10.1.08

PARABÉNS MOUCA!

Nao e todos os dias , nem todos os anos... bem na verdade e so uma vez na vida... que uma gaja faz 30 anos!!!! Isso mesmo, a MOUCA, ASMATICA, MARILU, etc... faz hoje 30 anos. Para celebrar a ocasiao a facadas decidiu fazer um apanhado das perolas deixadas aqui no blog pela MOUCA. Ok a facadas esforcou-se mas acabou por desistir a meio (nem nos temos pachorra para reler este blog). Aqui ficam alguns excertos de postas escritas pela MOUCA que vos ajudarao a melhor apreciar e conhecer a MOUCA!

A MOUCA e a unica pessoa que conheco que e capaz de comer leite condensado a colherada enquanto ve televisao. E pelos vistos nao e coisa nova para ela...

"Devia ter uns 5 anos quando cheguei à conclusão que lá em casa devíamos ser mesmo pobrezinhos. A única explicação plausível para a minha mãe não me deixar beber leite condensado todas as manhãs era o facto de ele ser mais caro que o normal."

A MOUCA vive dividida entre diferentes ambicoes e projectos. A verdade e que nem sempre faz as melhores escolhas na vida... (nao ela nao tem um salao de beleza!)

"Desde pequena que gosto muito de animaizinhos e plantas e ciências e essas coisas todas. Cheguei mesmo a pensar (que ingénua era) que podia ser investigadora em Portugal. Mas depois lá em casa não me deram a oportunidade de continuar os meus estudos - que as proprinas, já nessa altura, estavam pela hora da morte - e acabei por desistir. A minha prima que é dona do cabeleireiro lá do bairro deixou-me ir para lá lavar cabeças. Depressa aprendi a fazer mises e madeixas. Daí ao corte, foi um pulinho. Abri o meu próprio negócio, com a minha amiga gaja que é esteticista e cumprimos o nosso sonho: ter um salão de beleza! Sabemos da vida de toda a gente e ainda por cima ganhamos imenso dinheiro. A que mais na vida poderiamos aspirar?"

A MOUCA e, claro esta, MOUCA de um ouvido (nao me lembro qual deles)...

"Por fora o meu ouvido parece igual a qualquer outro, mas lá por dentro está (pelos vistos) mais arruinado que os cofres do estado, mais destruído que Lisboa no final do terramoto de 1755."

A MOUCA, como todas as gajas, todos os dias se depara com importantes escolhas... no entanto a maioria de nos ignora-as, ela nao, ela leva-as mesmo a serio...

"Estou habituada a enfrentar grandes dilemas logo pela manhã, como sejam vestir saia ou calças, a côr da gigi, comer cereais ou antes umas torradinhas. Tudo dilemas da máxima importância, que resolvo sempre com elegância e eficácia."

A MOUCA fica sempre do lado do mais fraco, mesmo que nao haja mais fraco:

"Era o único lugar para deficientes naquele piso do parque de estacionamento. Dois carros competiam por ele. Os seus ocupantes, de vidro aberto, trocavam feíssimos insultos. Um deles esgrimia o dístico de condutor com deficiência, como prova suprema da sua razão. O outro também."

A MOUCA tem um apartamento fantastico na baixa do Porto. O titulo devia ser a minha varanda e um ecra de cinema:

"Apartamento de assoalhada e meia no centro do Porto, perto da Torre dos Clérigos, a cinco minutos da Ribeira para quem vai a descer ou a 15 para quem vai a subir. Próxima do maior centro de transacção comercial do Norte, a Feira da Vandoma. Vários serviços próximos: tascas, agências funerárias e uma sede do PS. E ainda um sapateiro tradicional, que mantêm na parede um calendário desde 1963, com a Brigitte Bardot meia desnudada.

Rua com animação diária garantida, incluindo porrada pelo menos uma vez por mês. Animação musical ao fim de semana, a partir das oito da manhã. Animação extra em dias de jogo do FCP, a cargo dos Ultras da Cordoaria. Periquitos, cães, peixeiras, bêbados, amoladores, carros do lixo e mães insultando seus filhos da janela, tudo incluído no preço do imóvel.

No caso de não haver interessados na compra efectiva, troco o apartamento por um local onde possa dormir descansada."

A MOUCA nao gosta de se sentir aldrabada...

"Mas na verdade gostaria de vos falar do anúcio publicitário do OK teleseguro gaja. Aquele em que aparece um mecânico giro, um homem do reboque giro, um polícia giro. Tudo gente disposta a ajudar uma gaja em apuros. Ora isto é publicidade enganosa. Poderão os senhores da OK teleseguro garantir-me que da próxima vez que o meu carro ficar sem embraiagem, em vez de me mandarem aquele senhor obeso de bigode (de palito no canto da boca e tudo), me mandam o moço do anúncio? Não me parece… E polícias giros? Os polícias giros são como os pilhões, toda a gente sabe que não existem. Se alguém conhecer um exemplar ponha o dedo no ar, ou melhor, escreva um comentário aqui no blog. Não se pode iludir assim as mulheres deste país…"

A MOUCA e muito bairrista...

"Nascida e criada em Viana do Castelo, habituei-me desde cedo a julgar que tudo que vem de Braga é potencialmente mau."

A MOUCA tambem tem idolos, ou artistas muito junto do coracao...

"Este é um blog de gaja, a nossa musa será uma gaja, a Gaja! Salvé a Rainha! Ela própria o diz, coberta de razão: "I’m one big queen, no one can stop me"."

A MOUCA nao percebe que o Justin Timberlake nao e so um gajo giro... embora seja muito giro... (esta diz mais sobre mim do que sobre ela, mas voces sabem como eu sou...)...

"Já disse aqui que odeio a Constança Cunha e Sá? Se disse não há problema nenhum porque dizer que não se gosta da Constança Cunha e Sá nunca é demais. E porque estou eu a falar desta megera? - perguntarão vocês. Porque ontem estava a almoçar num restaurante onde a televisão estava ligada na TVI e ouvi-a comentar o congresso do CDS/PP*. Só uma coisa pode ser pior que um congresso do CDS/PP, que é um congresso do CDS/PP comentado pela Constança Cunha e Sá.

Não devia ser permitido juntar assim duas coisas muito más. É como um filme do Steven Segal com banda sonora do Justin Timberlake. Ou um livro do Dan Brown com prefácio da Margarida Rebelo Pinto. Ou um tamagochi com design Fátima Lopes...

Eu proponho a legislação destes fenómenos. A criação de uma lei que proíba estas situações, de uma vez por todas. Podia chamar-se a Lei do Cúmulo Suportável. Para proteger a sanidade de uma gaja! "

A MOUCA tem que se debater com o Portugal Portugues que muitas de nos quase podemos evitar...

"É agreable saber que a vida corre bem aos nossos emigras, que podem viajar mais vezes, profitar a vida e tudo e tudo e tudo. O único senão é que eles continuam a ser os maiores ponhonheaux da estrada alguma vez vistos! Não sei como se conduz lá para os lados de Champigny, mas aqui comportam-se como se tivessem tirado a carta de conducao em Marrocos!"

Mais aventuras da MOUCA no Portugal Portugues...

"Foi a escrita da posta anterior que me fez recordar o episódio do senhor agente da PSP que demorou uma tarde para escrever um auto. Tudo porque tinha todos os dedos de ambas as mãos paralizados de medo do bicho informático, excepto o indicador da mão direita, que utilizava com a rapidez alucinante com que uma preguiça sobe a uma árvore."

A melhor amiga da MOUCA e a bomba, por algum motivo lhe chamam BOMBISTA...

"E depois, se fossem só os olhos inchados e os espirros, uma pessoa ainda tolerava tudo isso da Primavera, florzinhas e tal. O pior é a asma. Depois disto costuma chegar um ataque. Começo já a pressenti-lo, a chegar nos biquinhos dos pés. Mas ele que venha. Estou a escrever esta posta só com o dedo indicador da mão direita, qual agente da PSP, porque na esquerda seguro estoicamente a bomba, armada para o contra-ataque! Ele que venha!"

A MOUCA tem um irmao que e uma fonte inesgotavel de aventuras, e os carros da MOUCA tambem sao fontes inesgotaveis de aventuras:

"Em nome de toda a minha família venho aqui agradecer publicamente aos senhores que tão habilidosamente furtaram o veículo do meu irmão da porta de nossa residência. Não só tiveram a decência de abandonar a dita viatura depois de pouco mais de uma semana de utilização, como tiveram a amabilidade de a deixar a escassos 70 kms de casa. Assim sim! Dá gosto ver que ainda há gente profissional. E eu que achava que já não se fazia gatunagem como antigamente!!

Larápio amigo, se me está a ouvir, deixo-lhe apenas mais um repto: importar-se-ia de devolver também o capot, a porta traseira, o pára-choques, os faróis, os piscas, o auto-rádio, as colunas e o escape? O macaco, o pnéu suplente e o triângulo nós arranjaremos por cá, não se apoquente com esses pormenores! Se não for pedir muito, é claro! Sabe onde moramos, certo?"

A MOUCA adora pierrots, naperons e coisas de menina bem...

"Só a palavra naperon, só por si, é um galicismo do mais piroso. Mas o pior problema do naperon é que ele nunca vem só. Traz consigo paninhos de tabuleiro, lençóis, toalhas e panos, tudo com muita renda, bordados, folhos e flores de cetim. Sim, estou a falar do ENXOVAL!"

A MOUCA lembra-se na nossa amiga, a ceguinha do tunel de sao bento... E a MOUCA, com o seu coracao comunista nao tolera desigualdades sociais...

"Há ainda outra coisa que me intriga na ceguinha: se numa semana se passa por ela e se lhe vêem as brancas própria da idade, já na semana a seguir as não tem, no seu cabelo apanhado, sempre perfeitamente pintado e penteado. Uma gaja repara nestas coisas, está-nos no sangue . Eu suspeito que a ceguinha do túnel vai ao cabeleireiro mais vezes do que eu. É verdade que também não é difícil, que eu só vou cortar umas pontas lá à minha prima Teresa duas vezes por ano, alturas em que me ponho a par da vida da realeza europeia nos últimos meses, no meio de uma imensidão de Holas atrasadas. É certo que a ceguinha tem direito a andar penteadinha. Eu até acho bem. Eu também tenho o direito de não contribuir com as minhas moedinhas. Nem sequer a troco de um "deus lhe conserve os olhinhos". "

Mais intolerancias da MOUCA em relacao ao sistema e as instituicoes:

"Uma gaja concorre para um trabalho X na Entidade Y.

A Entidade Y manda um mail a dizer que a lista dos candidatos admitidos para o trabalho X está na sua página da internet.

A gaja vai lá ver.

A gaja procura o seu nome na ordem alfabética.

A gaja encontra o nome.

"Admitida" grita a gaja! E pula de contente!

A gaja repara que à frente do seu nome está escrito "Admitido B".

A gaja suspeita.

A gaja procura o singnificado de se ser "Admitido B".

