24.8.07

Vida de cão

Olá minhas amigas

Antes de mais, esta posta requer uma contextualização. Estou em fase de convalescença de uma operação. Uma das desvantagens de se ser gaja é ter ovários e como tal ser susceptível a ter quistos nos mesmos. Até terça-feira, tinha um quisto na barriga que ocupava mais volume do que qualquer outro órgão que lá se encontrava*. E como tal tinha de ser removido. E assim hoje, mais do que uma gaja no corte, sou uma gaja com um corte, bem doloroso por sinal, na barriga. Isto tudo para explicar que nestes dias não me tenho levantado da cama e que, para além de resolver kakuros, tenho lido de tudo o que aparece. E hoje o que apareceu foi uma Nova Gente que a minha mãe me trouxe (e aqui está o porquê da contextualização - não queria que se ficasse a pensar que sou uma gaja que em condições normais lê a Nova Gente; desconheço se tenho algum tipo de reputação ou não, mas pelo sim pelo não é melhor não a destruir).
No meio de reportagens interessantíssimas sobre a Princesa Diana, o Cristiano Ronaldo e outros "famosos" de que nunca ouvi falar, houve um título, na secção "Íntimo", que me chamou a atenção. Dizia "Cinha Jardim não conseguiu evitar o pior" em cima, e nas parangonas "As crias morreram!". Em baixo, uma caixa tinha o seguinte título "Não pode voltar a engravidar".
Por momentos pensei que Cinha Jardim tinha dado à luz e que tudo tinha corrido mal... Mas não. Os títulos dramáticos referiam-se não a Cinha mas à sua cadela, Juanita. O texto, bastante detalhado, oferece pormenores sobre o problema que afectou a cadela e a sua ninhada, só faltando mesmo a habitual questão "e como se sente agora?", a que Juanita não estaria, obviamente, habilitada para responder.
Eu até me compadeço com o sofrimento dos animais e há que reconhecer que a vida da Juanita não deve ser fácil. Para além do drama actual, Juanita tem uma dona histérica e socialite, que deve insistir em vesti-la com roupa de marca e coisas do género e estou por isso certa de que já tem um lugar à sua espera no céu dos cães. Mas daí até merecer uma página inteira numa revista, mesmo que cor-de-rosa, parece-me um exagero!
Devo dizer que eu sou uma gaja que dedica uma boa parte do seu tempo à caça de notícias idiotas e por isso achei que já tinha visto de tudo no que diz respeito a futilidades. Obviamente estava enganada.


*Se este ano nos der na cabeça fazer a compilação das imagens de 2007 certamente que farei um scan da minha ressonância magnética para que todos fiquem de boca aberta como com a foto do meu pé tirada faz agora dois anos.

14.8.07

Afinal não estou de férias

Mas quem dá e tira para o Inferno gira!

10.8.07

Eu sei que as gajas já perderam a paciência mas...




... quem quer ir com a Mouca a Paredes de Coura?

12.7.07

Há semanas assim

Tive uma consulta na ginecologista, acordei um dia com um torcicolo, tive um furo num pneu, despedi-me (até sabe-se lá quando) de um amigo, tirei sangue, fui a um funeral. E ainda é só quinta-feira.

6.7.07

D. Zulmira

O futebol é uma coisa de gajos. Toda a gente sabe. São sobretudo os gajos que o jogam, arbitram, dirigem, compram, comentam, decidem. Há excepções, claro. E, de vez em quando, aparecem-nos mesmo pessoas como a Cinha Jardim que, pensando que não, acabam por confirmar a regra de que futebol não é coisa de mulheres.

Os gajos dão, inclusivamente, nome a centenas de estádios por esse país fora: D. Afonso Henriques, José Alvalade, Mário Duarte, Comendador Manuel Violas, Avelino Ferreira Torres, é uma fartura! Existe, que eu conheça, uma única excepção, que me foi revelada ontem pelo amigo Zef: o estádio de Paços de Brandão, concelho de Santa Maria da Feira, que se chama nada mais nada menos do que Estádio D. Zulmira Sá e Silva.

