9.3.07

RIP


OK, desde o Natal tenho um ipod e estou viciada... Mas esta posta nao e sobre ipods... Hoje de manha caminhava desde o meu carro ate ao trabalho, ipod em shuffle mode, cigarro nos dedos... e de repente:


" I hear you skating on the ice

And wonder why you left me twice

The eerie sound of blade on lake

Cracks my skin and I fill with ache

But I don't want this heart

I don't need this blood "


E incrivel como as vezes a musica pop nos transporta para outro mundo, muda a luz, a cara das pessoas e nos muda a nos, nem que dure apenas os 2.30 minutos de uma bela melodia. Para mim este e um poder exclusivo da melhor musica pop, e poucos o fizeram com tanta simplicidade e beleza cristalina como os The Go-Betweens.

Assim que cheguei ao trabalho decidi investigar se tinha saido algum novo disco dos The Go-Betweens desde o ultimo e belissimo "Oceans apart". O que encontrei foi isto:





Nos ficamos mais pobres, tu... descanca em paz!

2.3.07

um salto mais alto

Queridas gajas, queridos(as) amigos(as)

Hoje vou falar-vos de sapatos de tacão. Tacones lejanos, como diria o outro. Pois parece que começa a estar na moda ver rapazes com este tipo de calçado. E não falo daqueles que se vestem de Mérilin Monroi para cantar os parabéns aos amigos, saindo de uma gigante Torta de Noz. Refiro-me a gente que no seu dia-a-dia até pode passar meio despercebida, com o seu outfit simples, roupinha barata, talvez até comprada na Humana (ai que isto hoje é só publicidade). E de repente, puff! Venha daí o tacão e cá vamos nós.

Sempre achei, mesmo sendo gaja, um grande incoveniente usar salto alto. Claro, pode ter as suas vantagens se queremos livrar-nos do namorado da nossa melhor amiga (todas nós vimos Jovem Procura Companheira). Mas não sou nenhuma bailarina para ter de andar em bicos dos pés. Também me assusta descer a Av. dos Aliados (assustava, porque agora aquilo é tudo betão armado) e tropeçar numa pedra da calçada. O equilíbrio necessário para fazer boa figura é enorme, e já todas sabemos como gosto de beber um ou dois copos de vez em quando. Ou seja, tacões para mim, jamé salomé, como diria a outra.

Mas e agora? Vai uma gaja tranquila a uma petite soirée com o seu téne Gola e vê um GAJO de salto agulha Prada??? Minhas amigas... não pode ser. Não podemos deixar que o nosso mundo continue a ser tomado por gajos. Eles já usam cremes anti-rugas, eles já usam cachecóis de tecido fino e côr lilás (vulgo, Gigis), eles já fazem depilação a laser e liftings, eles até já vão aos concertos dos D'zrt e sabem as letras da Floribella. Não podemos deixar que nos tirem a única coisa que julgávamos ser realmente nossa: os preciosos tacões.

Por isso um apelo: vão já a correr à Bata ou à H&M comprar uns sapatinhos de salto alto, nem que sejam baratinhos. Só para mostrar que, apesar de tudo, podemos ser mais altas!

Com amor
FriFri

1.3.07

23.2.07

coisas que li no jornal...

"A Madeira era uma das regiões mais pobres de Portugal, é hoje uma das regiões mais ricas. (...) Era uma ilha ignorada do Atlântico, é hoje um centro de turismo de luxo. (...) Calculo que os madeirenses se interessem pouco ou nada pelos métodos de Jardim, que os tiraram do isolamento e da miséria. (...) Os madeirenses votavam em quem lhes dava emprego, electricidade, estradas, saneamento básico, habitação... "

No jornal "Público" de 23 de Fevereiro de 2007


Afinal Alberto João Jardim é o maior e eu sem fazer ideia. Ainda bem que tenho esse incontornável vulto nacional da cultura/política/entretenimento, o Vasco Pulido Valente, para me chamar à razão quanto a esse assunto!

12.2.07

Assim sim!

Pela primeira vez na minha vida, votei em algo que ganhou!!!

