25.7.06

Ana Mamalhoa (ou a fonte inesgotavel do corte)

O título diz tudo. Esta pérola veio parar-me às mãos (ou ao ecrã do meu portátel) e desde então sou uma gaja diferente. Porquê? Porque nunca mais precisei de me esforçar para fazer o que mais gosto: cortar. Quando não há outro assunto, corta-se na Ana. Então vamos por partes:

1. Site. Por si só, é genial. O rosa, as estrelas, a foto, a publicidade à FHM. Desculpem lá gajos... mas vocês compram mesmo uma revista que está "buéréré"?

2. Biografia. Tirando os erros gramaticais, até gostei de ler. Ao longo do texto vamo-nos apercebendo de que Ana é uma pessoa fantástica, talentosa, simpática, famosíssima e latina. Que mais pode um gajo querer?

3. Discografia. É de louvar o esforço que Ana sempre dedicou à sua imagem. A quantidade de roupa que mostra vai variando na razão inversa da quantidade de silicone nas suas mamocas. O meu favorito: Hot Reggaeton by Lil' Queen. Sim, estávamos a precisar de mais uma branca com a mania que é preta. E não esqueçam: foi Ana quem introduziu o Reggaeton em Portugal!

4. Fotos. Hmmm.... é mesmo preciso dizer alguma coisa? É. É preciso dizer que esta GAIJA BOUA era o ídolo de milhares de crianças do nosso Portugal. Que agora são adolescentes: enquanto os rapazes esgalham o pessegueiro com as fotos, as raparigas querem ser iguais a ela.

5. VIP. Não percebi que parte disto é VIP. Será o senhor Hussein que toca baixo e usa bigode e permanente, aposto. Ah não, é porque Ana grava num "record studio" (fica sempre bem dizer em inglês, mesmo quando não é preciso).

6. Links e Contacto. Acho que estão ali só pra encher. Gostava era que a secção Vídeo estivesse disponível. É desta que Ana começa a fazer filmes porno?

Por TODAS estas razões (e muitas mais haveria mas não quero fazer este post ainda mais longo) acho que Ana devia ter direito a uma estátua no centro de uma praça de Portugal, o seu nome numa rua, um feriado nacional em sua homenagem e ser sepultada ao lado da Amália. Já fiz a minha parte. A partir de amanhã posso sair à rua com uma t-shirt a dizer "I f***ed Ana Malhoa"


"Eu quero ouvir essas palmas!!" (by Ana)

Sempre vossa
FriFri

14.7.06

Let's do it for the kids

Não é fácil ser-se Presidente da República em Portugal. É preciso ter uma boa dose de imaginação para manter-se sob as luzes da ribalta e parecer ocupado durante 5 longos anos. Existem alguns governos que resolvem colaborar metendo água, dando assim a oportunidade ao PR de fazer alguma coisa com real importância. Mas em condições ditas normais é preciso inventar qualquer coisa que os faça sair de Belém, calcorrear o país, beijar criancinhas e aparecer nas televisões, não dando aos portugueses oportunidade para se esquecerem da sua existência. Se Sampaio teve as suas presidências abertas, Cavaco Silva apresenta o seu "Roteiro para a Inclusão". Foi esta a maneira que o actual PR arranjou para manifestar a sua preocupação com os excluídos, os toxicodependentes, os pobrezinhos, as mulheres e as criancinhas mal tratadas. Só lhe fica bem a caridadezinha, a ele e à Santa Casa da Misericórdia. O que já não lhe fica tão bem é apelar ao "espírito cristão de dávida e serviço" ou sugerir que os pais que se divorciam pensam primeiro na sua felicidade e só depois na dos filhos. E para que não seja acusado de conservadorismo ou tradicionalismo bacoco, lá refere um estudo que diz que o risco de pobreza sobe para o dobro em famílias monoparentais. Pois claro, com uma segurança social em falência, com os custos da educação e da saúde, mesmo no sistema público, acredito que seja realmente complicado criar um filho sozinha(o). Mas Cavaco Silva tem a solução: não se divorciem (ou se forem solteiros, casem-se) e acabem com essa modernice das famílias monoparentais. Vá lá, façam-no pelos miúdos!