A gaja encontra o significado, em itálico, as letras pequenas: As listas de Candidatos Admitidos encontram-se agrupadas em “Admitido A” e “Admitido B”. Os candidatos admitidos do Grupo A e apenas estes (uma vez que são mais do que o número de vagas) serão submetidos a avaliação curricular a que se seguirá uma entrevista..."

A MOUCA conhece os tipos mais convenientes nos sitios mais inconvenientes (nao me saiu nada melhor, mas a posta inteira era hilariante...)....

"Para distinguir o PicaDealer dos restantes Picas, olhem para o pescoço do funcionário. Se tiver um colarzinho de missangas padrão cobra-coral, a imitar o Jim Morrison, saibam com certeza: é ele!"

PARABENS MOUCA!!!!!

16.11.07

Probabilidades

Ultimamente ando a dedicar-me ao estudo (ou à recapitulação) de tudo o que tem a ver com probabilidades. Por um lado, dou por mim a pensar muito no papel do acaso. Por oposição às pessoas que dizem que tudo acontece por uma razão, eu acho que tudo acontece porque calhou. Sou uma acasista, por assim dizer.
Para além disso, tenho tomado ainda mais consciência de que as coincidências e acontecimentos estranhos têm sempre explicação científica. Até os resultados mais improváveis podem acontecer se repetirmos a experiência um número suficiente de vezes.
Eu passo a exemplificar: desde que estou nos states, basicamente só paro de ouvir música para 1) dormir; 2) ir à casa de banho; 3) falar com a família no skype; 4) reunir com o chefe. Estas actividades, juntas, ocupam uma porção insignificante do meu dia. Logo, tenho repetido a experiência "ouvir música" muitas, muitas vezes. E por isso não estranhei quando no outro dia liguei o iPod no momento em que me preparava para começar a minha corrida matinal e me sai a música "I Better Run" dos Rosebuds, ou quando passei uma viagem de autocarro inteira a tentar apertar um teimoso botão ao som da "The Hardest Button to Button" dos White Stripes...

24.10.07

Red List de Piropos

Pois ainda que não me queira armar em colunista sentimentalóide deste mui nobre blog ouvi dizer por aí que os piropos tinham entrado em extinção...
Como cidadã emocional e emocionada por esta questão resolvi cortar sobre este assunto que considero de extrema importância e tenho a pretensão de iniciar uma verdadeira cadeia dos amigos-do-piropo!

Então cá vai disto (cientificamente por categorias, que isto não é brincadeira nenhuma...):

botânico-que-se-impõe-por-deformação-profissional-e-que acho-piroso-até-na-primavera:
"Tu és a mais bela das flores, uma rosa. Queres florescer no meu jardim?"

herança católico-judaica-e-para-ler-com-sotaque-brasileiro:
"Se beleza fosse pecado, Deus não te perdoaria jamais!"

lógico-docinho-meloso:
"És a minha pipoquinha (porque és boa como o milho...)!"

biológico-que-se-dizia-quando-um-gajo-astronomia-passava-no-corredor:
"Que bela união gamética!"

gastronómico-saudosista-que-diziam-nos-filmes-a-preto-e-branco-que-a-minha-avó-via:
"O que é doce nunca amargou..."

desesperado-sexy-...:
"Ai se te apanho entre mim e o chão que piso..."

e o que nenhuma gaja devia ter de ouvir:
"Já foste boa!"


E fica assim cumprida a minha missão neste mundo...

P.S. - toda esta exploração mental começou porque hoje ouvi um daqueles assobios (que são um piropo per se)....mas afinal era só o toque de chegada de mensagem do telemóvel do gajo que ia sentado atrás de mim no autocarro.....uma imperatriz não havia de ser sujeita a tamanha humilhação..mas também quem anda de 207 sujeita-se....

23.10.07

Manhatã

Uma canoa canoa
Varando a manhã de norte a sul
Deusa da lenda na proa
Levanta uma tocha na mão
Todos os homens do mundo
Voltaram seus olhos naquela direção
Sente-se o gosto do vento
Cantando nos vidros nome doce da cunhã:

Manhattan, Manhattan
Manhattan, Manhattan

Um remoinho de dinheiro
Varre o mundo inteiro, um leve leviatã
E aqui dançam guerras no meio
Da paz das moradas de amor

Ah! Pra onde vai, quando for
Essa imensa alegria, toda essa exaltação
Ah! Solidão, multidão
Que menina bonita mordendo a polpa da maçã:

Manhattan, Manhattan
Manhattan, Manhattan


22.10.07

Já chega de postas a dizer bem de pessoas...

É o rádio do gabinete sempre na RFM e eu a gramar o novo Jorge Palma até ao limite do suportável! Tão pouco inspirado que está o senhor, credo, que até me custa a crer que seja o mesmo da “Estrela Do Mar”.
Ainda não tinha julgado, no entanto, que o Jorge Palma merecesse uma posta de corte até ver este vídeo, onde os protagonistas da cena musical nacional se vem encostar a ele
Olha tantos amigos que ele tem, ele é o Sérgio Godinho e o Vitorino, o Rui Veloso, o João Gil, o Tim e os Clã. Também tem amigos mais novinhos (a quem deita um olhinho paternalista), que veneram e invejam o seu talento, como o João Pedro Pais e mais uns como ele. O vídeo parece um beija mão ao rei-sol no seu trono e fica-lhe mal. Quem achar que o Jorge Palma se tornou pretensioso ponha o dedo no ar!
Sim senhor, a ideia de trazer os amigos até nem é inédita. Mas quem explica ao Jorge que ele não é o Johnny Cash, e também não está morto (ou estará?).

15.10.07

A Mouca foi às compras...





... e lá pôs o novo disco da PJ Harvey no saco, sem sequer pedir uma amostra na loja. Sem fazer ideia, portanto. Chegou a casa, pôs a menina a tocar e pasmou-se! Era a Polly, diz que sim, mas absolutamente irreconhecível aos ouvidos dos fãs. Uma Polly em versão pianinho. É como ouvir a gaja mais valentona da turma confessar que não é sempre má. Mesmo estranho. Mesmo bonito.

1.10.07

Quanto valem os Radiohead?


Já não era sem tempo. Quer dizer, uma banda tem as suas obrigações. Isto não é só viajar pelo mundo, boa vida e coisas assim. Há que trabalhar!
E parece que os moços acabaram finalmente o trabalho que tinham em mãos - os Radiohead lançam o novo álbum a 10 de Outubro. Chama-se “In rainbows” e esta à venda apenas no website da banda. Parte do problema é que a banda não tem editora! Mas os rapazes sempre gostaram de ser anti-establishment e cá está uma maneira de mostrar que se pode fazer um disco sem o apoio de uma editora ou de uma distribuidora – mai nada!
A grande novidade é que o disco não tem preço. Cada comprador decide quanto quer pagar, como nas quermesses de aldeia. Estamos muito curiosas e as duas já nos pusemos a discutir quanto valem os Radiohead.
Confrontados com a escolha, quanto é que o público pagaria por um álbum? Entregava-se à forretice de não pagar nada? O preço das lojas? O preço que levam os senhores do iTunes?
Digam-nos de vossa justiça amigas, que DCEON fará a análise e apresentará os resultados!

A Facadas e a Mouca,

25.9.07

DAT Politics



Ai gajas as maravilhas de se ser tia... Como voces sabem, aqui a facadas tem uma forte pancada por DAT politics (para quem nao conhece aqui fica o website www.datpolitics.com). Muito pouca gente parece compreender o meu entusiasmo por esta genial banda. Pois hoje fui informada que o meu sobrinho (dois aninhos apenas) adora uma musica deles que anda la por casa da minha irma numa das compilacoes best of 200X com que sempre vos presenteio.

Depois do entusiasmo ficou-me a duvida:
-o miudo tem muito muito bom gosto musical e um espirito de aventura por demais invulgar?
-ou, sera que e a gaja de dois anos em mim que adora os DAT politics e mais ninguem gosta deles porque ja enterrou a gaja de dois anos em si?

A facadas

P.S.: Que raio de tendencia que tenho para fazer postas que nao interessam nem ao menino jesus!

11.9.07

Erro hortográfico

A propósito de testos e metades de laranja, a gaja que escreve recebeu a seguinte mensagem no telemóvel sem que saiba de quem se trata:

"...não te kero encomodar, eu sei k n tenho os teus estudos mas assério que sou boa pessoa, sou soulteiro e tenho bom coração..."

a hora e os sonhos que entretanto iam adiantados cessaram e eu pensei que era realmente uma gaja muito cheia de esquisitices e prioridades e exigências e currículo...pensei sobre ter excesso de qualificações em muitas situações mas nunca pensei que chegasse ao ponto de me sentir com culpas porque tinha vontade de dizer a alguém que dar erros ortográficos e escrever este tipo de mensagens quer dizer muito sobre si.

é que ele tem bom coração e sabe disso...
isto de ser gaja e não conseguir deixar de reparar num erro ortográfico numa carta de amor de chorar baba e renho tem que se lhe diga!

9.9.07

Desesperadamente procurando uma gaja...

99% do que cá vem parar, vem à procura de gajas. Salvo um ou outro excêntrico - e taras não se discutem - a maioria deseja-as giras, sexys, boas. Preferencialmente nuas. Às vezes procuram uma gaja especificamente, como a Britney ou a Ana Malhoa. Foi este o panorama que levou o Departamento de Estatística e Outras Coisas com Números a abandonar a sua análise meticulosa do sitemeter.

Mas hoje voltei a surpreender-me e foi esta a busca que me intrigou.

É a teoria "um chinelo para cada pé descalço" ou, se preferirem, "um testo para cada panela" levada ao extremo. O que, a bem da verdade, não está nada mal visto. Há que associar o isoterismo-Paulo-Coelho a um espírito mais pragmático para se singrar na vida: se as almas-gémeas andam para aí, porque não procurá-las no Google?

24.8.07

Vida de cão

Olá minhas amigas

Antes de mais, esta posta requer uma contextualização. Estou em fase de convalescença de uma operação. Uma das desvantagens de se ser gaja é ter ovários e como tal ser susceptível a ter quistos nos mesmos. Até terça-feira, tinha um quisto na barriga que ocupava mais volume do que qualquer outro órgão que lá se encontrava*. E como tal tinha de ser removido. E assim hoje, mais do que uma gaja no corte, sou uma gaja com um corte, bem doloroso por sinal, na barriga. Isto tudo para explicar que nestes dias não me tenho levantado da cama e que, para além de resolver kakuros, tenho lido de tudo o que aparece. E hoje o que apareceu foi uma Nova Gente que a minha mãe me trouxe (e aqui está o porquê da contextualização - não queria que se ficasse a pensar que sou uma gaja que em condições normais lê a Nova Gente; desconheço se tenho algum tipo de reputação ou não, mas pelo sim pelo não é melhor não a destruir).
No meio de reportagens interessantíssimas sobre a Princesa Diana, o Cristiano Ronaldo e outros "famosos" de que nunca ouvi falar, houve um título, na secção "Íntimo", que me chamou a atenção. Dizia "Cinha Jardim não conseguiu evitar o pior" em cima, e nas parangonas "As crias morreram!". Em baixo, uma caixa tinha o seguinte título "Não pode voltar a engravidar".
Por momentos pensei que Cinha Jardim tinha dado à luz e que tudo tinha corrido mal... Mas não. Os títulos dramáticos referiam-se não a Cinha mas à sua cadela, Juanita. O texto, bastante detalhado, oferece pormenores sobre o problema que afectou a cadela e a sua ninhada, só faltando mesmo a habitual questão "e como se sente agora?", a que Juanita não estaria, obviamente, habilitada para responder.
Eu até me compadeço com o sofrimento dos animais e há que reconhecer que a vida da Juanita não deve ser fácil. Para além do drama actual, Juanita tem uma dona histérica e socialite, que deve insistir em vesti-la com roupa de marca e coisas do género e estou por isso certa de que já tem um lugar à sua espera no céu dos cães. Mas daí até merecer uma página inteira numa revista, mesmo que cor-de-rosa, parece-me um exagero!
Devo dizer que eu sou uma gaja que dedica uma boa parte do seu tempo à caça de notícias idiotas e por isso achei que já tinha visto de tudo no que diz respeito a futilidades. Obviamente estava enganada.


