30.5.06

Fly Pam Ann

Como gaja viajada que sou, passo muito tempo em aeroportos e dentro de aviões (às vezes até nas casas de banho, mas isso é outra história). E não entendo algumas regras que se impõem quando uma gaja está apressadíssima para conseguir embarcar a tempo. Ter que tirar TUDO que é de metal, para poder passar naquela maquinazinha... Ó senhores, isso não é nada prático. Uma gaja leva relógio, brincos, colar, fivela no sapato, cinto, anel, óculo de sol com aplique metálico e tal e tal. Claro que quem está atrás só se pode queixar com o tempo que demoramos a tirar tudo para depois descobrir que a máquina é hiper-sensível e apita mesmo sem razão.
Outra coisa que me irrita é o facto de não poder levar certos objectos comigo no avião. Tá mal, tá mal. Imaginem que uma gaja quer ir aos saldos a Paris, um fim-de-semana. Leva um saquinho pequeno, com tudo lá dentro. Incluindo tesourinha, lima, corta-unhas e pinça. Depois aparece-nos o senhor segurança a dizer que temos de depositar tudo no recipiente de acrílico (das primeiras vezes até pensei que depois fizessem um sorteio com aquela tralha toda). Pronto, ok, uma tesoura eu até compreendo... poderá ser utilizada para fins menos diplomáticos. Mas uma pinça??? Que pode alguém fazer com uma pinça? Depilar uma pessoa até à morte? Já imagino o senhor taliban a dizer "Ou mudam a rota do vôo ou faço a sobrancelha ao piloto!!"
Enfim, nada como ser rico e ter o seu jacto particular.

FriFri
*in barcelona

22.5.06

AS GAJAS VÃO!!

eurofestival


O Sócrates é que é um gajo com visão. Com tanto país desenvolvido para copiar, foi logo escolher a Finlândia. Ele deve ter um dedinho que adivinha. Porque este fim de semana ficou definitivamente provado que os finlandeses são os maiores! Já não restam dúvidas em relação a isso. Afinal a Finlândia levou ao Festival da Eurovisão uma "banda de hard-rock" e - que espanto - GANHOU! Para os felizardos que tinham coisas mais giras para fazer no sábado à noite e não viram, eu desenvolvo: a banda em questão chama-se Lordi, grunhiram uma "canção" chamada Hard Rock Hallelujah, usavam máscaras e lentes de contacto e roupa esquisita, um misto entre Rammstein e Slipknot. Tinham, tal como os clássicos Kiss, uma verdadeira obsessão por mostrar e abanar freneticamente a língua fora da boca.
Quem quase tinha uma série de ataques cardíacos em directo era o Eládio Clímaco. O senhor explodia de indignação de cada vez que uma apresentadora sorridente gritava excitadíssima "Finland, 12 points!". No final, soltando um suspiro, disse "A nova Europa já não gosta de baladas românticas". Foi o amargo desabafo de um comunicador da velha guarda que tem medo de ser substituído para um gajo vinte anos mais novo e fã dos Moonspell, que cá para mim, ainda vão ser indigitados directamente por José Sócrates para representar Portugal no Eurivison 2007.
Pessoalmente, não desgostei deste resultado. É que estavam em Atenas dezenas de palhaços vindos de toda a Europa, mas apenas os finlandeses tiveram a coragem de admitir frontalmente que o eram. E foram recompensados por isso!

19.5.06

Campo Pequeno em Grande

O Campo Pequeno reabriu. Reabriu com toda a pompa e circustância e em directo para a RTP. A apresentar a gala estava o Júlio Isidro (que surpreendentemente ainda não se reformou), o Jorge Gabriel, a Merche Romero e todas as outras talentosas meninas que costumam acompanha-la. Lá estavam todos os grandes profissionais da RTP, repetindo entusiasticamente, sempre que o vocabulário lhes faltava, esse slogan absolutamente inspirado e completamente imprevisível "Campo Pequeno em Grande!". O entretenimento das massas ficou a cargo do Filipe La Féria e seus muchachos, do Pedrito de Portugal e outros marialvas, fadistas, toureiros, cavaleiros e forcados, para gáudio dos aficionados. Entre os ilustres convidados estavam a falecida Lili Caneças e o abominável Alberto João (que veio à terra dos cubanos informar que o Campo Pequeno se ergue do chão graças a empresários madeirenses, essa é que é essa).