11.7.06

O aveirense mais famoso

No passado domingo, vi na televisão uma reportagem sobre o concelho de Cinfães, em que, a certa altura, mencionaram o cinfanense mais conhecido de todos os tempos, Serpa Pinto.
Tomada pelo ímpeto regionalista de que sofro ocasionalmente, decidi dedicar-me ao exercício de escolher o aveirense mais famoso. Foi difícil chegar a uma conclusão. Muitos dos nomes que me ocorreram apenas são famosos na própria cidade. Por exemplo, qualquer filho da terra reconhecerá o nome do republicano José Estêvão, do anti-fascista e escritor Mário Sacramento ou mesmo do Atita, a popular figura que ensinou metade da população de Aveiro a nadar, ali mesmo num braço da ria. Mas a verdade é que, por mais famosas que sejam entre os habitantes da cidade dos moliceiros, estas personalidades são ilustres desconhecidos para o resto do país.
Lembrei-me também de aveirenses emprestados, pessoas que, já em idade adulta, desenvolveram uma ligação especial à terra. Para além da princesa Santa Joana, a padroeira da cidade, o mais famoso desta categoria é, sem dúvida, Paulo Portas, que decidiu inventar uma ligação a Aveiro (chegou ao cúmulo de se tornar sócio do Beira-Mar, vejam lá) para conservar o distrito como o último reduto do CDS/PP. Obviamente, estes também não contam.
Já me estava a ver a desafiar-vos, amigas gajas, a apresentarem um conterrâneo de que se pudessem orgulhar tanto como eu do Zeca Afonso ou do Fernando Pessa. No entanto, a minha consciência obrigou-me a excluí-los. A verdade é que ambos saíram de lá em tenra idade, basicamente para não mais voltar, sem criarem grandes laços à terra. Certamente nem se lembravam de lá ter vivido. E enfim, se o critério fosse apenas a naturalidade, então eu própria, que tive a maldita sorte de ir nascer a Coimbra, não era aveirense, o que é um insulto! Em minha opinião, para se ser de Aveiro é preciso ter crescido na cidade, ter sido educado por ela.
Reduzidas as possibilidades, detive-me um pouco a pensar em Paulo Pedroso, mas achei que este político já gozou de toda a dose de fama que algum dia conhecerá e que dificilmente voltará à ribalta…
Já estava em desespero de causa (onde é que já se viu, Cinfães ter gerado uma pessoa famosa e Aveiro não?), quando se fez luz… e que terrível luz! Senhoras e senhores, apresento-vos o aveirense mais famoso, pelo menos o mais famoso de que me consegui lembrar…


Por favor, cibernautas aveirenses (e não só!) que venham cá parar, alguém se lembra de outra personalidade que destrone este senhor, que nem uma tinta para o cabelo em condições sabe escolher?

7.7.06

Última posta sobre futebol

"Se o Portugal perder os jogos que lhe faltam a culpa será desta posta!!!" - Isto exclamava o Senhor Tudo no Seu Devido Lugar, qual vidente, a propósito da nossa última publicação. Isso de facto aconteceu, mas não queremos essa responsabilidade para nós. Não somos culpadas. A culpa vai inteirinha para a personalidade esquizofrénica da Nossa Senhora. Isto de desmultiplicar-se em milhares de variações regionais, ele é a Nossa Senhora de Fátima, a Nossa Senhora do Caravaggio - só para citar aquelas que ultimamente estão mais em voga - tinha de trazer problemas, mais tarde ou mais cedo. Esquizofrenia pura, é o que vos digo.
Se pensarmos nos possíveis traumas de Nossa Senhora, vemos que não é para menos - se eu fosse assim excluída da Santíssima Trindade também arranjava uma doença mental séria. Isso não se faz a uma gaja, agora que a aturem o Pai mais o Filho e o Espírito Santo. Mas ao menos que não a deixassem imiscuir-se em assuntos da bola.
A influência da Mãe de Cristo é tal que qualquer país com tradição futeboleira adora a Virgem em alguma das suas múltiplas vertentes. Quanto maior é fervor futebolístico, maior o número de Nossas Senhoras, salvo raras excepções. O Uruguai, por exemplo, primeiro campeão do Mundo, deve tudo à Nossa Senhora do Trinta e Três; aos brasileiros nem a Nossa Senhora da Aparecida mais as 356 versões nacionais da Virgem lhes valeu este ano!
Para hoje está marcado o duelo entre as versões Nossa Senhora do Loreto e Nossa Senhora de Lourdes. Enquanto os italianos se congratulam por deter em seu território a casa onde Nossa Senhora viveu, que voou misteriosamente de Nazaré até Loreto, os franceses trazem consigo a vantagem de ter a sua aparição da Virgem certificada pelo Vaticano! Mas este selo de garantia papal não significa uma vitória fácil dos gauleses. Veja-se como ontem Nossa Senhora de Fátima, também ela devidamente certificada e muitíssimo respeitada nas mais altas instâncias da igreja católica, perdeu com a sua quase desconhecida congénere alemã, a "Mãe, Rainha e Vitoriosa Três Vezes Admirável de Schoenstatt". Reparem bem: três vezes admirável. Repito: três. Não há coincidências, meus amigos, não há coincidências!