*Se este ano nos der na cabeça fazer a compilação das imagens de 2007 certamente que farei um scan da minha ressonância magnética para que todos fiquem de boca aberta como com a foto do meu pé tirada faz agora dois anos.

14.8.07

Afinal não estou de férias

Mas quem dá e tira para o Inferno gira!

10.8.07

Eu sei que as gajas já perderam a paciência mas...




... quem quer ir com a Mouca a Paredes de Coura?

12.7.07

Há semanas assim

Tive uma consulta na ginecologista, acordei um dia com um torcicolo, tive um furo num pneu, despedi-me (até sabe-se lá quando) de um amigo, tirei sangue, fui a um funeral. E ainda é só quinta-feira.

6.7.07

D. Zulmira

O futebol é uma coisa de gajos. Toda a gente sabe. São sobretudo os gajos que o jogam, arbitram, dirigem, compram, comentam, decidem. Há excepções, claro. E, de vez em quando, aparecem-nos mesmo pessoas como a Cinha Jardim que, pensando que não, acabam por confirmar a regra de que futebol não é coisa de mulheres.

Os gajos dão, inclusivamente, nome a centenas de estádios por esse país fora: D. Afonso Henriques, José Alvalade, Mário Duarte, Comendador Manuel Violas, Avelino Ferreira Torres, é uma fartura! Existe, que eu conheça, uma única excepção, que me foi revelada ontem pelo amigo Zef: o estádio de Paços de Brandão, concelho de Santa Maria da Feira, que se chama nada mais nada menos do que Estádio D. Zulmira Sá e Silva.

Achei que isto merecia uma posta. Onde é que já se viu um estádio com nome de gaja? E não uma gaja qualquer, mas sim uma D. Zulmira!

E perguntarão então vocês: quem é D. Zulmira Sá e Silva? O que terá esta senhora feito para merecer a rara (e quiçá única) honra de ser patrona de um estádio de futebol?
Ao que consegui apurar, tratou-se de um caso de amor conjugal. Os terrenos para a construção do estádio foram cedidos pelo Sr. Sá e Silva, que o fez na condição de que o estádio fosse designado em honra da sua esposa. Um gesto deveras bonito, digo eu.

29.6.07

As minhas teorias da conspiração 2

Reparei que 80% das pessoas que conheço não conseguem resistir ao impulso de trautear “é como encontrar um trevo na tromba de um elefante”.
Terei sido eu a única a reparar na grande semelhante entre o trevo do Jumbo e o símbolo do MPT – Partido da Terra?

A minha teoria é:

Cá para mim a música (que deve estar recheada de mensagens subliminares), conjuntamente com as cada vez mais frequentes aparições do Eng. Gonçalo Ribeiro Telles na TV a respeito dos mais variadíssimos assuntos, fazem parte de um plano dos Eco-marialvas para dominar Portugal, quiçá o Mundo. Eu sempre disse que esses tipos são perigosos...

As minhas teorias da conspiração 1

Esta semana cheguei a casa mais cedo para almoçar e quando liguei a televisão estava o Pato Donaltim a berrar no programa da Fátima Lopes. Que pessoas solitárias e carentes vejam na Fatinha a filha prendada que nunca tiveram até consigo entender. Mas a presença do ventríloquo decadente e histérico, com um pato de peluche que parece um brinde da feira popular já me provoca alguma surpresa!

A minha teoria é:

O dono do pato sabe “coisas”. Deve ter-se encontrado com o Pinto Balsemão num antro de um qualquer sub-mundo da capital. E é à custa de uma pérfida chantagem que se mantêm no ar durante todos estes anos, muito embora seja o pior artista de variedades que alguma vez já pisou a superfície da Terra.
É claro que perdi algum tempo conjecturando acerca da natureza do segredo com que o ventríloquo negoceia. Mas vou deixar-vos imaginar essa parte.

8.6.07

(anti) globalização

Cimeira do G8. Lá se juntam os líderes dos países mais ricos, para debater o futuro do mundo, comer canapés de caviar e tirar o retrato de família. E a cada cimeira há sempre, para estragar a festa sem mácula, os manifestantes anti-globalização.
Mérito seja dado a estes jovens – desde já manifestam-se, o que não pode ser mau. Mas irritam-me. Vejo-lhes certas incoerências. É que não há nada mais globalizado que um manifestante anti-globalização. São todos iguais, como seita que implique o uso de uniforme: o mesmo penteadinho freak, as rastas, o blusão militar, lenço Arafat, malabares e cães pulguentos. Globalizadinhos, passadinhos a papel químico, podem ser encontrados em qualquer sítio: em Berlim, em Paris, Amesterdão ou à porta do Piolho.
Quando se manifestarem com uma capa de burel, vestidos à sevilhana, tamancos holandeses ou calções tiroleses, eu - fica aqui prometido - pego no meu lenço de lavradeira minhota e vou manifestar-me também. Que vontade de gritar contra o Bush é coisinha que não me falta!

1.6.07

A infância absurda


História #1

Ao contrário do que acontece com a maioria dos miúdos, o primeiro dia de infantário não foi nenhum drama para mim. O dia passou-se alegremente sem birras, sem lágrimas e sem saudades. No dia seguinte, quando a minha mãe me acordou e me disse "toca a ir para a escolinha!" é que eu fiquei indignada... Uma vez ainda vá que não vá, mas ninguém me tinha explicado que aquilo se iria repetir indefinidamente. "Outra vez?", perguntei. E aí sim, fiz uma birra dos diabos.


História #2

Quando andava no infantário, tinha um namorado chamado Ricardo. Éramos um verdadeiro par. Um dia, o Ricardo ficou doente e faltou. Nesse dia casei-me com o Zé Pedro.


História #3

Quando era pequena, passava muito tempo na farmácia da minha avó. Uma vez, desapareci. Toda a minha família - e, em breve, toda a rua - desesperou à minha procura. Não havia maneira de eu aparecer e ninguém me via há já algum tempo. Até que me encontraram. Estava na loja em frente da farmácia, sentada na montra, a imitar um manequim. Estivera lá durante toda a agitação, à vista de toda a gente, mas ninguém se lembrara de olhar.


História #4

Devia ter uns 5 anos quando cheguei à conclusão que lá em casa devíamos ser mesmo pobrezinhos. A única explicação plausível para a minha mãe não me deixar beber leite condensado todas as manhãs era o facto de ele ser mais caro que o normal.


História #5

Quando era pequena tinha dois amigos imaginários. Chamavam-se "Choné" e "Pêla" - e não me perguntem o que é que Pêla quer dizer porque eu também não sei. Iam comigo para todo o lado, dava-lhes as mãos na rua para atravessarem em segurança e falava com eles. O mais interessante é que, mesmo na minha imaginação, não eram de carne e osso. Tinham forma de - como hei-de descrevê-los? - bolas de cotão.


A gente sabe que esta posta não faz muito sentido nem tem muita piada, mas queríamos abrir aqui um fórum. Esperamos que os nossos leitores também partilhem as "coisas absurdas que pensavam e faziam quando eram pequeninos". Em jeito de homenagem ao dia da criança...

31.5.07

Greve Geral


As gajas estão em greve geral. Como já devem ter reparado, nenhuma gaja, à excepção da Mana Tesoura (essa reaccionária) escreve neste blog há mais de 3 semanas, o que constitui uma taxa de adesão na ordem dos 80%. O Departamento de Estatística e Outras Coisas com Números, esse organismo perfeitamente independente foi chamado a avaliar o impacto desta greve bloguística. Fala em 12, 8%. Lá arranjamos a costumeira “guerra dos números” só para nós…
É sempre a parte mais gira das greves, as famílias reúnem-se em frente aos televisores para saber de que tamanho será desta vez a diferença entre o que dizem os governos e os sindicatos. É quase tão emocionante como a final da Taça, só que neste caso ninguém percebe bem quem ganha. O resultado depende sempre da capacidade de persuasão dos dois auto-proclamados vencedores.
Eu dou sempre por mim a tentar perceber como é que contar a MESMA coisa pode resultar em cifras tão diferentes. Nunca fui boa nas contas, é verdade, e minhas memórias das aulas de Matemática estão um tanto ou quanto enubladas por força dos anos. Mas será a isto que os Matemáticos se referem quando falam em “números imaginários”?

17.5.07

"Jesus died on the cross to save you"


Esta e uma nota que uma aluna de uma amiga minha, professora da quarta classe aqui no Arizona, entregou a uma outra aluna. Eu nao tenho comentarios, talvez voces tenham.

A facadas

9.5.07

as gajas e os carros

"Ui!" - devem estar agora os gajos que leram o título desta posta a exclamar.
Para os gajos, "gajas e carros" não é uma combinação agradável, a menos que as mesmas se encontrem desnudadas ou em trajes menores em cima dos veículos - parados, pois então! - como as fotos que se encontram vulgarmente em calendários afixados em oficinas ou estabelecimentos afins. Quando falamos de gajas ao volante, os gajos pensam instantaneamente em "perigo". Irei começar esta posta, portanto, por esclarecer que 1) isso das gajas serem perigosas ao volante é um mito; 2) estatisticamente está provado que são os gajos que causam a maior parte dos acidentes de viação em Portugal. A única coisa que eu até poderei concordar é que os gajos têm, vá, uma ligeiramente maior aptidão para as manobras complicadas.
Porém, apesar de este ser sem dúvida um assunto pertinente e merecedor de uma posta futura, este pequeno desabafo que lêem não fala sobre gajas e carros em geral, mas sim sobre nós (As gajas) e os nossos carritos em particular.