Achei que isto merecia uma posta. Onde é que já se viu um estádio com nome de gaja? E não uma gaja qualquer, mas sim uma D. Zulmira!

E perguntarão então vocês: quem é D. Zulmira Sá e Silva? O que terá esta senhora feito para merecer a rara (e quiçá única) honra de ser patrona de um estádio de futebol?
Ao que consegui apurar, tratou-se de um caso de amor conjugal. Os terrenos para a construção do estádio foram cedidos pelo Sr. Sá e Silva, que o fez na condição de que o estádio fosse designado em honra da sua esposa. Um gesto deveras bonito, digo eu.

29.6.07

As minhas teorias da conspiração 2

Reparei que 80% das pessoas que conheço não conseguem resistir ao impulso de trautear “é como encontrar um trevo na tromba de um elefante”.
Terei sido eu a única a reparar na grande semelhante entre o trevo do Jumbo e o símbolo do MPT – Partido da Terra?

A minha teoria é:

Cá para mim a música (que deve estar recheada de mensagens subliminares), conjuntamente com as cada vez mais frequentes aparições do Eng. Gonçalo Ribeiro Telles na TV a respeito dos mais variadíssimos assuntos, fazem parte de um plano dos Eco-marialvas para dominar Portugal, quiçá o Mundo. Eu sempre disse que esses tipos são perigosos...

As minhas teorias da conspiração 1

Esta semana cheguei a casa mais cedo para almoçar e quando liguei a televisão estava o Pato Donaltim a berrar no programa da Fátima Lopes. Que pessoas solitárias e carentes vejam na Fatinha a filha prendada que nunca tiveram até consigo entender. Mas a presença do ventríloquo decadente e histérico, com um pato de peluche que parece um brinde da feira popular já me provoca alguma surpresa!

A minha teoria é:

O dono do pato sabe “coisas”. Deve ter-se encontrado com o Pinto Balsemão num antro de um qualquer sub-mundo da capital. E é à custa de uma pérfida chantagem que se mantêm no ar durante todos estes anos, muito embora seja o pior artista de variedades que alguma vez já pisou a superfície da Terra.
É claro que perdi algum tempo conjecturando acerca da natureza do segredo com que o ventríloquo negoceia. Mas vou deixar-vos imaginar essa parte.

8.6.07

(anti) globalização

Cimeira do G8. Lá se juntam os líderes dos países mais ricos, para debater o futuro do mundo, comer canapés de caviar e tirar o retrato de família. E a cada cimeira há sempre, para estragar a festa sem mácula, os manifestantes anti-globalização.
Mérito seja dado a estes jovens – desde já manifestam-se, o que não pode ser mau. Mas irritam-me. Vejo-lhes certas incoerências. É que não há nada mais globalizado que um manifestante anti-globalização. São todos iguais, como seita que implique o uso de uniforme: o mesmo penteadinho freak, as rastas, o blusão militar, lenço Arafat, malabares e cães pulguentos. Globalizadinhos, passadinhos a papel químico, podem ser encontrados em qualquer sítio: em Berlim, em Paris, Amesterdão ou à porta do Piolho.
Quando se manifestarem com uma capa de burel, vestidos à sevilhana, tamancos holandeses ou calções tiroleses, eu - fica aqui prometido - pego no meu lenço de lavradeira minhota e vou manifestar-me também. Que vontade de gritar contra o Bush é coisinha que não me falta!

1.6.07

A infância absurda


História #1

Ao contrário do que acontece com a maioria dos miúdos, o primeiro dia de infantário não foi nenhum drama para mim. O dia passou-se alegremente sem birras, sem lágrimas e sem saudades. No dia seguinte, quando a minha mãe me acordou e me disse "toca a ir para a escolinha!" é que eu fiquei indignada... Uma vez ainda vá que não vá, mas ninguém me tinha explicado que aquilo se iria repetir indefinidamente. "Outra vez?", perguntei. E aí sim, fiz uma birra dos diabos.