2.7.06

“Obrigada Nossa Senhora de Fátima” ou “O Anjo” ou “A Quarta Posta Seguida Sobre Futebol”

A Nossa Senhora de Fátima é uma gaja influente. Só alguém em muito boa conta lá em cima poderia ter sido responsável pelo desvio da trajectória do sol algures na Cova da Iria, ou por fazer três pastorinhos até então desconhecedores da existência da Rússia anunciar a sua conversão.
Na actualidade, a mais portuguesa das divindades continua a dar cartas, senão vejamos: após o feito heróico de impedir que a mancha do Prestige chegasse à nossa costa, Nossa Senhora atingiu ontem um novo ponto alto na sua carreira, ao conduzir Portugal à vitória sobre Inglaterra. Segundo declarações de Gilberto Madaíl, é ela a grande responsável pelas defesas de Ricardo. Há inclusivamente quem defenda que quando Ricardo fala é Nossa Senhora quem se ouve, o que certamente explica a sua voz angelical.
Rezemos pois todas juntas a Nossa Senhora de Fátima para que, por intermédio do seu anjo, continue a manter as bolas longe da nossa baliza!

16.6.06

Terceira posta seguida sobre futebol

É verdade, meninas, a reincidência na temática futebolística está a dar cabo da nossa credibilidade. Mas - co' a breca! - temos a desculpa do Mundial, e não pude resistir a fazer este post e a copiar a notícia que se segue.
Reparem como a comunicação social é tendenciosa! Apesar de tentar dar uma no cravo e outra na ferradura, parece-me inequívoco que o autor deste artigo toma instintivamente o partido do gajo... Nunca é fácil ser-se gaja, mas em altura de Mundial a coisa ainda se complica mais!

"Chinês tranca a mulher no quarto para poder ver o Mundial em paz

Em Inglaterra, na Holanda ou na China, as mulheres são um pouco iguais. Ditadoras com rasgos autoritários. Esta estória, chega do Oriente, por acaso. Um chinês estava na sala a ver o Argentina-Costa do Marfim, quando a mulher se levantou da cama, foi à sala e lhe desligou a televisão. Queixava-se que eram três horas da manhã - a diferença horária tem destas coisas - e que não conseguia dormir perante os gritos do marido a cada jogada de maior perigo.
E então desligou o aparelho. Sem sequer procurar perceber as razões do homem a quem prometera no altar respeitar nos bons e nos maus momentos. O adepto, de apelido Li, que vive na cidade de Putian, no sudeste chinês, respondeu na mesma moeda. Sem questionar as razões da mulher, pegou nela e trancou-a no quarto para poder ver o jogo em paz. No final fica a certeza de que no mínimo falta algum espaço para o diálogo nesta relação conjugal. " in Mais Futebol

15.6.06

Os deuses devem estar loucos

Pegando na deixa da gaja que tem sonhos eróticos com o Scolari (polamordedeus, com tanto gajo bom por aí podia ter arranjado uma coisita melhor, não?) queria aqui deixar a minha opinião sobre esta colecção do Público.
Pronto, não vou falar do lettering escolhido, que é o mesmo que eu usava nos meus trabalhos de História do 9º ano. Nem vou dizer mal do título que me faz lembrar uma comédia chinesa que passa na TVI aos domingos à tarde.
Eu sei que sou gaja. E não percebo nada de futebol. Mas não tinham outro futebolista português que não o Rui Costa para incluir nesta série? Sei lá, se era pra escolher só um, eu ia mais pro Futre ou pro Fernando Gomes, que até foi bota de ouro e tudo.
Ok. Se querem o Ruizinho tudo bem, mas pelo menos escolhiam uma foto mais catita (parece saído do Planet of the Apes). E não podiam escrever algo menos ambíguo que "As provas duraram 10 minutos e Rui acabou com duas bolas..."?