É que parece que se abateu sobre nós um terrível azar automobilístico. A Gaja Mouca, por exemplo, viu em pouco tempo o seu querido Doutor Totó definhar e ficar sucessivamente sem travões, sem embraiagem, sem bateria e, mais recentemente, sem caixa de velocidades.
Até há bem pouco tempo, eu, a Gaja Manca, não tinha razão de queixa do meu pequeno Luís Filipe. Mas, há três semanas, tudo mudou. Uma gaja - essa sim, obviamente desajeitada - decidiu esquecer-se de travar e embateu com toda a força na traseira do meu lindo Peugeot 106, que, em consequência, se esborrachou todo contra o veículo da frente. Foi a morte do Luís Filipe.
Felizmente, a minha mãe pôde dispensar o seu Xico Late para que eu me pudesse deslocar diariamente ao meu distante local de trabalho. Durante três semanas, não houve percalços dignos de registo. Porém, ontem o azar voltou a bater-me à porta. Ao ir buscar o meu gajo (que estava apeado precisamente porque o seu CRido tinha decidido avariar no dia anterior - mais um azar automobilístico!), o Xico Late tossiu e parou-se-me em cima de uma passadeira. E não voltou a arrancar por nada deste mundo. Eu fiquei azul de fúria! Como é possível tanto azar?
Mal eu sabia que a situação iria piorar. No minuto seguinte, duas outras condutoras tiveram um acidente ali, à minha frente, e tentaram vender à polícia (que felizmente não lhes deu ouvidos) a história de que a culpa era minha (e eu, que estava ali paradinha com o carro bem sinalizado!). Eu, que já tive complicações que cheguem com seguradoras nos últimos tempos, nem quis ouvir nada do que as parvas estavam para ali a dizer.
Chegado o reboque, o condutor torceu logo o nariz ao ouvir o barulho que o Xico Late fazia. "Isto é mas é falta de gasolina". "O quê?" disse eu toda ofendida. "Mas o ponteiro ainda estava longe do zero e a luz da reserva nem sequer acendeu!". O que é certo é que eu, com um carro novo nas mãos, tinha decidido averiguar quantos quilómetros conseguia fazer com um depósito. E fiquei a sabê-lo da pior maneira. O maldito Xico Late tinha mesmo o indicador da gasolina descalibrado e esqueceu-se de me avisar que estava faminto. E assim fui humilhada perante o mundo como "a gaja-chamou-o-reboque-por-ter-ficado-sem-gasolina". Cada vez detesto mais conduzir!

O que eu acho é que os papelinhos com a "oração do condutor" e a figura do Menino Jesus de Praga que a minha avó me obrigou a pôr na carteira para me protegerem em viagem devem ter passado do prazo de validade!

4.5.07

FMI ou "o respeitinho é muito lindo..."

Esta é a posta que queria ter escrito esta terça feira. Não foi possível. Mas ela continua a fazer sentido nos outros dias de Maio, assim como nos outros dias do ano. Fica cá hoje.
É o José Mário Branco e essa grande tesourada na casaca dos portugueses. Chama-se FMI, foi escrito em 1979 mas podia ter sido escrito ontem!

2.5.07

Posta (a meu ver) absolutamente necessária

A menina facadas que me desculpe, mas vir aqui ao blog e ver sempre aquela cara assustadora andava a dar-me pesadelos...













Decidi pôr este espaço extra todo para garantir que não se veja nem a testa de cada vez que se abra a página!
Ufa!

28.4.07


The making of a star!

27.4.07

A Gaja que não acabou os estudos


Desde pequena que gosto muito de animaizinhos e plantas e ciências e essas coisas todas. Cheguei mesmo a pensar (que ingénua era) que podia ser investigadora em Portugal. Mas depois lá em casa não me deram a oportunidade de continuar os meus estudos - que as proprinas, já nessa altura, estavam pela hora da morte - e acabei por desistir. A minha prima que é dona do cabeleireiro lá do bairro deixou-me ir para lá lavar cabeças. Depressa aprendi a fazer mises e madeixas. Daí ao corte, foi um pulinho. Abri o meu próprio negócio, com a minha amiga gaja que é esteticista e cumprimos o nosso sonho: ter um salão de beleza! Sabemos da vida de toda a gente e ainda por cima ganhamos imenso dinheiro. A que mais na vida poderiamos aspirar?
Quando penso que por pouco não convencia os meus pápás a deixar-me ir para a Faculdade... A esta hora teria gasto preciosos anos da minha juventude em mestrados e doutoramentos e seria uma mal paga bolseira de investigação, sem direito a férias, nem a feriados, nem a baixa médica. Até chega a ser perigoso, não explicar aos jovens logo a partir dos 15 anos o que é o "Estatuto de Bolseiro de Investigação". É preciso tentar demovê-los desde cedo e fazê-los abandonar o gosto pela Ciência a todo custo, antes que seja tarde demais e caiam em desgraça. Eu sei destas coisas que lá no salão aparece de tudo, e chega-me lá muita mãe a chorar por ter o filho nas listas da FCT.
Outra das coisas horríveis que me podiam ter acontecido se tivesse estudado era seguir a carreira docente. Tenho vários amigos que se meteram nessa vida e digo-vos, aquilo é coisa mesmo triste! É vê-los todos os anos amarrados às listas de colocação, como quem consulta o obituário. Quando não estão desempregados, andam a correr o país como ciganos, a perder o juízo todinho numa escola qualquer.

Do que eu me livrei, Nosso Senhor Jesus Cristo!
Aprender NÃO compensa!

23.4.07

Diario de uma "camone"



Caras gajas:

A mente de uma gaja isolada do seu pais e cultura e uma tremenda caixa de surpresas. Como sabem a mana facadas esta a viver algures no deserto na fronteira dos EUA e Mexico. As diferencas culturais como sabem, ou pensam que sabem, ou imaginam, sao inumeras. Poderiamos ir por este caminho e escrever uma posta enorme que nao levaria a lado nenhum, mas nao vamos fazer isso. O objectivo desta posta e mostrar o quao estranho o coracao humano e, e o quanto este nos pode surpreender.
Sabado de manha estava a conduzir a minha Nissan pick-up verde fluorescente (que coisa tao americana) em direccao a reserva india que fica mais ou menos a uns 10 km da cidade onde vivo. Todos os meses faco esta viagem para ir comprar o meu abastecimento mensal de cigarros. Isto porque, neste pais, um maco de tabaco custa pelo menos uns 5 USD (aprox. 4 Euros), e na reserva india custa cerca de 3 USD. As razoes para esta discrepancia sao, mais uma vez, mais que muitas, mas isso fica para outro dia. O interessante e que ja em plena reserva india vi um sinal escrito a mao numa cartolina a dizer:

Our Lady of Fatima
Mexican Fiesta
April 21 & 22


Todas nos sabemos que sou uma gaja "catolica apostolica romana", mas seguramente todas as vezes que fui a Fatima fui "arrasatada" pela minha mae. No entanto, estando aqui, nao sei porque, veio-me uma nostalgia e alegria enorme a ver este singelo cartaz escrito a mao a anunciar a Mexican Fiesta da Nossa Senhora de Fatima. E mais com a nostalgia veio uma vontade enorme de ir a dita fiesta. Mas de boas intencoes esta o inferno cheio e... bem, como e obvio o episodio termina aqui.

A facadas

P.s.: Ja agora parece-me que a festa tera sido mudada do dia 13 de Maio para 21 de Abril, porque a 13 de Maio nao e possivel ter Mexican fiestas ao ar livre em pleno dia porque o calor e mais do que muito...

12.4.07

12 moradas de silêncio

Resolvi interromper a interrupção que involuntariamente fizemos no nosso percurso cortante para deixar um link.

Aqui.

É um blog, e é amigo, mas não é por isso que está aqui. É porque é bonito e vale a pena lá ir.

9.3.07

RIP


OK, desde o Natal tenho um ipod e estou viciada... Mas esta posta nao e sobre ipods... Hoje de manha caminhava desde o meu carro ate ao trabalho, ipod em shuffle mode, cigarro nos dedos... e de repente:


" I hear you skating on the ice

And wonder why you left me twice

The eerie sound of blade on lake

Cracks my skin and I fill with ache

But I don't want this heart

I don't need this blood "


E incrivel como as vezes a musica pop nos transporta para outro mundo, muda a luz, a cara das pessoas e nos muda a nos, nem que dure apenas os 2.30 minutos de uma bela melodia. Para mim este e um poder exclusivo da melhor musica pop, e poucos o fizeram com tanta simplicidade e beleza cristalina como os The Go-Betweens.

Assim que cheguei ao trabalho decidi investigar se tinha saido algum novo disco dos The Go-Betweens desde o ultimo e belissimo "Oceans apart". O que encontrei foi isto:





Nos ficamos mais pobres, tu... descanca em paz!

2.3.07

um salto mais alto

Queridas gajas, queridos(as) amigos(as)

Hoje vou falar-vos de sapatos de tacão. Tacones lejanos, como diria o outro. Pois parece que começa a estar na moda ver rapazes com este tipo de calçado. E não falo daqueles que se vestem de Mérilin Monroi para cantar os parabéns aos amigos, saindo de uma gigante Torta de Noz. Refiro-me a gente que no seu dia-a-dia até pode passar meio despercebida, com o seu outfit simples, roupinha barata, talvez até comprada na Humana (ai que isto hoje é só publicidade). E de repente, puff! Venha daí o tacão e cá vamos nós.

Sempre achei, mesmo sendo gaja, um grande incoveniente usar salto alto. Claro, pode ter as suas vantagens se queremos livrar-nos do namorado da nossa melhor amiga (todas nós vimos Jovem Procura Companheira). Mas não sou nenhuma bailarina para ter de andar em bicos dos pés. Também me assusta descer a Av. dos Aliados (assustava, porque agora aquilo é tudo betão armado) e tropeçar numa pedra da calçada. O equilíbrio necessário para fazer boa figura é enorme, e já todas sabemos como gosto de beber um ou dois copos de vez em quando. Ou seja, tacões para mim, jamé salomé, como diria a outra.

Mas e agora? Vai uma gaja tranquila a uma petite soirée com o seu téne Gola e vê um GAJO de salto agulha Prada??? Minhas amigas... não pode ser. Não podemos deixar que o nosso mundo continue a ser tomado por gajos. Eles já usam cremes anti-rugas, eles já usam cachecóis de tecido fino e côr lilás (vulgo, Gigis), eles já fazem depilação a laser e liftings, eles até já vão aos concertos dos D'zrt e sabem as letras da Floribella. Não podemos deixar que nos tirem a única coisa que julgávamos ser realmente nossa: os preciosos tacões.

Por isso um apelo: vão já a correr à Bata ou à H&M comprar uns sapatinhos de salto alto, nem que sejam baratinhos. Só para mostrar que, apesar de tudo, podemos ser mais altas!

Com amor
FriFri

1.3.07

23.2.07

coisas que li no jornal...

"A Madeira era uma das regiões mais pobres de Portugal, é hoje uma das regiões mais ricas. (...) Era uma ilha ignorada do Atlântico, é hoje um centro de turismo de luxo. (...) Calculo que os madeirenses se interessem pouco ou nada pelos métodos de Jardim, que os tiraram do isolamento e da miséria. (...) Os madeirenses votavam em quem lhes dava emprego, electricidade, estradas, saneamento básico, habitação... "

No jornal "Público" de 23 de Fevereiro de 2007


Afinal Alberto João Jardim é o maior e eu sem fazer ideia. Ainda bem que tenho esse incontornável vulto nacional da cultura/política/entretenimento, o Vasco Pulido Valente, para me chamar à razão quanto a esse assunto!