História #2

Quando andava no infantário, tinha um namorado chamado Ricardo. Éramos um verdadeiro par. Um dia, o Ricardo ficou doente e faltou. Nesse dia casei-me com o Zé Pedro.


História #3

Quando era pequena, passava muito tempo na farmácia da minha avó. Uma vez, desapareci. Toda a minha família - e, em breve, toda a rua - desesperou à minha procura. Não havia maneira de eu aparecer e ninguém me via há já algum tempo. Até que me encontraram. Estava na loja em frente da farmácia, sentada na montra, a imitar um manequim. Estivera lá durante toda a agitação, à vista de toda a gente, mas ninguém se lembrara de olhar.


História #4

Devia ter uns 5 anos quando cheguei à conclusão que lá em casa devíamos ser mesmo pobrezinhos. A única explicação plausível para a minha mãe não me deixar beber leite condensado todas as manhãs era o facto de ele ser mais caro que o normal.


História #5

Quando era pequena tinha dois amigos imaginários. Chamavam-se "Choné" e "Pêla" - e não me perguntem o que é que Pêla quer dizer porque eu também não sei. Iam comigo para todo o lado, dava-lhes as mãos na rua para atravessarem em segurança e falava com eles. O mais interessante é que, mesmo na minha imaginação, não eram de carne e osso. Tinham forma de - como hei-de descrevê-los? - bolas de cotão.


A gente sabe que esta posta não faz muito sentido nem tem muita piada, mas queríamos abrir aqui um fórum. Esperamos que os nossos leitores também partilhem as "coisas absurdas que pensavam e faziam quando eram pequeninos". Em jeito de homenagem ao dia da criança...

31.5.07

Greve Geral


As gajas estão em greve geral. Como já devem ter reparado, nenhuma gaja, à excepção da Mana Tesoura (essa reaccionária) escreve neste blog há mais de 3 semanas, o que constitui uma taxa de adesão na ordem dos 80%. O Departamento de Estatística e Outras Coisas com Números, esse organismo perfeitamente independente foi chamado a avaliar o impacto desta greve bloguística. Fala em 12, 8%. Lá arranjamos a costumeira “guerra dos números” só para nós…
É sempre a parte mais gira das greves, as famílias reúnem-se em frente aos televisores para saber de que tamanho será desta vez a diferença entre o que dizem os governos e os sindicatos. É quase tão emocionante como a final da Taça, só que neste caso ninguém percebe bem quem ganha. O resultado depende sempre da capacidade de persuasão dos dois auto-proclamados vencedores.
Eu dou sempre por mim a tentar perceber como é que contar a MESMA coisa pode resultar em cifras tão diferentes. Nunca fui boa nas contas, é verdade, e minhas memórias das aulas de Matemática estão um tanto ou quanto enubladas por força dos anos. Mas será a isto que os Matemáticos se referem quando falam em “números imaginários”?

17.5.07

"Jesus died on the cross to save you"


Esta e uma nota que uma aluna de uma amiga minha, professora da quarta classe aqui no Arizona, entregou a uma outra aluna. Eu nao tenho comentarios, talvez voces tenham.