FriFri

14.6.06

Maldito Mundial!

Hoje tive outro sonho estúpido. Foi assim: estava eu a tentar descortinar um erro num ficheiro de computador para usar num programa (só isto já é um tradicional pesadelo de quem trabalha na área das gajas), quando aparece o meu orientador. Só que o meu orientador não era ele próprio, era nada mais nada menos do que o Scolari, que, atrás de mim, só dizia: "não pode falhar", "não pode falhar", "não pode falhar", "não pode falhar". A bem dizer, nos tempos que correm quer o Scolari quer o meu orientador fazem o mesmo pela minha tese (nada), pelo que a confusão poderá ser natural.
Mas o que eu queria salientar aqui é como se já não bastasse ter de aturar diariamente conversas sobre futebol, postas sobre futebol, reportagens sobre futebol, análises sobre futebol e, de vez em quando, jogos de futebol, hoje tive um sonho relacionado com futebol. Como o sonho foi mais do género pesadelo, dormi pouquíssimo e como resultado hoje estou ensonada, pouco produtiva e mal humorada. A culpa é do mundial. Estou mesmo farta!

9.6.06

Teenagers, paizinhos, camisas às bolinhas e muita música ró!

Na quarta-feira, as gajas baldaram-se ao trabalho, apanharam um comboio e foram até à capital. Às cinco e meia da tarde já estavam sentadinhas no chão à sombra do palco principal do Super Bock Super Rock, ansiosas por ver a estreia dos meninos Editors em terras portuguesas.
Assim que olhámos em volta, quase morremos de susto: "Ai qu'isto é só miudage!" Havia na primeira fila gente mais nova do que a minha mochila! Mas o que era um esgar de horror cedo se transformou num sorriso maravilhado. É que as meninas da primeira fila, como teenagers que eram, ainda estavam em fase de crescimento e eram em geral bastante baixotas. Estar num concerto e ser mais alta do que a média é uma agradável novidade para a gaja manca (sim, que a gaja mouca não tem problemas desses!), que ainda recorda com tristeza aquela noite de Julho em que ficou atrás de uns gigantescos ingleses que não a deixaram ver Thom Yorke e companheiros em todo o seu esplendor.
Por isso, obrigada Keane por serem quem são e encherem as plateias de gente de baixa estatura!
Sem cabeças pela frente, o concerto de Editors excedeu as expectativas. Foi sentido, intenso, íntimo apesar do local a isso não ser propício, musicalmente perfeito. Voltem, meninos, por favor! E venham conhecer o Porto, para a próxima! Acabado o concerto de Editors, ouviram-se uns sons familiares vindos do palco nacional... Sim, eram eles, os nossos já conhecidos Weatherman! E lá estava o nosso também conhecido paizinho a tirar fotos da plateia, a trautear as músicas e a aplaudir entusiasticamente! A seguir, os fabulosos dEUS! Eu, que já não via um concerto deles há oito anos oito e estava à espera que estivessem mais calmos, espantei-me perante o concerto electrizante que nos proporcionaram! É bom saber que há coisas que não mudam!
Após o concerto de dEUS, iniciou-se a longa espera por Franz Ferdinand. Houve demasiado tempo para cerveja e bifanas, por isso as gajas, em jeito de passatempo e sempre atentas às coisas da moda, começaram a contar as camisas sem costas às bolinhas que iam aparecendo. Acreditem, minhas amigas, a Zara deve andar a fazer promoções daquelas coisas. Vimos dezenas de exemplares do mesmo modelito, em variadas cores! Estavam por todo o lado. Se por acaso eu tivesse dormido alguma coisa nessa noite, teria certamente sonhado com blusas às bolinhas! Já que pegámos neste assunto, segundo os mandamentos da nossa rainha da moda FriFri, é foleiro levar para os concertos t-shirts da banda que vamos ver; mais foleiro ainda, digo eu, é pertencer a uma banda e levar uma peça de roupa com o nome da dita cuja. E tenho dito tudo o que tinha a dizer sobre os Cult, porque o resto fica imperceptível no meio de um grande bocejo.
Para os Keane nem sequer olhei; bastou-me a dor de cabeça que se ia instalando à medida que desfiavam o seu rol de sucessos.
E eis que começa o concerto de Legendary Tiger Man, um one-man-show que fiquei com vontade de rever! Pena foi que tivesse durado tão pouco!
E finalmente, os Franz Ferdinand. Não foram o melhor da noite porque os Editors açambarcaram desde logo essa posição, mas foi um grande concerto! Uma enorme presença e uma empatia reservada aos que realmente se divertem em palco... Os verdadeiros artistas!