12.2.07

Assim sim!

Pela primeira vez na minha vida, votei em algo que ganhou!!!

11.2.07

A gripe e a abstenção

Tal como no referendo passado, é certo e sabido que também neste a abstenção favorecerá o "não". Por isso, suponho que os adeptos do "não" dêem graças a deus pela gripe que este enviou em altura tão propícia, que faz abarrotar de abstenção os hospitais e centros de saúde.
Nos 10 anos que levo de maioridade, nunca me abstive. E não o irei fazer amanhã, apesar de me ver confrontada com um grave problema: como me deslocar até à minha cidade natal e ao meu local de voto com 39ºC de febre resistente a benurões?
Deixo aqui um apelo: adeptos do "sim" engripados como eu, não pensem, baseados nas sondagens, que as contas já estão feitas! Façam um pequeno sacrifício e vão votar. Aqui ficam alguns conselhos:

1. Munam-se de lenços de papel (nada de pingar ranho para cima do boletim do voto; para além de ser possidónio pode esborratar e anular o vosso voto).
2. Assegurem-se de que conseguem abrir os olhos o suficiente para distinguir o "sim" do "não".
3. Tentem controlar os tremores e calafrios para que a mão não vos fuja e resvale para o quadradinho errado.

Será um pequeno sacrifício da vossa saúde e dignidade em prol da saúde e dignidade das mulheres do nosso país (peço desculpa por esta espécie de trocadilho foleiro, mas a minha imaginação, ultimamente já diminuída, encontra-se toldada q.b. pela febre).

8.2.07

Diário de uma gaja Mouca

Esta semana fui ao otorrinolaringologista. Reparem que poderia ter escrito simplesmente otorrino mas preferi escrever otorrinolaringologista para depois puder gabar-me de deter o record para a palavra mais comprida alguma vez escrita neste blog. E as outras gajas escusam de vir para aqui escrever Inconstitucionalissimamente, palavra que aproveito para deixar também aqui, só para garantir…


Mas deixando as divagações gramaticais e voltando ao assunto inicial - o otorrino. Por fora o meu ouvido pareça igual a qualquer outro, mas lá por dentro está (pelo visto) mais arruinado que os cofres do estado, mais destruído que Lisboa no final do terramoto de 1755. Prosseguindo com comparações estúpidas e perfeitamente escusadas, a senhora Otorrinolaringologista (casos de natureza tão séria devem ser resolvidos por gajas), quer armar-se em Marquês de Pombal e fazer uma reconstituição das minhas ruínas internas, de bisturi em punho!

Isto de transformar o meu ouvido na Baixa Pombalina, embora tenha o muy nobre objectivo de me transformar numa gaja mais saudável, isenta de doenças estranhas com nomes acabados em “oma”, tem os seus quês. Para começar, é já sabido que ficaria mais Mouca. Eu sei que ser Mouca é já uma espécie de imagem de marca, mas ficar ainda mais surda causa-me certa espécie…

Assim sendo, aquilo que à partida seria uma simples obra de beneficiação transformou-se num grande dilema para mim. Estou habituada a enfrentar grandes dilemas logo pela manhã, como sejam vestir saia ou calças, a côr da gigi, comer cereais ou antes umas torradinhas. Tudo dilemas da máxima importância, que resolvo sempre com elegância e eficácia. Mas como este ainda não me havia surgido nenhum, e isto está a ocupar-me uma parte significativa dos meus pensamentos diários.
Pelo acima exposto queiram desculpar-me o facto de não escrever postas sobre o aborto, nem sobre os grandes portugueses, nem sobre outros assuntos a pedido. Estou a pensar no meu umbigo, perdão – ouvido!



Nota: depois de uma breve pesquisa descobri que a maior palavra portuguesa é afinal, Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico, que designa uma pessoa que sofre de Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose, uma doença pulmunar. Agora sim, o record é meu!

1.2.07

bacalhau

Caras gajas:

Uma gaja emigra. Como todos os emigrantes sente-se sempre essa coisa tao portuguesa a que chamamos saudade. Eu emigrei ja la vao mais de tres anos e este tempo todo a coisa de que senti mais falta foi do nosso belo bacalhau. Embora se encontre bacalhau um pouco por todo o mundo, nao imaginam o quao dificil e encontrar o nosso bacalhau salgado. Este e intimamente portugues e muito muito dificil de encontrar. Se nunca provaram bacalhau fresco, nao provem, e uma desilusao, faz o coracao de uma portuga encolher... Mas ontem, ontem finalmente encontrei uma pequena caixinha de madeira no supermercado. Na caixinha dizia 1lb of salted cod. Meninas, o coracao cresceu, as mamas queriam-me saltar do peito. Nao era um daqueles lindos peixes enormes abertos ao meio e empilhados ate ao tecto como vemos no Continente por altura do Natal, nem sequer enchia o supermercado inteiro desse cheiro tao tipico, mas gajas, finalmente me convenci desse dizer de sabedoria tao duvidosa: o tamanho nao conta!

30.1.07

Florifenómeno

Vamos fazer uma suposição. Vamos todos supor que a Floribella se transformava num fenómeno de marketing à escala nacional. Imaginemos que passariam a existir roupas da Floribella, cd's da Floribella, jóias da Floribella, atoalhados da Floribella, bolos da Floribella e até pastilhas elásticas da Floribella...

E se, porventura, um público sequioso de novidades exigisse a publicação de pérolas literárias tais como - por hipótese - "O Amuleto de Tomás" ou "A Descoberta de Carlota"...



...quantas expressões faciais diferentes conseguiria interpretar tão trabalhadeira rapariga, de forma a abrilhantar tamanha quantidade de capas?

25.1.07

Que é feito dela?

Como é do conhecimento (quase) geral sou uma verdadeira perita em esquecer os objectos pessoais nos mais inusitados locais. Os objectos mais sacrificados são as chaves - as chaves de casa, as chaves da outra casa, as chaves do carro, as chaves do gabinete. É por isso muito frequente ouvir alguém gritar-me:
- AS CHAVES!!
E eu nunca resisto à tentação de gritar, em resposta:
- O DINHEIRO!!

Por isso vos pergunto: o que é feito da amiga Olga??

15.1.07

Nip Tuck

Caras gajas,

Eu sei que passo a vida a mandar postas ao lado, mas nao posso deixar de dizer a todas que nao percam a estreia da serie Nip Tuck, hoje na TVI. Nao posso imaginar um programa mais indicado para nos gajas... "ao final das contas" a serie e sobre dois cirurgioes plasticos (e o So dotor Sean Macnamara enche os olhos de qualquer gaja) e as suas gajas desesperadas por uma boa duma cirugia. A serie e mesmo boa... tentem e se nao gostarem tentem mais uma vez ou duas... se depois disso nao estiverem viciadas entao alguma coisa esta muito muito mal no vosso intimo de gaja.

A facadas

5.1.07

genius knows genius





Doug Walker: What musicians would you like to work with that you haven't yet had the opportunity too?”

Matt Johnson: Hmm. (...) There’s really not many names that spring to mind. I’ve worked with most of the people I wanted to work with and there’s probably some I haven’t heard yet that I’ll probably love. Off the top of my head a duet with either PJ Harvey or the singer from Cat Power would be nice.

28.12.06

O que uma gaja quer...

... é ver os dois gajos mai lindos do mundo no mesmo filme.

21.12.06

diz que isto é um blog de gaja...

Reparei agora que passei 2006 a ouvir Gajos Mesmo Muito Barbudos



A bela excepção que confirma a regra é...


Eu não digo?

Estamos velhas!

20.12.06

Flip-flops

Gajas,

Todas nos ja reparamos no peculiar sentido (ou falta dele) de fashion do americano comum. Se uma gaja vai por uma das belas ruas das nossas cidades e ve alguem de sandalias e meias sabe com 99% de seguranca que essa pessoa e americana.

Pois como todas sabem este e ja o meu terceiro ano a viver numa "bela" cidade num deserto americano... Aqui, mais de 350 dias por ano temos sol. O frio e raro. De facto apenas ha duas ou tres semanas ficou frio. Entre Dezembro e Janeiro, a maioria dos dias oscila entre os 15 e os 0 graus celcius. Agora tambem e verdade que quando faz frio faz frio a serio. Que falta faz esse lindo mar para tornar o clima ameno...

Neste momento sao as cinco da tarde e la fora estao 8 graus celcius. Eu como boa menina que sou estava la fora a tremer de frio a fumar o meu cigarrito. Nesses cinco minutos vi duas coisas que acho que so aqui se veem:1) um marmelo de t-shirt, calcoes e flip-flops (vulgo chinelas), 2) uma gaja de gorro, luvas e cachecol e nos pezinhos umas simples flip-flops....

Digam-me gajas qual e a paranoia das flip-flops? Bem sei que e uma maravilha sair de casa e continuar de chinelas, e tipo nao abdicar do conforto de ter o pezinho ao leu, mas com um frio destes? Onde ja se viu?


A facadas

16.12.06

Adivinha



Ontem fui a um concerto lindo!!! De quem?

7.12.06

Breve colecção de factos que pretende demonstrar (e creio eu que demonstra) que os portugueses são limpinhos

Nós, portugueses, temos a ideia generalizada de que somos piores do que os outros em tudo. Um desses preconceitos é que somos, vá lá, porcalhões. De facto, quando pensamos nas nossas ruas, se calhar esta ideia tem uma certa razão de ser: cospe-se para o chão, espalha-se lixo por todo o lado, não se apanham os cocós dos cães, os gajos fazem xixi pelos cantos quando bem lhes apetece, vomita-se de nojo mal se entra numa casa de banho pública, enfim, tudo coisas que fazem certamente arrepiar a pele a um escandinavo que cá chegue sem ter lido o capítulo "Quick facts about Portugal" do seu guia Lonely Planet. No entanto, basta visitar Madrid, por exemplo (ou Amsterdão - nunca lá estive mas sei isso de fonte segura) para se perceber que, se calhar, as nossas cidades até estão muito aquém do nível máximo de porcaria que uma metrópole pode suportar.

Mas quanto à higiene pessoal, minhas amigas, desdramatizemos: poucos povos se poderão orgulhar de ser tão lavadinhos como nós. Vamos aos factos:

- conheço, como é lógico, muito mais pessoas portuguesas do que estrangeiras; no entanto, as três pessoas mais malcheirosas com quem já convivi são um inglês, um irlandês e um argelino (a bem dizer, não conheço o argelino pessoalmente, mas o meu nariz já conviveu com ele o suficiente; e há que se lhe fazer justiça: o inglês anda muito melhor desde que casou com uma portuguesa).

- claro que também há portugueses malcheirosos, mas enquanto assim de momento só me lembro de um ou dois, poderia citar muitos outros exemplos estrangeiros de odor corporal desagradável, incluindo holandeses, alemães, belgas, franceses e americanos. Isto sugere que a taxa de pessoas malcheirosas (TPMC) é muito mais elevada fora de portas.