11.2.07

A gripe e a abstenção

Tal como no referendo passado, é certo e sabido que também neste a abstenção favorecerá o "não". Por isso, suponho que os adeptos do "não" dêem graças a deus pela gripe que este enviou em altura tão propícia, que faz abarrotar de abstenção os hospitais e centros de saúde.
Nos 10 anos que levo de maioridade, nunca me abstive. E não o irei fazer amanhã, apesar de me ver confrontada com um grave problema: como me deslocar até à minha cidade natal e ao meu local de voto com 39ºC de febre resistente a benurões?
Deixo aqui um apelo: adeptos do "sim" engripados como eu, não pensem, baseados nas sondagens, que as contas já estão feitas! Façam um pequeno sacrifício e vão votar. Aqui ficam alguns conselhos:

1. Munam-se de lenços de papel (nada de pingar ranho para cima do boletim do voto; para além de ser possidónio pode esborratar e anular o vosso voto).
2. Assegurem-se de que conseguem abrir os olhos o suficiente para distinguir o "sim" do "não".
3. Tentem controlar os tremores e calafrios para que a mão não vos fuja e resvale para o quadradinho errado.

Será um pequeno sacrifício da vossa saúde e dignidade em prol da saúde e dignidade das mulheres do nosso país (peço desculpa por esta espécie de trocadilho foleiro, mas a minha imaginação, ultimamente já diminuída, encontra-se toldada q.b. pela febre).

8.2.07

Diário de uma gaja Mouca

Esta semana fui ao otorrinolaringologista. Reparem que poderia ter escrito simplesmente otorrino mas preferi escrever otorrinolaringologista para depois puder gabar-me de deter o record para a palavra mais comprida alguma vez escrita neste blog. E as outras gajas escusam de vir para aqui escrever Inconstitucionalissimamente, palavra que aproveito para deixar também aqui, só para garantir…


Mas deixando as divagações gramaticais e voltando ao assunto inicial - o otorrino. Por fora o meu ouvido pareça igual a qualquer outro, mas lá por dentro está (pelo visto) mais arruinado que os cofres do estado, mais destruído que Lisboa no final do terramoto de 1755. Prosseguindo com comparações estúpidas e perfeitamente escusadas, a senhora Otorrinolaringologista (casos de natureza tão séria devem ser resolvidos por gajas), quer armar-se em Marquês de Pombal e fazer uma reconstituição das minhas ruínas internas, de bisturi em punho!

Isto de transformar o meu ouvido na Baixa Pombalina, embora tenha o muy nobre objectivo de me transformar numa gaja mais saudável, isenta de doenças estranhas com nomes acabados em “oma”, tem os seus quês. Para começar, é já sabido que ficaria mais Mouca. Eu sei que ser Mouca é já uma espécie de imagem de marca, mas ficar ainda mais surda causa-me certa espécie…

Assim sendo, aquilo que à partida seria uma simples obra de beneficiação transformou-se num grande dilema para mim. Estou habituada a enfrentar grandes dilemas logo pela manhã, como sejam vestir saia ou calças, a côr da gigi, comer cereais ou antes umas torradinhas. Tudo dilemas da máxima importância, que resolvo sempre com elegância e eficácia. Mas como este ainda não me havia surgido nenhum, e isto está a ocupar-me uma parte significativa dos meus pensamentos diários.
Pelo acima exposto queiram desculpar-me o facto de não escrever postas sobre o aborto, nem sobre os grandes portugueses, nem sobre outros assuntos a pedido. Estou a pensar no meu umbigo, perdão – ouvido!



Nota: depois de uma breve pesquisa descobri que a maior palavra portuguesa é afinal, Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico, que designa uma pessoa que sofre de Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose, uma doença pulmunar. Agora sim, o record é meu!

1.2.07

bacalhau

Caras gajas:

Uma gaja emigra. Como todos os emigrantes sente-se sempre essa coisa tao portuguesa a que chamamos saudade. Eu emigrei ja la vao mais de tres anos e este tempo todo a coisa de que senti mais falta foi do nosso belo bacalhau. Embora se encontre bacalhau um pouco por todo o mundo, nao imaginam o quao dificil e encontrar o nosso bacalhau salgado. Este e intimamente portugues e muito muito dificil de encontrar. Se nunca provaram bacalhau fresco, nao provem, e uma desilusao, faz o coracao de uma portuga encolher... Mas ontem, ontem finalmente encontrei uma pequena caixinha de madeira no supermercado. Na caixinha dizia 1lb of salted cod. Meninas, o coracao cresceu, as mamas queriam-me saltar do peito. Nao era um daqueles lindos peixes enormes abertos ao meio e empilhados ate ao tecto como vemos no Continente por altura do Natal, nem sequer enchia o supermercado inteiro desse cheiro tao tipico, mas gajas, finalmente me convenci desse dizer de sabedoria tao duvidosa: o tamanho nao conta!