30.5.06

Fly Pam Ann

Como gaja viajada que sou, passo muito tempo em aeroportos e dentro de aviões (às vezes até nas casas de banho, mas isso é outra história). E não entendo algumas regras que se impõem quando uma gaja está apressadíssima para conseguir embarcar a tempo. Ter que tirar TUDO que é de metal, para poder passar naquela maquinazinha... Ó senhores, isso não é nada prático. Uma gaja leva relógio, brincos, colar, fivela no sapato, cinto, anel, óculo de sol com aplique metálico e tal e tal. Claro que quem está atrás só se pode queixar com o tempo que demoramos a tirar tudo para depois descobrir que a máquina é hiper-sensível e apita mesmo sem razão.
Outra coisa que me irrita é o facto de não poder levar certos objectos comigo no avião. Tá mal, tá mal. Imaginem que uma gaja quer ir aos saldos a Paris, um fim-de-semana. Leva um saquinho pequeno, com tudo lá dentro. Incluindo tesourinha, lima, corta-unhas e pinça. Depois aparece-nos o senhor segurança a dizer que temos de depositar tudo no recipiente de acrílico (das primeiras vezes até pensei que depois fizessem um sorteio com aquela tralha toda). Pronto, ok, uma tesoura eu até compreendo... poderá ser utilizada para fins menos diplomáticos. Mas uma pinça??? Que pode alguém fazer com uma pinça? Depilar uma pessoa até à morte? Já imagino o senhor taliban a dizer "Ou mudam a rota do vôo ou faço a sobrancelha ao piloto!!"
Enfim, nada como ser rico e ter o seu jacto particular.

FriFri
*in barcelona

22.5.06

AS GAJAS VÃO!!

eurofestival


O Sócrates é que é um gajo com visão. Com tanto país desenvolvido para copiar, foi logo escolher a Finlândia. Ele deve ter um dedinho que adivinha. Porque este fim de semana ficou definitivamente provado que os finlandeses são os maiores! Já não restam dúvidas em relação a isso. Afinal a Finlândia levou ao Festival da Eurovisão uma "banda de hard-rock" e - que espanto - GANHOU! Para os felizardos que tinham coisas mais giras para fazer no sábado à noite e não viram, eu desenvolvo: a banda em questão chama-se Lordi, grunhiram uma "canção" chamada Hard Rock Hallelujah, usavam máscaras e lentes de contacto e roupa esquisita, um misto entre Rammstein e Slipknot. Tinham, tal como os clássicos Kiss, uma verdadeira obsessão por mostrar e abanar freneticamente a língua fora da boca.
Quem quase tinha uma série de ataques cardíacos em directo era o Eládio Clímaco. O senhor explodia de indignação de cada vez que uma apresentadora sorridente gritava excitadíssima "Finland, 12 points!". No final, soltando um suspiro, disse "A nova Europa já não gosta de baladas românticas". Foi o amargo desabafo de um comunicador da velha guarda que tem medo de ser substituído para um gajo vinte anos mais novo e fã dos Moonspell, que cá para mim, ainda vão ser indigitados directamente por José Sócrates para representar Portugal no Eurivison 2007.
Pessoalmente, não desgostei deste resultado. É que estavam em Atenas dezenas de palhaços vindos de toda a Europa, mas apenas os finlandeses tiveram a coragem de admitir frontalmente que o eram. E foram recompensados por isso!