- curiosamente, até à data não tenho grande razão de queixa de espanhóis ou italianos, pelo que suspeito que a tendência para uma baixa TPMC é característica dos países mediterrânicos. Claro que quando se atravessa o estreito de Gibraltar a história é outra, como as gajas bem se recordarão!

- embora predominante, isto não é uma característica exclusiva dos gajos. Na realidade, em tempos conheci uma austríaca que disse com um certo tom de desdém que nós, portugueses, tomávamos banhos a mais.

Mas a história não se fica por aqui. Analisemos a situação da limpeza dentro das nossas casas. Os portugueses têm uma verdadeira obsessão por este assunto. Dona de casa (e dono também, não me digam que essas coisas são mariquices de gaja) que se preze tem a casa num brinquinho. Eu própria sofro por vezes por não poder manter o meu lar-doce-lar à altura - infelizmente, partilho o meu espaço vital com dois felinos que parecem sentir um especial prazer em sujar o que acabei de limpar. Há algum tempo, li algures que os portugueses dedicam mais não-sei-quantos-porcento do seu tempo às tarefas domésticas do que os habitantes do norte da Europa. Em concordância com este facto, o pouco que conheço do estado higiénico das habitações por esse mundo fora sugere-me que, mais uma vez, os portugueses se destacam pela positiva.

Estou orgulhosa comigo mesma: reparem que, não deixando de cortar na casaca de alguém, até consegui inaugurar uma nova tendência aqui no blog - a de dizer bem por comparação. Ah! E por favor não me acusem de xenofobia ou outra coisa do género: como poderão constatar, segui um raciocínio perfeitamente lógico e científico, à prova de qualquer preconceito. São os factos que falam, minhas amigas!

1.12.06

Poder de gata



(Descupem a falata de acentos mas o meu lindo MacBookPro nao tem acentos...)

Esta e uma posta de trauma para algumas de nos gajas.
Antes do mais, Chan Marshall, tem um poder unico de parar o tempo. A sua voz e tao grande que me faz imaginar que estou envolvida em algodao doce... Eu sei, eu sei, isto parece uma posta plagiada de uma novela cor de rosa da Danielle Steel. Mas e a mais pura verdade, para mim, que nem sou dada a musica "melada", nostalgica, urbano sentimentalista etc.., Cat Power tem um poder estranhissimo.
Posto isto, pouco tempo depois de ter partido para o exilio, a menina finalmente decidiu dar um concerto em Matosinhos. Obviamente tentei convencer as gajas que ainda residiam na Patria a irem ver o concerto. E elas foram, nao me lembro se apenas foi uma gaja ou se foram duas gajas mais o senhor V. Resultado: As gajas sentiram que aquilo nao foi um concerto mas um ultraje... A menina estava podre de bebada, mal disposta e dizem as gajas nao cantou uma unica musica do principio ao fim. Foi um happening de Drunken Power e nao um concerto de Cat Power.
Recentemente, ja depois da edicao do fabuloso The Greatest, Cat Power esteve aqui nesta cidade no meio do deserto onde estou desterrada. Depois de muito conflito interno decidi que nao iria a um concerto para me arriscar a ver um nao concerto. As minhas amigas deserticas que foram, amaram o concerto. A menina nao fez fita, tanto que tinha com ela uma Big Band que nao a deixava brincar... mais, deu um concerto memoravel e foi uma pessoa super comunicativa, doce e ate decidiu juntar-se ao publico para cantar. Foi um espectaculo de Ganda Power.
Nao se faz nao se faz...
E agora vai estar de novo em Portugal, este fim de semana.
Eu diria... Vao gajas vao... Bom ou mau sabem que vai ser unico...

E desculpem esta posta assim tao sem interesse. Depois deste hiato enorme, e depois de me ter demitido oficialmente do blog. ...Mas ainda sabia a password e senti que teria de vos tentra convencer a ir ver este Greatest concerto. Este nao e um regresso meu ao Blog... e apenas um Accident Power...

Jocas da facadas...

28.11.06

Correio Electrónico

De: Júlio Investigações
Para: Gaja Mouca

Oi como vai tudo jóia !
Oi como vai estou lhe enviando esse e-mail pois acho que você , não recebeu ele da outra vês que eu o enviei ,nem queria ter que fazer isto. estou até meio sem jeito de não poder te falar pessoalmente, mais me sinto na obrigação de te avisar, não sei se você já fico sabendo por outra pessoa ou não sabe ainda que a pessoa que você confia e ama esta lhe traindo... É difícil de acreditar numa historia dessa mais como as imagens valem maisque as palavras, estou te enviando fotos , para você ver com seus próprios olhos .



De: Gaja Mouca
Para: Júlio Investigações

Amigo Júlio:
Por aqui tudo jóia, obrigadinha. Espero que consigo também esteja tudo bem. Em primeiro lugar cá vai, completamente à borla, um conselho de amiga: faça um esforço para melhorar esse seu português. É que o facto de não ter posto uma única vírgula no seu devido lugar pode abalar a sua credibilidade, que na sua profissão é bastante importante.
Por outro lado, devo confessar que me foi difícil resistir à tentação de ver as fotografias que me endereçou. Não o fiz, obviamente, pois o meu computador anda imunologicamente muito fraquinho e qualquer virose pode ser-lhe fatal. Mas a estratégia é boa, amigo Júlio, e estou convencida que funcionará razoavelmente bem quando aplicada a namoradas/namorados/maridos/esposas/amantes que sofram de ciúme compulsivo.
No entanto, no caso de uma gaja descomprometida como moi même, as suas mensagens erram o alvo, acabando por cair em saco roto. Recomendo-lhe por isso que não volte a despender o seu precioso tempo com a minha caixa de correio electrónico. Já agora, se esbarrar por aí com os senhores seus colegas do “enlarge your penis", explique-lhes por favor que não possuo um (razão pela qual também não estou interessada em comprar Viagra).
Devo contudo confessar-lhe que achei a sua abordagem algo inovadora no mundo SPAM e merece, por isso, todo o meu respeito. Continue o bom trabalho!

24.11.06

Vais mais uma prova da inexorabilidade do tempo?

Ah pois é...
Chama-se Frances Bean e é a filha de Kurt Cobain!

A idade das coisas

Uma gaja chega aos 30 e leva as mãos à cabeça. Começa a comprar cremes anti-rugas, a tricotar e a dizer “no meu tempo”. Não que fale por experiência própria, que ainda não tenho 30 anos. No entanto já não tenho direito a ter um cartão jovem, o que constitui um sinal dramático. Vivo naquela espécie de limbo que causa confusão às senhoras dos balcões, que vão alternando as “meninas” com as “senhoras” numa grande indecisão. Para já ainda tenho alguma tranquilidade em relação à passagem do tempo. Depois logo se vê, como lidarei com os pés de galinha e os cabelos brancos.

A idade é coisa relativa. O meu gato, por exemplo, ainda não tem 6 anos e o seu grau de senilidade é já tão avançado que arranca o próprio pêlo à dentada. O meu carro, com o dobro da idade do meu gato, precisa de tanta intervenção cirúrgica, tanto transplante, que diria que o auge da sua vida activa já passou há muito. Estão velhos, tanto o gato como o carro.

E os blogs? Qual é o tempo de vida de um blog? A partir de que idade pode um blog ser considerado idoso? O “gajas no corte” fez dois anos este mês. Desta vez não se escreveu posta de aniversário nem se comemorou a efeméride. As gajas esqueceram-se da data, qual marido insensível que se esquece do aniversário do casamento.
Será que, tal como acontece com as gajas, a determinada altura a contagem pára? Ou estaremos no limite da nossa longevidade bloguística? Estaremos nós com os pezinhos para a cova, na iminência de fechar o tasco? Digam-me, amigas gajas, dois anos já chegam?

16.11.06

A propósito desta posta:

Era o único lugar para deficientes naquele piso do parque de estacionamento.
Dois carros competiam por ele.
Os seus ocupantes, de vidro aberto, trocavam feíssimos insultos.
Um deles esgrimia o dístico de condutor com deficiência, como prova suprema da sua razão.
O outro também.

13.11.06

VENDO

Apartamento de assoalhada e meia no centro do Porto, perto da Torre dos Clérigos, a cinco minutos da Ribeira para quem vai a descer ou a 15 para quem vai a subir.

Próxima do maior centro de transacção comercial do Norte, a Feira da Vandoma.
Vários serviços próximos: tascas, agências funerárias e uma sede do PS. E ainda um sapateiro tradicional, que mantêm na parede um calendário desde 1963, com a Brigitte Bardot meia desnudada.

Rua com animação diária garantida, incluindo porrada pelo menos uma vez por mês.
Animação musical ao fim de semana, a partir das oito da manhã. Animação extra em dias de jogo do FCP, a cargo dos Ultras da Cordoaria.
Periquitos, cães, peixeiras, bêbados, amoladores, carros do lixo e mães insultando seus filhos da janela, tudo incluído no preço do imóvel.

No caso de não haver interessados na compra efectiva, troco o apartamento por um local onde possa dormir descansada.

Respostas para este blog.

24.10.06

As coisas que uma gaja aprende...

Qual o país com mais mulheres eleitas “Miss Universo” per capita?

Esta foi uma das perguntas que me saiu no Buzz, aquele jogo da PlayStation, uma espécie de concurso apresentado por um bonequinho histérico, de cabelo amarelo, que seria igual ao Herman José se ele tivesse menos 80 Kg, mas que tem a voz do Jorge Gabriel. Podia ser pior. Podia ter a voz do próprio Herman e cantar canções do Frank Sinatra entre cada uma das perguntas. Venha de lá o Jorge Gabriel, do mau o menos.

Mas voltemos à problemática das “Miss Universo”. Umas das hipóteses de resposta era Venezuela, ou México, ou um outro país assim do género. Eles realmente são grandes produtores de misses. Gajas que as televisões locais aproveitam para protagonistas daquelas telenovelas horríveis e intermináveis, que depois, anos mais tarde, são adaptadas para Portugal, para dar emprego às nossas misses (que nunca chegam a Universo) e a essa gente toda da Operação Triunfo e dos Ídolos e assim. Mas na América Latina aquilo é muita gente. São mesmo muitos, eles. É terra onde nasce muita criança. Mesmo que ganhem o concurso de Miss Universo quase todos os anos, per capita é capaz de não dar grande coisa - exclui logo essa hipótese.

Acabei por responder Trindade e Tobago, a hipótese b. Convenhamos que se Trindade teve de se juntar a Tobago para aquilo ser um país que se veja, então é porque não é muito grande. Até aposto que, se não fossem os concursos de Miss Universo, a maioria das pessoas nem sabia que existia um país a chamar-se Trindade e Tobago. E também não me custa a crer que lá existam gajas giras. Afinal não é nas Caraíbas? É suposto nas Caraíbas haver gajas giras e praias e palmeiras. Se formos a ver, Trindade e Tobago até acaba por ser bem pertinho da Venezuela. A nado deve chegar-se lá num instante. Se calhar há muitas gajas giras de Trindade e Tobago a nadar até à Venezuela para participar nos castings da Floribella lá do sítio. Nem é preciso ser muita gira. Basta dizer, com uma mão na anca, “Soy de Trinidad e Tobago” - causa logo impacto!