Lembrei-me de alguns dos nossos colegas blogueiros (já não sei se este, este ou este) e de uma expressão que costumavam utilizar: "Era metê-los a todos no Campo Pequeno".

Pronto amigos, afinal para o Campo Pequeno foram todos por seu próprio pé. E depois? Qual era o plano seguinte? Era metê-los no Campo Pequeno e...? Explodir com o edifício? Gasea-los a todos? Fazê-los comer canapés recessos ou cocktail de camarão estragado? Satisfaçam lá a minha mórbida curiosidade!

16.5.06

Pero que los hay, los hay!

A sociedade portuguesa está a precisar de um abanão.
Apesar da fama de sermos um país de brandos costumes, o que é certo é que os portugueses são, em geral, muito pouco tolerantes. Basicamente isso acontece porque gostam de passar despercebidos, e reprovam ou (na versão mais politicamente correcta) fazem piadas sobre quem se "armar" em diferente. E assim é em relação à comunidade gay.
Conheço muito boa gente que se diz de esquerda, tolerante e respeitosa em relação às opções dos outros, que quase que se benze à simples ideia de ver dois homens ou duas mulheres de mãos dadas ou, pior ainda, abrenúncio, a beijarem-se num espaço público! As gajas já falaram várias vezes sobre a excessiva necessidade que os homens portugueses têm de constantemente se afirmarem muito machos, e a recusa da homossexualidade (masculina, entenda-se, que a feminina até é muito bem vista pelos homens do nosso país) faz sem dúvida parte desse pacote.
E não adianta os exemplos das (poucas) figuras públicas que tiveram a coragem de se assumir para que os portugueses comecem a encarar a homossexualidade como algo perfeitamente normal e imerecível de uma conversa em tom cusco entre vizinhas ou em tom de de gozo entre amigos muito machos. Normalmente quem se assume são os artistas e toda a gente sabe que os artistas são gente, enfim, extravagante, em quem os portugueses não se revêem.
Por isso lembrei-me: Portugal precisa de ver um futebolista a sair do armário. Que melhor exemplo para o macho latino do que ver o protótipo do machão, um ídolo, a afirmar-se gay?
E não me tentem convencer de que não há futebolistas homossexuais, que eu não acredito. Mesmo que as gajas não o soubessem de fonte segura, a mera aplicação da lei das probabilidades torna este facto indiscutível. Segundo a Opus Gay, um em cada dez portugueses, ou seja, perto de um milhão, são homo ou bissexuais. Sendo assim, poderão existir pelo menos 2 homossexuais na equipa que Scolari convocou para o Mundial.
Meus amigos (e agora dirijo-me aos jogadores; eu sei que eles não devem ler o nosso blog, mas alguém por favor que lhes dê o recado), as gajas apelam: saiam do armário! Fariam ao país um favor bem maior do que a marcar golos na Alemanha!

8.5.06

A Lei do Cúmulo Suportável

Já disse aqui que odeio a Constança Cunha e Sá? Se disse não há problema nenhum porque dizer que não se gosta da Constança Cunha e Sá nunca é demais. E porque estou eu a falar desta megera? - perguntarão vocês. Porque ontem estava a almoçar num restaurante onde a televisão estava ligada na TVI e ouvi-a comentar o congresso do CDS/PP*. Só uma coisa pode ser pior que um congresso do CDS/PP, que é um congresso do CDS/PP comentado pela Constança Cunha e Sá.
Não devia ser permitido juntar assim duas coisas muito más. É como um filme do Steven Segal com banda sonora do Justin Timberlake. Ou um livro do Dan Brown com prefácio da Margarida Rebelo Pinto. Ou um tamagochi com design Fátima Lopes...
Eu proponho a legislação destes fenómenos. A criação de uma lei que proíba estas situações, de uma vez por todas. Podia chamar-se a Lei do Cúmulo Suportável. Para proteger a sanidade de uma gaja!