19.5.06

Campo Pequeno em Grande

O Campo Pequeno reabriu. Reabriu com toda a pompa e circustância e em directo para a RTP. A apresentar a gala estava o Júlio Isidro (que surpreendentemente ainda não se reformou), o Jorge Gabriel, a Merche Romero e todas as outras talentosas meninas que costumam acompanha-la. Lá estavam todos os grandes profissionais da RTP, repetindo entusiasticamente, sempre que o vocabulário lhes faltava, esse slogan absolutamente inspirado e completamente imprevisível "Campo Pequeno em Grande!". O entretenimento das massas ficou a cargo do Filipe La Féria e seus muchachos, do Pedrito de Portugal e outros marialvas, fadistas, toureiros, cavaleiros e forcados, para gáudio dos aficionados. Entre os ilustres convidados estavam a falecida Lili Caneças e o abominável Alberto João (que veio à terra dos cubanos informar que o Campo Pequeno se ergue do chão graças a empresários madeirenses, essa é que é essa).

Lembrei-me de alguns dos nossos colegas blogueiros (já não sei se este, este ou este) e de uma expressão que costumavam utilizar: "Era metê-los a todos no Campo Pequeno".

Pronto amigos, afinal para o Campo Pequeno foram todos por seu próprio pé. E depois? Qual era o plano seguinte? Era metê-los no Campo Pequeno e...? Explodir com o edifício? Gasea-los a todos? Fazê-los comer canapés recessos ou cocktail de camarão estragado? Satisfaçam lá a minha mórbida curiosidade!

16.5.06

Pero que los hay, los hay!

A sociedade portuguesa está a precisar de um abanão.
Apesar da fama de sermos um país de brandos costumes, o que é certo é que os portugueses são, em geral, muito pouco tolerantes. Basicamente isso acontece porque gostam de passar despercebidos, e reprovam ou (na versão mais politicamente correcta) fazem piadas sobre quem se "armar" em diferente. E assim é em relação à comunidade gay.
Conheço muito boa gente que se diz de esquerda, tolerante e respeitosa em relação às opções dos outros, que quase que se benze à simples ideia de ver dois homens ou duas mulheres de mãos dadas ou, pior ainda, abrenúncio, a beijarem-se num espaço público! As gajas já falaram várias vezes sobre a excessiva necessidade que os homens portugueses têm de constantemente se afirmarem muito machos, e a recusa da homossexualidade (masculina, entenda-se, que a feminina até é muito bem vista pelos homens do nosso país) faz sem dúvida parte desse pacote.
E não adianta os exemplos das (poucas) figuras públicas que tiveram a coragem de se assumir para que os portugueses comecem a encarar a homossexualidade como algo perfeitamente normal e imerecível de uma conversa em tom cusco entre vizinhas ou em tom de de gozo entre amigos muito machos. Normalmente quem se assume são os artistas e toda a gente sabe que os artistas são gente, enfim, extravagante, em quem os portugueses não se revêem.
Por isso lembrei-me: Portugal precisa de ver um futebolista a sair do armário. Que melhor exemplo para o macho latino do que ver o protótipo do machão, um ídolo, a afirmar-se gay?
E não me tentem convencer de que não há futebolistas homossexuais, que eu não acredito. Mesmo que as gajas não o soubessem de fonte segura, a mera aplicação da lei das probabilidades torna este facto indiscutível. Segundo a Opus Gay, um em cada dez portugueses, ou seja, perto de um milhão, são homo ou bissexuais. Sendo assim, poderão existir pelo menos 2 homossexuais na equipa que Scolari convocou para o Mundial.
Meus amigos (e agora dirijo-me aos jogadores; eu sei que eles não devem ler o nosso blog, mas alguém por favor que lhes dê o recado), as gajas apelam: saiam do armário! Fariam ao país um favor bem maior do que a marcar golos na Alemanha!