Voltando ao Buzz, respondi Trindade e Tobago e apareceu logo o Jorge Gabriel a mandar vir. Resposta errada. A resposta certa, imaginem vocês, seria Islândia. Mas a Islândia tem gajas giras? Na verdade não conheço nenhuma islandesa para além da Björk. Tenho ideia que devem ser todas uma mistura de esquimó com escandinava. A Björk saiu mais para o esquimó. Que me perdoem os fãs, a miúda até pode ter muita pinta (que até tem!), mas a Björk não é gira. E também nunca podia ser Miss. Não deve medir mais de metro e meio e tem os dentes tortos. Nunca imaginei que a Islândia tivesse mais Misses Universo per capita que qualquer outro país. Mas até faz sentido. Por causo do per capita, lá está. Aquilo é país para ter mais gelo que outra coisa. E para o pessoal que tem frieiras e sofre de má circulação é capaz de ser tramado. Eu debandava logo. Por isso devem ser pouquinhos, lá na Islândia. Basta uma ou duas gajas giras e per capita é logo uma multidão, dispara logo no ranking.

Mas enquanto estava a jogar não se me ocorreu isto, e o Jorge Gabriel virtual também não nos deixa muito tempo entregues ao raciocínio... Uma chatice! Perdi 250 pontos com esta pergunta!

16.10.06

Qual é a coisa, qual é ela?

Quem escreveu isto?

"NASCI aos 2 de Fevereiro de 1939, na Figueira da Foz. Tive infância caprichosa e bem nutrida, no seio de uma família fortemente dominada pelo espirito, chamemos-lhe assim, da 1 ª República. Escusado será dizer que abundavam os dichotes anti-clericais, muito embora o meu pai desejasse que eu viesse a seguir a carreira eclesiástica. Em suma: não se percebia nada. Pelo menos à primeira vista. Por volta dos 16 anos, fixei-me com a família em Lisboa, para poder prosseguir a minha medíocre odisseia liceal. Instalado no colégio do dr. Mário Soares, acabei por ser expulso ao contrair perigosíssima doença venérea. Pensei, então, que entre a política e as fraquezas da carne devia existir qualquer obscena incompatibilidade e nunca mais fui visto na companhia de políticos. Tendo finalmente conseguido dissipar toda a fortuna na satisfação de brutais apetites, o meu garboso pai veio a falecer vitimado por cruel ataque cardíaco, deixando-me, perplexo e sem um chavo, a coçar a cabeça. Era chegada a hora de dar o corpinho ao manifesto, como a maior parte das pessoas. Filho que era de meu pai, atravessei senhorialmente muitos e variados empregos, mas em breve me apercebi que já não podia olhar o mundo da mesma maneira. Fui até Paris para ensaiar até onde me era possível ir. Não me era possível ir muito longe. Meses depois, «ayant connu pas mal de choses», era repatriado."

Não vale espreitar ao google...

13.10.06

OK teleseguro gaja

Há um pacote da OK teleseguro especial para Gaja. Por um lado achei meritório por parte destes senhores reconhecerem que as gajas são as suas melhores clientes. Porque somos constantemente acusadas de azelhice (embora não haja fundamento científico para esta assunção) mas ser azelha poderá, porventura, provocar alguns riscos e pequenas amolgadelas, mas não provoca acidentes graves. Já os gajos (vá, alguns gajos) parecem intrinsecamente incapazes de cumprir os limites de velocidade e não fazer ultrapassagens, característica que os torna o terror de qualquer companhia de seguros. No entanto, dei-me ao trabalho de fazer duas simulações aqui, alterando apenas a variável sexo e descobri que o OK teleseguro gaja é apenas e só 3 euros mais barato – o que é manifestamente pouco... As gajas mereciam mais!

Mas na verdade gostaria de vos falar do anúcio publicitário do OK teleseguro gaja. Aquele em que aparece um mecânico giro, um homem do reboque giro, um polícia giro. Tudo gente disposta a ajudar uma gaja em apuros. Ora isto é publicidade enganosa. Poderão os senhores da OK teleseguro garantir-me que da próxima vez que o meu carro ficar sem embraiagem, em vez de me mandarem aquele senhor obeso de bigode (de palito no canto da boca e tudo), me mandam o moço do anúncio? Não me parece… E polícias giros? Os polícias giros são como os pilhões, toda a gente sabe que não existem. Se alguém conhecer um exemplar ponha o dedo no ar, ou melhor, escreva um comentário aqui no blog. Não se pode iludir assim as mulheres deste país… E para terminar o anúncio, um toque final, a já famosa Marta com aquele sorrisinho cúmplice como que a dizer “quem é amiga, quem é?”. Ó Marta, filha, tem juízo!

10.10.06

RUM

Nascida e criada em Viana do Castelo, habituei-me desde cedo a julgar que tudo que vem de Braga é potencialmente mau (que me perdoem os meus amigos bracarenses - Cris, Nuno, gosto de vocês na mesma).
Não espero compreensão dos leitores oriundos de outras partes do país quanto a esta quezília regional, mas as questões da rivalidade minhota estão-me no sangue...
Esta gente veio deitar por terra todas as minhas teorias. Tornaram-se companheiros de viagem indispensáveis, agora que passo horas ao volante entre Viana e Montalegre. Pronto! Eu admito tudo - afinal Braga tem coisas (muito) boas!

9.10.06

50 foot Queenie

Existe uma expressão que define perfeitamente a regularidade com que actualizamos este blog nos últimos tempos: é quando o rei faz anos! Neste caso, e para não descurarmos da nossa atitude feminista perante o mundo, quem faz anos hoje, senhoras e senhores, é a Rainha!
Polly Jean Harvey nasceu a 9 de Outubro de 1969 e em boa hora deixou a quinta onde cresceu para se tornar nesta radiosa estrela do rock!
Se pretendêssemos exaltar um modelo masculino, poderíamos tê-lo feito na semana passada, altura em que Sua Majestade Thom Yorke completou os seus 38 anos (quem diria, o nosso pequeno zarolho já vai quase nos 40). Mas não. Este é um blog de gaja, a nossa musa será uma gaja, a Gaja! Salvé a Rainha! Ela própria o diz, coberta de razão: "I’m one big queen, no one can stop me".

10.9.06

To Kalé, with love

Queiram os caros leitores desculpar-nos estes nossos períodos de ausência. Eu pessoalmente, tenho andado raladíssima com o meu bichano que arranjou uma doença metal – a dermatite psicogénica – e todos os dias me debato com o dilema “será ou não legítimo administrar anti-depressivos a um gato”, o que me deixa mentalmente esgotada! As restantes gajas têm também seus afazeres e preocupações das mais diversas naturezas, não tendo sido possível actualizar o blog com a assiduidade que todas desejaríamos.

Mas a quem devemos mesmo um pedido de desculpas é ao nosso muito querido colaborador e fidelíssimo amigo Monsieur Karl Lagerfeld, que completou este fim de semana mais uma magnífica Primavera, sem que a efeméride tenha sido devidamente assinalada neste blog. E Kalé bem o merece. Quem mais nos poderia surpreender com postas como esta ou esta? Relembro aqui um dos meus excertos favoritos, como breve exemplo da sua genialidade:

Diz-me o charming Rufus Wainwright ao ouvido um destes dias: «Kalé, dear, I’m so fucking tired of being an American gay messiah in this Bush’s Jesusland; I swear one of these days I’ll move to Portugal to rock what’s still left of my brains out». Retorqui-lhe que sim, que ma chambre serais toujours sa chambre, que rien jamais nous manquerais s’il choisissais venir – com o que a primadonna rematou: «and I always wanted to know what it’s like to live in a monarchy».

Deixamos pois a nossa sentida homenagem a esse mito da haute-couture. Bem haja, caríssimo! O nosso singelo presente segue aqui!

4.9.06

interesse público

Perante as ameaças da FIFA, a Federeção Portuguesa de Futebol vai invocar o interesse público "de forma a repor as deliberações da Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e do Conselho de Justiça".
Foi isto que li aqui. Não sei muito bem o que quer dizer. Até já tentaram explicar-me isto do caso Mateus, mas sem sucesso. São demasiadas variáveis para o meu cérebro de gaja. Mas retive uma expressão: INTERESSE PÚBLICO. É claro que os campeonatos de futebol têm interesse público. Assim como, passo a enunciar:
  1. a tertúlia cor de rosa do programa da Fátima Lopes
  2. a banda da Praça da Alegria
  3. as saias da Floribella
  4. o Manuel Luís Goucha
  5. o frango da Guia
  6. os discos do Tony Carreira
  7. o consultório sentimental da revista "Maria"
  8. o Noddy

Moral da posta: nem tudo o que luz é ouro, nem tudo o que é adorado por milhares de portugueses é de interesse público...

15.8.06

Um ano depois...

Sim, foi exactamente há um ano que aconteceu a desgraça que me forneceu o pseudónimo. A foto da esquerda foi tirada cerca de uma hora depois da queda e não revela nem por sombras aquilo em que o pé de uma gaja se consegue transformar depois de sofrer uma ruptura de ligamentos. A foto da direita foi tirada hoje e serve para demonstrar que o pé está bom e recomenda-se.
Lembrei-me que esta seria uma boa ocasião para vos pedir um favor. Amigas, parem de me chamar manca! Se, por uma questão de coerência com o nome dado à gaja mouca, ainda quiserem adjectivar-me com base nas minhas deformidades físicas, lembro-lhes de que têm muito por onde escolher: gaja míope, gaja estrábica, gaja com escoliose... isso ficará ao vosso critério. Mas manca, nunca mais!

7.8.06

Ai meu lindo Agosto

Agosto é aquele mês horrível em que toda a gente está de férias. Milhares, senão milhões de portugueses encaminham-se para as mais variadas estâncias balneares aquém e além fronteiras e até para o Algarve. Neste remar contra a maré que é nosso apanágio, as gajas continuarão, no entanto, a trabalhar. E a contorcer-se de dores naquela região do corpo que liga o braço ao antebraço. A algumas das gajas resta a mísera consolação dos seus gabinetes com ar condicionado. Eu tive de me mudar para o Interior Esquecido e Ostracizado (IEO). De uma forma geral, sobrevive-se razoavelmente bem no IEO, embora às vezes me pergunte se alguma força suprema não terá mudado esta parte do país lá para os lados do equador, tal é o calor que se faz sentir. Também há muito calor humano, graças a deus! Se o Interior fica Esquecido durante todo o ano, é em Agosto que todos se lembram dele. É a altura em que todas as aldeias e vilas Ostracizadas recebem seus pródigos filhos de braços abertos e ao som da Ana Malhoa, do Tony Carreira e de muitíssimos outros obscuros agrupamentos musicais que a maioria da população portuguesa tem a felicidade de desconhecer.