*Joãozinho, filho, eu sei que o papá lhe disse que não há limites para a ambição, mas controle-se jovem, controle-se!

3.5.06

as viúvas do mundial

"Queridas senhoras. Porque não escapar-se do Mundial deste Verão e viajar para um país onde os homens ocupam menos tempo com o futebol e mais tempo convosco?" Este é o lema principal de uma campanha publicitária que a Suíça irá lançar na televisão para seduzir as mulheres dos muitos homens que, durante o mês de Junho, vão estar colados ao televisor ou nos estádios a assistir ao Mundial da Alemanha. Intitulada "Viúvas do Mundial de Futebol", a campanha irá encorajar as visitas femininas àquele país europeu – que faz fronteira com a Alemanha – durante o "eterno" mês da principal prova desportiva de 2006. No "spot" televisivo, vários homens surgem em tronco nu, exercendo as suas profissões. E aqui incluem-se um lenhador, um alpinista, um "sexy" motorista de comboio ou um agricultor a mungir uma vaca. Aliás, o spot termina com o Mister Suíça a retirar o leite da vaca.

in "O Jogo Online"

Estes Suiços têm umas ideias muitas giras. Têm têm! Promover gajos! Essa ainda não nos tinha passado pela cabeça.

É claro que, quando vimos esta campanha, logo nos pusemos a imaginar a sua transposição para a realidade portuguesa. Ao contrário de suiços limpinhos e sem sal, apareceria o "sexy" taxista, o trolha exclamando "anda cá que num t'aleijo", ou ainda talhantes, merceeiros, padeiros, um desfile de palitos no canto da boca, bigodes farfalhudos, barrigas, garras higiénicas, tatuagens "amor de mãe" e fios de ouro com medalhinhas da Nossa Senhora de Fátima. Não se ofendam gajos, que sabemos que os homens portugueses não são todos assim. Mas imaginamos a publicidade como uma espécie de convite ao engate folclórico, uma homenagem sentida a um produto que, pelo menos lá para os lados do Algarve, vende mais que o tremoço - o macho latino!

Mas depois lembramo-nos de um pequeno problema, uma fundamental diferença entre portugueses e helvéticos. Seria impossível fazer uma versão portuguesa da campanha "Viúvas do Mundial". Os suiços, pelos vistos, não ligam à bola (ou estão a contar com uma curta participação da sua selecção nacional), o que os deixa disponíveis para consolar as pobres esposas ofendidas. Em Portugal, pelo contrário, vai ser complicado encontrar um gajo, um único que seja, disposto a trocar a televisão e as mines por uma alemã carente.

Aqui, coitadinhas, duvido que se safassem!

2.5.06

Por uma juventude sem mácula!

Para estas gajas será talvez um pouco tarde, mas aqui fica este apelo. Talvez sensibilize alguma alma virgem que passe por aqui...
Obrigada amiga vpfcd por partilhar esta jóia!
(as coisas que se encontram na internet, co'a breca!)

24.4.06

Pequeno pensamento sobre a (im)previsibilidade

Aqui há uns tempos, ao meditar sobre a vida de casais que conheço, cheguei a uma conclusão interessante e apeteceu-me hoje partilhá-la com vocês.
Qual é a característica feminina que é que irrita mais o elemento masculino de um casal? Enfim, pode haver inúmeras respostas, mas julgo que a mais consensual será a imprevisibilidade da gaja. O meu pai, por exemplo, queixa-se frequentemente "Não sei o que deu hoje à tua mãe!".
E o que é que irrita mais uma gaja? Precisamente a previsibilidade do parceiro... Coisas do género "Irra! O teu pai deixa sempre as meias sujas no meio do quarto!".
E de repente apercebi-me. Conheço muito poucos gajos imprevisíveis. Será de mim ou será deles?

