28.4.07


The making of a star!

27.4.07

A Gaja que não acabou os estudos


Desde pequena que gosto muito de animaizinhos e plantas e ciências e essas coisas todas. Cheguei mesmo a pensar (que ingénua era) que podia ser investigadora em Portugal. Mas depois lá em casa não me deram a oportunidade de continuar os meus estudos - que as proprinas, já nessa altura, estavam pela hora da morte - e acabei por desistir. A minha prima que é dona do cabeleireiro lá do bairro deixou-me ir para lá lavar cabeças. Depressa aprendi a fazer mises e madeixas. Daí ao corte, foi um pulinho. Abri o meu próprio negócio, com a minha amiga gaja que é esteticista e cumprimos o nosso sonho: ter um salão de beleza! Sabemos da vida de toda a gente e ainda por cima ganhamos imenso dinheiro. A que mais na vida poderiamos aspirar?
Quando penso que por pouco não convencia os meus pápás a deixar-me ir para a Faculdade... A esta hora teria gasto preciosos anos da minha juventude em mestrados e doutoramentos e seria uma mal paga bolseira de investigação, sem direito a férias, nem a feriados, nem a baixa médica. Até chega a ser perigoso, não explicar aos jovens logo a partir dos 15 anos o que é o "Estatuto de Bolseiro de Investigação". É preciso tentar demovê-los desde cedo e fazê-los abandonar o gosto pela Ciência a todo custo, antes que seja tarde demais e caiam em desgraça. Eu sei destas coisas que lá no salão aparece de tudo, e chega-me lá muita mãe a chorar por ter o filho nas listas da FCT.
Outra das coisas horríveis que me podiam ter acontecido se tivesse estudado era seguir a carreira docente. Tenho vários amigos que se meteram nessa vida e digo-vos, aquilo é coisa mesmo triste! É vê-los todos os anos amarrados às listas de colocação, como quem consulta o obituário. Quando não estão desempregados, andam a correr o país como ciganos, a perder o juízo todinho numa escola qualquer.

Do que eu me livrei, Nosso Senhor Jesus Cristo!
Aprender NÃO compensa!

23.4.07

Diario de uma "camone"



Caras gajas:

A mente de uma gaja isolada do seu pais e cultura e uma tremenda caixa de surpresas. Como sabem a mana facadas esta a viver algures no deserto na fronteira dos EUA e Mexico. As diferencas culturais como sabem, ou pensam que sabem, ou imaginam, sao inumeras. Poderiamos ir por este caminho e escrever uma posta enorme que nao levaria a lado nenhum, mas nao vamos fazer isso. O objectivo desta posta e mostrar o quao estranho o coracao humano e, e o quanto este nos pode surpreender.
Sabado de manha estava a conduzir a minha Nissan pick-up verde fluorescente (que coisa tao americana) em direccao a reserva india que fica mais ou menos a uns 10 km da cidade onde vivo. Todos os meses faco esta viagem para ir comprar o meu abastecimento mensal de cigarros. Isto porque, neste pais, um maco de tabaco custa pelo menos uns 5 USD (aprox. 4 Euros), e na reserva india custa cerca de 3 USD. As razoes para esta discrepancia sao, mais uma vez, mais que muitas, mas isso fica para outro dia. O interessante e que ja em plena reserva india vi um sinal escrito a mao numa cartolina a dizer:

Our Lady of Fatima
Mexican Fiesta
April 21 & 22


Todas nos sabemos que sou uma gaja "catolica apostolica romana", mas seguramente todas as vezes que fui a Fatima fui "arrasatada" pela minha mae. No entanto, estando aqui, nao sei porque, veio-me uma nostalgia e alegria enorme a ver este singelo cartaz escrito a mao a anunciar a Mexican Fiesta da Nossa Senhora de Fatima. E mais com a nostalgia veio uma vontade enorme de ir a dita fiesta. Mas de boas intencoes esta o inferno cheio e... bem, como e obvio o episodio termina aqui.

A facadas

P.s.: Ja agora parece-me que a festa tera sido mudada do dia 13 de Maio para 21 de Abril, porque a 13 de Maio nao e possivel ter Mexican fiestas ao ar livre em pleno dia porque o calor e mais do que muito...

12.4.07

12 moradas de silêncio

Resolvi interromper a interrupção que involuntariamente fizemos no nosso percurso cortante para deixar um link.

Aqui.