Mas, perguntam vocês (e cheios de razão), onde queria eu chegar com isto tudo? É que esta minha nova condição irá ditar o meu afastamento temporário da blogosfera. Nas minhas anteriores expedições, costumava recorrer a um destes estabelecimentos denominados “espaço Internet”, criados com o muy nobre desígnio de levar as novas tecnologias à desfavorecida população do IEO. No entanto, no belíssimo mês de Agosto este sítio encontra-se completamente atulhado de turistas, desses que acham piada a viajar para sítios exóticos como Trás-os-Montes para praticar Parapente ou Canyonning e outras coisas verdadeiramente radicais. Eu acho que o facto de cá terem chegado é, por si só, já bastante radical, mas isso agora não interessa nada. O que interessa é que nunca há lugares disponíveis para biólogas desterradas em trabalho de campo.
Mas prometo que se tiver oportunidade passo por aqui para contar as novidades das terras do Padre Fontes. Fica então combinado!

25.7.06

Ana Mamalhoa (ou a fonte inesgotavel do corte)

O título diz tudo. Esta pérola veio parar-me às mãos (ou ao ecrã do meu portátel) e desde então sou uma gaja diferente. Porquê? Porque nunca mais precisei de me esforçar para fazer o que mais gosto: cortar. Quando não há outro assunto, corta-se na Ana. Então vamos por partes:

1. Site. Por si só, é genial. O rosa, as estrelas, a foto, a publicidade à FHM. Desculpem lá gajos... mas vocês compram mesmo uma revista que está "buéréré"?

2. Biografia. Tirando os erros gramaticais, até gostei de ler. Ao longo do texto vamo-nos apercebendo de que Ana é uma pessoa fantástica, talentosa, simpática, famosíssima e latina. Que mais pode um gajo querer?

3. Discografia. É de louvar o esforço que Ana sempre dedicou à sua imagem. A quantidade de roupa que mostra vai variando na razão inversa da quantidade de silicone nas suas mamocas. O meu favorito: Hot Reggaeton by Lil' Queen. Sim, estávamos a precisar de mais uma branca com a mania que é preta. E não esqueçam: foi Ana quem introduziu o Reggaeton em Portugal!

4. Fotos. Hmmm.... é mesmo preciso dizer alguma coisa? É. É preciso dizer que esta GAIJA BOUA era o ídolo de milhares de crianças do nosso Portugal. Que agora são adolescentes: enquanto os rapazes esgalham o pessegueiro com as fotos, as raparigas querem ser iguais a ela.

5. VIP. Não percebi que parte disto é VIP. Será o senhor Hussein que toca baixo e usa bigode e permanente, aposto. Ah não, é porque Ana grava num "record studio" (fica sempre bem dizer em inglês, mesmo quando não é preciso).

6. Links e Contacto. Acho que estão ali só pra encher. Gostava era que a secção Vídeo estivesse disponível. É desta que Ana começa a fazer filmes porno?

Por TODAS estas razões (e muitas mais haveria mas não quero fazer este post ainda mais longo) acho que Ana devia ter direito a uma estátua no centro de uma praça de Portugal, o seu nome numa rua, um feriado nacional em sua homenagem e ser sepultada ao lado da Amália. Já fiz a minha parte. A partir de amanhã posso sair à rua com uma t-shirt a dizer "I f***ed Ana Malhoa"


"Eu quero ouvir essas palmas!!" (by Ana)

Sempre vossa
FriFri

14.7.06

Let's do it for the kids

Não é fácil ser-se Presidente da República em Portugal. É preciso ter uma boa dose de imaginação para manter-se sob as luzes da ribalta e parecer ocupado durante 5 longos anos. Existem alguns governos que resolvem colaborar metendo água, dando assim a oportunidade ao PR de fazer alguma coisa com real importância. Mas em condições ditas normais é preciso inventar qualquer coisa que os faça sair de Belém, calcorrear o país, beijar criancinhas e aparecer nas televisões, não dando aos portugueses oportunidade para se esquecerem da sua existência. Se Sampaio teve as suas presidências abertas, Cavaco Silva apresenta o seu "Roteiro para a Inclusão". Foi esta a maneira que o actual PR arranjou para manifestar a sua preocupação com os excluídos, os toxicodependentes, os pobrezinhos, as mulheres e as criancinhas mal tratadas. Só lhe fica bem a caridadezinha, a ele e à Santa Casa da Misericórdia. O que já não lhe fica tão bem é apelar ao "espírito cristão de dávida e serviço" ou sugerir que os pais que se divorciam pensam primeiro na sua felicidade e só depois na dos filhos. E para que não seja acusado de conservadorismo ou tradicionalismo bacoco, lá refere um estudo que diz que o risco de pobreza sobe para o dobro em famílias monoparentais. Pois claro, com uma segurança social em falência, com os custos da educação e da saúde, mesmo no sistema público, acredito que seja realmente complicado criar um filho sozinha(o). Mas Cavaco Silva tem a solução: não se divorciem (ou se forem solteiros, casem-se) e acabem com essa modernice das famílias monoparentais. Vá lá, façam-no pelos miúdos!

11.7.06

O aveirense mais famoso

No passado domingo, vi na televisão uma reportagem sobre o concelho de Cinfães, em que, a certa altura, mencionaram o cinfanense mais conhecido de todos os tempos, Serpa Pinto.
Tomada pelo ímpeto regionalista de que sofro ocasionalmente, decidi dedicar-me ao exercício de escolher o aveirense mais famoso. Foi difícil chegar a uma conclusão. Muitos dos nomes que me ocorreram apenas são famosos na própria cidade. Por exemplo, qualquer filho da terra reconhecerá o nome do republicano José Estêvão, do anti-fascista e escritor Mário Sacramento ou mesmo do Atita, a popular figura que ensinou metade da população de Aveiro a nadar, ali mesmo num braço da ria. Mas a verdade é que, por mais famosas que sejam entre os habitantes da cidade dos moliceiros, estas personalidades são ilustres desconhecidos para o resto do país.
Lembrei-me também de aveirenses emprestados, pessoas que, já em idade adulta, desenvolveram uma ligação especial à terra. Para além da princesa Santa Joana, a padroeira da cidade, o mais famoso desta categoria é, sem dúvida, Paulo Portas, que decidiu inventar uma ligação a Aveiro (chegou ao cúmulo de se tornar sócio do Beira-Mar, vejam lá) para conservar o distrito como o último reduto do CDS/PP. Obviamente, estes também não contam.
Já me estava a ver a desafiar-vos, amigas gajas, a apresentarem um conterrâneo de que se pudessem orgulhar tanto como eu do Zeca Afonso ou do Fernando Pessa. No entanto, a minha consciência obrigou-me a excluí-los. A verdade é que ambos saíram de lá em tenra idade, basicamente para não mais voltar, sem criarem grandes laços à terra. Certamente nem se lembravam de lá ter vivido. E enfim, se o critério fosse apenas a naturalidade, então eu própria, que tive a maldita sorte de ir nascer a Coimbra, não era aveirense, o que é um insulto! Em minha opinião, para se ser de Aveiro é preciso ter crescido na cidade, ter sido educado por ela.
Reduzidas as possibilidades, detive-me um pouco a pensar em Paulo Pedroso, mas achei que este político já gozou de toda a dose de fama que algum dia conhecerá e que dificilmente voltará à ribalta…
Já estava em desespero de causa (onde é que já se viu, Cinfães ter gerado uma pessoa famosa e Aveiro não?), quando se fez luz… e que terrível luz! Senhoras e senhores, apresento-vos o aveirense mais famoso, pelo menos o mais famoso de que me consegui lembrar…


Por favor, cibernautas aveirenses (e não só!) que venham cá parar, alguém se lembra de outra personalidade que destrone este senhor, que nem uma tinta para o cabelo em condições sabe escolher?

7.7.06

Última posta sobre futebol

"Se o Portugal perder os jogos que lhe faltam a culpa será desta posta!!!" - Isto exclamava o Senhor Tudo no Seu Devido Lugar, qual vidente, a propósito da nossa última publicação. Isso de facto aconteceu, mas não queremos essa responsabilidade para nós. Não somos culpadas. A culpa vai inteirinha para a personalidade esquizofrénica da Nossa Senhora. Isto de desmultiplicar-se em milhares de variações regionais, ele é a Nossa Senhora de Fátima, a Nossa Senhora do Caravaggio - só para citar aquelas que ultimamente estão mais em voga - tinha de trazer problemas, mais tarde ou mais cedo. Esquizofrenia pura, é o que vos digo.
Se pensarmos nos possíveis traumas de Nossa Senhora, vemos que não é para menos - se eu fosse assim excluída da Santíssima Trindade também arranjava uma doença mental séria. Isso não se faz a uma gaja, agora que a aturem o Pai mais o Filho e o Espírito Santo. Mas ao menos que não a deixassem imiscuir-se em assuntos da bola.
A influência da Mãe de Cristo é tal que qualquer país com tradição futeboleira adora a Virgem em alguma das suas múltiplas vertentes. Quanto maior é fervor futebolístico, maior o número de Nossas Senhoras, salvo raras excepções. O Uruguai, por exemplo, primeiro campeão do Mundo, deve tudo à Nossa Senhora do Trinta e Três; aos brasileiros nem a Nossa Senhora da Aparecida mais as 356 versões nacionais da Virgem lhes valeu este ano!
Para hoje está marcado o duelo entre as versões Nossa Senhora do Loreto e Nossa Senhora de Lourdes. Enquanto os italianos se congratulam por deter em seu território a casa onde Nossa Senhora viveu, que voou misteriosamente de Nazaré até Loreto, os franceses trazem consigo a vantagem de ter a sua aparição da Virgem certificada pelo Vaticano! Mas este selo de garantia papal não significa uma vitória fácil dos gauleses. Veja-se como ontem Nossa Senhora de Fátima, também ela devidamente certificada e muitíssimo respeitada nas mais altas instâncias da igreja católica, perdeu com a sua quase desconhecida congénere alemã, a "Mãe, Rainha e Vitoriosa Três Vezes Admirável de Schoenstatt". Reparem bem: três vezes admirável. Repito: três. Não há coincidências, meus amigos, não há coincidências!

2.7.06

“Obrigada Nossa Senhora de Fátima” ou “O Anjo” ou “A Quarta Posta Seguida Sobre Futebol”

A Nossa Senhora de Fátima é uma gaja influente. Só alguém em muito boa conta lá em cima poderia ter sido responsável pelo desvio da trajectória do sol algures na Cova da Iria, ou por fazer três pastorinhos até então desconhecedores da existência da Rússia anunciar a sua conversão.
Na actualidade, a mais portuguesa das divindades continua a dar cartas, senão vejamos: após o feito heróico de impedir que a mancha do Prestige chegasse à nossa costa, Nossa Senhora atingiu ontem um novo ponto alto na sua carreira, ao conduzir Portugal à vitória sobre Inglaterra. Segundo declarações de Gilberto Madaíl, é ela a grande responsável pelas defesas de Ricardo. Há inclusivamente quem defenda que quando Ricardo fala é Nossa Senhora quem se ouve, o que certamente explica a sua voz angelical.
Rezemos pois todas juntas a Nossa Senhora de Fátima para que, por intermédio do seu anjo, continue a manter as bolas longe da nossa baliza!