17.4.06

Les ponhonheaux

Antigamente o regresso do emigrante era um fenómeno sazonal, que acontecia num período de tempo muito definido - o mês de Agosto. Logo no início do mês enchiam as praias, as romarias e as estradas, mas em Setembro já estavam de volta ao trabalho.
Nos dias que correm tudo mudou! Aparentemente indiferentes à crise e ao aumento do preço dos combustíveis, este ano fizeram-se à autorute bastante mais cedo e rumaram até ao seu querido Portugal, os mais velhos porque já estão na retrete, outros para uns dias de vacances da Páscoa.
É agreable saber que a vida corre bem aos nossos emigras, que podem viajar mais vezes, profitar a vida e tudo e tudo e tudo. O único senão é que eles continuam a ser os maiores ponhonheaux da estrada alguma vez vistos! Não sei como se conduz lá para os lados de Champigny, mas aqui comportam-se como se tivessem tirado a carta de condução em Marrocos (país onde circular nas rotundas no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio é facultativo).
Por isso deixo aqui um apelo, tal como já fez o Graciano Saga! Emigrante, faz cuidado! Não deites a tua vida (nem a minha, que ia tão sossegadinha na minha faixa) na pubela! E se em Agosto viesses de avião? A Ryanair já voa para Paris!
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Pequeno dicionário françoguês-português
autorute - autoestrada
retrete - reforma
vacances - férias
agreable - agradável
profitar - aproveitar
ponhonheaux - adaptação livre da autora da palavra ponhónhó (everything in its right place™)
Champigny - o m.q. arredores, arrebaldes de Paris
faz cuidado - tem cuidado
pubela - caixote do lixo

14.4.06

de como escrever um auto pode demorar uma tarde

Foi a escrita da posta anterior que me fez recordar o episódio do senhor agente da PSP que demorou uma tarde para escrever um auto. Tudo porque tinha todos os dedos de ambas as mãos paralizados de medo do bicho informático, excepto o indicador da mão direita, que utilizava com a rapidez alucinante com que uma preguiça sobe a uma árvore.
Fui à esquadra acompanhar uma amiga, por causa de uma mala extraviada. Foi preciso dizer o nome da visada, o local do extravio e ainda fazer uma descrição exaustiva do conteúdo da mala. Se para qualquer mortal elaborar um rol das coisas que uma gaja guarda na mala pode ser demorado, imagine-se para um agente da PSP que escreve só com um dedo. Mordisquei as unhas, contei as moscas na sala, andei dezenas de vezes de um lado para o outro do balcão, num derradeiro teste à minha humana paciência!
Quando o senhor agente da PSP se preparava para imprimir o auto, algo acontece! O computador, caprichoso, bloqueia. O agente, aflito, pergunta:
- Alguma das senhoras percebe de computadores?
- Porquê, Senhor Agente? Algum problema?
- Bloqueou...
- Experimente fazer crtl + alt + del...
- Mas assim não perco tudo?
- Perde tudo? Não salvou o auto?
- Salvar...??
Foi aí que da minha mente em fúria começou a nascer um filme. Imaginei a cena em câmara lenta... Eu, com um salto acrobático tipo Matrix, a voar para o outro lado do balcão, a retirar de um golpe o revólver do coldre do polícia, a apontar-lhe a arma com as duas mãos estendidas. Eu a berrar-lhe, malvada "Vá, quero as duas mãos no teclado! Já!! Está a usar os dedos todos! E livra-te de escrever menos de cinco palavras por minuto, senão rebento-te os miolos!!".
...Quando acordei para a triste realidade, estava a minha amiga, resignada, a repetir o seu nome, a morada, o número do bilhete de identidade, tudo outra vez. Acabado o meu filme, fui obrigada a ir para o pátio apanhar ar, não fosse incorrer no crime de desrespeito à autoridade!