30.1.07

Florifenómeno

Vamos fazer uma suposição. Vamos todos supor que a Floribella se transformava num fenómeno de marketing à escala nacional. Imaginemos que passariam a existir roupas da Floribella, cd's da Floribella, jóias da Floribella, atoalhados da Floribella, bolos da Floribella e até pastilhas elásticas da Floribella...

E se, porventura, um público sequioso de novidades exigisse a publicação de pérolas literárias tais como - por hipótese - "O Amuleto de Tomás" ou "A Descoberta de Carlota"...



...quantas expressões faciais diferentes conseguiria interpretar tão trabalhadeira rapariga, de forma a abrilhantar tamanha quantidade de capas?

25.1.07

Que é feito dela?

Como é do conhecimento (quase) geral sou uma verdadeira perita em esquecer os objectos pessoais nos mais inusitados locais. Os objectos mais sacrificados são as chaves - as chaves de casa, as chaves da outra casa, as chaves do carro, as chaves do gabinete. É por isso muito frequente ouvir alguém gritar-me:
- AS CHAVES!!
E eu nunca resisto à tentação de gritar, em resposta:
- O DINHEIRO!!

Por isso vos pergunto: o que é feito da amiga Olga??

15.1.07

Nip Tuck

Caras gajas,

Eu sei que passo a vida a mandar postas ao lado, mas nao posso deixar de dizer a todas que nao percam a estreia da serie Nip Tuck, hoje na TVI. Nao posso imaginar um programa mais indicado para nos gajas... "ao final das contas" a serie e sobre dois cirurgioes plasticos (e o So dotor Sean Macnamara enche os olhos de qualquer gaja) e as suas gajas desesperadas por uma boa duma cirugia. A serie e mesmo boa... tentem e se nao gostarem tentem mais uma vez ou duas... se depois disso nao estiverem viciadas entao alguma coisa esta muito muito mal no vosso intimo de gaja.

A facadas

5.1.07

genius knows genius





Doug Walker: What musicians would you like to work with that you haven't yet had the opportunity too?”

Matt Johnson: Hmm. (...) There’s really not many names that spring to mind. I’ve worked with most of the people I wanted to work with and there’s probably some I haven’t heard yet that I’ll probably love. Off the top of my head a duet with either PJ Harvey or the singer from Cat Power would be nice.

28.12.06

O que uma gaja quer...

... é ver os dois gajos mai lindos do mundo no mesmo filme.

21.12.06

diz que isto é um blog de gaja...

Reparei agora que passei 2006 a ouvir Gajos Mesmo Muito Barbudos



A bela excepção que confirma a regra é...


Eu não digo?

Estamos velhas!

20.12.06

Flip-flops

Gajas,

Todas nos ja reparamos no peculiar sentido (ou falta dele) de fashion do americano comum. Se uma gaja vai por uma das belas ruas das nossas cidades e ve alguem de sandalias e meias sabe com 99% de seguranca que essa pessoa e americana.

Pois como todas sabem este e ja o meu terceiro ano a viver numa "bela" cidade num deserto americano... Aqui, mais de 350 dias por ano temos sol. O frio e raro. De facto apenas ha duas ou tres semanas ficou frio. Entre Dezembro e Janeiro, a maioria dos dias oscila entre os 15 e os 0 graus celcius. Agora tambem e verdade que quando faz frio faz frio a serio. Que falta faz esse lindo mar para tornar o clima ameno...

Neste momento sao as cinco da tarde e la fora estao 8 graus celcius. Eu como boa menina que sou estava la fora a tremer de frio a fumar o meu cigarrito. Nesses cinco minutos vi duas coisas que acho que so aqui se veem:1) um marmelo de t-shirt, calcoes e flip-flops (vulgo chinelas), 2) uma gaja de gorro, luvas e cachecol e nos pezinhos umas simples flip-flops....