É um blog, e é amigo, mas não é por isso que está aqui. É porque é bonito e vale a pena lá ir.

9.3.07

RIP


OK, desde o Natal tenho um ipod e estou viciada... Mas esta posta nao e sobre ipods... Hoje de manha caminhava desde o meu carro ate ao trabalho, ipod em shuffle mode, cigarro nos dedos... e de repente:


" I hear you skating on the ice

And wonder why you left me twice

The eerie sound of blade on lake

Cracks my skin and I fill with ache

But I don't want this heart

I don't need this blood "


E incrivel como as vezes a musica pop nos transporta para outro mundo, muda a luz, a cara das pessoas e nos muda a nos, nem que dure apenas os 2.30 minutos de uma bela melodia. Para mim este e um poder exclusivo da melhor musica pop, e poucos o fizeram com tanta simplicidade e beleza cristalina como os The Go-Betweens.

Assim que cheguei ao trabalho decidi investigar se tinha saido algum novo disco dos The Go-Betweens desde o ultimo e belissimo "Oceans apart". O que encontrei foi isto:





Nos ficamos mais pobres, tu... descanca em paz!

2.3.07

um salto mais alto

Queridas gajas, queridos(as) amigos(as)

Hoje vou falar-vos de sapatos de tacão. Tacones lejanos, como diria o outro. Pois parece que começa a estar na moda ver rapazes com este tipo de calçado. E não falo daqueles que se vestem de Mérilin Monroi para cantar os parabéns aos amigos, saindo de uma gigante Torta de Noz. Refiro-me a gente que no seu dia-a-dia até pode passar meio despercebida, com o seu outfit simples, roupinha barata, talvez até comprada na Humana (ai que isto hoje é só publicidade). E de repente, puff! Venha daí o tacão e cá vamos nós.

Sempre achei, mesmo sendo gaja, um grande incoveniente usar salto alto. Claro, pode ter as suas vantagens se queremos livrar-nos do namorado da nossa melhor amiga (todas nós vimos Jovem Procura Companheira). Mas não sou nenhuma bailarina para ter de andar em bicos dos pés. Também me assusta descer a Av. dos Aliados (assustava, porque agora aquilo é tudo betão armado) e tropeçar numa pedra da calçada. O equilíbrio necessário para fazer boa figura é enorme, e já todas sabemos como gosto de beber um ou dois copos de vez em quando. Ou seja, tacões para mim, jamé salomé, como diria a outra.

Mas e agora? Vai uma gaja tranquila a uma petite soirée com o seu téne Gola e vê um GAJO de salto agulha Prada??? Minhas amigas... não pode ser. Não podemos deixar que o nosso mundo continue a ser tomado por gajos. Eles já usam cremes anti-rugas, eles já usam cachecóis de tecido fino e côr lilás (vulgo, Gigis), eles já fazem depilação a laser e liftings, eles até já vão aos concertos dos D'zrt e sabem as letras da Floribella. Não podemos deixar que nos tirem a única coisa que julgávamos ser realmente nossa: os preciosos tacões.

Por isso um apelo: vão já a correr à Bata ou à H&M comprar uns sapatinhos de salto alto, nem que sejam baratinhos. Só para mostrar que, apesar de tudo, podemos ser mais altas!

Com amor
FriFri

1.3.07

23.2.07

coisas que li no jornal...

"A Madeira era uma das regiões mais pobres de Portugal, é hoje uma das regiões mais ricas. (...) Era uma ilha ignorada do Atlântico, é hoje um centro de turismo de luxo. (...) Calculo que os madeirenses se interessem pouco ou nada pelos métodos de Jardim, que os tiraram do isolamento e da miséria. (...) Os madeirenses votavam em quem lhes dava emprego, electricidade, estradas, saneamento básico, habitação... "

No jornal "Público" de 23 de Fevereiro de 2007


Afinal Alberto João Jardim é o maior e eu sem fazer ideia. Ainda bem que tenho esse incontornável vulto nacional da cultura/política/entretenimento, o Vasco Pulido Valente, para me chamar à razão quanto a esse assunto!

12.2.07

Assim sim!

Pela primeira vez na minha vida, votei em algo que ganhou!!!