A facadas

9.5.07

as gajas e os carros

"Ui!" - devem estar agora os gajos que leram o título desta posta a exclamar.
Para os gajos, "gajas e carros" não é uma combinação agradável, a menos que as mesmas se encontrem desnudadas ou em trajes menores em cima dos veículos - parados, pois então! - como as fotos que se encontram vulgarmente em calendários afixados em oficinas ou estabelecimentos afins. Quando falamos de gajas ao volante, os gajos pensam instantaneamente em "perigo". Irei começar esta posta, portanto, por esclarecer que 1) isso das gajas serem perigosas ao volante é um mito; 2) estatisticamente está provado que são os gajos que causam a maior parte dos acidentes de viação em Portugal. A única coisa que eu até poderei concordar é que os gajos têm, vá, uma ligeiramente maior aptidão para as manobras complicadas.
Porém, apesar de este ser sem dúvida um assunto pertinente e merecedor de uma posta futura, este pequeno desabafo que lêem não fala sobre gajas e carros em geral, mas sim sobre nós (As gajas) e os nossos carritos em particular.

É que parece que se abateu sobre nós um terrível azar automobilístico. A Gaja Mouca, por exemplo, viu em pouco tempo o seu querido Doutor Totó definhar e ficar sucessivamente sem travões, sem embraiagem, sem bateria e, mais recentemente, sem caixa de velocidades.
Até há bem pouco tempo, eu, a Gaja Manca, não tinha razão de queixa do meu pequeno Luís Filipe. Mas, há três semanas, tudo mudou. Uma gaja - essa sim, obviamente desajeitada - decidiu esquecer-se de travar e embateu com toda a força na traseira do meu lindo Peugeot 106, que, em consequência, se esborrachou todo contra o veículo da frente. Foi a morte do Luís Filipe.
Felizmente, a minha mãe pôde dispensar o seu Xico Late para que eu me pudesse deslocar diariamente ao meu distante local de trabalho. Durante três semanas, não houve percalços dignos de registo. Porém, ontem o azar voltou a bater-me à porta. Ao ir buscar o meu gajo (que estava apeado precisamente porque o seu CRido tinha decidido avariar no dia anterior - mais um azar automobilístico!), o Xico Late tossiu e parou-se-me em cima de uma passadeira. E não voltou a arrancar por nada deste mundo. Eu fiquei azul de fúria! Como é possível tanto azar?
Mal eu sabia que a situação iria piorar. No minuto seguinte, duas outras condutoras tiveram um acidente ali, à minha frente, e tentaram vender à polícia (que felizmente não lhes deu ouvidos) a história de que a culpa era minha (e eu, que estava ali paradinha com o carro bem sinalizado!). Eu, que já tive complicações que cheguem com seguradoras nos últimos tempos, nem quis ouvir nada do que as parvas estavam para ali a dizer.
Chegado o reboque, o condutor torceu logo o nariz ao ouvir o barulho que o Xico Late fazia. "Isto é mas é falta de gasolina". "O quê?" disse eu toda ofendida. "Mas o ponteiro ainda estava longe do zero e a luz da reserva nem sequer acendeu!". O que é certo é que eu, com um carro novo nas mãos, tinha decidido averiguar quantos quilómetros conseguia fazer com um depósito. E fiquei a sabê-lo da pior maneira. O maldito Xico Late tinha mesmo o indicador da gasolina descalibrado e esqueceu-se de me avisar que estava faminto. E assim fui humilhada perante o mundo como "a gaja-chamou-o-reboque-por-ter-ficado-sem-gasolina". Cada vez detesto mais conduzir!

O que eu acho é que os papelinhos com a "oração do condutor" e a figura do Menino Jesus de Praga que a minha avó me obrigou a pôr na carteira para me protegerem em viagem devem ter passado do prazo de validade!

4.5.07

FMI ou "o respeitinho é muito lindo..."

Esta é a posta que queria ter escrito esta terça feira. Não foi possível. Mas ela continua a fazer sentido nos outros dias de Maio, assim como nos outros dias do ano. Fica cá hoje.
É o José Mário Branco e essa grande tesourada na casaca dos portugueses. Chama-se FMI, foi escrito em 1979 mas podia ter sido escrito ontem!

2.5.07

Posta (a meu ver) absolutamente necessária

A menina facadas que me desculpe, mas vir aqui ao blog e ver sempre aquela cara assustadora andava a dar-me pesadelos...