Digam-me gajas qual e a paranoia das flip-flops? Bem sei que e uma maravilha sair de casa e continuar de chinelas, e tipo nao abdicar do conforto de ter o pezinho ao leu, mas com um frio destes? Onde ja se viu?


A facadas

16.12.06

Adivinha



Ontem fui a um concerto lindo!!! De quem?

7.12.06

Breve colecção de factos que pretende demonstrar (e creio eu que demonstra) que os portugueses são limpinhos

Nós, portugueses, temos a ideia generalizada de que somos piores do que os outros em tudo. Um desses preconceitos é que somos, vá lá, porcalhões. De facto, quando pensamos nas nossas ruas, se calhar esta ideia tem uma certa razão de ser: cospe-se para o chão, espalha-se lixo por todo o lado, não se apanham os cocós dos cães, os gajos fazem xixi pelos cantos quando bem lhes apetece, vomita-se de nojo mal se entra numa casa de banho pública, enfim, tudo coisas que fazem certamente arrepiar a pele a um escandinavo que cá chegue sem ter lido o capítulo "Quick facts about Portugal" do seu guia Lonely Planet. No entanto, basta visitar Madrid, por exemplo (ou Amsterdão - nunca lá estive mas sei isso de fonte segura) para se perceber que, se calhar, as nossas cidades até estão muito aquém do nível máximo de porcaria que uma metrópole pode suportar.

Mas quanto à higiene pessoal, minhas amigas, desdramatizemos: poucos povos se poderão orgulhar de ser tão lavadinhos como nós. Vamos aos factos:

- conheço, como é lógico, muito mais pessoas portuguesas do que estrangeiras; no entanto, as três pessoas mais malcheirosas com quem já convivi são um inglês, um irlandês e um argelino (a bem dizer, não conheço o argelino pessoalmente, mas o meu nariz já conviveu com ele o suficiente; e há que se lhe fazer justiça: o inglês anda muito melhor desde que casou com uma portuguesa).

- claro que também há portugueses malcheirosos, mas enquanto assim de momento só me lembro de um ou dois, poderia citar muitos outros exemplos estrangeiros de odor corporal desagradável, incluindo holandeses, alemães, belgas, franceses e americanos. Isto sugere que a taxa de pessoas malcheirosas (TPMC) é muito mais elevada fora de portas.

- curiosamente, até à data não tenho grande razão de queixa de espanhóis ou italianos, pelo que suspeito que a tendência para uma baixa TPMC é característica dos países mediterrânicos. Claro que quando se atravessa o estreito de Gibraltar a história é outra, como as gajas bem se recordarão!

- embora predominante, isto não é uma característica exclusiva dos gajos. Na realidade, em tempos conheci uma austríaca que disse com um certo tom de desdém que nós, portugueses, tomávamos banhos a mais.

Mas a história não se fica por aqui. Analisemos a situação da limpeza dentro das nossas casas. Os portugueses têm uma verdadeira obsessão por este assunto. Dona de casa (e dono também, não me digam que essas coisas são mariquices de gaja) que se preze tem a casa num brinquinho. Eu própria sofro por vezes por não poder manter o meu lar-doce-lar à altura - infelizmente, partilho o meu espaço vital com dois felinos que parecem sentir um especial prazer em sujar o que acabei de limpar. Há algum tempo, li algures que os portugueses dedicam mais não-sei-quantos-porcento do seu tempo às tarefas domésticas do que os habitantes do norte da Europa. Em concordância com este facto, o pouco que conheço do estado higiénico das habitações por esse mundo fora sugere-me que, mais uma vez, os portugueses se destacam pela positiva.

Estou orgulhosa comigo mesma: reparem que, não deixando de cortar na casaca de alguém, até consegui inaugurar uma nova tendência aqui no blog - a de dizer bem por comparação. Ah! E por favor não me acusem de xenofobia ou outra coisa do género: como poderão constatar, segui um raciocínio perfeitamente lógico e científico, à prova de qualquer preconceito. São os factos que falam, minhas amigas!

1.12.06

Poder de gata



(Descupem a falata de acentos mas o meu lindo MacBookPro nao tem acentos...)