13.4.06

Diário de uma gaja asmática II

Odeio a Primavera. Porcaria de estação. Uma gaja quer trabalhar e está a Serra cheia de tojos e urzes floridos. Eu sei que é de gaja ser romântica, gostar de flores e destes cenários música-no-coração. Eu até acharia piada - que o meu coração não é de pedra - não fosse o maldito do pólen. Já espirrei mais hoje do que nos restantes dias do ano todos juntos. É que eu sou uma gaja ocupada. Tenho coisas para fazer. Não me dá jeito nenhum ter agora as histaminas feitas histéricas, todas aos pulos!

E depois, se fossem só os olhos inchados e os espirros, uma pessoa ainda tolerava tudo isso da Primavera, florzinhas e tal. O pior é a asma. Depois disto costuma chegar um ataque. Começo já a pressenti-lo, a chegar nos biquinhos dos pés. Mas ele que venha. Estou a escrever esta posta só com o dedo indicador da mão direita, qual agente da PSP, porque na esquerda seguro estoicamente a bomba, armada para o contra-ataque! Ele que venha!

E já que da outra vez achei piada ao conceito do ataque de asma com banda sonora integrada, também já tenho preparada a música para o próximo episódio de dispneia - vai ser o "Birds Make Good Neighbours". Até vos digo mais, Mr. e Mrs. Rosebuds - os passarinhos até tá muito bem; agora flores...

10.4.06

Ministro da Economia estagia na Finlândia

A obsessão de José Sócrates pelo modelo finlandês levou-o a sugerir um estágio de seis meses em Helsínquia a Manuel Pinho, Ministro da Economia.
Segundo a agência Lusa, a decisão terá sido tomada durante um conselho de ministros onde alguns membros do executivo (acometidos por súbitas crises de lucidez) tentaram explicar a Sócrates as diferenças entre aquele país nórdico e Portugal. Admitindo que os diversos planos do governo não estariam a produzir os efeitos desejados e que seria necessário tomar algumas medidas adicionais, o Primeiro Ministro decidiu enviar um dos seus ministros estagiar na Finlândia. O critério que levou à selecção de Manuel Pinho foi o simples facto de ser o ministro com mais tempo livre, uma vez que Portugal já praticamente não dispõe de Economia.
A ida do Ministro pode, no entanto, estar comprometida por motivos orçamentais. O responsável pela pasta da Economia argumentou que o seu salário não dá para pagar nem umas águas furtadas sem aquecimento em Helsínquia. José Sócrates deu-lhe razão e ambos estão já a tratar de uma candidatura a uma bolsa do PRODEP, que juntamente com algum dinheiro que as tias de Manuel Pinho lhe costumam oferecer pela Páscoa, deverão custear a viagem.

5.4.06

Querida Manca

Parabéns a você! Esperamos que conte muitos anos mas que pareça para sempre contar poucos, como convém a uma verdadeira gaja!

E não se esqueça! Todos aguardamos ansiosamente o desfecho da novela "a gaja e o benfiquista". Conte-nos tudo!

beijos

4.4.06

ai se ele cai

Partiu hoje rumo a Angola um avião da TAP transportando José Sócrates e uma comitiva de cerca de 70 empresários que representam um terço do PIB português. Não sendo eu uma fã dos Xutos e Pontapés creio que, subconscientemente, foi esta a razão que me fez passar o dia inteiro a trautear alegremente "Ai se ele cai, vai-se partir..."!

Parvoíce em torno de sinónimos

"Por toda a cidade (de Barcelona) já se vê a côr vermelha - encarnada, neste caso - do Benfica..."

Proferido por um inteligentíssimo jornalista da SIC no noticiário de hoje

3.4.06

Por falar em Adriana Calcanhot(t)o


Que acontecimentos na vida de uma artista...

(1994)

...levarão a que se lhe cresca um T no meio do nome?