8.5.06

A Lei do Cúmulo Suportável

Já disse aqui que odeio a Constança Cunha e Sá? Se disse não há problema nenhum porque dizer que não se gosta da Constança Cunha e Sá nunca é demais. E porque estou eu a falar desta megera? - perguntarão vocês. Porque ontem estava a almoçar num restaurante onde a televisão estava ligada na TVI e ouvi-a comentar o congresso do CDS/PP*. Só uma coisa pode ser pior que um congresso do CDS/PP, que é um congresso do CDS/PP comentado pela Constança Cunha e Sá.
Não devia ser permitido juntar assim duas coisas muito más. É como um filme do Steven Segal com banda sonora do Justin Timberlake. Ou um livro do Dan Brown com prefácio da Margarida Rebelo Pinto. Ou um tamagochi com design Fátima Lopes...
Eu proponho a legislação destes fenómenos. A criação de uma lei que proíba estas situações, de uma vez por todas. Podia chamar-se a Lei do Cúmulo Suportável. Para proteger a sanidade de uma gaja!

*Joãozinho, filho, eu sei que o papá lhe disse que não há limites para a ambição, mas controle-se jovem, controle-se!

3.5.06

as viúvas do mundial

"Queridas senhoras. Porque não escapar-se do Mundial deste Verão e viajar para um país onde os homens ocupam menos tempo com o futebol e mais tempo convosco?" Este é o lema principal de uma campanha publicitária que a Suíça irá lançar na televisão para seduzir as mulheres dos muitos homens que, durante o mês de Junho, vão estar colados ao televisor ou nos estádios a assistir ao Mundial da Alemanha. Intitulada "Viúvas do Mundial de Futebol", a campanha irá encorajar as visitas femininas àquele país europeu – que faz fronteira com a Alemanha – durante o "eterno" mês da principal prova desportiva de 2006. No "spot" televisivo, vários homens surgem em tronco nu, exercendo as suas profissões. E aqui incluem-se um lenhador, um alpinista, um "sexy" motorista de comboio ou um agricultor a mungir uma vaca. Aliás, o spot termina com o Mister Suíça a retirar o leite da vaca.

in "O Jogo Online"

Estes Suiços têm umas ideias muitas giras. Têm têm! Promover gajos! Essa ainda não nos tinha passado pela cabeça.

É claro que, quando vimos esta campanha, logo nos pusemos a imaginar a sua transposição para a realidade portuguesa. Ao contrário de suiços limpinhos e sem sal, apareceria o "sexy" taxista, o trolha exclamando "anda cá que num t'aleijo", ou ainda talhantes, merceeiros, padeiros, um desfile de palitos no canto da boca, bigodes farfalhudos, barrigas, garras higiénicas, tatuagens "amor de mãe" e fios de ouro com medalhinhas da Nossa Senhora de Fátima. Não se ofendam gajos, que sabemos que os homens portugueses não são todos assim. Mas imaginamos a publicidade como uma espécie de convite ao engate folclórico, uma homenagem sentida a um produto que, pelo menos lá para os lados do Algarve, vende mais que o tremoço - o macho latino!

Mas depois lembramo-nos de um pequeno problema, uma fundamental diferença entre portugueses e helvéticos. Seria impossível fazer uma versão portuguesa da campanha "Viúvas do Mundial". Os suiços, pelos vistos, não ligam à bola (ou estão a contar com uma curta participação da sua selecção nacional), o que os deixa disponíveis para consolar as pobres esposas ofendidas. Em Portugal, pelo contrário, vai ser complicado encontrar um gajo, um único que seja, disposto a trocar a televisão e as mines por uma alemã carente.

Aqui, coitadinhas, duvido que se safassem!

2.5.06

Por uma juventude sem mácula!

Para estas gajas será talvez um pouco tarde, mas aqui fica este apelo. Talvez sensibilize alguma alma virgem que passe por aqui...
Obrigada amiga vpfcd por partilhar esta jóia!
(as coisas que se encontram na internet, co'a breca!)

24.4.06

Pequeno pensamento sobre a (im)previsibilidade

Aqui há uns tempos, ao meditar sobre a vida de casais que conheço, cheguei a uma conclusão interessante e apeteceu-me hoje partilhá-la com vocês.
Qual é a característica feminina que é que irrita mais o elemento masculino de um casal? Enfim, pode haver inúmeras respostas, mas julgo que a mais consensual será a imprevisibilidade da gaja. O meu pai, por exemplo, queixa-se frequentemente "Não sei o que deu hoje à tua mãe!".
E o que é que irrita mais uma gaja? Precisamente a previsibilidade do parceiro... Coisas do género "Irra! O teu pai deixa sempre as meias sujas no meio do quarto!".
E de repente apercebi-me. Conheço muito poucos gajos imprevisíveis. Será de mim ou será deles?