Esta e uma posta de trauma para algumas de nos gajas.
Antes do mais, Chan Marshall, tem um poder unico de parar o tempo. A sua voz e tao grande que me faz imaginar que estou envolvida em algodao doce... Eu sei, eu sei, isto parece uma posta plagiada de uma novela cor de rosa da Danielle Steel. Mas e a mais pura verdade, para mim, que nem sou dada a musica "melada", nostalgica, urbano sentimentalista etc.., Cat Power tem um poder estranhissimo.
Posto isto, pouco tempo depois de ter partido para o exilio, a menina finalmente decidiu dar um concerto em Matosinhos. Obviamente tentei convencer as gajas que ainda residiam na Patria a irem ver o concerto. E elas foram, nao me lembro se apenas foi uma gaja ou se foram duas gajas mais o senhor V. Resultado: As gajas sentiram que aquilo nao foi um concerto mas um ultraje... A menina estava podre de bebada, mal disposta e dizem as gajas nao cantou uma unica musica do principio ao fim. Foi um happening de Drunken Power e nao um concerto de Cat Power.
Recentemente, ja depois da edicao do fabuloso The Greatest, Cat Power esteve aqui nesta cidade no meio do deserto onde estou desterrada. Depois de muito conflito interno decidi que nao iria a um concerto para me arriscar a ver um nao concerto. As minhas amigas deserticas que foram, amaram o concerto. A menina nao fez fita, tanto que tinha com ela uma Big Band que nao a deixava brincar... mais, deu um concerto memoravel e foi uma pessoa super comunicativa, doce e ate decidiu juntar-se ao publico para cantar. Foi um espectaculo de Ganda Power.
Nao se faz nao se faz...
E agora vai estar de novo em Portugal, este fim de semana.
Eu diria... Vao gajas vao... Bom ou mau sabem que vai ser unico...

E desculpem esta posta assim tao sem interesse. Depois deste hiato enorme, e depois de me ter demitido oficialmente do blog. ...Mas ainda sabia a password e senti que teria de vos tentra convencer a ir ver este Greatest concerto. Este nao e um regresso meu ao Blog... e apenas um Accident Power...

Jocas da facadas...

28.11.06

Correio Electrónico

De: Júlio Investigações
Para: Gaja Mouca

Oi como vai tudo jóia !
Oi como vai estou lhe enviando esse e-mail pois acho que você , não recebeu ele da outra vês que eu o enviei ,nem queria ter que fazer isto. estou até meio sem jeito de não poder te falar pessoalmente, mais me sinto na obrigação de te avisar, não sei se você já fico sabendo por outra pessoa ou não sabe ainda que a pessoa que você confia e ama esta lhe traindo... É difícil de acreditar numa historia dessa mais como as imagens valem maisque as palavras, estou te enviando fotos , para você ver com seus próprios olhos .



De: Gaja Mouca
Para: Júlio Investigações

Amigo Júlio:
Por aqui tudo jóia, obrigadinha. Espero que consigo também esteja tudo bem. Em primeiro lugar cá vai, completamente à borla, um conselho de amiga: faça um esforço para melhorar esse seu português. É que o facto de não ter posto uma única vírgula no seu devido lugar pode abalar a sua credibilidade, que na sua profissão é bastante importante.
Por outro lado, devo confessar que me foi difícil resistir à tentação de ver as fotografias que me endereçou. Não o fiz, obviamente, pois o meu computador anda imunologicamente muito fraquinho e qualquer virose pode ser-lhe fatal. Mas a estratégia é boa, amigo Júlio, e estou convencida que funcionará razoavelmente bem quando aplicada a namoradas/namorados/maridos/esposas/amantes que sofram de ciúme compulsivo.
No entanto, no caso de uma gaja descomprometida como moi même, as suas mensagens erram o alvo, acabando por cair em saco roto. Recomendo-lhe por isso que não volte a despender o seu precioso tempo com a minha caixa de correio electrónico. Já agora, se esbarrar por aí com os senhores seus colegas do “enlarge your penis", explique-lhes por favor que não possuo um (razão pela qual também não estou interessada em comprar Viagra).
Devo contudo confessar-lhe que achei a sua abordagem algo inovadora no mundo SPAM e merece, por isso, todo o meu respeito. Continue o bom trabalho!