(2002)

1.4.06

A última ceia

Ao fim de quase ano e meio de blog, mais de 130 postas e quase 8000 visitas, é com o coração desfeito em lágrimas (ou não) que anunciamos o fecho das portas e que vos deixamos, amigos, conhecidos, visitantes, comentadores anónimos, um último adeus.
Foi uma decisão difícil mas necessária. As gajas M&M (Manca e Mouca) sentem-se demasiado solitárias nesta cruzada, com o desaparecimento súbito do Mana Tesoura e com as fugazes aparições da FriFri (quase sempre para dizer disparates). Do menino Kalé não temos notícias há semanas... Perdeu-se assim o entusiasmo inicial e este blog tornou-se um fardo demasiado pesado para as nossas costas (principalmente para as da manca, que tem escoliose).
Agora que tudo acabou, não faz sentido carregarmos mais os terríveis segredos que esta casa esconde. Por exemplo, para além do menino Kalé ser gajo, facto que nunca escondemos, a Mana Tesoura e a FriFri também o são. Sim, esta é TODA A VERDADE. Nós somos as únicas representantes da classe gaja neste blog. Também por isso este espaço está em perigo. Sem o invisível mas sempre presente toque de masculinidade que traziam nossos desaparecidos companheiros, estão abertas as portas para os poemas, para as canções da Adriana Calcanhotto, para as fotografias dos gatos (que são muitos). Antes o fim que isso. Somos só duas gajas, não aguentamos esta pressão.
Pedimos perdão. A vós nossos amigos e camaradas, por termos revelado a vossa identidade, qual batman a quem se tira a máscara (ou os collants) e a vós leitores, por vos termos mentido e desapontado.

A gaja mouca e a gaja manca abraçam-se em lágrimas e afastam-se lentamente. Foi bom enquanto durou.

31.3.06

maneiras imaginativas de controlar o défice


Abre já no próximo mês, no Parque das Nações (naquele que antigamente era o Pavilhão do Futuro), o novo casino de Lisboa. E o Senhor Mega Ferreira veio já avisar que está a pensar numa grande área comercial e um hotel ali para o Centro Cultural de Belém. Óptimas ideias, o que é preciso para vencer esta crise é espírito empreendedor.
Aliás, julgo que se deveria retomar a santanesca ideia de transformar também o Parque Mayer num casino. Sejamos sinceros: todos os portugueses de bom gosto preferirão com certeza uma centena de slot-machines, umas mesas de black jack e duas ou três roletas a uma revista do La Féria!
Eu iria mais longe. Proponho mesmo que se transforme Lisboa na Las Vegas da Europa. Mais uns casinos, uns hoteis temáticos aqui e ali, umas capelinhas de casamentos instanstâneos na zona das Docas. Depois era só espalhar uns néons Welcome to Lisbon nas entradas da cidade e à porta do aeroporto. Poderiam ser cor-de-rosa, ficaria bonito.
Para além da cedência de espaços públicos ao desbarato, estou ainda a imaginar uma outra enorme vantagem desta nova Lisboa. Ajudaria até a controlar o défice. O estado poderia fazer um protocolo com os proprietários e todos os supranumerários da função pública seriam convertidos em funcionários de casino. Punha-se essa gente toda a trabalhar, a trocar dinheiro por fichas, a vender tabaco ou chocolates em tabuleirinhos, todos com fatiotas de lantejoulas e pequenos chapéus ridículos. Toda a moça com uma boa perna poderia até chegar a corista, se assim o desejasse. Os homens bem apessoados e capazes de dizer Faites vous jeux e Rien ne va plus seriam automaticamente promovidos a croupier! Isto sim, seria a verdadeira reforma da administração pública!

30.3.06

Ou eu ou o benfica

Ele era um benfiquista ferrenho. Ela era uma gaja normal, cujo único crime era fazer anos no dia 5 de Abril. Quis o destino (ou a UEFA) que essa data coincidisse com a deslocação de um certo clube de equipamento encarnado ao campo de uma certa equipa catalã. Ela diz "Vamos jantar fora no meu aniversário?". Ele engole em seco, olha para ela com ar de pânico, e gagueja "Mas então e o Benfica?". Ela responde, com um olhar trágico "Então e eu?". O que irá acontecer? Não perca a continuação desta saga, aqui, neste blog.