11.2.07

A gripe e a abstenção

Tal como no referendo passado, é certo e sabido que também neste a abstenção favorecerá o "não". Por isso, suponho que os adeptos do "não" dêem graças a deus pela gripe que este enviou em altura tão propícia, que faz abarrotar de abstenção os hospitais e centros de saúde.
Nos 10 anos que levo de maioridade, nunca me abstive. E não o irei fazer amanhã, apesar de me ver confrontada com um grave problema: como me deslocar até à minha cidade natal e ao meu local de voto com 39ºC de febre resistente a benurões?
Deixo aqui um apelo: adeptos do "sim" engripados como eu, não pensem, baseados nas sondagens, que as contas já estão feitas! Façam um pequeno sacrifício e vão votar. Aqui ficam alguns conselhos:

1. Munam-se de lenços de papel (nada de pingar ranho para cima do boletim do voto; para além de ser possidónio pode esborratar e anular o vosso voto).
2. Assegurem-se de que conseguem abrir os olhos o suficiente para distinguir o "sim" do "não".
3. Tentem controlar os tremores e calafrios para que a mão não vos fuja e resvale para o quadradinho errado.

Será um pequeno sacrifício da vossa saúde e dignidade em prol da saúde e dignidade das mulheres do nosso país (peço desculpa por esta espécie de trocadilho foleiro, mas a minha imaginação, ultimamente já diminuída, encontra-se toldada q.b. pela febre).

8.2.07

Diário de uma gaja Mouca

Esta semana fui ao otorrinolaringologista. Reparem que poderia ter escrito simplesmente otorrino mas preferi escrever otorrinolaringologista para depois puder gabar-me de deter o record para a palavra mais comprida alguma vez escrita neste blog. E as outras gajas escusam de vir para aqui escrever Inconstitucionalissimamente, palavra que aproveito para deixar também aqui, só para garantir…


Mas deixando as divagações gramaticais e voltando ao assunto inicial - o otorrino. Por fora o meu ouvido pareça igual a qualquer outro, mas lá por dentro está (pelo visto) mais arruinado que os cofres do estado, mais destruído que Lisboa no final do terramoto de 1755. Prosseguindo com comparações estúpidas e perfeitamente escusadas, a senhora Otorrinolaringologista (casos de natureza tão séria devem ser resolvidos por gajas), quer armar-se em Marquês de Pombal e fazer uma reconstituição das minhas ruínas internas, de bisturi em punho!

Isto de transformar o meu ouvido na Baixa Pombalina, embora tenha o muy nobre objectivo de me transformar numa gaja mais saudável, isenta de doenças estranhas com nomes acabados em “oma”, tem os seus quês. Para começar, é já sabido que ficaria mais Mouca. Eu sei que ser Mouca é já uma espécie de imagem de marca, mas ficar ainda mais surda causa-me certa espécie…

Assim sendo, aquilo que à partida seria uma simples obra de beneficiação transformou-se num grande dilema para mim. Estou habituada a enfrentar grandes dilemas logo pela manhã, como sejam vestir saia ou calças, a côr da gigi, comer cereais ou antes umas torradinhas. Tudo dilemas da máxima importância, que resolvo sempre com elegância e eficácia. Mas como este ainda não me havia surgido nenhum, e isto está a ocupar-me uma parte significativa dos meus pensamentos diários.
Pelo acima exposto queiram desculpar-me o facto de não escrever postas sobre o aborto, nem sobre os grandes portugueses, nem sobre outros assuntos a pedido. Estou a pensar no meu umbigo, perdão – ouvido!



Nota: depois de uma breve pesquisa descobri que a maior palavra portuguesa é afinal, Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico, que designa uma pessoa que sofre de Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose, uma doença pulmunar. Agora sim, o record é meu!

1.2.07

bacalhau

Caras gajas:

Uma gaja emigra. Como todos os emigrantes sente-se sempre essa coisa tao portuguesa a que chamamos saudade. Eu emigrei ja la vao mais de tres anos e este tempo todo a coisa de que senti mais falta foi do nosso belo bacalhau. Embora se encontre bacalhau um pouco por todo o mundo, nao imaginam o quao dificil e encontrar o nosso bacalhau salgado. Este e intimamente portugues e muito muito dificil de encontrar. Se nunca provaram bacalhau fresco, nao provem, e uma desilusao, faz o coracao de uma portuga encolher... Mas ontem, ontem finalmente encontrei uma pequena caixinha de madeira no supermercado. Na caixinha dizia 1lb of salted cod. Meninas, o coracao cresceu, as mamas queriam-me saltar do peito. Nao era um daqueles lindos peixes enormes abertos ao meio e empilhados ate ao tecto como vemos no Continente por altura do Natal, nem sequer enchia o supermercado inteiro desse cheiro tao tipico, mas gajas, finalmente me convenci desse dizer de sabedoria tao duvidosa: o tamanho nao conta!