17.4.06

Les ponhonheaux

Antigamente o regresso do emigrante era um fenómeno sazonal, que acontecia num período de tempo muito definido - o mês de Agosto. Logo no início do mês enchiam as praias, as romarias e as estradas, mas em Setembro já estavam de volta ao trabalho.
Nos dias que correm tudo mudou! Aparentemente indiferentes à crise e ao aumento do preço dos combustíveis, este ano fizeram-se à autorute bastante mais cedo e rumaram até ao seu querido Portugal, os mais velhos porque já estão na retrete, outros para uns dias de vacances da Páscoa.
É agreable saber que a vida corre bem aos nossos emigras, que podem viajar mais vezes, profitar a vida e tudo e tudo e tudo. O único senão é que eles continuam a ser os maiores ponhonheaux da estrada alguma vez vistos! Não sei como se conduz lá para os lados de Champigny, mas aqui comportam-se como se tivessem tirado a carta de condução em Marrocos (país onde circular nas rotundas no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio é facultativo).
Por isso deixo aqui um apelo, tal como já fez o Graciano Saga! Emigrante, faz cuidado! Não deites a tua vida (nem a minha, que ia tão sossegadinha na minha faixa) na pubela! E se em Agosto viesses de avião? A Ryanair já voa para Paris!
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Pequeno dicionário françoguês-português
autorute - autoestrada
retrete - reforma
vacances - férias
agreable - agradável
profitar - aproveitar
ponhonheaux - adaptação livre da autora da palavra ponhónhó (everything in its right place™)
Champigny - o m.q. arredores, arrebaldes de Paris
faz cuidado - tem cuidado
pubela - caixote do lixo

14.4.06

de como escrever um auto pode demorar uma tarde

Foi a escrita da posta anterior que me fez recordar o episódio do senhor agente da PSP que demorou uma tarde para escrever um auto. Tudo porque tinha todos os dedos de ambas as mãos paralizados de medo do bicho informático, excepto o indicador da mão direita, que utilizava com a rapidez alucinante com que uma preguiça sobe a uma árvore.
Fui à esquadra acompanhar uma amiga, por causa de uma mala extraviada. Foi preciso dizer o nome da visada, o local do extravio e ainda fazer uma descrição exaustiva do conteúdo da mala. Se para qualquer mortal elaborar um rol das coisas que uma gaja guarda na mala pode ser demorado, imagine-se para um agente da PSP que escreve só com um dedo. Mordisquei as unhas, contei as moscas na sala, andei dezenas de vezes de um lado para o outro do balcão, num derradeiro teste à minha humana paciência!
Quando o senhor agente da PSP se preparava para imprimir o auto, algo acontece! O computador, caprichoso, bloqueia. O agente, aflito, pergunta:
- Alguma das senhoras percebe de computadores?
- Porquê, Senhor Agente? Algum problema?
- Bloqueou...
- Experimente fazer crtl + alt + del...
- Mas assim não perco tudo?
- Perde tudo? Não salvou o auto?
- Salvar...??
Foi aí que da minha mente em fúria começou a nascer um filme. Imaginei a cena em câmara lenta... Eu, com um salto acrobático tipo Matrix, a voar para o outro lado do balcão, a retirar de um golpe o revólver do coldre do polícia, a apontar-lhe a arma com as duas mãos estendidas. Eu a berrar-lhe, malvada "Vá, quero as duas mãos no teclado! Já!! Está a usar os dedos todos! E livra-te de escrever menos de cinco palavras por minuto, senão rebento-te os miolos!!".
...Quando acordei para a triste realidade, estava a minha amiga, resignada, a repetir o seu nome, a morada, o número do bilhete de identidade, tudo outra vez. Acabado o meu filme, fui obrigada a ir para o pátio apanhar ar, não fosse incorrer no crime de desrespeito à autoridade!