Decidi pôr este espaço extra todo para garantir que não se veja nem a testa de cada vez que se abra a página!
Ufa!

28.4.07


The making of a star!

27.4.07

A Gaja que não acabou os estudos


Desde pequena que gosto muito de animaizinhos e plantas e ciências e essas coisas todas. Cheguei mesmo a pensar (que ingénua era) que podia ser investigadora em Portugal. Mas depois lá em casa não me deram a oportunidade de continuar os meus estudos - que as proprinas, já nessa altura, estavam pela hora da morte - e acabei por desistir. A minha prima que é dona do cabeleireiro lá do bairro deixou-me ir para lá lavar cabeças. Depressa aprendi a fazer mises e madeixas. Daí ao corte, foi um pulinho. Abri o meu próprio negócio, com a minha amiga gaja que é esteticista e cumprimos o nosso sonho: ter um salão de beleza! Sabemos da vida de toda a gente e ainda por cima ganhamos imenso dinheiro. A que mais na vida poderiamos aspirar?
Quando penso que por pouco não convencia os meus pápás a deixar-me ir para a Faculdade... A esta hora teria gasto preciosos anos da minha juventude em mestrados e doutoramentos e seria uma mal paga bolseira de investigação, sem direito a férias, nem a feriados, nem a baixa médica. Até chega a ser perigoso, não explicar aos jovens logo a partir dos 15 anos o que é o "Estatuto de Bolseiro de Investigação". É preciso tentar demovê-los desde cedo e fazê-los abandonar o gosto pela Ciência a todo custo, antes que seja tarde demais e caiam em desgraça. Eu sei destas coisas que lá no salão aparece de tudo, e chega-me lá muita mãe a chorar por ter o filho nas listas da FCT.
Outra das coisas horríveis que me podiam ter acontecido se tivesse estudado era seguir a carreira docente. Tenho vários amigos que se meteram nessa vida e digo-vos, aquilo é coisa mesmo triste! É vê-los todos os anos amarrados às listas de colocação, como quem consulta o obituário. Quando não estão desempregados, andam a correr o país como ciganos, a perder o juízo todinho numa escola qualquer.

Do que eu me livrei, Nosso Senhor Jesus Cristo!
Aprender NÃO compensa!

23.4.07

Diario de uma "camone"



Caras gajas:

A mente de uma gaja isolada do seu pais e cultura e uma tremenda caixa de surpresas. Como sabem a mana facadas esta a viver algures no deserto na fronteira dos EUA e Mexico. As diferencas culturais como sabem, ou pensam que sabem, ou imaginam, sao inumeras. Poderiamos ir por este caminho e escrever uma posta enorme que nao levaria a lado nenhum, mas nao vamos fazer isso. O objectivo desta posta e mostrar o quao estranho o coracao humano e, e o quanto este nos pode surpreender.
Sabado de manha estava a conduzir a minha Nissan pick-up verde fluorescente (que coisa tao americana) em direccao a reserva india que fica mais ou menos a uns 10 km da cidade onde vivo. Todos os meses faco esta viagem para ir comprar o meu abastecimento mensal de cigarros. Isto porque, neste pais, um maco de tabaco custa pelo menos uns 5 USD (aprox. 4 Euros), e na reserva india custa cerca de 3 USD. As razoes para esta discrepancia sao, mais uma vez, mais que muitas, mas isso fica para outro dia. O interessante e que ja em plena reserva india vi um sinal escrito a mao numa cartolina a dizer:

Our Lady of Fatima
Mexican Fiesta
April 21 & 22


Todas nos sabemos que sou uma gaja "catolica apostolica romana", mas seguramente todas as vezes que fui a Fatima fui "arrasatada" pela minha mae. No entanto, estando aqui, nao sei porque, veio-me uma nostalgia e alegria enorme a ver este singelo cartaz escrito a mao a anunciar a Mexican Fiesta da Nossa Senhora de Fatima. E mais com a nostalgia veio uma vontade enorme de ir a dita fiesta. Mas de boas intencoes esta o inferno cheio e... bem, como e obvio o episodio termina aqui.