30.1.07

Florifenómeno

Vamos fazer uma suposição. Vamos todos supor que a Floribella se transformava num fenómeno de marketing à escala nacional. Imaginemos que passariam a existir roupas da Floribella, cd's da Floribella, jóias da Floribella, atoalhados da Floribella, bolos da Floribella e até pastilhas elásticas da Floribella...

E se, porventura, um público sequioso de novidades exigisse a publicação de pérolas literárias tais como - por hipótese - "O Amuleto de Tomás" ou "A Descoberta de Carlota"...



...quantas expressões faciais diferentes conseguiria interpretar tão trabalhadeira rapariga, de forma a abrilhantar tamanha quantidade de capas?

25.1.07

Que é feito dela?

Como é do conhecimento (quase) geral sou uma verdadeira perita em esquecer os objectos pessoais nos mais inusitados locais. Os objectos mais sacrificados são as chaves - as chaves de casa, as chaves da outra casa, as chaves do carro, as chaves do gabinete. É por isso muito frequente ouvir alguém gritar-me:
- AS CHAVES!!
E eu nunca resisto à tentação de gritar, em resposta:
- O DINHEIRO!!

Por isso vos pergunto: o que é feito da amiga Olga??

15.1.07

Nip Tuck

Caras gajas,

Eu sei que passo a vida a mandar postas ao lado, mas nao posso deixar de dizer a todas que nao percam a estreia da serie Nip Tuck, hoje na TVI. Nao posso imaginar um programa mais indicado para nos gajas... "ao final das contas" a serie e sobre dois cirurgioes plasticos (e o So dotor Sean Macnamara enche os olhos de qualquer gaja) e as suas gajas desesperadas por uma boa duma cirugia. A serie e mesmo boa... tentem e se nao gostarem tentem mais uma vez ou duas... se depois disso nao estiverem viciadas entao alguma coisa esta muito muito mal no vosso intimo de gaja.

A facadas

5.1.07

genius knows genius





Doug Walker: What musicians would you like to work with that you haven't yet had the opportunity too?”

Matt Johnson: Hmm. (...) There’s really not many names that spring to mind. I’ve worked with most of the people I wanted to work with and there’s probably some I haven’t heard yet that I’ll probably love. Off the top of my head a duet with either PJ Harvey or the singer from Cat Power would be nice.

28.12.06

O que uma gaja quer...

... é ver os dois gajos mai lindos do mundo no mesmo filme.

21.12.06

diz que isto é um blog de gaja...

Reparei agora que passei 2006 a ouvir Gajos Mesmo Muito Barbudos



A bela excepção que confirma a regra é...


Eu não digo?

Estamos velhas!

20.12.06

Flip-flops

Gajas,

Todas nos ja reparamos no peculiar sentido (ou falta dele) de fashion do americano comum. Se uma gaja vai por uma das belas ruas das nossas cidades e ve alguem de sandalias e meias sabe com 99% de seguranca que essa pessoa e americana.

Pois como todas sabem este e ja o meu terceiro ano a viver numa "bela" cidade num deserto americano... Aqui, mais de 350 dias por ano temos sol. O frio e raro. De facto apenas ha duas ou tres semanas ficou frio. Entre Dezembro e Janeiro, a maioria dos dias oscila entre os 15 e os 0 graus celcius. Agora tambem e verdade que quando faz frio faz frio a serio. Que falta faz esse lindo mar para tornar o clima ameno...

Neste momento sao as cinco da tarde e la fora estao 8 graus celcius. Eu como boa menina que sou estava la fora a tremer de frio a fumar o meu cigarrito. Nesses cinco minutos vi duas coisas que acho que so aqui se veem:1) um marmelo de t-shirt, calcoes e flip-flops (vulgo chinelas), 2) uma gaja de gorro, luvas e cachecol e nos pezinhos umas simples flip-flops....

Digam-me gajas qual e a paranoia das flip-flops? Bem sei que e uma maravilha sair de casa e continuar de chinelas, e tipo nao abdicar do conforto de ter o pezinho ao leu, mas com um frio destes? Onde ja se viu?


A facadas