dei ouvidos ao sábio amigo que me aconselhou a banir a banda sonora melancólica durante esta - a última - viagem...

18.4.08

A felicidade (outra vez)

Parece que há mais dias felizes!

E quem me disse foi o senhor da Louie Louie quando lá fui afogar as minhas mágoas em cd´s!

11.4.08

Uma gaja sabe que está velha...

... quando vai ao médico e ele é mais novo do que ela.

4.4.08

A transição (finalmente)

Vou finalmente sair deste sítio feio e voltar para casa. Não penso em Aveiro ou Porto, penso só em Portugal. Portugal-casa. Pastéis de nata-casa. Peixe frito com arroz de espigos-casa. Uma pizza na Pizzarte-casa. Vou partir vintona e chegar trintona, mas vou perder as rugas que acumulei aqui. Vou passar menos tempo a olhar para este monitor, e mais tempo a olhar para caras (e barrigas) conhecidas. Detesto ser emigra. Nunca mais.

19.3.08

Les concerts a emporter

É uma ideia gira. Pô-los a cantar por ruas, ruelas, praças, jardins, canais, túneis e telhados. Mas também há hóteis, capelas, elevadores e carrinhas. Quase todos em Paris - que vontade de lá ir e esbarrar com um concert a emporter ao virar de uma qualquer esquina.

19.2.08

A felicidade...



... está marcada para o dia 11 de Maio!

16.2.08

A gaja que ouve (demasiado) bem queixa-se dos seus vizinhos

Eu sou uma gaja cusca. Muito cusca. Saber da vida alheia e cortar na casaca do próximo são das coisas que mais prazer me dão na vida. E, como já devem ter reparado, este blog chama-se “gajas no corte” e não “gaja no corte”; é óbvio que não estou sozinha na minha grande paixão por este pequeno pecado.
No entanto, apesar de não ter pruridos em me definir como cusca, tenho a minha ética, os meus limites. Há coisas sobre a vida alheia que eu não faço questão de saber. Aliás, faço até questão de não saber.
E uma coisa é quando tentamos conhecer a vida alheia pela via tradicional, que é trocando informações com outras gajas. É desse carácter inquiridor, de procura activa, que eu gosto na actividade de cuscar. Outra coisa bem diferente é quando a vida alheia nos entra pela casa adentro sem perguntar se pode e sem ser desejada. Neste contexto, em minha opinião, a coisa mais tenebrosa que pode acontecer é ouvir-se um casal a ter sexo num quarto vizinho.
Eu achava que já tinha tido a minha dose de voyeurismo sonoro passivo na minha breve passagem por uma casa na rua da Torrinha, no Porto. Aí, a vizinha do lado gritava estridentemente “Estou-me a vir! Estou-me a vir!”, para quem quisesse e também para quem não quisesse ouvi-la (o marido, no primeiro caso; eu, todo o prédio e quiçá toda a rua, no segundo).
Agora, aqui nos states, tenho um novo mas semelhante pesadelo. Quer dizer, ao contrário do casal da rua da Torrinha, o jovem casal do quarto em cima do meu não tuge nem muge nem se ouvem gritos de espécie nenhuma. Mas fazem abanar a cama de uma forma inacreditavelmente ruidosa, e sobretudo a um ritmo aceleradíssimo que está nos antípodas do romântico. Como é lógico, além de aborrecido, o barulho não me deixa dormir nem trabalhar. E não há headphones ou música alta que resolvam o problema.
Para agravar a situação, é certo e sabido que os americanos levam o dia dos namorados a sério. Na noite de 13 para 14 fui à cozinha já tarde e a rapariga atarefava-se a fazer uns pindéricos biscoitos em forma de coração pintados de cor-de-rosa. Ontem, dia dos namorados, o namorado aparece na cozinha com um ar de urgência, perguntando se eu sabia onde estava o saca-rolhas. O pânico apoderou-se de mim. Se o ruído já é mau num dia normal, no dia dos namorados e com vinho e biscoitinhos românticos à mistura a coisa pode potencialmente impedir-me de dormir a noite toda… Então decidi ir deitar-me de imediato e tirar partido do meu afamado sono de pedra, antes que eles tivessem tempo de acabar a garrafa. E para aqueles que esperavam pormenores ainda mais escabrosos do que os que já fui fornecendo ao longo desta posta, lamento desiludir-vos: a verdade é que dormi lindamente!
Moral da história: Dia dos Namorados volta, estás aperdoado: oh, se eu pudesse antecipar sempre desta maneira a hora da ginástica!…

14.2.08

How soon is now?

I am the son
and the heir
of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and heir
of nothing in particular

You shut your mouth
how can you say
I go about things the wrong way
I am human and I need to be loved
just like everybody else does

I am the son
and the heir
of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and the heir
of nothing in particular

You shut your mouth
how can you say
I go about things the wrong way
I am human and I need to be loved
just like everybody else does

There's a club if you'd like to go
you could meet somebody who really loves you
so you go, and you stand on your own
and you leave on your own
and you go home, and you cry
and you want to die

When you say it's gonna happen "now"
well, when exactly do you mean?
see I've already waited too long
and all my hope is gone

You shut your mouth
how can you say
I go about things the wrong way
I am human and I need to be loved
just like everybody else does