A facadas

P.s.: Ja agora parece-me que a festa tera sido mudada do dia 13 de Maio para 21 de Abril, porque a 13 de Maio nao e possivel ter Mexican fiestas ao ar livre em pleno dia porque o calor e mais do que muito...

12.4.07

12 moradas de silêncio

Resolvi interromper a interrupção que involuntariamente fizemos no nosso percurso cortante para deixar um link.

Aqui.

É um blog, e é amigo, mas não é por isso que está aqui. É porque é bonito e vale a pena lá ir.

9.3.07

RIP


OK, desde o Natal tenho um ipod e estou viciada... Mas esta posta nao e sobre ipods... Hoje de manha caminhava desde o meu carro ate ao trabalho, ipod em shuffle mode, cigarro nos dedos... e de repente:


" I hear you skating on the ice

And wonder why you left me twice

The eerie sound of blade on lake

Cracks my skin and I fill with ache

But I don't want this heart

I don't need this blood "


E incrivel como as vezes a musica pop nos transporta para outro mundo, muda a luz, a cara das pessoas e nos muda a nos, nem que dure apenas os 2.30 minutos de uma bela melodia. Para mim este e um poder exclusivo da melhor musica pop, e poucos o fizeram com tanta simplicidade e beleza cristalina como os The Go-Betweens.

Assim que cheguei ao trabalho decidi investigar se tinha saido algum novo disco dos The Go-Betweens desde o ultimo e belissimo "Oceans apart". O que encontrei foi isto:





Nos ficamos mais pobres, tu... descanca em paz!

2.3.07

um salto mais alto

Queridas gajas, queridos(as) amigos(as)

Hoje vou falar-vos de sapatos de tacão. Tacones lejanos, como diria o outro. Pois parece que começa a estar na moda ver rapazes com este tipo de calçado. E não falo daqueles que se vestem de Mérilin Monroi para cantar os parabéns aos amigos, saindo de uma gigante Torta de Noz. Refiro-me a gente que no seu dia-a-dia até pode passar meio despercebida, com o seu outfit simples, roupinha barata, talvez até comprada na Humana (ai que isto hoje é só publicidade). E de repente, puff! Venha daí o tacão e cá vamos nós.

Sempre achei, mesmo sendo gaja, um grande incoveniente usar salto alto. Claro, pode ter as suas vantagens se queremos livrar-nos do namorado da nossa melhor amiga (todas nós vimos Jovem Procura Companheira). Mas não sou nenhuma bailarina para ter de andar em bicos dos pés. Também me assusta descer a Av. dos Aliados (assustava, porque agora aquilo é tudo betão armado) e tropeçar numa pedra da calçada. O equilíbrio necessário para fazer boa figura é enorme, e já todas sabemos como gosto de beber um ou dois copos de vez em quando. Ou seja, tacões para mim, jamé salomé, como diria a outra.

Mas e agora? Vai uma gaja tranquila a uma petite soirée com o seu téne Gola e vê um GAJO de salto agulha Prada??? Minhas amigas... não pode ser. Não podemos deixar que o nosso mundo continue a ser tomado por gajos. Eles já usam cremes anti-rugas, eles já usam cachecóis de tecido fino e côr lilás (vulgo, Gigis), eles já fazem depilação a laser e liftings, eles até já vão aos concertos dos D'zrt e sabem as letras da Floribella. Não podemos deixar que nos tirem a única coisa que julgávamos ser realmente nossa: os preciosos tacões.

Por isso um apelo: vão já a correr à Bata ou à H&M comprar uns sapatinhos de salto alto, nem que sejam baratinhos. Só para mostrar que, apesar de tudo, podemos ser mais altas!

Com amor
FriFri